O Jantar / La Cena

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Nota: ★★★½

Ettore Scola, assim como seu conterrâneo Michelangelo Buonarroti, gosta de afrescos, gigantescos painéis. Não é muito chegado a pequenos retratos intimistas. Prefere obras mais épicas, mais do tipo epopéia, painéis que retratem toda a sociedade, a Grande História.

Fez isso, por exemplo, em Nós Que Nos Amávamos Tanto/C’eravamo tanto amati, de 1974, com Vittorio Gassman e Stefania Sandrelli, em que traçou um panorama da vida na Itália desde a Segunda Guerra até meados dos anos 1970 – e aproveitou para fazer um inventário do próprio cinema italiano ao longo daquelas décadas.

Fez isso em O Baile, de 1983, em que, num único espaço – um salão de danças em um bairro periférico de Paris – e sem uma única palavra pronunciada pelos atores, mostrou o desenrolar da História e as mudanças dos costumes na França dos anos 20 até o início dos 80.

E mais uma vez em A Família, de 1987, de novo com Vittorio Gassman e Stefania Sandrelli, mais Fanny Ardant, em que mostrou as mudanças históricas desde 1906, quando o protagonista foi batizado, até a época em que comemora seus 80 anos.

Mesmo quando não traça afrescos que percorrem diversas décadas, cria painéis que espelham momentos importantes da Grande História. Em Um Dia Muito Especial/Una Giornata Particolare, de 1977, concentrou-se na relação de apenas dois personagens em um único dia, o da visita de Adolf Hitler a Roma, mas, através deles e dos eventos do dia, traçou um quadro amplo da sociedade italiana sob o jugo do fascismo.

Neste O Jantar, de 1999, encurtou o tempo ainda mais – toda a ação se passa em um único local, um restaurante, ao longo de uma única noite – mas alargou imensamente o número de personagens. O filme focaliza mais de duas dezenas de pessoas. Ali estão, de novo, mais uma vez, Vittorio Gassman, Stefania Sandrelli e Fanny Ardant, num elenco gigantesco que inclui outros astros e um monte de atores menos conhecidos.

Ettore Scola é tão fiel a seus atores e colaboradores quanto à sua ideologia. Como o inglês Ken Loach, Scola se mantém eternamente socialista, caiam quantos Muros de Berlim houver.

O realizador não demonstram muita simpatia pela maioria dos personagens

O argumento, a história básica de O Jantar é do próprio Scola. O desenvolvimento da trama básica foi feito a oito mãos – além do cineasta, assinam o roteiro Furio Scarpelli, Giacomo Scarpelli e Silvia Scola, esta última a filha dele, que participou da redação de 14 roteiros, inclusive da mais recente obra do mestre, Che strano chiamarsi Federico, de 2013, a homenagem ao colega e amigo Fellini.

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Roteiro assinado por três ou quatro pessoas é uma das mais sólidas tradições do cinema italiano. Acho que dá para dizer com segurança que são poucos os filmes italianos com roteiros assinados por uma única pessoa. O trabalho em equipe é marca registrada desde as primeiras obras que levam a assinatura de Cesare Zavattini (1902-1989), um dos nomes chaves do neo-realismo italiano.

Scola e seus co-roteiristas não demonstram muita (a rigor, nenhuma) simpatia pela maioria dos personagens que criaram. Com raras exceções, as pessoas daquela grande galeria de tipos são fracas, fúteis, vazias, de caráter um tanto precário; têm um comportamento errático, às vezes beirando o ridículo, ou caindo completamente nele.

Elementar, meu caro eventual leitor: para Scola, assim como para a grande maioria dos realizadores italianos (e também dos franceses) do pós-guerra, todos eles comunistas, socialistas ou simpatizantes, bom, digno, justo é o trabalhador humilde, explorado, espoliado pelos ricos. Bastou passar para o outro lado da linha da pobreza que aí a bondade, a dignidade, a justiça passam a ser artigo raro. Rico, burguês, então, esse é quase necessariamente ruim da cabeça ou doente do pé ou as duas coisas juntas.

Repito sempre essa observação ao falar de muitos filmes de realizadores italianos ou franceses – mas a culpa nesse caso não é minha, não é de quem observa a realidade, e sim dela mesma, a realidade.

