Philomena

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Nota: ★★★★

Philomena, de Stephen Frears (2013) é um brilho, uma pérola, um filmaço. É absolutamente tudo o que se pode esperar de um grande filme: uma história belíssima, fascinante, maravilhosamente contada, maravilhosamente interpretada.

Vejo filmes há mais de 50 anos, e já houve época em que me parecia mais importante a forma que o conteúdo, o jeito de contar a história do que a história em si. O passar dos muitos anos traz um monte de problemas, mas tem também a capacidade de trazer um pouco mais de sabedoria, e, quanto mais velho fico, mais tenho a certeza de que um grande filme é aquele que conta uma bela história de maneira bela. Simples assim.

Quando bem jovem, aprendi que os filmes bons são aqueles que fazem pensar – não os que emocionam. Filmes bons, todos os que entendiam de filmes me diziam, são aqueles que servem para fazer você pensar, e, de preferência, se revoltar contra a realidade e lutar contra ela. Os filmes – era o que se ensinava – foram feitos para fazer as pessoas se tornarem rebeldes, revolucionárias.

Segundo a cartilha em que aprendi a ler os filmes, aquela cartilha dos sonhadores, comunistas, socialistas, filme que apela para a emoção é coisa menor. Happy end torna as massas lenientes com a exploração do homem pelo Grande Capital. Filme bom é o que tem fim triste, e faz as pessoas deixarem o cinema infelizes, e portanto afeitas à rebeldia, à revolta.

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Com o passar das décadas, deixei de lado as lições da velha cartilha. Filme bom, para mim, é aquele que conta uma bela história de maneira bela. Se fizer o espectador pensar, ótimo; se fizer o espectador se emocionar, ótimo. Se fizer as duas coisas, ah, então é um grande filme.

Philomena faz o espectador pensar e se emocionar.

É uma história fantástica, impressionantemente bela. E – incrível – quem escreveu não foi um ficcionista talentoso, um Charlie Kaufman, mas a vida. É uma história real.

Philomena conta a história – real – do encontro de duas pessoas em tudo por tudo díspares, diferentes, quase antípodas.

O encontro do jornalista Martin com Philomena fez dos dois pessoas melhores

Aprendi com Regina Lemos, no pouco tempo que tive para conviver com ela, que os encontros de duas pessoas podem produzir os resultados mais diferentes. Os encontros não são 1 + 1 = 2. Há encontros que resultam em avalanche ao contrário, bola de neve subindo a montanha, um fazendo o outro melhor, o outro tornando melhor a vida do um: 1 + 1 nesses casos dá 3, 4, 20, 30 mil. Lennon-McCartney tiveram isso, durante um tempo. Os irmãos George e Ira Gerswhyn foram assim a vida inteira. Caetano e Gil são outro exemplo perfeito. Modéstia à parte, creio que o encontro Sérgio-Mary vá nessa conta.

Mas os encontros (dizia Regina, com carradas de razão) também podem ser 1 + 1 = menos 2, menos 4, menos 10. Esses aí têm nome, são as folies à deux. F. Scott e Zelda Fitzgerald foram em parte um encontro que resultou numa bola de neve montanha abaixo – embora ela tivesse inspirado muito do que ele escreveu. Lennon e McCartney tiveram sua época de resultado negativo da soma – o tempo em que o primeiro compôs uma canção irada esculachando com o outro, chamando-o de zero à esquerda.

O encontro entre Philomena Lee e Martin Sixsmith é do primeiro tipo, o tipo que faz cada uma das duas pessoas melhores.

Jornalista, Martin Sixsmith contou a história em reportagens e também em um livro, The Lost Child of Philomena Lee. O roteiro do filme se baseia no livro, e é assinado por Jeff Pope e Steve Coogan – este último é também o ator que interpreta Martin Sixsmith.

Philomena Lee é interpretada pela extraordinária Judi Dench – e o filme valeria só pela atuação da grande atriz.

