O Destino Bate à Porta / The Postman Always Rings Twice

Nota: ★★★½

O cabelo de Lana Turner é quase branco, de tão louro: ela está platinum blonde, como Jean Harlow. São brancas todas as roupas que Cora Smith, seu personagem, veste ao longo do filme. E, no entanto – ou talvez até por isso mesmo –, O Destino Bate à Porta/The Postman Always Rings Twice é noir. A quintessência do noir.

Uma beleza de filme. Lançado em 1946, há 65 anos, portanto, não envelheceu nada. É um brilho.

O fato de que lá vem tragédia é anunciado desde que o leão da Metro-Goldwyn-Mayer aparece, abrindo os créditos iniciais, pela música criada por George Bassman: são acordes pesadíssimos, soturnos, cuja dramaticidade (até exegarada) é realçada por uma percussão forte, feita com uma mistura bateria de música popular com os címbalos das orquestras sinfônicas.

A primeira tomada que vemos é de um cartaz escrito à mão: “Man wanted”. O posto de gasolina e lanchonete simplesinho, humilde, à beira de uma estrada secundária, precisa de um ajudante, um faz-tudo, um sujeito para trabalhar tanto no preparo de hambúrgueres dentro da lanchonete quanto como frentista no atendimento aos motoristas no posto.

Devido ao que vai acontecer depois, pode-se dizer que aquelas duas palavras, man wanted – precisa-se de homem, procura-se homem – poderiam ter mais de um significado. E, de qualquer maneira, são um mau augúrio.

A partir dessa primeira tomada com o cartaz feito à mão, ouvimos a voz em off do narrador:

– “Era uma estrada secundária perto de Los Angeles. Eu estava viajando de carona de San Francisco até San Diego, acho. Uma meia hora antes, eu tinha erguido o dedo e conseguido uma carona.”

E então vemos o viajante descer do carro, parado na estrada junto da entrada do posto de gasolina e lanchonete onde está a placa de “procura-se homem”. Já fora do carro, ele agradece pela carona, pelos três cigarros que havia filado e pelo fato de o gentil motorista não ter rido muito das considerações a respeito da vida que ele havia feito.

O viajante chama-se Frank Chambers, e é interpretado por John Garfield, bom ator que tinha vindo do teatro e a partir de 1938 fez carreira em Hollywood; tinha pinta de galã, mas estrelou diversos filmes sérios, dramas sociais. Nos anos 1950, nos tempos tenebrosos da caça às bruxas do macarthismo, foi colocado na lista negra dos profissionais que os estúdios não poderiam empregar; morreria em 1952, aos 39 anos.

Um aventureiro sem grandes aventuras, um solitário, vagabundo, errante, sem destino

O espectador não ficará sabendo de coisa alguma sobre o passado de Frank Chambers. Tudo o que se saberá é que ele não gosta de parar muito tempo num lugar; gosta de ir de um lugar para outro, carregando todas as suas posses dentro de uma mala não muito grande. É um aventureiro sem grandes aventuras, um solitário, vagabundo, errante, sem destino.

Assim que Frank se despede do homem que lhe deu carona, passa pela estrada um policial, de moto. Vai até o motorista dar bronca nele por ter parado na estrada, mas volta logo para sua moto com um jeito de quem se deu mal. Frank está parado ali, olhando, e pergunta para o policial o que aconteceu. Ele responde que o motorista – aquele que havia acabado de deixar Frank ali – era nada menos que o promotor distrital. O promotor, Kyle Sackett (Leon Ames), voltará a aparecer; terá participação importante na história.

Mas neste momento o filme está apenas começando. Frank fica logo conhecendo o dono do posto e da lanchonete. Chama-se Nick Smith (Cecil Kellaway, em uma atuação fantástica), é um senhor aí de mais de 50 anos, talvez 60, baixinho, gordinho, sorridente, bem humorado, extremamente simpático, boa gente. Mostra-se muito feliz por ter aparecido aquele jovem disposto a aceitar o emprego, e faz um inventário das vantagens que Frank terá se topar trabalhar ali: nenhuma despesa, comida boa de graça, um bom quarto com uma boa cama.

Para agradar ao possível futuro empregado, oferece-lhe um hambúrguer de graça, e bota o hambúrguer na chapa. Mas alguém buzina lá fora; Frank diz a Nick para atender o freguês, que ele cuidará do hambúrguer.

Fica então sozinho diante do balcão da lanchonete.

Um ruído: um bastão de batom caiu no chão e vem rolando em direção a Frank.

A câmara mostra o batom no chão, e vai suavemente se movendo para diante, mostrando o chão por onde o bastão deslizou e, quando estamos com exatos 4 minutos e 15 segundos de filme, a câmara pára mostrando as pernas de uma mulher, desde os sapatos brancos até os joelhos.

Corta; close-up do rosto de Frank, com uma expressão de assombro. Frank perde o fôlego com o que vê.

