A Última Noite de Bóris Grushenko / Love and Death

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Nota: ★★★½

Dá mais lampejos de brilho, de genialidade, em A Última Noite de Bóris Grushenko do que chuchu na cerca.

Há seqüências de imensa beleza plástica, sacadas inteligentíssimas, e uma quantidade absurda de diálogos maravilhosos. Saem tantas piadas a cada minuto quanto balas das metralhadoras de Rambo, do que gotas d’água nas Cataratas do Iguaçu.

Algumas piadas são completamente infames – mas a maioria é simplesmente hilariante.

Woody Allen sempre foi palavroso; seus personagens falam sem parar, a uma velocidade incrível. Mas Love and Death, este seu filme lançado em 1975, parece bater todos os recordes.

É impressionante.

A homenagem de Woody Allen a Tolstói e Dostoiévski

Love and Death. O título remete, inevitavelmente, a Guerra e Paz, o monumento escrito por Liev Tolstói. O nome do protagonista, interpretado, é claro, pelo próprio autor e diretor, Bóris Grushenko, remete a Fiodor Dostoiévski – Grushenka é a principal personagem feminina de Os Irmãos Karamázovi. Há um diálogo no filme que menciona diversos dos romances de Dostoévski, inclusive Crime e Castigo.

Crime e Castigo. Guerra e Paz. Love and Death.

zzlove5O filme é todo ele uma homenagem aos dois gênios da literatura russa. Uma homenagem à la Woody Allen, é claro, que mais parece uma imensa gozação sobre os temas dos dois escritores, simplesmente os temas básicos, mais fundamentais, das grandes obras de arte – o sentido do vida, os questionamentos sobre a existência ou não de Deus, o quem sou, onde estou, para onde vou.

De Os Irmãos Karamázovi Woody Allen tirou, além do nome de seu protagonista, toda a base da discussão do livro: se Deus não existe, então tudo é permitido. Bóris e sua amada Sonja (uma Diane Keaton de beleza absolutamente fulgurante, aos 29 anos) discutem longa, profusamente sobre isso, ao longo de todo o filme.

De Guerra e Paz, o cineasta tirou, além da paráfrase do título original de seu filme, o contexto histórico, a época em que a ação se passa – a Rússia imperial do início do século XIX, a invasão da Rússia pelos exércitos de Napoleão. Às vezes o personagem de Bóris Grushenko faz lembrar o conde Piotr Bezukov do romance de Tosltói, com suas dúvidas existenciais, metafísicas – e também sua intenção de assassinar o ditador francês durante sua estadia em Moscou.

No livro, o conde Bezukov não se alista no exército do imperador para lutar contra as tropas de Napoleão, mas, por curiosidade, para tentar compreender melhor os fatos, irá ao front de batalha, presenciará os sangrentos combates que deixaram dezenas de milhares de mortos.

No filme, Bóris Grushenko não quer, de maneira alguma, se alistar no exército – por puro medo, covardia. Mas é forçado, impelido pela família, e então vai à luta. As trapalhadas do aprendiz de soldado interpretado por Allen são de morrer de rir.

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Nas cenas de batalhas, o cineasta demonstra sua genialidade. São seqüências de uma fantástica beleza visual; Allen pôde usar centenas de extras para aquelas sequências, e as tomadas gerais, mostrando as multidões de soldados, são impressionantemente bem realizadas.

(Como ele conseguiu pagar tantos figurantes em uma produção que custou apenas US$ 3 milhões – uma ninharia para um filme americano – é um desses mistérios de que a vida é cheia. Mas talvez o fato de que parte do filme foi realizada na então comunista e pobre Hungria ajude a explicar o fenômeno.)

Além de tudo, ele ainda teve a sacada de gênio de mostrar a guerra como se fosse uma disputa esportiva, um jogo de futebol americano, com cheerleaders pulando, dançando, e um vendedor de sanduíches trabalhando no meio do campo de batalha. É um absurdo, absoluto brilho.