Stefania, que tinha feito a musa Luciana, aqui faz uma matrona escandalosa

O Arturo al Portico, onde se passa toda a ação de O Jantar, não é um restaurante luxuoso, caríssimo, só para endinheirados. Também não é um restaurante popular como o Rei da Meia Porção, onde os belos personagens de Nós Que Nos Amávamos Tanto se reuniam ao longo das décadas. É um lugar para a classe média, de média média para média alta. Não há gente do povo humilde trabalhador, ali, mas também não há ricaços, milionários. É classe média. Mas, de novo: deixou de passar necessidades básicas, saiu da linha da pobreza, personagem de filme italiano que se preze é ruim da cabeça ou doente do pé ou as duas coisas juntas.

Isabella, a personagem interpretada pela musa Stefania Sandrelli (na foto acima), por exemplo, dificilmente conseguiria atrair as simpatias do espectador. No máximo, no máximo, podemos sentir um pouco de pena, de piedade. É uma matrona que se veste de forma quase escandalosa, quase vulgar; o tempo deixou seu corpo bem mais roliço, mais cheio, do que na época em que a atriz interpretou a lindíssima Luciana de C’eravamo Tanto Amati, e, em vez de tentar esconder sua bastantosidade, Isabella a expõe em um vestido decotado. Põe meio bastão de batom nos lábios carnudos. Fala muito alto, inclusive sobre a intimidade da filha, Sabrina (Lea Karen Gramsdorff), com quem divide a mesa.

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Sabrina estuda num internato de freiras; está na cidade de passagem, aquele é um dos breves momentos em que está com a mãe. A aparência da garota é o oposto da de Isabella; está com uns 19 anos, mas parece mais nova; os cabelos louros são presos atrás; não há um pingo que maquiagem no rosto infantil, que demonstra timidez e um evidente mal-estar com o jeito escandaloso da mãe.

Isabella é do tipo que não dialoga – fala o tempo todo. Às vezes faz uma ou outra pergunta para a filha, mas não dá tempo para que ela responda – emenda a pergunta na frase seguinte de seu interminável monólogo.

Um tom de farsa aberta ao mostrar o professor de Filosofia e sua aluna

Lolla (Nadia Carlomagno) é mostrada com um tom ainda mais alto, um tom que chega ao farsesco. Chega sozinha ao restaurante, senta-se a uma mesa ao fundo. Chega um homem que parece ser seu namorado, ou marido – mas logo em seguida chega outro, e depois mais outro, e depois mais outro. Quatro homens, todos eles amantes da moça, que teve o desejo de reuni-los para conversar sobre suas dúvidas, suas ambiguidades.

O tom também é de farsa aberta quando vemos o professor de Filosofia (interpretado por Giancarlo Giannini, na foto acima) e sua super jovem amante, Allieva (uma Marie Gillain extremamente jovem, então com 24 de idade apenas). Allieva era aluna do professor, e apaixonou-se perdidamente por ele. Adora o fato de que ele usa cinta-liga entre a cueca e as meias. Joga ostensivamente um guardanapo no chão para, embaixo da mesa, levantar um pouco a calça do professor e ver (e exibir para a câmara) a ridícula cinta-liga. Passa a mão na perna do professor. Joga-se sobre ele na mesa.

Em seguida, conta para o professor-amante que contou tudo sobre eles para Lucca, seu namorado. Rompeu com ele – “e você, já falou com sua mulher, já contou para ela?”

Como o professor obviamente não havia contado coisa alguma para a mulher, Allieva tira da bolsa uma carta imensa, gigantesca, interminável, dirigida à esposa do amante, em que diz que ela já o teve por muito tempo, e agora ele pertence a ela, sua nova amante.

Digo e repito: para o cinema italiano, quem tem dinheiro no banco não presta

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Há o casal de jovens namorados, sentados próximos a uma mulher solitária, com jeito de executiva (interpretada por Daniella Poggi). A jovem namorada acha que pode estar grávida, a menstruação está atrasada, e então ela quer discutir a relação. Diz para o namorado que, se não estiver grávida, então ela quer se casar; mas, se estiver, então não quer se casar, porque não quer um casamento forçado pelo fato de estar grávida.

