A Garota / The Girl

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Nota: ★★★½

Alfred Hitchcock não é apenas um realizador genial: é também um extraordinário marqueteiro de si mesmo, muito provavelmente o maior de todos da história do cinema. Nem Fellini nem Tarantino, outros grandes marqueteiros, são tão competentes quando o velhinho inglês louco.

O velhinho inglês louco. Desde sempre me refiro a Hitchcock assim, e imagino que muita gente também pense do mesmo jeito. Resultado do marketing dele mesmo: ele sempre vendeu para o mundo essa imagem de um tanto louco, tarado por sexo e cadáveres. Sexo e dead bodies, sexo e corpses.

Um louco manso, divertido, saborosamente engraçado, com aquela voz cavernosa e um jeito sério de dizer frases malandras.

A Garota/The Girl, produção esmerada, caprichadíssima da BBC e da HBO, mostra um Alfred Hitchcock diferente dessa imagem bonachona que costumamos ter dele. Expõe um homem louco, sim, mas seriamente louco, obsessivo e às vezes francamente perigoso.

O filme reconstitui, passo a passo, tintim por tintim, a relação entre Hitchcock e Tippi Hedren, entre 1963 e 1964 – os anos em que foram feitos e lançados Os Pássaros e Marnie – Confissões de uma Ladra.

E já avisa de cara, de imediato:

“Este filme é baseado em extensa pesquisa, incluindo entrevistas com Tippi Hedren e membros remanescentes do elenco e da equipe de Hitchcock.”

E, depois deste aviso, há um outro letreiro, uma das frases que o realizador e marqueteiro genial usava para se promover:

“As louras são as melhores vítimas. Elas são como a neve virgem que mostra as pegadas sangrentas.”

No original, a frase é ainda mais assustadora. Chega a dar calafrios: “They’re like virgin snow that shows up the bloody footprints”.

Dois atores extremamente semelhantes aos personagens reais que retratam

O cineasta é interpretado pelo inglês Toby Jones – e às vezes tem-se a sensação de que Toby Jones se parece mais com Hitch do que o próprio Hitch.

zzgirl.realzzgirl.filmeMuita gente gosta de imitar a voz de Hitch. Peter Bogdanovich é um deles; fã do mestre, estudioso de sua obra, Bogdanovich pode ser visto e ouvido em diversos dos especiais que acompanham os filmes do realizador em DVD e agora em Blu-ray. É visível que ele curte, se diverte fazendo a voz cavernosa do velhinho louco.

Toby Jones – que já foi um excelente Truman Capote em outro filme que reconstitui fatos verdadeiros, Confidencial/Infamous – fala exatamente como Hitchcock. É muito impressionante.

Para interpretar Tippi Hedren, a produção escolheu Sienna Miller, e vestiu-a como Tippi Hedren, penteou-a como Tippi Hedren, maquiou-a como Tippi Hedren. A semelhança física entre as duas também é impressionante – embora Mary tenha concluído que Sienna Miller é ainda mais bonita que a original que copia.

A fera e a bela

 Tippi Hedren tinha 33 anos quando conheceu Hitchcock, e parecia ainda mais jovem – basta ver as fotos dela em Os Pássaros, ou rever o filme ou partes do filme. Nasceu em 1930, no Minnesota, o gelado Estado do Meio Oeste americano que recebeu milhares de imigrantes escandinavos. Aos 20 anos, mudou-se para Nova York e iniciou uma carreira de sucesso como modelo. Com 22, casou-se com um rapaz de 18, Peter Griffith, que viria mais tarde a ser um executivo da publicidade; quando estava com 27 anos, teve uma filha, sua única, Melanie. Em 1961, quando Melanie estava com quatro anos, Tippi e o marido se divorciaram.

No ano de Os Pássaros, 1963, Alfred Hitchcock tinha 64 anos, 36 de casamento com Alma Reville, uma única filha, Patricia, então com 35 anos – e o reconhecimento universal como um dos mais importantes cineastas do mundo.

