A Sereia do Mississipi / La Sirène du Mississipi

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Nota: ★★½☆

A Sereia do Mississipi, de 1969, mescla dois temas que François Truffaut adora: o thriller, o filme policial, o polar, como dizem os franceses, e o amor que de tão apaixonado leva à tragédia, nunca à felicidade.

A frase dita por Louis Mahé, o personagem interpretado por Jean-Paul Belmondo, sintetiza as coisas maravilhosamente, apavorantemente:

– “Não posso dizer que sou feliz com ela. Mas o que sei é que não posso viver sem ela.”

“Ela” é a Sereia do Mississipi do título, a mulher de beleza estúpida que Louis Mahé e o espectador ficam conhecendo com o nome de Julie Roussel – interpretada por uma Catherine Deneuve tão bela que periga deixar a gente cego.

O amor de Louis Mahé por essa Julie Roussel é tão arrebatado, tão corrosivo quanto o de Bernard (Gérard Depardieu) por Mathilde (Fanny Ardant) em A Mulher do Lado (1981). Para esses personagens, não há a menor possibilidade de amor em paz. O amor é a loucura a dois, a folie à deux, o atalho para a tragédia.

Exatamente como ocorre na vida dos grandes amigos Jules e Jim, que acontecem de se apaixonar pela mesma mulher, Catherine (Jeanne Moreau), no grande clássico de 1962. Durante um tempo, eles até conseguem conviver com aquele amor a três – mas também se encaminharão para a tragédia.

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Truffaut repetiria o triângulo triste em As Duas Inglesas e o Amor/Les Deux Anglaises et le Continent (1971), baseado no mesmo autor do romance Jules et Jim, Henri-Pierre Roché.

Também não havia possibilidade de paz também para Pierre Lachanay (Jean Dasailly), um homem realizado, dono de uma editora, erudito, conhecedor profundo de Balzac e Stendhal, que se torna amante da jovem aeromoça Nicole (interpretada por Françoise Dorléac, a irmã mais velha de Catherine Deneuve, que morreria tragicamente aos 25 anos de idade), em Um Só Pecado/La Peau Douce (1964). A história de amor dos dois é triste, muito triste – e, como outras histórias de amor triste dos filmes de Truffaut, terminaria em tragédia.

O autor da história escreveu também o conto que deu origem a Janela Indiscreta

Assim como retornou mais de uma vez ao amor infeliz, louco, trágico, Truffaut voltaria diversas vezes, como um viciado, aos thrillers, às histórias envolvendo crimes e criminosos. São dessa categoria Atirem no Pianista (1960), A Noiva Estava de Preto (1967), este A Sereia do Mississipi (1969), Uma Jovem Tão Bela Quanto Eu (1972) e De Repente num Domingo (1983).

Não é à toa, não é de forma alguma por acaso que um dos maiores ídolos do realizador francês seja Alfred Hitchcock. A série de longas entrevistas feitas por Truffaut com o mestre do suspense e do marketing de si próprio resultaria num livro fenomenal, Hitchcock Truffaut Entrevistas. E a idolatria do francês pela obra do inglês teria grande influência no trabalho do primeiro.

Truffaut não apenas chamou o hitchcockiano Bernard Herrmann para fazer a trilha sonora de dois de seus filmes (A Noiva Estava de Preto e Fahrenheit 451), como foi buscar no autor da história que deu origem a Janela Indiscreta/Rear Window (1954) os livros que transformaria em A Noiva Estava de Preto e este A Sereia do Mississipi.

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Esse escritor passou para a história com o nome de Cornell Woolrich (1903-1968). Seu nome de nascimento era mais pomposo: Cornell George Hopley-Woolrich. Era prolífico, escrevia muito, e então alguns de seus trabalhos foram publicados sob os pseudônimos de William Irish e George Hopley.

O conto “It Had to Be Murder”, por exemplo, foi publicado numa revista de histórias policiais em 1942 com a autoria atribuída a William Irish. Esse conto é a fonte de Janela Indiscreta, e os direitos autorais da história foram motivos de uma disputa judicial que chegou até a Suprema Corte dos Estados Unidos.

The Bride Wore Black foi uma novela assinada por Cornell Woolrich e publicada em 1940. Truffaut a adaptou mantendo o título original – La Mariée Était en Noir.

Era também uma novela Waltz into Darkness, publicada em 1947 com o pseudônimo de William Irish. Truffaut se baseou nela para fazer A Sereia do Mississipi. E é interessante notar que o roteiro é assinado apenas por ele, o que não é comum em sua filmografia – na imensa maior parte de seus filmes, Truffaut assina os roteiros com um ou dois colaboradores.

