Os 12 Macacos / 12 Monkeys

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Nota: ★★★½

Eis aí um filme que fica melhor com a passagem do tempo. Ou, a rigor, um filme de que, com a passagem do tempo, a gente aprende gostar mais. Admirei Os 12 Macacos muito mais agora, 17 anos após ter visto pela primeira vez.

Em 1997, muito, muito antes de imaginar que um dia teria um site sobre filmes, fiz para mim mesmo a seguinte anotação:

“**1/2 Uma boa ficção, com plot bem enrolado, viagens no tempo, flashbacks que na verdade veremos que é meio flashforward, Bruce Duro de Matar Willis duro como nunca (como ator e como personagem) dando porrada a três por quatro com cara de demente, pitadas daquele selvagem anticapitalismo financeiro que Terry Gilliam mostrou (melhor) em O Pescador de Ilusões, misturado com pitadas daquela parábola de hospício como o lugar dos que se revoltam contra o establishment (remetendo direto a Um Estranho no Ninho e, mais remotamente, àquele velho de Broca, Le Roi des Coeurs), com a beleza suave de Madeleine Stowe como contraponto pra tanta porrada.”

Dei na época 2.5 estrelas em 4, a mesma cotação (coincidentemente, é claro) que foi dada por Leonard Maltin. Eis o que diz o autor do guia de filmes mais vendido do mundo:

“Num desolador mundo do futuro próximo, um prisioneiro é enviado para trás no tempo, para os anos 1990, para descobrir a fonte de uma praga que matou bilhões e forçou a sociedade a se mudar para debaixo da terra. Joga com presente/passado/futuro de maneira que é ao mesmo tempo inteligente e confusa; no mínimo, é o tipo de filme que deixa você com muito para falar depois de vê-lo. Inspirado pelo curta-metragem de Chris Maker de 1962 La Jetée.”

Hoje acho que é um filme para 3.5 estrelas em 4. No mínimo.

Uma imensa saudade, uma nostalgia dolorosa do Planeta tal como ele é hoje

É gozado, interessante, fascinante: o filme não mudou – portanto, se gostei imensamente mais dele ao revê-lo agora, eu mudei.

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É o tipo de fábula que a boa ficção-científica dos grandes autores gosta de contar: a de que, num mundo pós-holocausto final, os poucos sobreviventes sentirão uma imensa saudade, uma nostalgia dolorosa do Planeta tal como ele é hoje, apesar de todos os gigantescos, imensos, infinitos problemas que ele tem.

O protagonista, James Cole (Bruce Willis), o homem que vem do futuro para os anos 1990, bota a cabeça para fora do carro e inspira com imenso prazer o ar poluído das grandes cidades. No seu mundo, só é possível viver no subsolo, e apenas se pode sair à superfície com roupa blindada semelhante às dos astronautas. E então ele respira fundo, e diz: “Eu gostaria de viver aqui. Tem água, ar, estrelas. A gente respira! Adoro este mundo!”

A psiquiatra Kathryn Railly (o papel da maravilhosa Madeleine Stowe), após finalmente ter se convencido de que James Cole veio de fato do futuro, e não é um psicótico brabo, ao contrário do que ela pensava com toda a certeza que os psiquiatras possuem, diz: “Em algumas semanas, terá começado (a praga fatal, que aniquilaria a vida de 5 bilhões de pessoas) – ou não. Se ainda houver jogos de futebol e tráfego congestionado, programas de TV e roubos a mão armada, ficaremos felizes demais”.

Uma imensa saudade, uma nostalgia dolorosa do Planeta tal como ele é hoje. Os poucos que sobreviverem ao holocausto final fariam tudo para voltar aos tempos de hoje – por piores que eles sejam.

É de fato uma fábula que a boa ficção-científica adora contar. “Verde”, o extraordinário conto de Fredric Brown publicado no livro As Luzes do Céu São Estrelas, conta essa mesma fábula. É o que diz, bem ao final, O Planeta dos Macacos original, de Franklin Schaffner (1968), na sequência em que o astronauta interpretado por Charlton Heston enfim compreende em que planeta está.