Mãe solteira, Philomena teve seu filho vendido para um casal – e nunca mais o viu

O filme abre com Martin no consultório de seu médico. Não estava nada bem – não de saúde física, que esta não tinha problemas. Mas andava muito deprimido, sem ânimo para nada. Aos 50 anos de idade, depois de uma boa carreira como repórter da BBC com longas permanências em Moscou e Washington, tinha virado assessor de imprensa do ministro dos Transportes durante o governo Tony Blair (1997 a 2007). E, pouco antes daquela consulta ao médico, havia sido demitido por causa de um comentário polêmico. O caso foi amplamente divulgado pela imprensa.

Paralelamente, simultaneamente, o filme vai mostrando Philomena, uma senhora idosa amargurada, constantemente se lembrando de fatos acontecidos quando ela era muito jovem, na sua Irlanda natal, e sobre os quais ela jamais havia contado para pessoa alguma, nem mesmo para a filha, Jane (Anna Maxwell Martin).

Quando bem moça, pobre, sem educação sexual alguma, Philomena (interpretada então por Sophie Kennedy Clark, na foto acima) havia tido uma transa com um rapaz bonitão e engravidado. Envergonhado, seu pai viúvo a entregou aos cuidados das irmãs do Sagrado Coração, na Roscrea Abbey. Lá a garota deu à luz um filho, ao qual deu o nome de Anthony.

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Mães solteiras havia centenas, milhares, na Irlanda do início dos anos 50 – é o que mostra o filme. Nesse convento das Sisters of the Sacred Heart havia algumas dezenas de jovens na mesma situação de Philomena. E as freiras usavam as jovens praticamente como escravas: Philomena trabalhava na lavanderia do convento, ao lado de muitas outras colegas, sete dias por semana, 365 dias por ano.

As moças tinham autorização para ver os filhos durante uma hora por dia.

A maior amiga de Philomena era Kathleen (Charlie Murphy), mãe de Mary. A garotinha e Anthony, criados juntos, se adoravam.

Quando tanto Mary quanto Anthony estavam aí com uns 4 anos de idade, foram dados pelas freiras para um casal rico. (Mais tarde veremos que na verdade as crianças eram vendidas para casais ricos, em geral de americanos.)

Foi só no dia em que Anthony estava fazendo 50 anos de idade, em 2002, que Philomena pela primeira vez na vida contou a história para sua filha Jane.

O jornalista deixa a empáfia de lado e aceita investigar a história de Philomena

Por uma dessas coincidências incríveis, Jane se encontrou logo depois com Martin Sixsmith. Ela estava servindo vinhos numa festa em que Martin foi apresentado a Sally Mitchell (Michelle Fairley), editora de um jornal londrino, que trabalhava numa editoria que aqui chamaríamos de Comportamento – onde se contam “histórias de interesse humano”.

Num momento em que Martin a procurou pedindo um copo de vinho, Jane disse ter ouvido que ele é jornalista – será que ele não estaria interessado na história de uma mulher que guardou em segredo por 50 anos a existência de um filho, que foi tirado dela e entregue para adoção por um grupo de freiras?

Presunçoso, metido, formado em Oxford, tendo trabalhado anos na BBC, Martin dá uma resposta grosseira. Diz que está escrevendo um livro sobre a História da Rússia e não mexe com “histórias de interesse humano”. Jane pergunta por que, e ele responde mais grosseiramente ainda: “Porque ‘interesse humano’ é um eufemismo para designar histórias sobre pessoas fracas, vulneráveis e ignorantes, para serem lidas nos jornais por pessoas fracas, vulneráveis e ignorantes”.

Em casa após a festa, Martin pergunta para a mulher se seria o caso de trabalhar com histórias de interesse humano.

O filme está com apenas dez minutos quando Martin se encontra pela primeira vez com Philomena, levada ao encontro pela filha Jane (na foto acima).

Ele oferece a pauta para Sally Mitchell, e ela aceita.

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Philomena e Martin viajarão para a Irlanda, para visitar a Roscrea Abbey. A madre superiora, irmã Claire (Cathy Belton), oferecerá bolinho e chá, pedirá a Martin que deixe que as duas mulheres conversem a sós, dirá a Philomena que um incêndio destruiu todos os registros sobre as crianças nascidas no convento e – numa contradição flagrante, gritante – entregará à idosa senhora um papel que ela havia assinado 50 anos antes, dizendo que abria mão de criar o filho.