O namorado não compreende direito esse raciocínio – ele está disposto a casar, seja qual for o caso.

Mas, enquanto a namorada fala, e fala, ele olha para a frente e não consegue deixar de ver a mulher solitária, que faz caras e bocas provocativas para ele, cruza e recruza as pernas, mostrando os joelhos e o início das coxas. Quando a mulher se levanta para ir ao banheiro, o rapaz entende que ela o está chamando, e vai atrás. A mulher começa a desabotoar a camisa dele, parece que vai dar ali mesmo, mas em seguida segura duramente o saco dele, e vai embora do banheiro enquanto o coitado cai no chão se contorcendo de dor.

Quem tem dinheiro no banco – este é o axioma – ou é ruim da cabeça ou doente do pé, ou os dois.

Um imenso afresco, uma espécie assim de Guernica de Picasso

Há a dupla de amigos do teatro. Bricco (Adalberto Maria Merli) é diretor e dramaturgo – acaba de fazer uma adaptação bem livre do trecho de Os Irmãos Karamázovi de Dostoievski em que aparece a figura do Grande Inquisidor. Está ali para convencer Menghini (Nello Mascia), que é ator, a participar da montagem de sua nova peça; o próprio Bricco fará o Grande Inquisidor, e Menghini, o papel de um Jesus Cristo que ouve calado o que diz o outro, ao longo de toda a peça.

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Scola e seus co-roteiristas parecem ter escolhido diferentes tons para mostrar cada grupo de personagens. Se o tom do grupo em torno da ninfomaníaca Lolla e o casal professor de Filosofia e sua amante taradinha é de aberta farsa, o das seqüências que mostram o encontro de um engenheiro casado de novo com a filha adulta, Alessandra (Francesca d’Aloja) é bastante mais sutil.

O pai é daquele tipo comum de homem que trabalhou demais ao longo de toda a vida para prover a família de todos os bens materiais mas se esqueceu, ao longo do processo, de fazer companhia aos dois filhos, de estar presente, de dar carinho. E Alessandra se ressente disso, e faz questão de demonstrar sua eterna mágoa a cada momento. Bem mais tarde, chegará o outro filho do engenheiro, Francesco (Giorgio Tirabassi), um alcoólatra que não se livrou do vício apesar das diversas internações.

Há vários outros grupos nas mesas do Arturo al Portico. Há o grupo de empresários, que discutem negócios, impostos, política, enquanto o marido de uma canta por telefone celular a mulher do outro. Há o grupo de senhoras idosas, que mostram umas às outras fotos dos netos, conversam gostosamente sobre o passado e eventualmente reparam na quantidade absurda de batom usada pela coroa da mesa próxima, Isabella-Stefania Sandrelli.

É um imenso afresco. É um Guernica de Picasso.

A mulher do dono do restaurante é feito por uma Fanny Ardand lindérrima

E há também, é claro, toda a equipe do próprio restaurante.

A primeira personagem dessa grande galeria que vemos é Flora (o papel de uma Fanny Ardant com aquela beleza fortíssima, aquela beleza tipo cheguei), a proprietária. O proprietário, propriamente, é o Arturo que dá o nome ao restaurante (interpretado por Corrado Olmi); mas Arturo está bem idoso, vive doente, com uma coisa ou outra; chegará ao restaurante quando a narrativa já está avançada. Deixou o negócio nas mãos da bela e muito mais jovem esposa.

E Flora passeia sua beleza completamente à vontade pelas diversas áreas do estabelecimento. Fica basicamente no caixa, mas também recebe à porta os grupos que chegam, leva-os até suas mesas. Entra na cozinha, ajuda. Rege aquela orquestra confusa com segurança, amabilidade e nenhuma grosseria para com os funcionários.

zzjantar2Na cozinha, reina soberano o chef Duilio (Eros Pagni), um velho comunista um tanto desiludido com os rumos que a História andou tomando nos últimos tempos – o filme é de 1998, o Muro de Berlim já havia ruído, o Império Soviético idem. Duilio trabalha, dá ordens e fala furiosamente, compulsivamente, um discurso sem fim contra os jovens que não sabem de nada, que não se interessam por nada, bando de alienados.