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Um filme estonteante, um tour-de-force de 129 minutos

Os 12 Macacos é um filme um pouco mais longo que o padrão – são 129 minutos, que passam bem depressa –, e todo ele é um tour-de-force, do começo ao fim. As novidades vão jorrando freneticamente, a cada nova sequência. A ação é rápida, incessante – e, no entanto, é tudo tão estupidamente bem realizado que não cansa.

Leonard Maltin acertou em cheio, na minha opinião, quando disse que o filme “joga com presente/passado/futuro de maneira que é ao mesmo tempo inteligente e confusa”. O termo que ele usa é confusing, que significa confuso mas também desconcertante, estonteante.

Terry Gilliam, com base no roteiro de Janet Peoples e David Peoples, criou um tour-de-force de 129 minutos, uma maratona que parece uma corrida de 100 metros rasos, uma narrativa de fato desconcertante, mas também inteligente. É um quebra-cabeças daqueles de 2 mil peças – mas, ao final, não falta uma pecinha sequer das 2 mil, tudo se encaixa com perfeição.

É de fato um filme estonteante.

Confusa está é esta anotação.

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Começando do começo: em 1990, um doido anunciou que haveria uma praga letal

Vou tentar botar alguma ordem – começando do começo, que é por onde se deve começar.

Começa com letrinhas surgindo na tela preta como se estivessem sendo escritas naquele momento numa tela de computador, ainda pré-Windows, nos tempos do DOS (afinal, o filme é de 1995):

“… 5 bilhões de pessoas vão morrer por causa de um vírus letal em 1997… Os sobreviventes abandonarão a superfície do planeta… Mais uma vez os animais vão dominar o mundo. Trechos de uma entrevista com um homem clinicamente diagnosticado como paranóico esquizofrênico. 12 de abril de 1990, Hospital do Condado de Baltimore.”

A primeira imagem é um close-up extremo dos dois olhos azuis de um garoto aí de uns dez anos (interpretado por Joseph Melito). O garoto está com os pais em um aeroporto, e diante dele um homem cai no chão, baleado. Uma mulher de longos cabelos louros corre até ele, segura a mão dele cheia de sangue.

Corta, e vemos James Cole-Bruce Willis no que saberemos mais tarde ser uma prisão num dos muitos andares subterrâneos onde os sobreviventes do vírus se instalaram no futuro próximo. Não se precisa o ano em que se passa a ação no futuro, mas dá para imaginar que seja algo em torno de 2030, por aí. (Segundo o IMDb, no roteiro e em parte do material promocional na época do lançamento do filme há referências ao ano de 2035.)

Cole está preso por uma série de crimes, conforme um policial vai enumerar: é violento, insolente, tem atitudes anti-sociais, violou repetidamente o código permanente de emergência, não tem respeito pelas autoridades.

Mas é forte feito um touro, é observador, tem boa memória, e então é enviado para a superfície, para o mundo exterior, à procura de informações e, em especial insetos que possam ser estudados pelos cientistas.

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A psiquiara: “1996 é o futuro.” O doido: “1996 é o passado.”

Os créditos iniciais ainda estão rolando quando vemos James Cole andando pelas ruas geladas de Filadélfia, envolto em capas blindadas como um astronauta na Lua. Ele é o único ser humano ali, na superfície – mas em todos os lugares há animais de todas as espécies. Há até um leão solto nas ruas, e não parece ser por descuido do seu domador, como na canção muito antiga de Roberto Carlos.

Ao voltar para os subterrâneos, as catacumbas do futuro, Cole passa por diversas lavagens, para não haver contaminação pelo vírus que está no ar da superfície. E ainda enfrenta uma quarentena. Só depois disso é levado para uma junta de cientistas. Eles propõem ao preso uma nova missão; se ele aceitar, sua pena de prisão perpétua será comutada.

Corta, e um letreiro informa que estamos em Baltimore, em abril de 1990. Uma bela mulher – a dra. Kathryn Railly, psiquiatra que traalha para o condado – assiste a um recital de poesia num belíssimo salão quando toca seu bip.

Corta, e a dra. Kathryn-Madeleine Stowe, longos cabelos negros e saia negra bem curta sobre meias negras, está numa prisão. Um oficial descreve para ele o recém-chegado: foi pego andando de cueca, sem documento algum; quando policiais tentaram prendê-lo, reagiu com fúria, enfrentou cinco, dois deles foram parar no hospital. Haviam feito testes – ele não estava drogado.