Martin, criado como católico, se declarava então ateu. E reage com uma frase forte quando Philomena mostra para ele a tal declaração que havia assinado 50 anos antes: – “É engraçado, não? Todas as folhas de papel que poderiam ajudar você a encontrar seu filho foram destruídas, mas adivinha só, o único pedaço de papel feito para impedir você de encontrá-lo foi carinhosamente preservada. Deus e sua infinita sabedoria decidiram poupar esse papel das chamas.”

Martin passa a admirar Philomena – e aprende lições de vida com ela

Martin não demora nada a ficar sabendo que muitos dos bebês haviam sido vendido para casais americanos. Como havia trabalhado durante anos em Washington, e ainda tinha bons contatos lá, sugerirá que ele e Philomena façam uma viagem aos Estados Unidos à procura do paradeiro do filho dela.

Uma das belas características do filme é como vai se criando e se aprofundando a amizade entre aquelas pessoas tão díspares, vindas de mundos tão diferentes. Martin vai admirando cada vez mais aquela mulher simples, de história de vida tão trágica, vinda de uma infância e adolescência pobres, sem boa educação – mas uma pessoa boa, bom caráter, batalhadora, forte, firme como uma rocha. E vai encontrando motivação na vida, num momento em que estava amargurado, deprimido, perdido profissionalmente.

Nos letreiros após o final da narrativa, em que se conta o que aconteceu na vida dos personagens, é dito que Martin Sixsmith voltou ao jornalismo e escreveu vários livros, depois de seu encontro com Philomena Lee – alguns deles sobre a História da Rússia.

Quanto a Philomena, ainda vive, no Sul da Inglaterra, cercada por netos e bisnetos. De vez em quando viaja até a Irlanda e visita a abadia de Roscrea. No final dos créditos finais, há um “Very special thanks to Philomena Lee”.

O crime brutal foi cometido por religiosos, não pela religião

A história de Philomena é pavorosa, chocante, apavorante, crudelíssima – e o filme deixa muito claro que ela é apenas uma das dezenas, centenas de jovens que comeram o pão que o diabo amassou nas mãos de instituições ligadas à Igreja Católica. É uma coisa medieval, inconcebível, absurda. Toda a forma com que eram tratadas aquelas pobres moças é desumana, cruel – infernal.

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Muita gente que vir o filme seguramente ficará com ódio e horror da religião católica. Não acho que isso seja certo. Não é a religião que é a culpada daquele horror, são as pessoas que estavam ali representando a religião.

Como se disse num filme hoje obscuro, pouquíssimo conhecido, e que no Brasil teve o título grotesco de A História de um Homem Mau (1961): o erro pode ser do cantor, não da canção. (Aliás, o título original do filme, estrelado pelos ingleses Dirk Bogarde e John Mills, é exatamente The Singer Not the Song.)

Da mesma forma com que não pode culpar o islamismo pelos atos de alguns muçulmanos, não se deve culpar a Igreja Católica pelos erros – por mais violentos que sejam – de alguns religiosos.

Bem, é a minha opinião.

Um realizador que trafega por todos os gêneros – e sempre se dá bem

zzphilo7É muito impressionante como Stephen Frears é um grande diretor em qualquer gênero em que resolva transitar. E não há praticamente gênero algum que ele não tenha visitado: drama de época (Ligações Perigosas, Chéri), histórias reais recentes (A Rainha, este Philomena), comédia (Alta Fidelidade, A Van, O Retorno de Tamara, Sra. Henderson Apresenta), western (Terra de Paixões), drama pesado sobre imigração ilegal (Coisas Belas e Sujas), suspense quase terror (O Segredo de Mary Reilly),

Philomena teve 4 indicações ao Oscar: melhor filme, melhor atriz para Judy Dench, melhor roteiro adaptado e melhor trilha sonora (de autoria de Alexandre Desplat). Não levou nenhum – assim como não levou nenhum Globo de Ouro, tendo tido as indicações nas categorias de melhor filme drama, melhor atriz em drama e melhor roteiro.

