A Vida dos Outros / Das Leben der Anderen

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Nota: ★★★★

A vontade que deu, depois que revi agora a A Vida dos Outros, é de dizer: este é um dos melhores filmes que já foram feitos. Mas há muitos que não vi, então sou obrigado a restringir: A Vida dos Outros é um dos melhores filmes que já vi na vida.

E olha que vi alguns tantos.

É uma daquelas pérolas perfeitas, diamantes raros, lapidados com extremos cuidado e brilho por ourives de talento majestoso. Não falta nada e não sobra nada, tudo se encaixa, tudo está no lugar certo. A trama é fascinante (embora também aterradora, apavorante), o roteiro é um brilho, a câmara faz movimentos suaves, sutis, elegantes. A trilha sonora, assinada por Stéphane Moucha e Gabriel Yared, é estonteante. A reconstituição de época é um primor. E o desempenho de todo o elenco – encabeçado por três grandes atores, Ulrich Mühe, Sebastian Koch e Martina Gedeck – é sensacional, arrebatador, emocionante.

zzvida6A Vida dos Outros é também, além de soberba obra de arte, um daqueles filmes indispensáveis por sua relevância histórica, pela importância do que ele retrata.

O autor da história e do roteiro e diretor do filme, Florian Henckel von Donnersmarck, conseguiu fazer um retrato forte, impressionante, vívido de uma ditadura ferrenha igual às mais trágicas distopias imaginadas por grandes escritores – 1984 de George Orwell, Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley, O Zero e o Infinito de Arthur Koestler, Fahrenheit 451 de Ray Bradbury.

Igual às mais trágicas distopias da ficção – ou ainda pior que elas.

Pior. Porque o mundo apavorante retratado em A Vida dos Outros existiu de fato. Recentissimamente.

Caso raro de filme sério, denso, que faz sucesso de crítica e de público

A Vida dos Outros é também um daqueles casos raros de filmes que agradam, e muito, a público e crítica. Não foi, é claro, um blockbuster gigantesco, como em geral são apenas as superproduções de ação, muita porrada, muita perseguição de carro, ou então as com super-heróis dos quadrinhos, mas teve muito público e rendeu bastante. Segundo o IMDb, o orçamento estimado do filme foi de cerca de US$ 2 milhões. Pois ele rendeu US$ 11 milhões só nos Estados Unidos, o maior mercado consumidor do mundo. Na Alemanha, faturou 19 milhões de euros; na vizinha França, 10 milhões de euros. Até 2009, havia tido um faturamento global de US$ 77 milhões.

Para um drama sério, pesado, sobre tema político, isso é espetacular. Uma absoluta raridade.

Colecionou nada menos de 67 prêmios, fora 25 outras indicações, mundo afora. Na Alemanha, foi o grande vencedor do ano no prêmio Lola, a versão tedesca do Oscar: levou os troféus de melhor filme, melhor direção, melhor ator para Ulrich Mühe, melhor ator coadjuvante para Ulrich Tukur, melhor roteiro, melhor fotografia para Hagwen Bogdanski, melhor direção de arte para Silke Buhr.

Ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro, num ano de bons filmes – entre seus concorrentes estavam Depois do Casamento, de Susanne Bier, Indigènes, de Rachid Bouchareb, e O Labirinto do Fauno, de Guillermo del Toro.

Ganhou o César, o Oscar francês, e o David di Donatello, o Oscar italiano, como o melhor filme estrangeiro.

O objetivo declarado da polícia política de 100 mil empregados: “Saber de tudo”

Abre com letreiros, para situar o espectador no contexto histórico. Nem todo espectador sabe do contexto, dos acontecimentos históricos, ainda que bem recentes, e então é bom que letreiros auxiliem a compreensão do que se vai ver.

zzvida3“1984, Berlim Oriental. A glasnost não está à vista. A população da RDA é mantida sob controle estrito pela Stasi, a polícia secreta da Alemanha Oriental. Sua força de 100 mil empregados e 200 mil informantes salvaguarda a Ditadura do Proletariado. Seu objetivo declarado: ‘Saber de tudo’.”