Só para lembrar, bem rapidinho: depois de uma prestigiosa carreira na sua Inglaterra natal, iniciada em 1920, Hitch havia se transferido em 1940 para a Meca do cinema mundial. (Como diz Milos Forman: se fosse arquiteto no século III antes de Cristo, teria se mudado para o Egito; como era diretor de cinema, foi para Hollywood.)

Antes de Os Pássaros, tinham vindo Disque M para Matar (1954), Janela Indiscreta (1954), Ladrão de Casaca (1955), O Terceiro Tiro (1955), a segunda versão de O Homem Que Sabe Demais (1956), O Homem Errado (1957), Um Corpo Que Cai (1958), Intriga Internacional (1959) e Psicose (1960). Desses, apenas O Terceiro Tiro e O Homem Errado não haviam tido imenso sucesso de público, embora sejam grandes filmes – sucesso de crítica ele teve sempre.

Além dos filmes aclamados, ele produziu, a partir de 1955 e até 1962, um popular programa de TV, Alfred Hitchcock Presents – thrillers, histórias de crime e/ou mistério apresentadas por ele, com o vozeirão cavernoso dando ênfase a palavras como assassinato, corpo, cadáver.

zzgirl0Já havia dirigido Ingrid Bergman, Marlene Dietrich, Joan Fontaine, Anne Baxter, Shirley MacLaine, Doris Day, Kim Novak, Eva Marie Saint, Janet Leigh e, por último mas não menos importante, Grace Kelly, em três filmes consecutivos.

Em suma: era um dos homens mais famosos, respeitados, admirados do cinema mundial.

Tippi Hedren tinha uma carreira de modelo, 33 anos de idade e uma filha pequena para criar.

A fera e a bela. O gigante e a novata. O monstro e a garota.

“Foi seu pessoal que me chamou, Mr. Hitch”

Quando a ação de The Girl começa, Hitch está recitando para Alma (interpretada pela excepcional Imelda Staunton) como pretendia filmar determinar cena. A TV está ligada, e Tippi Hedren está na tela.

Alma diz: – “Hitch, gosto do sorriso dela”.

Grace Kelly já não estava mais disponível: agora era Sua Sereníssima Alteza, a princesa do Mônaco. Hitch precisava de uma nova loura.

Como se fosse um filme de Hitchcock, Julian Jerrold, o diretor deste impecável The Girl, bota a câmara numa grua altíssima, a dez metros do chão, para mostrar Tippi Hedren chegando aos estúdios da Universal em um carrão conversível.

Ela aguarda na ampla ante-sala, diante de fotos de Grace Kelly. A sala é ocupada por Peggy Robertson (um desempenho impecável de Penelope Wilton), a secretária executiva pessoal do Grande Homem.

O Grande Homem naquele momento está recebendo o roteirista Evan Hunter (interpretado por Conrad Kemp) – e não está nada satisfeito com o que Hunter vem escrevendo no roteiro de seu filme seguinte, Os Pássaros.

Quando Hunter sai, Peggy conduz Tippi para a imensa sala de Hitch. Peggy ainda está na sala quando ele diz a Tippi para chamá-lo simplesmente de Hitch. Peggy comenta que aquilo é uma exceção – é para a moça se sentir lisonjeada.

No diálogo que se segue, há as seguintes frases:

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Hitch: – “Miss Hedren. Não é casada?

Tippi: – “Divorciada.”

Ele faz uma careta que talvez pudesse ser interpretada como aprovação. Ah, já foi casada, é experiente, mas atualmente não tem marido, está disponível.

Ele critica as pérolas do colar que ela usa. Depois pergunta se ela quer almoçar ali com ele.

Hitch: – “Você é loura natural?”

Tippi: – “Minha família é sueca.”

Hitch: – “Você sabe andar.”