No salão, quem dá as ordens é o maître Diomede (Riccardo Garrone), homem da velha guarda, conservador, altivo. Diomede tem profunda amizade por Arturo, o patrão; gostaria que ele estivesse mais presente no dia-a-dia da casa; não confia muito no jeito da patroa. Desconfia até que a patroa dá muita bola para um dos garçons, um toscano muito saidinho, muito à vontade. Flora, por sua vez, acha que Diomede tem é ciúme dela, tem é, na verdade, no fundo, uma quedinha por ela.

O outro garçom acredita que tem veia poética. Um de seus maiores orgulhos na vida é ter uma fotografia autografada do poeta russo Yevgeny Yevtushenko, que ele encontrou uma vez numa feira literária. O garçom poeta costuma levar seus escritos para serem apreciados pelo professor Pezzullo (o papel de Vittorio Gasman, naquele que seria seu último filme), um dos mais assíduos frequentadores da casa.

O professor interpretado por Gassman observa tudo o que se passa

Na minha opinião, Flora e o professor Pezzullo são os personagens mais interessantes, mais fascinantes, dessa grande galeria criada por Ettore Scola e seus co-roteiristas.

O professor é um sujeito sem dinheiro sobrando, de forma alguma. Pede sempre os mesmos pratos, simples – por respeito à idade avançada – e baratos – por falta de opção. Flora simpatiza com ele, e para o professor não houve inflação nos últimos anos: ele continua pagando o mesmo número de liras que pagava anos e anos atrás, apesar da inflação real alta na Itália daquela época.

O professor senta-se sozinho à mesma mesa de sempre, observa o cardápio, finge que vai pedir pratos complicados, temperados e caros, para depois pedir o mesmo prato simples, à base de arroz. De sua mesa, observa tudo o que acontece ao redor. Repara na zorra da mesa da ninfomaníaca Lola; repara nas inconveniências do casal professor-aluna; repara até que Flora parece estar à espera de um telefonema específico.

Repara em tudo, e diz longas frases eruditas sobre a vida o amor a morte.

Parece que, ao final, Scola enfim mostra simpatia por aquelas pobres pessoas

Naquela noite, uma sobrinha de Flora, filha da irmã dela, faz aniversário. Adolescente, a garota trouxe para o restaurante da tia um grande grupo de amigos. Flora reservou para os álacres jovens uma grande mesa na varanda, de forma a não perturbar os demais clientes.

zzjantar99Quando a noite e a narrativa vão se aproximando do fim, Flora, depois de servir um bolo de aniversário para a sobrinha, oferece ainda um presente: uma dupla de jovens mulheres instrumentistas chega ao restaurante para tocar algumas peças eruditas.

E então a câmara do diretor de fotografia Franco Di Giacomo faz um plano-seqüência que percorre todas as mesas do Arturo al Portico, mostrando os rostos de cada uma daquelas duas dezenas de pessoas reunidas ali. Começa lá na varanda, a partir das duas instrumentistas, e a câmara vai andando para dentro do restaurante, vai até a cozinha, volta pelo outro lado. Revemos os rostos de todos aqueles personagens.

Dá a nítida impressão de que, àquela altura, Scola e companheiros cansaram-se de expor os pecadilhos, os pecadões, as fraquezas, as hipocrisias, as loucuras, o egoísmo, as dificuldades de comunicação daquelas pessoas todas.

Como se, depois de tanto exibir os defeitos daqueles personagens, os autores tivessem enfim se compadecido deles. Tivessem enfim sentido simpatia por eles – mesmo eles não sendo da classe trabalhadora, gente humilde, pobre, honrada. Como se tivessem enfim achado que somos todos – com ou sem algum dinheiro no banco – pobres coitados nesta vida, bichos imperfeitos, feitos de carne, osso, dúvidas, medos e fraquezas, e a vida é curta e ninguém tem a rigor o direito de levantar a primeira pedra.

É como se Scola quisesse demonstrar a verdade da canção de Donovan Leitch: “Be not too hard, for life is short and nothing is given to men; be not too hard, for soon he’ll die, often no wiser than he began.”