(Para lembrar: RDA, República Democrática Alemã, ou DDR, Deutsche Demokratische Republik, em contraposição à ocidental República Federal da Alemanha, ou Bundesrepublik Deutschland.)

Depois dos letreiros sobre fundo negro, novo letreiro, agora sobre as primeiras imagens do filme: “Novembro de 1984 – Centro de Detenção Temporária – Ministério de Defesa Nacional”.

Um jovem é levado, através de longos corredores, para uma sala de interrogatório. O interrogador usa uniforme militar – é o protagonista da história, Hauptmann Gerd Wiesler, HGW nos documentos que escreverá, Wiesler para os que o conhecem, capitão da Stasi – o papel de Ulrich Mühe.

Wiesler manda o jovem preso botar as mãos sobre a cadeira, embaixo das coxas.

O crime pelo qual o jovem foi preso: ele teria – talvez, possivelmente – ajudado um vizinho a fugir para o Ocidente, para o inimigo capitalista.

Wiesler ordena que o jovem descreva o que fez em determinado dia.

O interrogatório está sendo gravado – e a gravação será usada em seguida por Wiesler na sala de aula da Academia da Stasi, onde a polícia política do regime comunista da RDA forma os futuros oficiais.

Enquanto eu começava a rever A Vida dos Outros, tive vontade de transcrever na anotação sobre o filme todos os diálogos iniciais – tanto os do interrogatório, quanto os da sala de aula, em que capitão-professor Wiesler mostra a seus alunos a gravação e as técnicas de extrair a confissão do preso. Claro que não seria o caso – ficaria um texto imenso demais, até mesmo para os meus padrões.

Os diálogos são impressionantes. É tudo mostrado de maneira muito brilhante – e é tudo muito, muito apavorante, chocante.

Quando Wiesler põe para os alunos ouvirem a gravação do trecho do interrogatório em que o preso já está ali na sala por 40 horas ininterruptas, sem dormir, sem se alimentar, e o interrogador está repetindo pela milésima vez a mesma pergunta – descreva o que você fez no dia tal –, um dos alunos da academia da Stasi faz um comentário tipo “mas isso aí é um tanto desumano”.

Wiesler faz uma marquinha junto ao nome do estudante de técnicas de interrogação desumana. Tipo assim: este aqui não está preparado para ser um verdadeiro soldado da proteção da Ditadura do Proletariado. Este aqui deveria, na verdade, ser interrogado pela Stasi: mostra tendências subversivas.

“É o único escritor não-subversivo que também é lido no Ocidente”

Quando Wiesler encerra sua aula, é aplaudido pelos alunos – e também por Anton Grubitz (Ulrich Tukur), que havia chegado e estava parado perto da porta.

O espectador percebe perfeitamente que Wiesler e Grubitz começaram juntos, ainda jovens, na Stasi. Grubitz tem mais jogo de cintura político, e por isso subiu mais na hierarquia – é agora o responsável pela atuação da Stasi em toda a área de cultura, enquanto Wiesler ainda é apenas capitão.

zzvida5Grubitz convida, melhor seria dizer intima, o amigo a ir com ele à estréia de uma peça de teatro naquele mesmo dia. O ministro Hempf (Thomas Thieme), diz ele, estará lá.

Estamos com cerca de 5 minutos de filme, e é aí que aparece o nome do filme. Não créditos iniciais – apenas o nome do filme, Das Leben der Anderen.

O autor da peça a ser encenada aparece no palco. Chama-se Georg Dreyman (o papel do ótimo Sebastian Koch). Sobre Dreyman, Grubitz comenta com seu velho amigo e colega Wiesler: – “Ele é leal. Se todos fossem como ele, eu ficaria sem emprego. É o único escritor não-subversivo que também é lido no Ocidente. Ele acha a RDA o melhor país do mundo.”

A estrela da peça é Christa-Maria Sieland (a maravilhosa Martina Gedeck).

Wiesler comenta com Grubitz que esse tal desse Dreyman deveria ser vigiado. Pode, na verdade, no fundo, não ser tal leal assim.

Grubitz vai se encontrar com o ministro Hempf após o fim da apresentação. Por influência do amigo, sugere ao ministro que Dreyman deveria ser vigiado.

