Ou Tudo ou Nada / The Full Monty

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Nota: ★★★★

É absolutamente impressionante como Ou Tudo ou Nada, no original The Full Monty, de Peter Cattaneo (1997), consegue ser ao mesmo tempo engraçado e triste. É muito engraçado – e, no entanto, é tristíssimo. É barra pesada, bem pesada – porém é também leve, bem humorado.

Seus personagens enfrentam uma das piores situações que pode haver na vida, o desemprego. E têm problemas sérios, graves, em suas vidas pessoais, familiares. No entanto, conseguem ter humor. Riem de sua própria tragédia.

São personagens muitíssimo bem esculpidos, bem definidos, pelo roteiro excelente de Simon Beaufoy – e são valorizados pelas extraordinárias interpretações dos atores. Não são estereótipos: são gente de carne e osso, têm três dimensões, como costumam dizer alguns críticos.

É impossível o espectador não se encantar com eles, e sofrer junto com eles.

E também rir com eles.

“O que dá pra rir da pra chorar, questão só de peso e medida”, como dizem os belos versos de Billy Blanco.

Uma das comédias dramáticas mais tristes que já foram feitas

zzmonty3Não me lembrava de como é grande a tristeza que há em Ou Tudo ou Nada. Tinha visto o filme apenas uma vez, na época do lançamento, março de 1998; não escrevi comentário algum, só transcrevi a ficha técnica e dei a cotação – 4 estrelas. Há tempos queria rever – pelo prazer de rever um belo filme, e também para fazer uma anotação para o site. Estava entre os filmes gotosos que separei para rever. Há alguns dias tinha decidido privilegiar a revisão de filmes gostosos, agradáveis, em vez de priorizar os grandes mas às vezes pesados demais.

E eis que, na revisão, me deparei com um filme pesado, que fala de dramas sérios.

Com humor, com toques leves, é verdade. Mas pesado. Pesado, mas leve. Engraçadíssimo – mas profundamente triste.

Um não tem nada a ver com o outro, mas me lembrei de The Apartment, Se Meu Apartamento Falasse, de Billy Wilder, de 1960. Quando revi The Apartment, em 2009, escrevi: “É, muito provavelmente, a comédia dramática mais dramática, mais triste, mais amarga que já foi feita.”

Ou Tudo ou Nada é, muito provavelmente, uma das comédias dramáticas mais tristes que já foram feitas.

Mas – e isso de fato é fascinante – não é um filme amargo. É triste, mas, ao contrário da obra-prima de Wilder, não deixa no espectador um travo de amargura, de desesperança. Ao contrário.

Eu, pelo menos, sofri muito com a tristeza da vida daqueles personagens simpáticos, interessantes, agradáveis – mas, quando o filme terminou, a sensação era de leveza. Sabe como? Aquela coisa de você sorrir quando um filme termina. Sorrir de alegria por ter visto uma grande obra, mas também de alegria pela graça com que aqueles personagens, que viraram meus amigos, enfrentam as adversidades.

Ou Tudo ou Nada é triste, sim – mas vê a vida com leveza, com humor, em vez de amargor

Sem humor estaríamos perdidos.

Depois de uma época de prosperidade, as indústrias fecharam, veio o desemprego

Ou Tudo ou Nada abre com o parece ser um filmete publicitário feito pela secretaria de turismo da prefeitura de Sheffield, cidade industrial do Norte da Inglaterra. A voz é como a dos locutores dos cinejornais de antigamente, ou como a dos locutores nos programas políticos exibidos pela TV, empostada, e com um tom de otimismo, de euforia. A música é quase marcial.

– “Bem-vindos a Sheffield, o coração pulsante do Norte industrial da Grã-Bretanha!”, diz o locutor,

E vai falando das maravilhas de Sheffield, suas metalúrgicas que produzem o melhor aço do mundo, a vida noturna agitada, a indústria da construção civil a toda construindo novos conjuntos habitacionais, todo esse tipo de louvação oficial, enquanto o filmete vai mostrando locais da cidade, e os créditos iniciais vão rolando ao mesmo tempo.

4.1.2Quando termina aquela eufórica peça de propaganda, surge na tela o letreiro: “25 anos depois” – e vemos três de nossos personagens centrais. Estão numa siderúrgica abandonada, fechada, falida, onde os dois adultos haviam trabalhado durante anos. Estão tentando roubar uma peça de ferro para vender e ganhar algum trocado.