Tippi: – “Tenho trabalhado como modelo desde muito cedo.”

Hitch: – “E agora se imagina atriz.”

Tippi: – “Foi seu pessoal que me chamou, Mr. Hitch. (E, depois: ) Ninguém me disse quem queria me ver. Apenas recebi um telefonema e… Fico muito emocionada que tenha sido o senhor.”

“I’m so thrilled it’s you”

É uma beleza de resposta, esta, da bela para a fera, da garota para o monstro. Ele insinua que ela sonha em ser atriz de cinema, e ela, com suavidade, mas firmeza, lembra que ela recebeu um convite da equipe dele para ir até o estúdio. Não se ofereceu: foi chamada.

A afirmação, no entanto, pode parecer pretensiosa, presunçosa, quase agressiva – e então ela muda o tom, faz uma mesura, um gesto de agradecimento e reconhecimento. Mais uma vez, a frase original é mais rica do que qualquer tradução: “I’m so thrilled it’s you”.

Thrilled, do verbo e do substantivo thrill: emoção, sensação, tremor, estremecimento; estar emocionada, impressionada; produzir emoção, tremer, estremecer, vibrar.

Da mesma palavra vem thriller – história, peça, filme que produz emoção, tremor, estremecimento. Exatamente aquilo que o velho gordo diante dela sabia fazer como ninguém mais no mundo.

Uma história de crime e terror. Hitchcock é o criminoso, a moça é a vítima

The Girl não chegou ainda a dez minutos. O que virá a seguir é um thriller, uma história de crime e de terror. Hitchcock é o criminoso, Tippi Hedren é a vítima aterrorizada.

zzgirl8zzgirl.birdsNão vou narrar os fatos que virão a seguir. Não teria sentido. Para quem não conhece a história, The Girl pode ser, além de uma história de crime e terror, também um suspense.

Só gostaria de registrar que as longas seqüências em que The Girl reconstitui as filmagens da rápida seqüência de Os Pássaros em que Melanie Daniels abre a porta do sótão e é atacada pelos animais são um absoluto brilho. É tudo uma maravilha, obra de ourives cuidadosíssimos.

É como se estivéssemos vendo um making of de Os Pássaros, um making of feito na época das filmagens, e que dedica grande tempo a mostrar como foi feita aquela determinada, específica seqüência. A anatomia de como foi feita aquela sequência.

É uma maravilha. Chocante, apavorante.

Mary fez um comentário que me parece corretíssimo: aquilo jamais teria acontecido hoje em dia. Se fosse hoje, e Hitch tivesse começado o que acabou se prolongando por dias e dias – mais de 70 repetições da mesma tomada torturante -, ele seria levado a uma corte de Justiça no dia seguinte, acusado de atrocidade, maus tratos, abuso. E isso para não mencionar assédio sexual.

Como é que Alma aguentava aquilo? Como Tippi Hedren topou repetir a dose?

Me pareceu que The Girl não tem a intenção de tentar explicar nada. O filme apenas mostra. Reconstitui os fatos – muitas vezes com um brilhantismo formal, visual, de arrepiar –, mas não pretende interpretá-los.

É quase como se fosse um documentário, um grande making of. A reconstituição dos fatos. O espectador que os interprete por si – se quiser, se for capaz.

Eu, por exemplo, não sou capaz de compreender por que Tippi Hedren aceitou fazer Marnie, depois da tortura que foram as filmagens de Os Pássaros. Até que dá para entender por que ela não abandonou as filmagens de Os Pássaros – já tinha começado, já estava no meio; é aquela coisa que dizem que meu pai dizia, dou um boi para não entrar numa briga e uma boiada para não sair dela apanhando. Era uma tortura, mas ao mesmo tempo era uma oportunidade de ouro. Quantas louras inexperientes tinham sido chamadas para fazer a personagem principal de um filme de Hitchcock?