O ministro cobiça a mulher do escritor. Prendê-lo como subversivo seria uma boa

Veremos muito rapidamente que a situação é a seguinte: o ministro Hempf tem uma forte queda pela atriz Christa-Maria Sieland. A atriz está vivendo com Dreyman. O ministro tem todo interesse em que se descubra que Dreyman não é tão leal quanto parece ao socialismo, à Ditadura do Proletariado. Prender o amante deixaria a atriz livre para os ataques do ministro.

Grubitz tem todo interesse em agradar ao ministro. O melhor agente da Stasi é seu amigo Wiesler. Portanto, Wiesler vigiará o escritor Dreyman, e seguramente descobrirá algo contra ele – o que será bom para todos.

Quando esse quadro se torna claro para o espectador, estamos aí com uns 15 minutos de um filme que dura 137. A quantidade de água que passará sob as pontes até o final da narrativa é impressionante.

Só se percebe a importância das coisas mais básicas quando elas faltam

O diretor Florian Henckel von Donnersmarck lembra, numa entrevista que acompanha o filme no DVD, que a RDA tinha 17 milhões de habitantes, e 175 mil informantes da Stasi.

zzvida4Quem vive em regimes em que há liberdade não consegue imaginar o que é a vida sob uma ditadura.

A gente só percebe a importância das coisas mais básicas – o ar para respirar, a água para se lavar, para lavar os pratos, a energia elétrica – quando elas faltam.

A genialidade maior de A Vida dos Outros é que o filme mostra – de uma forma fantástica, brilhante – que a liberdade é tão importante, tão fundamental, quanto o ar, quanto a água.

Uma das muitas sequências impressionantes do filme mostra o alto comissário Grubitz almoçando com o perfeito interrogador Wiesler dentro do prédio da Stasi. Há um setor no refeitório destinado ao alto comissariado, mas Wiesler, sempre rígido, sugere que eles fiquem na área dos subalternos.

Um garotão chega à mesa ao lado, senta-se e começa a contar uma piada sobre Erich Honecker, o então ditador da Alemanha Oriental – seu cargo se chamava secretário-geral do comitê central do Partido Socialista Unido da Alemanha. Pelo que o filme mostra, Honecker era possuidor de um Q.I. semelhante ao do general Arthur da Costa e Silva, que foi motivo de muitas piadas em seu tempo.

Os amigos do garotão indicam, com os olhares, que ele deveria calar a boca, porque ali ao lado estava um chefão – o alto comissário Grubitz.

Grubitz então dá uma risada, diz ao garotão que tudo bem, pode contar a piada, estamos aqui numa boa.

O garotão conta a piada.

Grubitz, muito sério, pergunta o nome dele e seu número funcional. E acrescenta algo do tipo: você sabe que sua carreira acabou, certo?

Depois dá uma grande risada: – “Eu estava só brincando!”

Alguém pode ouvir o que você diz e informar a polícia política

Nos regimes realmente totalitários, o Estado quer saber não apenas o que você fala, mas o que você pensa.

Não apenas você não pode falar nada contra o Estado opressor como você não pode sequer pensar.

Toda ditadura é igual – ou bastante parecida. O Chile de Pinochet, o Brasil dos milicos, o Uruguai dos milicos, a Argentina dos milicos, Cuba, todos os países do Centro e do Leste europeus subjugados pela União Soviética a partir de 1945, todos os países forçados a virar repúblicas socialistas soviéticas a partir de 1917.

zzvida2Nas ditaduras, você nunca se sente livre para falar alguma coisa, porque alguém que estiver por perto pode ser um informante da polícia política. Pode haver aparelhos de escuta espalhados pela sua casa. Se você fizer uma piada, apenas, mesmo você trabalhando para a polícia política, você corre o sério risco de ser preso.

O que A Vida dos Outros mostra é que talvez nenhuma outra polícia política do mundo tenha sido tão organizada, séria, devotada, incansavelmente trabalhadora, disciplinada, quanto a Stasi. Afinal de contas, eram alemães – um povo reconhecidamente organizado, discplinado, trabalhador.