Truffaut diz que tentou ficar o mais perto possível do romance de Woolrich

Nunca li um livro de Cornell Woolrich/William Irish. Mas aparentemente Truffaut fez uma adaptação tão fiel quanto é possível ser fiel na passagem de um livro para o cinema. Numa entrevista a Yvonne Baby, publicada no Monde de 21 de junho de 1969, e reproduzida no majestoso livro Truffaut par Truffaut, de Dominique Rabourdin, ele diz:

“Li La Sirène Mississipi enquanto fazia a adaptação de La Marié Était en Noir. Naquela época, li tudo que William Irish escreveu, a fim de me impregnar de sua obra e ser, apesar das necessidades da infidelidade cinematográfica, o mais perto possível do romance. Adoro conhecer muito de um escritor cujo livro transponho para a tela. (…) Em La Sirène, admirei sobretudo a distribuição dos acontecimentos, as aparições, as desaparições e as reaparições dos personagens principais. Respeitei então essa construção no filme, procurei conservar todas as proporções.”

Filho da mãe. Truffaut não é apenas um cineasta brilhante, dos mais brilhantes da História – ele escreve com um texto que eu, que ganhei a vida por causa de texto por quase 40 anos, invejo profundamente. E isso aqui é uma entrevista que o cara deu; então ele não apenas filme e escreve brilhantemente, mas também fala brilhantemente!

“As necessidades da infidelidade cinematográfica”. Ah, o que é isso…

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Logo adiante, na entrevista ao Monde, Truffaut lembra que William Irish faz parte desses autores americanos que foram influenciados pelo cinema. “Meu roteiro definitivo foi menos uma adaptação, no sentido tradicional, do que uma escolha de cenas.”

Um homem muito rico e solitário, que encontrou a noiva em anúncio nos jornais

Os créditos iniciais de A Sirene do Mississipi são impactantes. Vemos na tela, ao fundo, sob os nomes dos atores e da equipe, páginas de jornais, na seção de anúncios classificados de pessoas que procuram outras para iniciar um relacionamento. Diversas vozes vão declamando o que dizem anúncios daquele tipo “Homem solteiro de cerca de 40 anos, sério, bom profissional, procura…”

Quando se encerram os créditos iniciais, há uns dois ou três minutos que imitam aqueles antigos cinejornais exibidos antes do filme principal. Um filmete em preto-e-branco, com imagens antigas, conta um pouco da história da ilha de La Réunion.

Me pergunto se o americano Cornell Woolrich, codinome William Irish, sabia da existência da ilha de la Réunion. Bem, pelo que Truffaut disse à jornalista do Monde, ele foi extremamente fiel ao original, e então provavelmente a ação do livro começa mesmo lá.

A pouco conhecida e pouco importante ilha de La Réunion fica a Leste de Madagascar, no Oceano Índico. Foi colonizada pelos franceses.

Depois dessa rápida introdução sobre La Réunion, há um letreiro: “Este filme é dedicado a Jean Renoir.”

Truffaut sempre se declarou um apaixonado por Jean Renoir. Quando era crítico de cinema, antes de virar realizador, disse e repetiu que Jean Renoir era gênio.

E então começa a ação.

Louis Mahé é um homem muito, muito rico. Veremos em seguida que é o dono de uma fábrica de cigarros que leva seu sobrenome. Havia se correspondido, a partir de anúncios nos correios sentimentais dos jornais, com uma moça da França continental, Julie Roussel. E ela estava agora para desembarcar na ilha, vinda no navio Mississipi.

Louis observa a chegada dos passageiros. Tinha levado no bolso do paletó uma foto de Julie – uma moça de cabelos negros, bonita. Não reconhece ninguém.

Depois que todos os passageiros desembarcam, Louis, um tanto perplexo, vai até onde tinha deixado seu carro.

E então uma voz se dirige a ele. “O senhor não me reconheceu, sr. Mahé?”

E então vemos Catherine Deneuve. De longe.

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Ela diz que mentiu – que enviou para Louis a foto de sua irmã.

A mulher que está diante de Louis, mesmo que Louis e o espectador ainda não vejam seu rosto de perto, é uns cinco milhões de vezes mais bela que a da foto que ele havia recebido pelo correio.

Ele confessa a ela, daí a pouco, que também havia mentido. Nas cartas, havia dito que trabalhava numa fábrica de cigarros; na verdade, é o dono. Tinha mentido porque não queria que dinheiro interferisse na relação entre os dois.