Levou o Bafta de melhor roteiro, mas não levou o prêmio britânico nas demais categorias em que foi indicado – melhor filme e melhor atriz para Judi Dench.

Atenção: spoiler! Aqui se revelam fatos mostrados depois da metade do filme

Uma seqüência em especial me fascinou. Acontece quando estamos com 60 minutos de filme– e, por isso, o eventual leitor que ainda não viu o filme não deveria continuar lendo. Martin e Philomena estão nos Estados Unidos, e já sabem da nova identidade de Anthony, que teve seu nome trocado pelos pais adotivos para Michael Hess. Michael tornou-se figura importante no Partido Republicado, foi conselheiro das administrações Reagan e Bush pai.

zzphilo9E então Philomena e Martin são recebidos por uma mulher que foi colega de trabalho e grande amiga de Michael, Marcia Weller (Sara Stewart). Marcia mostra para a mãe de Michael fotos em que ele aparece ao lado tanto de Ronald Reagan quanto de George Bush. Philomena murmura baixinho: “Ele nunca teria tido um emprego desses se tivesse ficado comigo”.

Surgem outras fotos de Michael – ele de jardineira de jeans, ele com um outro homem.

Philomena vai vendo as fotos com um leve sorriso, com uma expressão que mostra muita saudade do filho que nunca mais viu mas com alguma felicidade por saber um pouco sobre a vida dele.

É um plano americano, levemente em contreplongée – vemos Marcia à esquerda da tela, Philomena no meio, Martin à direita.

Philomena: – “Quem é esse rapaz?”

Marcia: – “É Pete, amigo dele.”

Martin olha atentamente para Philomena, tentando ver se ela reagia diante daquela obviedade. O rosto de Philomena não mostra nenhuma surpresa, nenhuma reação diferente.

Philomena: – “E você, você era namorada dele, Marcia?”

Ela pega uma foto que Michael e Marcia estão de rosto colado.

Marcia, depois de um riso curto, educado: – “Não. (Leve pausa.) Não sei se sabe, mas ele era gay. (Nada muda na expressão de Philomena.) Eu costumava acompanhá-lo nos compromissos sociais, porque ser gay não era visto com bons olhos no Partido Republicano. (Pausa.) Ele era muito charmoso e carismático.”

Philomena: – “Diga, ele teve algum filho?”

Martin, expressão preocupada de quem tenta impedir que a cristaleira caia, intervém: – “Philomena, Marcia acabou de dizer que Anthony era gay.”

Philomena, sem alterar a expressão: – “Sim, eu sempre soube disso, mas achei que ele pudesse ser bi-curioso. Trabalhei com enfermeiros gays, e um deles me contou que era bi-curioso.”

Dei rewind para ver de novo a sequência. (Na verdade, incomodei Mary de tanto que quis rever sequências deste filme extraordinário.)

Minha primeira impressão tinha sido realmente de que Philomena – na atuação sempre brilhante de Judi Dench – não estava compreendendo, que a ficha não estava caindo. Pois ela surpreende o espectador, assim como surpreende Martin e Marcia, ao encarar com a mais absoluta naturalidade o fato de que seu filho era gay.

Quando eles saem do lugar em que se encontraram com Marcia, caminhando pela região nobre de Washington, o Capitólio ao fundo, Martin pergunta como foi que ela percebeu que o filho era gay. E ela responde, com a maior tranquilidade no rosto: – “Bem, ele era um menino muito sensível. Com o passar o tempo fiquei imaginando se não poderia ser. Quando vi a fotografia dele de jardineira não tive mais dúvida.”

Atriz soberba, personagem maravilhosa.

Não dá para evitar a repetição: o melhor cinema que se faz hoje no mundo é nas Ilhas Britânicas. Provavelmente porque é nas Ilhas Britânicas que há a sociedade mais civilizada do planeta.