Os dois adultos são Gary, que todos chamam pelo apelido de Gaz (o papel de Robert Carlyle), e Dave (Mark Addy). Com eles está Nathan (William Snape), garoto aí de uns 12 anos, o filho único de Gaz.

“Estou um bagaço. Incrível como é cansativo não fazer nada.”

Gaz adora o filho, mas enfrenta sérios problemas. A ex-mulher, mãe do garoto, Mandy (Emily Woof), está na Justiça pedindo para ter a custódia exclusiva de Nathan – a não ser que o ex-marido pague 700 libras de pensão, o que, para um operário desempregado há muitos meses, vivendo de seguro-desemprego do governo, é uma fortuna inatingível.

Nathan gosta do pai, mas não sente prazer em ficar na casa dele, uma pocilga suja, desleixada, como são em geral as casas de homens solteiros ou divorciados.

Mandy, casada de novo, com um sujeito classe média, gosta de jogar isso na cara do ex-marido. Ex-mulher é para sempre.

Dave também tem seus dramas. Está gorducho, acha-se pouco atraente, suspeita que a mulher, Jean (Lesley Sharp), anda interessada em um colega do supermercado em que trabalha. Pior: com o desemprego, com o fato de a mulher ganhar mais do que ele recebe do governo, com a gordura, Dave está sem apetite sexual. Numa seqüência tão bela quanto triste, Jean tenta abraçar o marido quando os dois estão na cama, prontos para dormir.

Dave fala uma frase que é de uma tristeza imensa:

– “Estou um bagaço. Incrível como é cansativo não fazer nada.”

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Classe média, Gerald não teve coragem de dizer à mulher que perdeu o emprego

Gaz e Dave, assim como diversos ex-colegas que perderam seus empregos quando as fábricas de Sheffield começaram a fechar, passam horas e horas no Job Club, clube do emprego, um estabelecimento oficial que procura oferecer novas colocações para os desempregados.

Lá convivem com Gerald (o papel do grande Tom Wilkinson), que, na antiga fábrica, era chefe deles, com um cargo de capataz ou algo do gênero. Gerald está desempregado há seis meses, e de fato se dedica a procurar um novo trabalho – Gaz e Dave perderam as esperanças, nem procuram mais.

O drama de Gerald também é pesado. Classe média, em situação muito melhor do que a de Gaz e Dave, vive numa casa confortável, em bairro bom, onde há uma mulher gastadeira e um monte de quinquilharias com que os operários não poderiam nem sonhar, tipo máquina de bronzeamento artificial, equipamentos para ginástica, cremes anti-rugas…

Gerald simplesmente não teve coragem de dizer à mulher que perdeu o emprego. Despede-se dela toda manhã, de terno e carregando sua pasta, e sai como se fosse para o trabalho.

E a mulher vai gastando dinheiro, torrando as últimas economias do marido, que deixou de pagar as prestações das quinquilharias que enchem sua casa.

“Ele é gordo, você é magro, e vocês dois são fodidamente feios.”

Passa pela cidade um grupo de homens que fazem um quase total striptease. Gaz acha aquilo um total absurdo, mas a apresentação dos caras lota de mulheres um bar das vizinhanças. Uma das mulheres que comparece ao show é Jean, a mulher de Dave.

zzmonty8gE aí Gaz tem a idéia: por que não formar um grupo para fazer a mesma coisa? Daria para ganhar uma boa grana – mais até do que as 700 libras que ele teria que pagar à ex-mulher para manter a custódia compartilhada do garoto Nathan.

Gaz e Dave descobrem que Gerald frequenta com a mulher gastadeira uma academia de dança de salão. Vão insistir para que seu ex-chefe os ensine a dançar.

A princípio, obviamente, Gerald acha aquilo a coisa mais imbecil do mundo. Diz para Gaz: – “Ele é gordo, você é magro, e vocês dois são fodidamente feios”.

Depois haverá novo diálogo entre os dois.

Dave: – “Só queremos saber sobre dança, só isso.”

Gerald: – “Dançarinos têm coordenação, habilidade, noção de tempo, preparo físico e graça. Dê uma longa olhada no espelho.”