O primeiro close-up de Catherine Deneuve é quando sua personagem está no altar

O primeiro close-up do rosto estrondosamente belo daquela Julie Roussel-Catherine Deneuve aparecerá no instante em que um padre os declara marido e mulher.

É uma das sacadas maravilhosas de François Truffaut.

E, especificamente sobre a trama, não vou revelar mais nada – a não ser o fato de que, quando o filme está com 29 minutos, há uma cena inesperada, e, aos 37 minutos, há um fato que o espectador até já poderia estar prevendo – em grande parte por causa da trilha sonora, assinada por Antoine Duhamel, visivelmente influenciada por Bernard Herrmann, com lancinantes acordes que fazem o espectador perceber que aí vem coisa.

Este é, creio, o filme mais explicitamente sensual de Truffaut

41bd7dcd0.JPGAo rever agora A Sirene do Mississipi para ter uma anotação sobre ele no 50 Anos de Filmes, tive a impressão de que este é, de todos os filmes de Truffaut, o mais explicitamente sensual, o que mais tem cenas explicamente sensuais.

Ficou para sempre na minha cabeça uma frase de Truffaut em alguma entrevista: ele dizia não gostar sequer de mostrar beijos, porque beijos são íntimos demais, e ele não é chegado a mostrar momentos tão íntimos. Devo ter lido essa frase há muitas décadas. Jamais seria capaz de me lembrar de onde a li.

Mas o fato é que Truffaut realmente não é chegado a uma explicitude. Ao contrário. Truffaut é elegante, gentil, suave. Mais que tudo isso, Truffaut é terno. É o cineasta da ternura.

No entanto, neste filme aqui ele beira a explicitude – e mostra personagens que não têm nada, nada, nada a ver com a ternura.

Quando o filme se aproxima do fim, a personagem de Catherine Deneuve, ao perceber que Louis Mahé está chegando, carregado de dinheiro, veste-se de maneira estudadamente sensual. Louis chega, vê a deusa deitada na cama, abre cuidadosamente os botões do vestido, e descobre sob ele a meia de nylon, ligada à cinta; passeia as mãos sobre aquela Belle de Jour, desde os pés até o alto das coxas.

Em dois momentos, Catherine Deneuve exibe os seios nus para a câmara do diretor de fotografia Denys Clerval. São tomadas rapidíssimas – mas estão ali.

Há diversas tomadas em que vemos calcinhas, sutiãs, lingeries usadas pela personagem.

Creio que dá para dizer, com alguma segurança, que nunca houve uma personagem de Truffaut mais explosivamente sensual do que essa mulher que o espectador conhece como Julie Roussel. A única que rivaliza com ela, acho, é a Mathilde de A Mulher do Lado, interpretada por outra deusa, a já então senhora François Truffaut, Fanny Ardant.

O Guide des Films diz que A Sirene merece ser reavaliado

É necessário lembrar que, em 1969, um dos mais importantes atores do cinema francês era Jean-Paul Belmondo. E a mais importante atriz era Catherine Deneuve.

Logo depois que o filme foi lançado, Truffaut dizia que Belmondo era o melhor ator do cinema europeu. E lembrava que a revista americana Look escrevera que Catherine Deneuve era a mulher mais bela do mundo.

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O livro François Truffaut, de Robert Ingram e Paul Duncan, organizadores, editado pela Taschen, diz o seguinte, na edição portuguesa:

“O filme foi outro – relativo – fracasso. Truffaut atribuiu esse facto em parte à escolha de Belmondo e Deneuve e à sua imagem cinematográfica estabelecida. O público não conseguia aceitar um Belmondo ‘inocente’, assim como não acreditava numa Deneuve ‘corrupta’.

Eis o que diz o Guide des Films do mestre Jean Tulard – que dá ao filme raras 3 estrelas:

“Nem os críticos nem o próprio Truffaut gostam muito deste filme. Se é verdade que o cineasta da nouvelle vague se sente mais à vontade nos filmes intimistas do que nas superproduções com grandes astros, La Sirène du Mississipi permanece um belo filme sobre o amor louco, sobre a fuga para o futuro, que merece ser reestimado mesmo que tenha detonado um pouco a carreira de Truffaut.”

Close-up do rosto de La Deneuve. E há ai uma declaração de amor a ela

Ao final do trecho que trata de A Sirene do Mississipi, o livro François Truffaut de Robert Ingram e Paul Duncan lança, como quem não quer nada, uma informação que me parece bombástica : “As filmagens de A Sereia do Mississipi foram para seu realizador uma experiência feliz mas intensa. Ele tinha-se mais uma vez apaixonado por sua ‘actriz principal’.