Anotação em setembro de 2014

Philomena

De Stephen Frears, Inglaterra-EUA-França, 2013

Com Judi Dench (Philomena), Steve Coogan (Martin Sixsmith), Sophie Kennedy Clark (Philomena jovem), Mare Winningham (Mary), Barbara Jefford (irmã Hildegarde), Ruth McCabe (madre Barbara), Peter Hermann (Pete Olsson), Sean Mahon (Michael), Anna Maxwell Martin (Jane), Michelle Fairley (Sally Mitchell), Wunmi Mosaku (jovem freira), Amy McAllister (irmã Anunciata), Charlie Murphy (Kathleen), Cathy Belton (irmã Claire), Sara Stewart (Marcia Weller). Kate Fleetwood (irmã Hildegarde jovem)

Roteiro Steve Coogan e Jeff Pope

Baseado no livro The Lost Child of Philomena Lee, de Martin Sixsmith

Fotografia Robbie Ryan

Música Alexandre Desplat

Montagem Valerio Bonelli

Produção The Weinstein Company, Yucaipa Films, Pathé, BBC Films, British Film Institute. DVD Paris Filmes.

Cor, 98 min

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6 Comentários

  1. valdecir Tozzi
    Postado em 9 dezembro 2014 às 1:09 pm | Permalink

    Boa tarde, Sérgio. Havia assistido a esse filme há alguns meses atrás. Fiquei tão impressionado com o filme e como tive curiosidade sobre mais alguns fatos (principalmente sobre relacionamento de Anthony com sua irmã)comprei o livro.
    E para aqueles que querem saber como como foi a vida de Anthony (já que o filme foca a procura dele pro parte da mãe), o livro detalha esse aspecto.

    Valdecir Tozzi

  2. Sérgio Vaz
    Postado em 9 dezembro 2014 às 2:22 pm | Permalink

    É ótimo saber disso, Valdecir. Não sabia que o livro tinha sido lançado no Brasil.
    Muito obrigado, e um abraço!
    Sérgio

  3. José Luís
    Postado em 13 dezembro 2014 às 2:11 pm | Permalink

    Excelente filme que recentemente. Acho que é mesmo notável. Quando escreve que “A história de Philomena é pavorosa, chocante, apavorante, crudelíssima” concordo inteiramente e fez-me lembrar um outro filme “The Magdalene Sisters” que conta a história de 4 raparigas que são enviadas para um asilo católico onde são obrigadas a trabalhar como escravas. É uma realidade que esteve escondida durante dezenas de anos. Fica aqui o endereço da Wikipedia: https://en.wikipedia.org/wiki/The_Magdalene_Sisters
    Ainda há pouco tempo o primeiro-ministro da Irlanda pediu desculpa às sobreviventes.

  4. Helio Trindade
    Postado em 26 janeiro 2015 às 9:02 am | Permalink

    Esse filme surpreende porque a história vai sendo mostrada aos poucos e tem um final sinistro (uma palavra que está na moda).
    E vai prendendo sua atenção. Eu gostaria de comentar sobre uma freira (acho que é uma madre superiora) que sempre se escondia e se esquivava. Em determinado momento essa personagem é acuada e obrigada a falar. Mas o mais interessante é que ela não se arrepende de nada e tem a plena de convicção de que fez a coisa certa. E lembro também que naquela ocasião eu estava torcendo para que Judy Dench ganhasse o seu Oscar!

  5. Heitor
    Postado em 12 agosto 2015 às 3:47 pm | Permalink

    Esse dá muita vontade de ver… E tu viu Prick up Your Ears? Desse Frears tb. Esqueci o nome em portuga. Mesmo. Bio Joe Orton. Viadagem pura, mas bom toda vida. Gary Oldman novinho, Vanessa redgrave.

  6. Heitor
    Postado em 19 fevereiro 2017 às 10:13 am | Permalink

    Vi agora. Fino. Até que ponto inglês é civilizado e até que ponto é sangue de barata?
    Se vida fosse gordura de leite, inglês não seria desnatado? Até que ponto isso é uma vantagem?

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