Um soberbo trabalho de escolha dos atores secundário

A abertura do filme – os primeiros dez, 15 minutos – é excepcional. A voz em off de Woody Allen vai apresentando o personagem Bóris Grushenko e os membros da família para o espectador. Os personagens são ótimos, e os atores escolhidos para interpretá-los têm rostos impressionantemente fortes, memoráveis – não por sua beleza, mas exatamente pela falta dela.

1606-151944O trabalho de escolha dos atores, o casting, se mostra absolutamente soberbo. É assinado por Juliet Taylor, Miriam Brickham e Blanche Wiesenfeld; a primeira seria a responsável pelo casting de todos os filmes que Allen faria a partir dali, até Blue Jasmine, de 2013.

A primeira frase que o espectador ouve é “How I got into this predicament I’ll never know.” Predicament! (Apuro, situação crítica, explicam os dicionários.) Uma palavrinha um tanto erudita, que absolutamente não é de uso corrente. Diversas palavras assim, mais eruditas, serão usadas ao longo de todo o filme. Afinal de contas, é uma homenagem à grande literatura de Tolstói e Dostoiéviski.

– “Como me meti numa situação dessas, nunca vou saber”, inicia a voa em off do cineasta. “Absolutamente incrível. Ser executado por um crime que nunca cometi. Mas toda a humanidade não está no mesmo barco? Toda a humanidade, afinal de contas, não será executada por um crime que nunca cometeu? A diferença é que todos os homens se vão, eventualmente, mas eu vou às 6 da manhã de amanhã. Era para ser às 5, mas eu tenho um advogado esperto. Conseguiu uma indulgência.”

Quando garoto, Bóris encontrou a Morte – e fez a ela um monte de perguntas

E então Bóris conta para o espectador um pouco sobre a sua infância. Enquanto seus dois irmãos, Ivan e Mikhail, faziam as brincadeiras de todos os garotos, ele pregava-se numa cruz.

“Minha primeira experiêndia com a morte foi com um dos nossos criados, o velho Nehamkin”, conta ele, enquanto vemos um homem subindo numa escada, rumo ao teto da casa de campo da família Grushenko. “Ele estava colocando um pára-raios no telhado quando veio a tempestade.” Vemos então a mãe de Bóris (Despo Diamantidou) andando ao lado da casa, perto da escada. “Como ele não apareceu para o jantar, minha mãe foi atrás dele”.

Vemos então um monte de cinzas no chão, ao pé da escada, enquanto a mãe de Bóris diz para ele, o monte, de cinzas: “O que foi, Hehamkin? Você não está com uma cara boa. Você está bem?”

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Juliet Taylor e suas colegas de casting descobriram um garotinho perfeito para fazer o papel do Bóris Grushenko criança: Alfred Lutter III tem os cabelos amarfanhados como os de Woody Allen, uma cara de nerd e usa gigantescos óculos idênticos aos de tantos personagens interpretados pelo cineasta.

A voz de Woody Allen-Bóris adulto prossegue, enquanto vemos o Bóris garoto:

– “Lembro bem de minha primeira visão mística. Eu andava pelo bosque pensando em Cristo. Se Ele era carpinteiro, quanto será que cobrava por uma estante? E aí…”

Bóris garoto e o espectador se deparam então com a Morte.

Ingmar Bergman, uma das grandes influências sobre Woody Allen, mostrou a Morte como um elegante cavaleiro inteiramente vestido de negro. Bem mais tarde, em Scoop, seu filme de 2006, Woody Allen mostraria a Morte na sua figura mais tradicional no imaginário popular – a Parca, com um manto preto cobrindo todo o corpo e, nas mãos, a foice de cefar vidas.

A morte que o Bóris garoto vê tem um manto cobrindo todo o corpo e segura uma gigantesca foice, mas o manto é imaculadamente branco. Dá-se o seguinte diálogo:

– “Quem é você?”

– “A Morte.”

– “O que acontece depois que morremos? O inferno existe? Deus existe? Nós vivemos novamente?