O ator Ulrich Mühe viu que a Stasi sabia tudo sobre seus menores movimentos

O diretor Florian e os atores Sebastian Koch e Martina Gedeck cresceram na Alemanha Ocidental. Ulrich Tukur também, embora bem perto da fronteira, e com parentes no lado Oriental, e por isso visitava muito o lado comunista.

Já Ulrich Mühe, que faz o protagonista deste filme extraordinário, era um alemão da RDA.

Depois que o Muro ruiu e os regimes comunistas nos países do Leste Europeu caíram que nem castelos de cartas, o governo da Alemanha reunificada pôs à disposição do público todos os documentos produzidos pela Stasi. Os cidadãos passaram a poder ir ao antigo prédio central da Stasi e ter acesso aos relatórios escritos sobre eles, sobre seus movimentos, seus amigos, suas opiniões.

O filme mostra isso de maneira brilhante.

Na vida real, Ulrich Mühe foi procurar sua ficha. Não era apenas uma ficha – eram diversos documentos que mostravam tudo sobre as atividades dele desde que era estudante. O ator descobriu que alguns de seus colegas de teatro, no início de sua carreira, eram informantes da Stasi. Provavelmente contavam para os oficiais o que ele havia comentado sobre a situação política, econômica, ao tomar uma cerveja após um ensaio.

Imagine isso, caro(a) eventual leitor(a). Você sai da sua aula, ou do seu trabalho, e vai tomar uma cervejinha com os colegas. E aí faz um comentário qualquer, tipo assim: “Pô, mas esse negócio dos médicos cubanos é esquisito!” E no dia seguinte a polícia política sabe o que você disse.

E no dia seguinte a esse você poderá estar diante de um interrogador, tendo que explicar por que você não acredita no acerto da política da camarada Dilma em convocar os camaradas médicos cubanos para resolver todos os problemas da saúde pública do Brasil.

O filme mostra que, felizmente, algumas pessoas mudam de opinião

Bem no final do filme, anos após a queda do muro, o país reunificado, Bruno Hempf, o filho da mãe, sacana, safado, calhorda, que havia sido ministro da ditadura e dera ordem para a Stasi vasculhar toda a vida privada do escritor Georg Dreyman, para incriminá-lo e tirá-lo da vida da atriz Christa-Maria, diz para o rival que as pessoas não mudam nunca. As pessoas são o que são.

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O filme mostra que, sim, há algumas pessoas que não mudam. Hempf, por exemplo, não mudou; na nova Alemanha reunificada e democrática, continua tão filho da mãe, sacana, safado, calhorda quanto era no tempo da RDA. Só não tinha mais poder algum. (Chegou a ser filmada uma fala dele dizendo que seu filho é político social-democrata, mas a cena foi retirada da montagem final.)

Mas – e isso é o cerne da trama genial criada por Florian Henckel von Donnersmarck – muitas pessoas mudam, sim. Muitas pessoas são capazes de mudar. Examinam a realidade à sua volta, passam a perceber que aquilo que antes defendiam não é o certo. E aí mudam de opinião – e de comportamento.

Wiesler, o perfeito soldado da Ditadura do Proleteriado, muda. Depois de passar dias, semanas, ouvindo, em seu esconderijo solitário, tudo o que o escritor Dreyman conversa com a mulher, a bela Christa-Maria, ele muda.

Dreyman, o escritor leal ao regime, que jamais havia contestado absolutamente nenhuma das decisões do regime, muda.

Atenção: aqui há um spoiler. Quem não viu o filme não deveria ler a partir daqui

O autor-diretor Florian conta que a idéia básica da história surgiu em sua cabeça quando ele se lembrou de uma frase atribuída a Lênin. Depois de ouvir a Appasionata de Beethoven, e se apaixonar pela sua beleza, o criador da União Soviética teria dito: “Se eu continuar ouvindo essa música, não vou terminar a revolução”.

A beleza da Appassionata o impediria de continuar a luta que resultou em dezenas de milhares de mortes. Ele fraquejaria.

Florian conta que então passou a imaginar um homem que é obrigado a ficar ouvindo, com fones de ouvido, as conversas de um artista com sua mulher. A ficar ouvindo as músicas que o artista toca ao piano.