Não sejamos duros demais, porque a vida é curta e nada é dado aos homens; não sejamos duros demais, porque logo as pessoas vão morrer, muitas vezes não mais sábias do que quando eram crianças.

Ou como se, como a Grushenka do romance de Doistoiévski que ele cita, Scola afinal tenha dito: “Se eu fosse Deus, perdoava todas as pessoas”.

“Como se Scola não acreditasse mais na possibilidade de mudar a humanidade”

Bem, isso foi o que senti, ao rever o filme agora. Cada espectador tem todo o direito de sentir o que quiser diante de uma obra, é óbvio. Cada cabeça é uma sentença.

O Guide des Films do mestre Jean Tulard tem uma visão bem diferente da minha, praticamente oposta – ou talvez não propriamente oposta, mas até complementar. Transcrevo o texto todo, inclusive o primeiro parágrafo com a sinopse; não uso aspas para não me obrigar a ser literal:

Flora, a patroa de um restaurante romano, recebe com delicadeza, apesar de sua lassidão, seus clientes da noite. Ao longo do jantar vão se encontrar casais, famílias, solitários, velhos e jovens. Histórias de amor e dinheiro, de lembranças e sentimentos inconfessáveis.

Ettore Scola retoma o princípio que já havia feito o sucesso de vários de seus filmes: unidade de tempo, de lugar e de ação. Sua câmara se interessa por um grupo de indivíduos, depois a um outro, passa do salão às cozinhas, pinta um quadro desiludido de uma sociedade dobrada sobre si mesma. Filme nostálgico, com personagens pitorescos, muitas vezes reduzidos ao estado de caricaturas. Filme amargo, como se o próprio Scola não acreditasse mais na pertinência de seus propósitos, na possibilidade de mudar a humanidade.

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Cacete, como escrevem bem esses caras do Guide de Tulard.

O eventual leitor terá a sua própria opinião, talvez mais próxima da minha, um pouco mais esperançosa, talvez mais próxima da do Guide, mais pessimista. Mas dificilmente discordará de que O Jantar é um grande filme.

Anotação em janeiro de 2014

O Jantar/La Cena

De Ettore Scola, Itália-França, 1998

Com Fanny Ardant (Flora, a proprietária), Corrado Olmi (Arturo, o proprietário), Riccardo Garrone (Diomede, o maître), Eros Pagni (Duilio, o chef), Vittorio Gassman (professor Pezzullo), Stefania Sandrelli (Isabella, a mãe da estudante de internato), Lea Karen Gramsdorff (Sabrina, a filha de Isabella), Giancarlo Giannini (o professor de Filosofia), Marie Gillain (Allieva, a aluna-amante), Antonio Catania (Adam, o mágico), Nadia Carlomagno (Lolla, a ninfomaníaca), Daniella Poggi (a executiva), Adalberto Maria Merli (Bricco, o diretor de teatro), Nello Mascia (Menghini), Francesca d’Aloja (Alessandra, a filha do pai distante), Giorgio Tirabassi (Francesco, o irmão de Alessandra)

Roteiro Ettore Scola, Furio Scarpelli, Silvia Scola e Giacomo Scarpelli

Fotografia Franco Di Giacomo

Música Armando Trovajoli

Montagem Raimondo Crociani

Produção Massfilm, Medusa Film, Les Films Alain Sarde, Filmtel, France 3 Cinéma. DVD Paris Filmes.

Cor, 126 min

***1/2

Um Comentário

  1. Senhorita
    Postado em 23 março 2014 às 7:35 pm | Permalink

    Ah, eu quero jantar com o Vittorio Gassman!!!

2 Trackbacks

  1. […] cabelos de Fanny Ardant – que interpreta a protagonista da história, e é a melhor coisa que o filme tem – eram […]

  2. […] Ettore Scola era um garoto de 9 anos de idade quando viu pela primeira vez o nome Federico Fellini. Seu avó era cego, e então pedia para o garoto ler para ele as histórias da Marc’Antonio, uma revista semanal humorística, satírica, publicada em Roma. Leu uma piada para o avó, e disse o nome do autor, Federico Fellini. Atento, observador, o velho comentou que aquele redator era novo na revista. […]

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