Corta; vemos Lana Turner de corpo inteiro. Short branco, deixando à mostra o início das coxas. Blusinha branca curta, deixando à mostra o umbigo. Uma espécie de toalha enrolada na cabeça não deixa à mostra os cabelos louros platinados – apenas um pouco é visível, logo acima da testa.

Encaram-se durante alguns instantes.

Antes de voltar para dentro de sua casa – na mesma edificação da lanchonete, tendo apenas uma porta a separar as duas coisas –, a mulher ainda vai ficar de perfil para a câmara e para os olhos de Frank, de maneira a mostrar o contorno da bunda atrás do short branco e dos seios fartos atrás da blusinha branca.

Duas femmes fatales criadas pelo mesmo autor. E as duas fisgam o pato pelos pés e pelas pernas

É uma sequência fantástica, antológica – e é fascinante lembrar que, em Pacto de Sangue/Double Indemnity, de Billy Wilder, lançado em 1944, dois antes deste O Destino Bate à Sua Porta, há uma seqüência semelhante. Ali, a primeira coisa que tanto o espectador quanto o protagonista, o vendedor de seguros Walter Neff, interpretado por Fred MacMurray, vêem da mulher, a dame, a femme fatale Phyllis Dietrichson (Barbara Stanwyck) são as pernas. Primeiro as pernas – Phyllis-Barbara usa uma tornozeleira –, depois o rosto.

As femmes fatales fisgam o pato primeiro pelos pés e pelas pernas. E por causa delas o pato perde a cabeça.

Essa é a lógica, e a própria essência, do film noir.

A imagem foi maravilhosamente usada por Billy Wilder na sua obra-prima do noir de 1944, e pelo diretor Tay Garnnett aqui. Tanto a Cora Smith interpretada por Lana Turner quanto a Phyllis Dietrichson feita Barbara Stanwyck são criações do mesmo autor, James M. Cain.

Um autor americano por excelência, filmado primeiro na Europa

James M. Cain (1892–1977) é da mesma geração de Dashiell Hammett (1894-1961) e Raymond Chandler (1888-1959). São três mestres do que se passou a chamar de novelas policiais hardboiled – um tipo de ficção oposta àquela dos detetives cerebrais criados pelos ingleses, de Arthur Conan Doyle a Agatha Christie. Os personagens de Cain, assim como os de Hammett e Chandler, são gente do povo, gente simples, não culta, cultivada ou rica. Seu cotidiano é duro, pesado; o clima é denso, quase sufocante.

Diferentemente de seus colegas, no entanto, James M. Cain também fez romances distantes do mundo do crime, dos policiais. Ele é o autor de Mildred Pierce, o livro sobre uma dona de casa de classe média que luta com imensa dificuldade para manter a família durante a Grande Depressão, que viraria um filme clássico de 1945 (no Brasil, Almas em Suplício), dirigido por Michael Curtiz e estrelado por Joan Crawford, indicado a seis Oscars, vencedor de melhor atriz para sua estrela, e, agora em 2011, uma aclamada minissérie de TV da HBO dirigida por Todd Haynes com a fantástica Kate Winslet no papel título. Assim como Joan Crawford, Kate Winslet seria premiada por sua interpretação de Mildred Pierce.

Só li um livro de James M. Cain, Indenização em Dobro, no original Double Indemnity, o que deu origem ao filme de Billy Wilder que no Brasil se chamou Pacto de Sangue. Pelo que se percebe nesse livro, é um autor de texto enxuto, curto, à la Hemingway, à la Graciliano Ramos. Billy Wilder e Raymond Chandler (sim, o próprio, que fez o roteiro do filme) se desentenderam feito cachorro e gato na elaboração da adaptação para o cinema. O final do filme é completamente diferente do do livro. (Não aconteceu coisa semelhante com The Postman Always Rings Twice; pelo que dá para saber, o final do filme de 1946 foi fiel ao livro.)

Vários livros de James M. Cain viraram filmes, como Mildred Pierce, Pacto de Sangue e este The Postman Always Rings Twice. Mas é fascinante que essa história do encontro trágico de um vagabundo errante com uma jovem mulher belíssima casada com um homem bem mais velho sido filmado primeiro na Europa, e só depois nos Estados Unidos.

O livro The Postman…, o primeiro do autor, foi lançado em 1934, quando o país estava afundado na Grande Depressão. Já em 1939 seria lançado na França o primeiro filme baseado no livro, Paixão Criminosa/Le Dernier Tournant. E Luchino Visconti faria Obsessão/Ossessione em 1942, em plena Segunda Guerra Mundial.

Hollywood só faria O Destino Bate à Sua Porta no ano seguinte ao do final da guerra, 1946.