A dra. Kathryn vai interrogar um James Cole com ar de absoluta insanidade, babando, completamente acorrentado. O diálogo que a psiquiatra tenta iniciar é dificílimo. O homem diz que precisa sair dali, obter informações.

De repente aquela fera babante diz que adora o ar – e inspira fundo, como se fosse um paulistano chegando a um recanto isolado nas montanhas, sem poluição alguma. A médica pergunta por que ele gosta daquele ar, e ele diz que não tem germes.

Aí se dá um diálogo esquisito, maravilhoso:

Ele: – “Estamos em outubro, certo?”

Ela: – “Em abril.”

Ele: – “Em que ano estamos?”

Ela: – “Que ano você pensa que é?”

Ele: – “1996.”

Ela: – “Isso é o futuro. Você pensa que está vivendo no futuro?”

Ele: – “1996 é o passado.”

Ela: – “Não. 1996 é o futuro. Estamos em 1990.”

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O filme não tem medo algum de ser desconcertante, estonteante

Os 12 Macacos é um maravilhoso filme em que todas as peças acabarão se encaixando, mas ele não tem medo de ser confusing – entendendo-se a palavra usada por Leonard Maltin como tudo o que ela significa: confuso, mas também desconcertante, estonteante.

O espectador vai demorar um pouquinho para entender, mas, lá do tempo presente, o tempo pós-holocausto final, 2030, por aí, os cientistas haviam enviado o pobre James Cole numa viagem no tempo. O alvo era outubro de 1996, pouco antes de o vírus letal ser espalhado por dez grandes cidades do mundo, Rio de Janeiro incluído – mas cometeram um pequeno erro, e Cole baixou em Baltimore em abril de 1990.

Mais tarde errarão de novo, e enviarão Cole de volta para o passado e ele cairá no meio das trincheiras da Primeira Guerra Mundial. Num novo retorno ao passado, dessa vez acertadamente para 1996, James Cole estará com uma bala na perna disparada durante a Primeira Guerra. A dra. Kathryn vai extrair a bala disparada antes de 1920 em pleno 1996.

O futuro vira passado depressa demais. A cada minuto estamos mais perto de deixar de existir

Quando falta menos de meia hora para terminar esse tour-de-force que deixa o espectador desconcertado, estonteado, tonto, a dra. Kathryn e um cada vez mais confuso James Cole se reencontram. A essa altura, a psiquiatra já acredita que ele não é louco, que ele de fato viajou no tempo – e o pobre Cole quer acreditar que é louco, e que a psiquiatra vai curá-lo. Tudo o que ele quer na vida, naquele momento, é parar de viajar entre o mundo pós-holocausto final e aquele mundo pré-disseminação do vírus letal, em que se pode andar livremente na casca do Planeta e respirar o ar.

Estão em um cinema que exibe um festival Hitchcock, 24 horas por dia, sem parar. O cinema adora citar o cinema, e eu, apaixonado por filmes, adoro os filmes que citam filmes. A psiquiatra que agora crê no cara que antes achava doido de pedra e o cara que quer se achar doido de pedra para fugir daquelas viagens entre os mundos pré e pós apocalipse conversam baixinho, enquanto na tela rola a sequência de Um Corpo Que Cai/Vertigo, em que o ex-policial Scottie-James Stewart e Madeleine-Kim Novak-loura passeiam naquele parque de sequóias ao Norte de San Francisco, e Madeleine, diante de uma reprodução de um corte longitudinal de uma sequóia, mostrando a passagem de centenas e centenas de anos, diz: “Aqui eu nasci – e aqui eu morri”.

Enquanto na tela rola o filme em que Kim Novak primeiro aparece loura e depois morena, na platéia Kathryn-Madeleine Stowe está prestes a colocar uma peruca loura sobre seus longos cabelos negros.

James Cole diz a Kathryn que se lembra de ter visto aquele filme quando era criança. O que, a rigor, é perfeitamente possível. Em 1996, antes do apocalipse, o garotinho James Cole tinha uns dez anos; Vertigo passava na TV a toda hora.