E não volta a falar do assunto.

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Isso para mim é novidade. Nunca soube que Truffaut foi apaixonado por La Deneuve, ou que tenham tido um caso.,

Há no filme, quase ao final, uma declaração de amor explícita a Catherine Deneuve.

Os dois protagonistas estão sentado no chão, junto de uma lareira (há várias sequências em que aparecem lareiras no filme). Há um longo diálogo entre eles, e a câmara mostra seus rostos em close-up. A beleza de Catherine nessas tomadas é o absurdo dos absurdos.

Louis fala da beleza dela:

– “Eu sei, você não gosta que eu diga que você é bela, você acha que eu exagero. (…) Você vai ver; não falarei mais da sua beleza, e até, se você preferir, vou dizer que você é feia; eu vou descrever você como se você fosse uma foto, ou uma paisagem. Seu rosto… Seu rosto é uma paisagem, e, veja, estou sendo neutro e imparcial… Sim, uma paisagem. Para começar, há os dois olhos, eles são dois pequenos lagos… Marrons.”

Ela intervém: – “Marrons esverdeados.”

– “Dois pequenos lagos marrons esverdeados; a testa é uma planície e o nariz… aqui… é uma pequena montanha. Pequena. A boca é um vulcão. Abra um pouco para que eu possa ver os dentes… Não tanto assim, só um pouco… Assim!”

Apenas três cineastas tiveram a sorte de dirigir as irmãs Catherine e Françoise

Ainda sobre Catherine Deneuve, um detalhinho que me ocorreu depois de ver o filme. Três cineastas tiveram a sorte de trabalhar com as duas irmãs, Françoise Dorléac e Catherine Deneuve: François Truffaut, Roman Polanski e Jacques Demy. Cineastas de sorte – e de talento para escolher suas atrizes.

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Truffaut voltaria a dirigir Catherine 12 anos mais tarde, em O Último Metrô.

Outro detalhinho: é necessário registrar que os americanos refilmariam a história escrita por Cornell Woolrich/William Irish, como Pecado Original/Original Sin, em 2001; o casal de protagonistas é interpretado por Antonio Banderas e Angelina Jolie; quando vi, achei uma grande porcaria.

A Sereia do Mississipi é certamente o único filme de Truffaut que parece longo demais

Pois muito bem. Acho que já fui até aqui suficientemente um narrador em terceira pessoa; já dei informações. É hora de dar minha opinião.

Não gosto de A Sirene do Mississipi.

Não gostei quando vi pela primeira vez (e não sei dizer quando foi, porque não anotei – se não anotou, dançou). Não gostei de novo agora, quando me pus diante do filme novamente porque apareceu na minha cabeça o plano – maluco, improvável – de tentar fazer anotações sobre todos os filmes de François Truffaut, um dos cineastas que mais admiro na vida.

O problema não é o filme, sou eu. Acontece que não consigo gostar de filmes em que os protagonistas são pessoas abjetas, menores, idiotas, fracas, imbecis, criminosas.

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Nunca, num filme de Truffaut, o cineasta da ternura, houve uma frase tão grosseira, tão calhorda, como esta, da peçonhenta personagem interpretada por La Deneuve: “O trabalho… Nunca acreditei muito nele. Eu detesto os homens que trabalham”.

Essa Julie interpretada por La Deneuve e o frágil, bobo, débil Louis interpretado por Belmondo são, de uma maneira ou outra, pessoas abjetas, menores, idiotas, fracas, imbecis, criminosas.

A partir do momento em que o espectador fica sabendo da verdade sobre Julie, ali quando o filme está com 37 minutos, tudo parece falso, fake, como uma nota furada de três guaranis paraguaios.

O reencontro dos dois personagens na Riviera francesa é mais improvável que todos os camelos de Lawrence da Arábia passarem ao mesmo tempo no buraco de uma agulha.

OK – o reencontro de Ilsa Lund-Ingrid Bergman e Rick Blaine-Humphrey Bogart na cidade de Casablanca também é improvável. Mas Ilsa e Rick são personagens tão absolutamente simpáticos que a gente perdoa qualquer improbabilidade.

Julie e Louis são destituídos de qualquer tipo de característica que os torne simpáticos.

São dois loucos envolvidos numa loucura a dois, que se torna mais louca a cada nova sequência.