Ao grupo vão se juntar três outras figuras dignas do Exército de Brancaleone. O primeiro é Lomper (Steve Huison), um solteirão também desempregado, é claro, que não vê mais sentido na vida. Dave, por acaso, acaba salvando sua vida quando Lomper pateticamente tentava se matar inalando fumaça no carro de janelas fechadas.

Depois surge Horse (Paul Barber), um senhorzinho mulato de barba branca, que, ao contrário de Gaz, Dave e Lomper, leva jeito para dança. E por último aparece Guy ( Hugo Speer), um ex-operário que agora se vira como faz-tudo e no passado havia trocado os azulejos do banheiro de Gerald. Guy não sabe dançar e na verdade é bem desajeitado – mas tem um pauzão gigantesco que seguramente deixaria as eventuais espectadoras do eventual show da trupe fascinadas, boquiabertas.

Uma gíria específica do Norte da Inglaterra dá o título do filme

Na verdade, a idéia de que, se conseguissem mesmo fazer um show, iriam tirar toda a roupa, ficariam de fato peladões, só surge bem mais tarde. Inicialmente a idéia era dançar tirando as diversas peças de roupa até todos ficarem só com uma cueca mínima.

zzmontyfinalA coisa de tirar tudo surge quando o grupo se encontra com duas conhecidas na rua. Elas caçoam da idéia de Gaz e seus amigos fazerem striptease, até porque o grupo de dançarinos profissionais havia se apresentado fazia pouco tempo. Aí Gaz, sujeito dado a idéias repentinas, diz que com eles será diferente, que eles vão tirar tudinho.

E aí Gaz usa a expressão: The full monty!

Depois que as moças se distanciam, rindo daquele bando de malucos, Horse, surpreso, indignado, diz para Gaz:

– “No one said anything to me about the full monty!”

Ninguém me disse nada sobre… sobre o que mesmo?

The full monty. O título original do filme.

Mas o que raios é the full monty?

O Dictionary of English Language and Culture da Longman, coisa de primeiríssima, não traz a expressão, Meu livrinho Idioms, só, como diz o nome, sobre expressões idiomáticas, não traz coisa alguma que se pareça com the full monty.

O IMDb esclarece que “o título é uma gíria britânica que significa the whole thing”, a coisa toda.

A Wikipedia em inglês especifica que é uma gíria britânica de origem desconhecida, muito comum há muitos anos no Norte da Inglaterra, que significa “tudo aquilo que é necessário, apropriado ou possível”. E acrescenta: “Desde o filme de 1997 The Full Monty, que mostra um grupo de homens de Sheffield aprendendo a fazer striptease, a frase adquiriu o sentido adicional de remover cada item de roupa.”

Feito com orçamento modesto, o filme foi um extraordinário sucesso

Os personagens de The Full Monty falam muita gíria. Segundo o IMDb, alguns cinemas americanos presentearam os espectadores do filme com uma pequena brochura traduzindo algumas das gírias inglesas, para ajudá-los a compreender o que os personagens estavam dizendo.

Acho isso uma atitude corretíssima. Como foi corretíssimo, por exemplo, o encarte de um dos discos de Kleiton & Kledir nos presentear com um rápido dicionário de gauchês. Eu, de minha parte, não tenho vergonha alguma em acionar o botão do DVD que garante letreiros para acompanhar o que dizem os atores dos filmes portugueses – e às vezes até dos brasileiros.

zzmonty99The Full Monty foi uma produção pequena, de orçamento modesto – em termos de países ricos, é claro. O equivalente a cerca de US$ 3,5 milhões. Não é preciso uma fortuna para fazer um filme excelente. O que é preciso é talento – e isso os realizadores mostram ter de sobra.

O filme foi um tremendo sucesso de bilheteria. Segundo o IMDb, rendeu US$ 256 milhões, e permanece até hoje como o filme inglês de maior bilheteria no próprio país.

Sucesso de público e de crítica. Ganhou 35 prêmios, fora outras 26 indicações. Teve quatro indicações ao Oscar – melhor filme, melhor direção, melhor roteiro original e melhor trilha sonora para musical ou comédia – e levou a estatueta desta última categoria.