Tudo bem: ter prosseguido em Os Pássaros, até que dá para entender. Aceitar fazer outro filme – isso não consigo compreender.

Mas também quem sou eu, quem é qualquer um de nós, para compreender as motivações das pessoas?

E Alma Reville?

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Pelo que o filme mostra, Alma sabia muito bem onde pisava. O cara já havia filmado com Ingrid Bergman, Marlene Dietrich e Grace Kelly, três dos maiores mitos do cinema. Ela sabia onde pisava, conhecia o marido que tinha. Muito provavelmente sabia que as relações com as atrizes mais lindas e sedutoras do planeta poderiam levar o marido ao deslumbramento, a fantasias, até à obsessão – mas nunca ao sexo propriamente dito. As indicações todas são daquela outra coisa de que fala a sabedoria popular: cão que ladra não morde. Hitch falava demais de sexo, seus filmes são todos cheios de imagens sexuais – mas quem fala demais é porque faz de menos.

A obsessão por Tippi, no entanto, parece ter sido maior que todas as outras – é o que o filme mostra. A ponto de ter abalado a segurança gibraltariana, a fleugma britânica de Alma.

Quanto às motivações de Hitch…

Nisso o filme dá algumas indicações, acho eu. Ele achava que Grace Kelly toparia voltar, fazer um retorno triunfal nas mãos do mesmo mestre que a havia dirigido em três filmes de espetacular sucesso, Disque M, Janela Indiscreta e Ladrão de Casaca. Ficou furiosamente frustrado com a negativa dela. E o ego gigantesco, muito maior que a barriga, deve seguramente ter feito com que ele aceitasse o desafio imenso de pegar uma neófita, uma novata, uma garota sem qualquer experiência de atuação, sem um único curso de arte dramática, e transformá-la em estrela. Parece lógico que ele imaginasse também que uma desconhecida, em busca da fama, não se oporia aos avanços físicos dele.

O monstro conseguiu, de fato, transformar a modelo em grande atriz

Tippi Hedren não virou grande estrela. Continuou fazendo filmes, continua até hoje – em 2013, está em fase de pré-produção seu filme de número 84 –, mas nunca se tornou uma estrela. Sua filha, Melanie (interessante: o mesmo nome de seu personagem em Os Pássaros), a rigor teve mais sucesso na carreira do que a mãe. Melanie Griffith, que tinha 6 anos de idade quando a mãe voltava para casa depois das sessões de tortura de fazer mais de 70 vezes a cena do ataque dos pássaros, começou bem cedo a carreira; tinha apenas 18 anos quando Arthur Penn, o gigante Arthur Penn, deu a ela um papel no seu Um Lance no Escuro/Night Moves.

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Eu, pessoalmente, não sou fanático por Os Pássaros. (Nem por Psicose, na verdade.) Há quem deteste Os Pássaros, ache que é um dos maiores embustes da história do cinema; meu amigo Sandro Vaia é um destes; às vezes ele se divertia me desafiando a explicar por que Os Pássaros é um grande filme – quando, no entender dele, é simplesmente uma história sem qualquer sentido.

Nem tanto ao mar, nem tanto à terra (terceiro dito proverbial em um único texto; tá mal a coisa). Não acho que Os Pássaros seja a maior obra-prima da face da terra, mas é um belo filme de terror – e para haver terror não é necessária explicação lógica, o terror pode surgir na cabeça de cada um por qualquer motivo, e pássaros, tão bonitinhos, podem, por que não?, ser tão assustadores quanto espíritos maus, extra-terrestres sanguinários, vampiros ou lobisomens.

Acho que Tippi Hedren está muito bem em Os Pássaros. Tem o physique du rôle perfeito, aquela fina estampa de modelo, e seu rostinho jovem, belo e suavemente desafiador, confiante, casa perfeitamente com o personagem, no início da ação. E, quando o terror ataca, o rosto dela exprime o terror com absoluta eficácia.