E o que eu tenho a ver com essa folie à deux? Se tem aí um casal que se proponha viver uma loucura a dois, tudo bem pra eles, mas eu tô fora, pelamordedeus.

E a loucura a dois não termina nunca!

A Sereia do Mississipi é certamente o único filme de Truffaut que parece longo demais. São 123 minutos, dos quais mais de 80 me parecem insuportáveis.

E no entanto ele vai adiante, afundando-se cada vez mais na loucura destrutiva.

Estava exausto quando enfim, por fim, esse suplício terminou.

Truffaut fez a última sequencia do filme como uma espécie de remake do final de A Grande Ilusão, o filme de Renoir de 1937.

Creio que que Renoir dispensaria essa homenagem.

Anotação em dezembro de 2013

A Sereia do Mississipi/La Sirène du Mississipi

De François Truffaut, França-Itália, 1969.

Com Jean-Paul Belmondo (Louis Mahé), Catherine Deneuve (Julie Roussel),

e Nelly Borgeaud (Berthe Roussel), Marcel Berbert (Jardine), Michel Bouquet (Comolli)

Roteiro François Truffaut

Baseado no livro Waltz into Darkness, de William Irish, pseudônimo de Cornell Woolrich

Fotografia Denys Clerval

Música Antoine Duhamel

Montagem Agnès Guillemot

Produção Les Films du Carrosse, Les Productions Artistes Associés, Produzioni Associate Delphos. DVD Versátil-MGM.

Cor, 123 min

R, **1/2

2 Comentários

  1. Postado em 18 Fevereiro 2014 às 8:56 am | Permalink

    Um dos meus filmes de cabeceira. Veja no meu blogue porque razão lhe dou a cotação máxima.
    Abraço

  2. José Luís
    Postado em 18 Fevereiro 2014 às 11:30 am | Permalink

    Eu alinho com o Rato, também dou uns pontos mais: 3 e 1/2.

10 Trackbacks

  1. […] François Truffaut disse sobre o filme de Alfred Hitchcock, que na França se chamou Une Femme Disparait: “Volta e meia o filme passa em Paris e me acontece ir vê-lo duas vezes na mesma semana, e toda vez penso: como o conheço de cor, não vou acompanhar a história, vou olhar para o trem… ver se o trem se mexe… ver como são as retroprojeções… se há movimentos de máquina dentro dos compartimentos, e toda vez fico tão cativado pelos personagens e pela trama que continuo sem saber como o filme foi fabricado”. […]

  2. […] que me pareceu bem ruim do mesmo livro de Cornell Woolrich que inspirou Truffaut a fazer A Sereia do Mississipi […]

  3. […] tempo, a aldeia em que está a rainha da Bretanha (interpretada, com graça e imensa beleza, por Catherine Deneuve) estará cercada por tropas romanas, que lançam sobre ela uma saraivada de […]

  4. Por 50 Anos de Filmes » Antoine et Colette em 17 Abril 2015 às 1:45 am

    […] preciso dizer de imediato: o conjunto de cinco filmes de François Truffaut com o personagem Antoine Doinel não é apenas uma das melhores obras do cinema, mas de toda a […]

  5. […] pela Mary, ainda não fora feita a mudança. Então levei-a até o prédio da Cinématèque com que François Truffaut abre seu Baisers Volés; fui até lá com a paixão de um cristão em visita à Praça São Pedro, […]

  6. […] Moreau na época de Jules et Jim (1962). E depois com Catherine Deneuve, que dirigiu duas vezes, em A Sereia do Mississipi (1969) e O Último Metrô (1980). Com Fanny Ardant, casou-se. Deixou-a viúva, ao morrer jovem […]

  7. […] veio A Sereia do Mississipi/La Sirène du Mississipi (1969), de novo baseado em livro do americano Cornel Woolrich/William Irish. Foi o primeiro dos […]

  8. […] de A Noiva veio A Sereia do Mississipi/La Sirène du Mississipi (1969), de novo baseado em livro do americano Cornel Woolrich/William Irish. Foi o primeiro dos […]

  9. […] a história do rico Louis com Marion que na verdade é Julie, em A Sereia do Mississipi (1969) está fadada à tragédia. Não há como […]

  10. Por 50 Anos de Filmes » Topázio / Topaz em 28 Janeiro 2017 às 5:31 pm

    […] aparecido em Beijos Proibido/Baisers Volés, como uma namorada de Antoine Doinel, o alter ego de François Truffaut. Em 1970, ela seria a protagonista do filme seguinte da saga de Antoine Doinel, Domicílio […]

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