Como a Morte se mantém em silêncio, Bóris garoto tenta de novo:

– “Tá. Deixe eu fazer uma única pergunta chave: Há mulheres?”

E a Morte: – “Você é um jovem interessante. Nós nos veremos de novo.”

– “Não se incomode.”

– “Não é incômodo algum.”

Sonja, a pima de Bóris, filosofa bastante – e trepa com igual intensidade

Depois que o espectador vê na tela aqueles parentes, vizinhos, conhecidos de Bóris, tudo gente feia que dói, a beleza fulgurante da jovem Diane Keaton fulgura mais ainda.

zzlove4Bóris e sua prima Sonja foram amigos desde a infância. Discutiam os assuntos fundamentais, sobre o sentido de tudo, a vida o amor a morte.

Numa das primeiras vezes em que aparece na tela, Sonja-Diane Keaton filosofa: – “Amar é sofrer. Para evitar o sofrimento, a pessoa não deve amar. Mas então a pessoa sofre por não amar. Portanto, amar é sofrer; não amar é sofrer; sofrer é sofrer. Ser feliz é amar. Ser feliz, então, é sofrer, mas o sofrimento faz a pessoa triste. Portanto, para ser infeliz, uma pessoa deve amar ou amar sofrer ou sofrer de tanta felicidade.”

Sonja filosofa bastante – mas trepa com a mesma intensidade com que filosofa. Ao reencontrar o primo Bóris depois de algum tempo, diz a ele que é muito infeliz no casamento com o velho Voskovec (Sol Frieder), um comerciante de arenque; como Anna Karênina, traía o marido – só que, ao contrário de Anna Karênina, traía o marido com uma absurda quantidade de amantes:

– “Nas últimas semanas, visitei Seretski no seu quarto. E antes de Seretski, Aleksei, e antes de Aleksei, Alegorian, e antes de Alegorian, Asimov, e…

Bóris a interrompe: – “OK!”

E ela: – “Espere, ainda estou na letra A.

Bóris: – “Quantos amantes você teve?”

Ela: – “Na área central da cidade?”

O diretor de fotografia foi Ghislain Cloquet, um grande mestre

Ao rever agora Love and Death para escrever esta anotação, achei que o filme – cuja primeira meia hora é absolutamente brilhante, genial – cai um pouquinho na segunda metade; no final volta a ser maravilhoso, mas de fato perde um pouco na segunda metade.

zzlove3Mas é, penso eu, com toda a certeza o melhor filme de Woody Allen até então. Antes, ele havia dirigido Um Assaltante Bem Trapalhão (1969), Bananas (1971), Tudo o Que Você Sempre Quis Saber Sobre Sexo e Tinha Medo de Perguntar (1972) e O Dorminhoco (1973).

Em seguida, em 1977, viria Annie Hall, sua primeira obra-prima.

Algumas informações sobre Love and Death, tiradas daqui e dali, a inclusive da minha memória (mas a maioria está no IMDb):

* O filme participou da mostra competitiva do Festival de Berlim, o que comprova que Allen começava a ter grande reconhecimento na Europa.

* A trilha sonora é exclusivamente de composições de Serguei Prokofiev (1891-1953), o prolífico autor erudito russo que escreveu as trilhas de dois filmes de Serguei Mikhailovich Eisenstein Alexander Nevski (1938) e Ivan, o Terrível. Não poderia haver escolha mais acertada.

* No meio da sequência em que Bóris e a condessa Alexandrovna trepam, vemos estátuas de leões de pedra. É uma citação clara de uma das mais célebres obras de Eisenstein, O Encouraçado Potemkim (1925).

zzlove9* Bem no final, quando vemos em close-up os rostos de Sonja e uma prima, depois que esta recita uma longa, interminável quadrilha drummondiana sobre fulano que ama fulana que ama beltrano, há uma tomada que é exatamente a réplica de uma das mais famosas tomadas de Persona, de Ingmar Bergman (1966).