Ao receber a notícia da morte de um grande amigo, o diretor teatral Albert Jerska (Volkmar Kleinert) – colocado pelo regime na lista negra, proibido de trabalhar –, Dreyman vai para o piano e toca uma melodia lindíssima, tristíssima. No sótão do prédio, Wiesler ouve aquela beleza extraordinária no seu fone de ouvido. Sente a dor que o homem que espiona está sentindo.

É nesse momento, depois de tocar ao piano a melodia linda e triste, que Dreyman pergunta para Christa-Maria se ela sabe da frase que Lênin teria dito sobre a Appasionata de Beethoven.

É a partir desse momento que tanto Dreyman, o espionado, quanto Wiesler, o espião, vão começar a mudar.

Um dos mais chocantes retratos da vida sob uma ditadura que o cinema já fez

Esta anotação já está imensa, mas gostaria de registrar dois ou três detalhes.

Nas entrevistas nos especiais do DVD, o ator Sebastian Koch conta que, quando ouviu a melodia composta por Gabriel Yared para aquela seqüência, decidiu que gostaria de ele mesmo tocá-la ao piano. Não sabia tocar piano, mas aprendeu: fez 4 horas diárias de aulas de piano, durante seis semanas.

Disciplina alemã é isso aí.

zzvida8Florian e o ator Ulrich Mühe repassaram todos os diálogos antes das filmagens. Com a experiência de quem viveu na Alemanha comunista, Ulrich Mühe fez sugestões: “No Leste a gente não falava assim”. Juntos, refizeram os diálogos para que eles fossem mais autênticos, precisos, exatos.

Os aparelhos de escuta usados pela Stasi no filme – os gravadores, os fones de ouvido, os microfones instalados nas tomadas elétricas do apartamento de Dreyman – são todos autênticos, da época da Stasi. Foram emprestados por um colecionador.

Até mesmo a máquina de abrir cartas, sem cortar o envelope – de forma a permitir que a correspondência fosse lida pelas equipes da Stasi –, que aparece quase no final da narrativa, é verdadeira. E Florian conta que com máquinas como aquelas a Stasi abria 600 cartas por hora.

A Vida dos Outros é um dos mais chocantes retratos da vida sob uma ditadura que o cinema já fez. É uma obra-prima.

Anotação em abril de 2014

A Vida dos Outros/Das Leben der Anderen

De Florian Henckel von Donnersmarck, Alemanha, 2006

Com Ulrich Mühe (Hauptmann Gerd Wiesler),  Sebastian Koch (Georg Dreyman), Martina Gedeck (Christa-Maria Sieland),

e Ulrich Tukur (Anton Grubitz), Thomas Thieme (ministro Bruno Hempf), Hans-Uwe Bauer (Paul Hauser), Volkmar Kleinert (Albert Jerska), Matthias Brenner (Karl Wallner), Charly Hübner (Udo)

Argumento e roteiro Florian Henckel von Donnersmarck

Fotografia Hagen Bogdanski

Música Stéphane Moucha e Gabriel Yared

Montagem Patricia Rommel

Produção Wiedemann & Berg Filmproduktion, Bayerischer Rundfunk , Arte, Creado Film . DVD Europa Filmes.

Cor, 137 min

R, ****

3 Comentários

  1. Postado em 17 junho 2014 às 9:24 pm | Permalink

    Também acho que “A Vida dos Outros” é um dos melhores filmes que já assisti – uma obra inesquecível, emocionante, que faz refletir.

  2. José Luís
    Postado em 23 junho 2014 às 1:42 pm | Permalink

    Uma maravilha total, um filme imprescindível. Concordo inteiramente com a sua opinião.

  3. Felipe Demoulins
    Postado em 28 outubro 2014 às 1:43 pm | Permalink

    A Alemanha, por esses dias, comemora 25 anos da queda do muro de Berlim, onde prevalecia os ditames do falido regime da URSS totalitaria atraves da temida Stasi, a policia secreta da Alemanha Oriental.

    O PT, por esses dias, insiste com sua cartilha sovietica em construir um muro no Brasil com o pretexto imoral de “aperfeicoamento democratico“. Deveriam se envergonhar.

    Os chineses de Hong Kong lutam pelo direito de eleger seus governantes. Nao querem o chicote da china totalitaria.

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