Bem, também, diante das sessões de tortura a que a atriz foi submetida…

Marnie, bem diferentemente de Os Pássaros… Acho Marnie um grande filme, um filmaço, desde a primeira vez que vi, em fevereiro de 1965, no Cine Astor do Conjunto Nacional, durante uns dias de férias na cidade que mais tarde escolheria para ser a minha. E, em Marnie, Tippi Hedren está excelente, maravilhosa. O monstro conseguiu transformar a modelo inexperiente em bela atriz.

Um realizador genial, um marqueteiro genial. Já a pessoa…

Os fanáticos por Hitchcock poderão, talvez, achar que The Girl pega pesado demais ao mostrar o realizador como um louco obsessivo, perigoso, abusador, torturador. Pat Hitchcock, com aquela carinha feinha e simpática dela, que em todos os especiais sobre os filmes conta embevecida histórias do pai, possivelmente deve ter pensado em entrar com ação contra os produtores do filme.

E, de fato, o filme avisa que entrevistou Tippi Hedren – mas não fala de ter ouvido gente do outro lado.

Mas não há, a meu ver, por que duvidar da veracidade do relato apavorante.

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Falta lembrar que, em 2012, foram feitos dois filmes sobre Alfred Hitchcock. Além deste The Girl, produção para a TV (de gala, é verdade, mas para a TV), há também Hitchcock, produção da Fox Searchlight, dirigido por Sacha Gervasi, com Anthony Hopkins no papel do cineasta e a esplendorosa Helen Mirren como Alma Reville. O filme focaliza uma fase da vida de Hitch muito próxima à mostrada por The Girl: basicamente, é a época da realização de Psicose; Scarlett Johansson interpreta Janet Leigh, a loura que é morta no chuveiro do Bates Motel quando a ação está apenas começando.

Talvez eu devesse ir agora ao belo calhamaço Hitchcock Truffaut – o monumental livro em que o gênio francês faz caudalosas entrevistas com o gênio inglês – e registrar o que diz Hitch a respeito de Tippi Hedren. Mas tenho preguiça.

Prefiro ficar com as imagens de The Girl na cabeça.

          ***

A frase acima seria um bom fecho de anotação. Mas não gosto de me render à preguiça, e então fui dar uma olhada nos capítulos de Hitchcock Truffaut sobre Os Pássaros e Marnie. A olhada foi, confesso, bem rápida e sem qualquer entusiasmo. Queria ver se o velho louco falava especificamente de Tippi Hedren. Não fala. Fala aquelas frases pensadas dele, elogiando-se, enaltecendo-se, eterno marqueteiro de si mesmo.

A verdade dos fatos é que, depois de ver The Girl, continuo, claro, achando o Hitchcock realizador e o Hitchcock marqueteiro geniais. Já a pessoa…

Anotação em fevereiro de 2013

A Garota/The Girl

De Julian Jerrold, EUA-Inglaterra, 2012

Com Toby Jones (Alfred Hitchcock), Sienna Miller (Tippi Hedren),

e Imelda Staunton (Alma Reville Hitchcock), Conrad Kemp (Evan Hunter), Penelope Wilton (Peggy Robertson), Angelina Ingpen (Melanie), Candice D’Arcy (Josephine Milton), Carl Beukes (Jim Brown), Kate Tilley (Rita Riggs), Aubrey Shelton (Maitre D), Leon Clingman (Ray Berwick), Patrick Lyster (Bob Boyle)

Roteiro Roteiro Gwyneth Hughes

Baseado no livro Spellbound by Beauty: Alfred Hitchcock and his Leading Ladies, de Donald Spoto

Fotografia John Pardue

Música Philip Miller

Montagem Andrew Hulme

Produção BBC, HBO, Moonlighting Films e Wall to Wall Media.