E James Cole-Bruce Willis diz: – “O filme nunca muda. Não pode mudar. Mas cada vez que você vê é diferente, porque você mudou. Você vê coisas diferentes.”

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Como já foi dito nesta anotação, Os 12 Macacos não mudou. Se eu gostei imensamente mais dele ao revê-lo agora, é porque eu mudei. Essa noção é gozada, interessante, fascinante.

O futuro vira passado depressa demais. A cada minuto estamos mais perto de deixar de existir.

Como em tantas histórias da boa ficção-científica, estamos cada vez mais perto de destruir o Planeta, e uma imensa legião de ecocéticos ri dos cientistas que alertam para os perigos das mudanças climáticas.

É dureza.

Embora, no caso de Os 12 Macacos (assim como em Contágio, que Steven Soderbergh faria em 2013, portanto 16 anos depois deste filme aqui), o holocausto final, o apocalipse, venha através de um vírus – e não das mudanças climáticas.

Mas vem – como em tantas outras fábulas de ficção-científicas – pela ação do homem. E não pelo choque com um meteorito gigante, ou a invasão de alienígenas violentos.

Um dos autores do roteiro escreveu também os de Blade Runner e Os Imperdoáveis

Aí vão algumas informações sobre o filme e como foi sua produção.

* La Jetée, o curta-metragem de 1962 a partir do qual foi escrito o roteiro de Os 12 Macacos, tem 28 minutos. O diretor do filme, o francês Chris Marker (1921-2012), foi ele próprio o autor do argumento e do roteiro. Sua filmografia como diretor tem 58 títulos – a grande maioria curta-metragens e documentários.

* Eis uma sinopse de La Jetée, que consta no IMDb: “Em uma Paris devastada depois da Terceira Guerra Mundial, os poucos humanos sobreviventes começam a pesquisar viagens no tempo, esperando enviar alguém de volta ao mundo anterior à guerra em busca de comida, mantimentos e talvez uma solução para sua situação. Um homem é atormentado por uma vaga memória da infância que vai se provar fatal.”

* O roteiro de Os 12 Macacos, criado a partir das idéias básicas da trama do realizador francês, é de autoria do casal David e Janet Peoples. Esse David Peoples tem uma filmografia absolutamente admirável. É um dos dois autores do roteiro de Blade Runner, de Ridley Scott (1982) – e, como notou o crítico Roger Ebert, o futuro mostrado nos dois filmes é muito parecido – um futuro sombrio, desolador, aterrador. É de David Peoples também o argumento e o roteiro de outra obra-prima, Os Imperdoáveis, de Clint Eastwood (1992).

* Consta que o diretor Terry Gilliam não tinha visto o curta La Jetée quando fez o filme.

zzmacacos6* Segundo o IMDb, Bruce Willis aceitou receber um salário bem mais baixo do que o que havia recebido em filmes anteriores por seu interesse pelo projeto e por ter a chance de trabalhar com o diretor Terry Gilliam.

* Quando foi contratado para fazer o papel fundamental na trama de Jeffrey Goines, um sujeito, esse sim, doido de pedra, que funda o Exército dos 12 Macacos, Brad Pitt ainda era um ator em ascensão. Estava com 32 anos, mas parece bem mais jovem. Como Bruce Willis, aceitou trabalhar por um salário bem baixo. No entanto, quando o filme foi lançado, já haviam sido exibidos Entrevista com o Vampiro, Lendas da Paixão e Seven – Os Sete Pecados Capitais, e ele já havia se tornado ator de primeira grandeza em Hollywood.

* O filme não foi bem nas pré-estréias para público selecionado. Houve muita crítica negativa, e os produtores discutiram sobre a possibilidade de fazer mexidas na versão apresentada. Consta que Terry Gilliam insistiu em que nada fosse modificado – e provou-se que ele estava certo, pois o filme rendeu na bilheteria mais de cinco vezes o orçamento.

* Os 12 Macacos recebeu duas indicações ao Oscar – melhor ator coadjuvante para Brad Pitt e melhor figurino para Julie Weiss. Não levou nenhum dos dois prêmios, mas Brad Pitt foi o melhor coadjuvante no Globo de Ouro. A atuação dele de fato é extraordinária.