* Depois de filmar partes de Love and Death na Hungria e na França, Woody Allen passaria duas décadas trabalhando apenas em Nova York. Só em 1996 voltaria à Europa, para filmar Todos Dizem Eu Te Amo.

* O diálogo entre Bóris e seu pai, quase no final do filme, cita diversos nomes de livros de Dostoiévski. Começa com o pai dizendo: “Lembra daquele simpático vizinho, Raskolnikov? Matou duas mulheres. (…) Bobak me contou. Ouviu de um dos irmãos Karamázovi.” Além de Os Irmãos Karamázovi e Crime e Castigo, o rápido diálogo ainda cita O Idiota, O Jogador, Humilhados e Ofendidos.

* Foi o segundo dos sete filmes em que Allen dirigiu Diane Keaton – o primeiro havia sido O Dorminhoco. Além desses sete, os dois trabalharam juntos também em Sonhos de um Sedutor/Play it Again, Sam, de 1972, com roteiro de Allen e direção de Herbert Ross.

zzlove6* Numa entrevista à revista Esquire, Woody Allen contou o seguinte sobre as filmagens de Love and Death: “Quando precisávamos de tempo bom, chovia. Quando precisávamos de chuva, fazia sol. O diretor de fotografia era belga, sua equipe era francesa. Os coadjuvantes eram húngaros, os extras eram russos. Só falo inglês – e não muito bem. Cada tomada era o caos. Quando minhas ordens eram traduzidas, o que deveria ser uma cena de batalha terminava sendo uma maratona de dança. Nas sequências em que eu e Diane Keaton deveríamos estar passeando como amantes, Budapeste teve o pior tempo em 25 anos.”

* O diretor de fotografia de que Allen sequer cita o nome é um dos mais importantes do cinema europeu de todos os tempos. Ghislain Cloquet (1924-1981) foi o diretor de fotografia de mais de 50 filmes, e trabalhou com, entre outros, Alain Resnais, Arthur Penn, Robert Bresson, Jacques Demy, Louis Malle, Roman Polanski.

* Não é à toa, portanto, que Love and Death, apesar dos problemas que Woody Allen diz que aconteceram durante as filmagens, tenha a beleza plástica que tem.

Segundo o Guide de Films, o mais impecável obra de Allen antes de Annie Hall

Leonard Maltin deu ao filme 3 estrelas em 4, e o definiu assim: “Um dos filmes mais pretensiosos de Woody, ganhou aplausos por sua imitação de literatura russa e filmes estrangeiros, mas essa história de um devoto covarde nas guerras napoleônicas parece mais uma refilmagem de Monsieur Beaucaire, de Bob Hope. Engraçado mas irregular, com música de Prokofiev.”

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O Guide des Films de Jean Tulard diz (vai sem as aspas para que eu me desobrigue a ser literal):

De todos os filmes de Woody Allen anteriores a Annie Hall, Guerre et Amour, cujo título original é Amor e Morte, é, tecnicamente, o mais impecável. Ainda não está perto da maestria técnica e artística das obras posteriores. No entanto, essa paródia do romance de Tolstói é bastante saborosa, misturando a comédia pastelão com diálogos fustigantes e às vezes absurdos, as referências literárias e as paixões cinéfilas, a capacidade de Allen como ator da stand-up comedy com as angústias existenciais de intelectual judeu nutridas pela perspectiva da morte, a idéia do vazio e do nada.

É isso aí. O Guide de Jean Tulard falou e disse.

Love and Death é uma maravilha.

Anotação em dezembro de 2013

A Última Noite de Bóris Grushenko/Love and Death

De Woody Allen, EUA, 1975

Woody Allen (Bóris), Diane Keaton (Sonja),

e Harold Gould (Anton Ivanovitch), Sol Frieder (Leonid Voskovec), Olga Georges-Picot (condessa Alexandrovna), Henri Czarniak (Ivan Grushenko), Despo Diamantidou (a mãe), Féodor Atkine (Mikhail), Alfred Lutter (Bóris garoto), Jessica Harper (Natasha)

Argumento e roteiro Woody Allen

Fotografia Ghislain Cloquet

Música Serguei Prokofiev

Montagem Ralph Rosenblum

Casting Juliet Taylor, Miriam Brickham e Blanche Wiesenfeld

Produção Jack Rollins & Charles H. Joffe Productions. DVD MGM.