Cor, 2012

***1/2

8 Comentários

  1. Ivan
    Postado em 9 Fevereiro 2013 às 11:47 am | Permalink

    Caramba !!! foi quase que simultâneo. Estou vendo este texto hoje e, o filme passou no HBO (Net) ontém,(sexta) eu não pude ver. Não consegui online mas, tudo bem (que bom !)vai passar outra vez no HBO na segunda-feira as 23:10. Desta vez não vou perder.Depois venho dizer alguma coisa aqui.
    Abraço !!

  2. Postado em 13 Fevereiro 2013 às 4:05 am | Permalink

    Sérgio,
    Esse filme é bem melhor que o protagonizado pelo Anthony Hopkins. Quanto à conduta do diretor, ela não é de todo surpreendente. Afinal, grande parte das pessoas metidas com cinema combina uma máscara pública com a capacidade de levar seus pares aos esgotamento mental.

    Grande abraço!

    André

  3. Carla
    Postado em 14 Fevereiro 2013 às 6:52 am | Permalink

    Vi The Girl aos pedaços, revendo depois partes, achando que ver na íntegra, direto, seria uma tortura psicológica para mim. Mas consegui (e sem sofrer muito). Filme soberbo, bem filmado, bem editado, bem interpretado – coisa de profissional, mesmo. Hoje em dia é difícil eu sentir isso vendo um filme americano; podem ser divertidos, mostrando tudo o que o dinheiro pode realizar (e realiza), mas esse ar de profissionalismo, de alta competência… Nossa!
    Sobre os fatos: alguma coisa transpirou na época, pois minha mãe fazia comentários sobre o ego de Hitchcock e sua relação obssessiva com a atriz Tippi Hedren.

  4. Ivan
    Postado em 16 Fevereiro 2013 às 4:41 pm | Permalink

    De fato vi o filme na segunda dia 11/02 mas só estou postando hoje.
    Gostei muito do filme. O que não gostei foi da caracterização do Toby Jones. Não via Hitchcock nele.Vi caracterizações perfeitas tais como,Meryl Streep era a própria Tatcher.
    Brendan Gleeson era o próprio Churchill,Day-Lews era o próprio Lincoln, Ben Kingsley era o próprio Ghandi,Helen Mirren era a própria Elizabeth II e, até mesmo Barbra Streisand era a própria Funny Brice Girl.
    Em “Confidencial”(Infamous)aí sim,Toby Jones está o próprio Capote.
    Agora, quanto ao gestual e expressões e a sua atuação, Toby está perfeito.
    Não conhecia este fato na vida do mestre do suspense. O que ele fez com a Tippi foi pura tortura. Com certeza hoje ele sería prêso ao fazer aquilo. Dos filmes que citas no texto só não vi O Terceiro Tiro e O Homem Errado.
    Mas, falando do cineasta e não do homem, não houve igual a ele. Gosto demais do “careca gordinho”. Ainda não consegui ver Marnie e, portanto, “Psicose” e “Os pássaros” são os que mais gostei. A Sienna Miller está ótima.
    Imelda Staunton também, apenas achei que lhe colocaram como uma coadjuvante de luxo. Merecia destaque maior até mesmo por razões óbvias. Será que foi por fôrça de contrato que a Tippi aceitou fazer outro filme? Fico imaginando o que a Alma Reville teve de viver ao lado do Hitch.
    Do mestre,também vi,39 degraus,Rebeca,Festim Diabólico e Pacto Sinistro. Como eu disse, gosto demais do careca gordinho.
    Um abraço, Sergio !!

  5. André Farias
    Postado em 4 Março 2013 às 2:55 am | Permalink

    Sérgio,
    Ainda sobre esse assunto, gostaria de indicar um livro que achei ontem no sebo: trata-se de “Fascinado pela Beleza: Alfred Hitchcock e Suas Atrizes” (Donald Spoto, Larousse, 2009). O Título original é “Spellbound by Beauty: Alfred Hitchcock and His Leading Ladies”.