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Roger Ebert, o grande crítico que amava ver filmes, termina assim seu longo texto sobre este filme admirável:

“Já vi 12 Monkeys descrito como uma comédia. Qualquer risada que ele inspirar será muito falsa, irreal. É mais uma celebração da loucura e da desgraça, com um herói que tenta triunfar contra o caos de sua condição, e é inadequado. Essa visão é fria, sombria, sufocante, e mesmo o romance entre Willis e Stowe é mais desesperado que alegre. Tudo isso é feito de bela maneira, e quanto mais você conhece sobre filmes (especialmente o aspecto técnico), mais você vai admirá-lo. Mas uma comédia ele não é. E como entretenimento ele apela mais para o cérebro do que para os sentidos.”

Grande Ebert.

Belo filme. Frio, sombrio, sufocante, apavorante – mas belo.

Anotação em março de 2014

Os 12 Macacos/12 Monkeys

De Terry Gilliam, EUA, 1995

Com Bruce Willis (James Cole), Madeleine Stowe (Kathryn Railly),

e Brad Pitt (Jeffrey Goines), Christopher Plummer (Dr. Leland Goines), Joseph Melito (James Cole garoto), David Morse (dr. Peters), Jon Seda (Jose), Frank Gorshin (dr. Fletcher), Christopher Meloni (tenente Halperin)

Roteiro Janet Peoples e David Peoples

Inspirado no filme La Jetée, de Chris Marker, 1962.

Fotografia Roger Pratt

Música Paul Buckmaster

Montagem Mick Audsley

Produção Univeral, Atlas Entertainment, Classico. DVD Universal.

Cor, 129 min

R, ***1/2

3 Comentários

  1. Postado em 16 Março 2015 às 8:57 pm | Permalink

    Perfeito

  2. edimar
    Postado em 24 Maio 2015 às 11:28 pm | Permalink

    E ai galera,
    Eu assisti esse filme pela segunda vez e confesso que na primeira ele deu um nó na minha cabeça kkkkk.
    Eu assisti e depois pensei muito e nem dormi direito com tanta duvida na minha cabeça. Mas após muito ver rever e analisar as cenas detalhadamente cheguei a uma conclusão que se encaixa em todas as partes da trama.
    Vamos analisar alguns pontos:
    1 – Cole e um garoto que presenciou uma cena de crime em um aeroporto.E a partir daí ele começa a desenvolver uma fantasia pois já sofre de problemas psicológicos. ( observem como ele fica impressionado com a cena do homem morrendo, e como a cena se repete em sua mente ao longo do filme com personagens diferentes e como no final ele observa atentamente o avião). Como a psiquiatra disse: você esta tendo a mesma fantasia e só esta trocando os personagens.
    2- Não existe vírus, futuro apocalíptico nem terrorista nem cientistas.Tudo não passa da fantasia de Cole que presenciou uma cena de crime. O hospício e a psiquiatra existem, mas só nas cenas reais de internação e consultas. E a psiquiatra é uma pessoa real que o trata com carinho e atenção e por isso ele logo a inclui em suas fantasias.
    3-Ele cresce e se torna um adulto violento e problemático e é realmente internado em um hospício. Lá ele conhece pela primeira vez a psiquiatra, por quem se apaixona e então associa seu rosto ao da mulher do aeroporto que estava tentando socorrer o homem baleado. Prova disso e o fato de ele associar o rosto de Brad Pitt “que é completamente louco” ao terrorista. Ou o rosto da corretora de seguros que estava no aeroporto “que era uma figura marcante” ao de uma cientista de suas fantasias.
    Em resumo toda a historia de ficção se desenvolve a partir da fantasia criada por uma criança que se torna um adulto problemático e toda a parte real é a vida desse adulto “Cole”seja nas ruas ou seja no hospicio.

  3. Nildo Oliveira
    Postado em 25 junho 2015 às 2:06 am | Permalink

    Assisti esse filme pela primeira vez a um mês atrás.
    Sabia que era Top e que tinha que ver.
    Agora tenho que ver a serie

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  2. Por 50 Anos de Filmes » A Hora Final / On the Beach em 2 junho 2016 às 9:28 pm

    […] e Os 12 Macacos, 1995. A Soma de Todos os Medos, 2002. O Dia Depois de Amanhã, 2004. Filhos da Esperança, 2006. […]

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