Para o Bafta, o Oscar inglês, teve dez indicações, e levou os prêmios de melhor filme, melhor ator para Robert Carlyle e melhor ator coadjuvante para Tom Wilkinson.

Uma sequência antológica, inesquecível, ao som de Donna Summer

O filme tem diversas cenas engraçadíssimas, hilariantes, mas uma sequência, em especial, é do mais puro brilho. Na minha opinião, é uma das sequências mais fantásticas, mais antológicas das últimas décadas. É brilhante como a do orgasmo fingido de Sally no meio da lanchonete cheia de gente em When Harry Met Sally…

Acontece quando o filme já passou da metade.

zzmonty9Diversos homens estão na fila de uma agência para receber o seguro-desemprego – inclusive os nossos tristes mas bem humorados heróis. Um rádio está ligado, e o locutor diz que vai apresentar um grande sucesso dos anos 80: Donna Summer, cantando “Hot Stuff”.

Pouco a pouco, sem querer, sem perceber, nossos heróis começam a gingar o corpo ao ritmo da música. Primeiro levemente, suavemente, depois de forma mais aberta.

Gerald, de terno e pasta na mão, dá um giro completo.

É uma maravilha!

Ao contrário de outros filmes sobre desemprego, este não enfatiza o lado político

Há belos filmes sobre essa tragédia que é o desemprego. Mestre do cinema político, Costa-Gavras transformou o desemprego no mundo moderno, globalizado, em motivo de terror, no cortante, violentíssimo, apavorante O Corte/Le Couperet (2005). A Grande Virada/The Company Men (2010) mostra com seriedade e profundidade o drama de diversos funcionários de uma grande companhia americana, nos diferentes níveis salariais, que perdem seus empregos.

Da Espanha – onde hoje o desemprego beira 25%, um em cada quatro espanhóis desempregado –, veio um filme feito com fúria, raiva, revolta, Segunda-feira ao Sol/Los Lunes al Sol, de Fernando León de Aranoa (2002).

Em As Neves do Kilimanjaro (2011), o francês Robert Guédiguian mostra com imensa ternura por seus personagens os diferentes efeitos do desemprego sobre um grupo de trabalhadores de um estaleiro em Marselha. Há quem vá para o crime; há quem saiba perdoar.

O jovem e talentoso Jason Reitman escolheu a ironia como tom de seu Amor Sem Escalas/Up in the Air (2009), em que a tarefa de comunicar ao empregado que ele está demitido é terceirizada pelas empresas; o protagonista, interpretado por George Clooney, é o demitidor que provará na própria carne os venenos que distribui aos outros.

zzmontyfimThe Full Monty tem ironia, tem ternura por seus personagens. Mas, ao contrário dos outros filmes citados aqui, não se preocupa em fazer panfletos contra o capitalismo, a globalização.

Sabemos que o fechamento das indústrias de Sheffield se dá pelas crises características do capitalismo, da globalização; especificamente, tem a ver com thatcherismo. Mas, ao contrário de vários outros filmes ingleses sobre a vida da working class, não é um panfleto anti-Thatcher. Não é um filme interessado em discutir política. Está interessado em falar da vida das pessoas.

E como são fascinantes aquelas pessoas que ele retrata.

A rigor, não há ali ninguém mau caráter. Quem mais se aproxima disso é Mandy, a ex-mulher de Gaz, mas mesmo dela se pode dizer que pretendia – embora de forma estouvada, tosca – proteger o filho do que considera a má influência do pai desempregado e um tanto folgadão.

Dois dos belos personagens criados pelo autor e roteirista Simon Beaufoy nos surpreendem um tanto, ao final – uma surpresa em tudo positiva. Um é o garoto Nathan. Outro é Jean, a mulher de Dave. Que belas lições de vida os dois nos dão.

Uma beleza de filme.

Anotação em maio de 2013

Ou Tudo ou Nada/The Full Monty

De Peter Cattaneo, Inglaterra, 1997.

Com Robert Carlyle (Gaz), Tom Wilkinson (Gerald), Mark Addy (Dave), Paul Barber (Horse), Steve Huison (Lomper), Hugo Speer (Guy), William Snape (Nathan), Lesley Sharp (Jean), Emily Woof (Mandy)

Argumento e roteiro Simon Beaufoy

Fotografia John De Borman

Música Anne Dudley

Produção Redwave Films, Channel Four Films, Twentieth Century Fox. DVD 20th Century Fox.