    O objeto da obra é exatamente os excessos que o diretor cometia, principalmente quando lidava com as protagonistas de seus filmes.

    O interessante é que o autor não é um mero fofoqueiro interessado em lucrar com os mortos, mas alguém que efetivamente entrevistou Hitchcock diversas vezes e até teve uma espécie de convívio com o ele.

    É isso…

    Abraço!

    André

  6. Miguel
    Postado em 9 julho 2015 às 10:18 pm | Permalink

    Eu queria tanto ver o filme e, depois de tempo de espera, consegui (mas sem legendas, não percebi muita coisa). Eu, talvez por ver sem legendas, achei um pouco aborrecido. Em termos técnicos está otimo e as interpretações são também excepcionais (Miller está capaz de mostrar cansaço, medo, tristeza com convicção e Jones faz um Hitchcock mais bem conseguido que Hopkins: menos estereotipado, com uma voz mais semelhante ao realizador mestre do suspense; só a caracterização física está inferior à de Hopkins). Eu gosto da Tippi, é bonita e boa atriz. Mas falta-lhe aquilo, o ingrediente que a torna magnética. Os Pássaros é um dos meus filmes favoritos de Hitchcock, só perde perante Vertigo e Rebecca. Marnie também é do meu agrado mas não vejo Tippi muito bem nesse filme. Era um papel mais puxado que o de Melanie Daniels e a cena dela a fugir até à porta devido à trovoada e a cena final em que se lembra da noite do assassinato são muito pouco profissionais: ela mostra não estar à altura enquanto atriz. Muito forçado, pouco natural.Bem, mas para que não era atriz, ela sai-se bem na maioria das vezes. Em relação ao “The Girl”, eu acredito que a história seja real e fico triste por Hitch ter feito o que fez a Tippi mas ao mesmo tempo tenho alguma pena dele, devido à obsessão que ele está a sentir. Sérgio, a crítica nem sempre favoreceu Hitch, até porque os filmes do género de suspense eram subvalorizados. O público, sim, gostava do realizador. Apenas com os intelectuais europeus, é que Hitch começou a ser valorizado. Estou quase certo do que digo. Psycho e Vertigo foram mal recebidos pela crítica

  7. Miguel
    Postado em 9 julho 2015 às 10:20 pm | Permalink

    Felizmente, Hitchcock é hoje valorizado por muita gente. Tippi nunca chegou a ser uma grande estrela mas tem um filme biográfico. Julgo que a fabulosa e mais estrela que todas as outras Katherine Hepburn não tem

  8. Laura
    Postado em 22 setembro 2015 às 9:03 am | Permalink

    Deveria realmente ler HitchcockTruffault, sem preguiça, antes de escrever julgamentos baseados em um único lado. Um pouco de ponderação faria bem ao texto.

6 Trackbacks

  1. […] E o mis­té­rio conta tanto como a quan­ti­dade: nunca sabe­re­mos por que razão os nos­sos arqui­avôs pin­ta­ram fri­sos de cer­vos em caver­nas; nin­guém des­co­brirá por ­que é que, em The Birds, as aves ata­cam a ele­gan­tís­sima loura que é Tippi Hedren. […]

  2. Por 50 Anos de Filmes » Hitchcock e Psicose / Psycho em 30 setembro 2013 às 5:37 pm

    […] então confesso: tinha preguiça de ver Hitchcock, o filme. Tinha visto A Garota, feito no mesmo ano de 2012, e gostado demais. Achava meio overdose dois filmes do mesmo ano sobre […]

  3. […] havia visto. Matthew é um jovem advogado em Manchester, filho de um médico; sua mãe, Isobel (Penelope Wilton), havia tido bom treinamento como […]

  4. Por Cinecast Voz 03 | Feedback dos Ouvintes | Supernovo.net em 15 dezembro 2013 às 10:23 am

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