Cor, 85 min.

R, ***1/2

Título na França: Guerre et Amour.

2 Comentários

  1. Shadai
    Postado em 11 abril 2015 às 2:03 pm | Permalink

    Assisti semana passada esse ótimo filme, e adorei o texto, parabéns!

  2. Joel Forteski
    Postado em 31 dezembro 2016 às 9:01 am | Permalink

    Simplesmente a melhor comédia que já vi na vida (para mim, um apreciador da literatura russa).

12 Trackbacks

  1. Por 50 Anos de Filmes » A Outra / Another Woman em 25 março 2014 às 4:36 pm

    […] dos seis únicos dramas entre os mais de 45 filmes de Woody Allen, A Outra/AnotherWoman, de 1988, é o mais bergmaniano de sua obra majestosa – e um dos […]

  2. […] básicos de grandes obras clássicas, adaptando-os a seu próprio estilo e sua visão de mundo. Love and Death, no Brasil A Última Noite de Bóris Grushenko, pode ser visto como uma espécie de Guerra e Paz de Liev Tolstói à la Woody Allen. Crimes e […]

  3. […] início da narrativa é arrasador: Ellie (Diane Keaton, maravilhosa como sempre), a ex-mulher, chega à belíssima casa à beira de um lago paradisíaco […]

  4. […] início da narrativa é arrasador: Ellie (Diane Keaton, maravilhosa como sempre), a ex-mulher, chega à belíssima casa à beira de um lago paradisíaco […]

  5. Por O Casamento do Ano - Senhoras e Senhores em 21 agosto 2014 às 11:11 pm

    […] início da narrativa é arrasador: Ellie (Diane Keaton, maravilhosa como sempre), a ex-mulher, chega à belíssima casa à beira de um lago paradisíaco […]

  6. […] Guide de Jean Tulard falou e disse. Love and Death é uma maravilha.” O texto acima está em http://50anosdefilmes.com.br/2014/a-ultima-noite-de-boris-grushenko-love-and-death/ IMDB: http://www.imdb.com/title/tt0073312/?ref_=fn_al_tt_1 Ver […]

  7. […] ano de Desire de Bob Dylan, Jóia e Qualquer Coisa de Caetano, A História de Adèle H de Truffaut, A Última de Boris Grushenko/Love and Death de Woody Allen – o ano de Fernanda Rossanez Vaz da […]

  8. […] Fonte: 50 anos de filmes […]

  9. […] copiou o espírito, plagiou, brincou com diversas grandes obras. O Tolstói de Guerra e Paz em A Última Noite de Bóris Grushenko/Love and Death, o Dostoiéviski de Crime e Castigo em Crimes e Pecados, o Fellini de Amarcord em A Era do Rádio, […]

  10. […] Deus – ou a não existência de Deus. O vazio. A busca pelo significado da existência. A morte, o medo da morte. De fato, não há outro cineasta – a não ser Bergman, que ele idolatra – que tenha falado tanto sobre esses questionamentos básicos. Já em 1975, 28 anos antes deste Anything Else, quando estava ainda com 40 anos, Woody Allen dizia, em Love and Death, no Brasil A Última Noite de Bóris Grushenko: […]

  11. […] ser. Mas então como explicar que o filme Love and Death tenha no Brasil virado A Última Noite de Bóris Grushenko? Bóris Grushenko é nome próprio, e não existia no título original – um título que remete […]

  12. […] Allen fez seu Guerra e Paz, de Liev Tostói, em A Última Noite de Bóris Grushenko/Love and Death, de […]

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