Cor, 91 min

R, ****

9 Comentários

  1. Senhorita
    Postado em 9 agosto 2013 às 8:36 am | Permalink

    Hot Stuff

  2. Sérgio Vaz
    Postado em 9 agosto 2013 às 11:36 pm | Permalink

    Hot stuff! Falou e disse, Senhorita!
    Adoro sua concisão.

  3. Ivan
    Postado em 10 agosto 2013 às 10:00 am | Permalink

    Tenho dificuldades para encontrar filmes anteriores ao ano de 2000 aqui nas locadoras.
    Estou tentando nos sites online, qualquer momento desses eu encontro.
    Gosto do Robert Carlyle e , aproveito para dizer que ontem vi um grande filme com ele e a também ótima Emily Watson ” As Cinzas de Angela “.
    Deixo aqui , recomendado à voce Sergio , à Senhorita e para todos os amigos que vierem nesta página.
    Um abraço !!

  4. Senhorita
    Postado em 12 agosto 2013 às 7:29 pm | Permalink

    Gostei muito também de ver Robert Carlyle (na verdade, sempre gosto de vê-lo) e Tom Wilkinson juntos em “O Padre”.

    PS: Desde que eu vi esse filme, evito ouvir “Hot Stuff” em público.

  5. Postado em 16 agosto 2013 às 11:37 pm | Permalink

    Lendo seu texto, fui lembrando do prazer que foi ver este filme na telona.
    Realmente bastante triste, e ainda assim uma delícia de se assistir.

  6. Miranda
    Postado em 4 setembro 2013 às 10:06 am | Permalink

    Olá Sergio. Entendo o que você disse sobre o filme, além de engraçado, ser triste. Mas confesso que em mim não ficou esta impressão. Achei de fato o filme humano e comovente, mas acho que ele transpira tanto otimismo e bom humor (o peculiar humor britânico) que não consegui achar triste, mas sim esperançoso. O filme é repleto de cenas deliciosas, em particular a que vc citou da dança involuntária na fila do seguro-desemprego. Merecido todo o sucesso que fez de crítica e público.
    Entre os filmes que vc mencionou sobre desemprego, adorei o filme “O Corte” do Costa-Gravas em que o personagem principal assim como o Gerald do “The full monty”, é um desmpregado na idade madura que não assume sua condição para a família. Mais aqui o tom é bem mais ácido, crítico, porém, ainda asim com humor negro. Este filme do Costa gravas também me fez lembrar de um filme argentino bastante interessante chamado “O que você faria?”, que nos mostra um grupo de candidatos a uma vaga de emprego que passam por um misterioso processo (ou método) de seleção. Tem diálagos inspirados e se passa quase todo dentro de um único ambiente. Virou peça de teatro já encenada aqui no Brasil. Vale conferir

  7. Junior
    Postado em 24 abril 2017 às 11:30 am | Permalink

    Assisti ontem e concordo plenamente com sua análise, aliás devo dizer que ultimamente em nosso país devemos fazer o que eles fizeram para sobreviver, porque a situação atual é de literalmente dançar. Sou fã das suas opiniões e curto esse blog pela riqueza de cultura da nobre sétima arte. Gostaria de singelamente recomendar um belo filme sobre música que se chama “Sing Street” é do John Carney, o mesmo de “Mesmo se nada der certo” e “Apenas uma vez”. É talento puro!

  8. Sérgio Vaz
    Postado em 24 abril 2017 às 3:43 pm | Permalink

    Olá, Junior!
    Muito obrigado pelo comentário, pelo elogio e pela sugestão.
    Gostei demais de “Mesmo se nada der certo” e “Apenas uma Vez”, e então vou atrás de “Sing Street”. Você saberia se ele está no Now, ou no Netflix? Depois que as locadoras de vídeo fecharam a vida ficou mais difícil…
    Um abraço.
    Sérgio

  9. Junior
    Postado em 24 abril 2017 às 5:11 pm | Permalink

    Eu que agradeço pela aceitação da sugestão. Está no Netflix e foi conforme você mesmo diz “zapeando” que o encontrei.
    Abraço

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