O livro de James M. Cain seria refilmado em 1981 por Bob Rafelson, com Jack Nicholson no papel de Frank e a lindíssima Jessica Lange como Cora. Eram os tempos em que as telas começavam a se encher de todas as explicitudes, e então me lembro (vi a refilmagem muitos anos atrás) que Frank come Cora em cima da mesa da cozinha. Teria que rever o filme, mas a sensação que guardei é de que, apesar das explicitudes dos anos 1980, o filme dos recatados, censurados anos 1940 é muito mais sensual.

A Cora de Lana Turner é um vulcão de sensualidade prestes a explodir.

Uma das melhores interpretações de uma grande estrela

Lana Turner foi uma das maiores estrelas de Hollywood entre os anos 1940 e 1960. Em geral, no entanto, fala-se mais dela pela beleza, pela imagem glamourosa e pela atribulada vida pessoal do que por suas qualidades de atriz. Um exemplo: em sua longa carreira de mais de 50 filmes, entre 1937 e 1985, recebeu apenas uma indicação ao Oscar, em 1957, por A Caldeira do Diabo/Peyton Place.

Bela, glamourosa e de vida pessoal atribulada, isso ela era, indiscutivelmente. Seu pai foi assassinado quando ela estava com oito anos. A família mudou-se então para Los Angeles. Foi descoberta por um olheiro de estúdio quando estudava no ginásio, e fez seu primeiro filme aos 16 anos de idade. Em 1941, aos 20 anos, apareceu em cenas de amor na época tidas como tórridas ao lado de Robert Taylor, em A Estrada Proibida/Johnny Eager, de Mervyn LeRoy, um filme noir em que interpretava a jovem filha de um promotor que se apaixona por um gângster.

Casou-se sete vezes – fora diversos casos extra-conjugais que faziam a delícia das colunas de fofocas dos jornais. Em 1957, sua filha matou um dos amantes da mãe, o gângster Johnny Stompanato, para defender a mãe de uma agressão. Lana morreria em 1995, aos 74 anos.

No papel de Cora, a mulher pobre e ambiciosa que se casou com um homem muito mais velho que tinha algum dinheiro, e depois se apaixona por um sujeito bonitão que surge no seu caminho, Lana Turner teve o que todos dizem ser uma de suas melhores interpretações. Consta que era o papel de que a própria atriz mais gostava.

Está, de fato, muito bem. E bela, belíssima, tentadora, sensual. Pobre Frank Chambers.

Frank e Cora não buscam a tragédia. Até tentam fugir dela, mas a tragédia os engolfa

Pobre Frank, pobre Cora, pobre Nick.

O Nick Smith que o filme mostra é um absoluto doce de pessoa. Um bom velhinho, sujeito de bom coração, bom caráter. Teve a sorte (ou seria o azar?) de encontrar aquele mulherão bem mais jovem; ela era pobre, ele tinha algum dinheiro, ele propôs casamento, ela aceitou.

Quando Frank chega, com sua juventude, sua boa pinta, o pobre Nick não teme nada, não suspeita de nada. Coitadinho desse Nick alma boa.

Frank e Cora, no entanto, não são mostrados como bandidos, gente de mau caráter, filhos da puta. Certo: ela é ambiciosa. E ele fraqueja. Mas eles bem que tentam fugir da tragédia. Têm consciência de seus atos. Mas parece que a tragédia é que os persegue – não vice-versa. Nesse sentido, foi um bom achado o título brasileiro do filme, O Destino Bate à Sua Porta.

Frank e Cora – foi a impressão que tive, ao rever agora o filme – não procuram a tragédia, repito. A tragédia é que os engolfa.

Os roteiristas Harry Ruskin e Niven Busch e o diretor Tay Garnett, mais as boas interpretações de Lana Turner e John Garfield, conseguem fazer com que o espectador não tenha nojo, repulsa por Cora e Frank. Esses tristes personagens dão é pena.

A danação nas vidas de Frank e Cora vem em um muitas ondas

Leonard Maltin deu a cotação máxima de 4 estrelas para o filme. Diz que Garfield e Turner botam fogo na tela nesse drama encrespado. “Apesar das queixas de mudanças na história original de James M. Cain (a maioria por motivos de censura), o filme tem grande força e ofusca a refilmagem mais explícita de 1981.”

Pauline Kael diz que o filme é “interessante mas longo demais”. Segundo ela, o diretor Tay Garnnett “usou Lana Turner talvez melhor que qualquer outro diretor”. “As mulheres de Cain são, tipicamente, animaizinhos calculistas e fogosos, os homens vítimas condenadas. A Cora de Lana Turner – infantil de uma maneira entediada, desamparada, pré-moral – veste-se de branco impecável, como para ocultar suas paixões viscosas e seus impulsos assassinos.”

Me permito não concordar com Dame Kael. O filme não é longo demais. A questão é que de fato, muita coisa acontece depois daquilo que, em muitos outros filmes, seria o clímax. A danação nas vidas de Cora e Frank vem em muitas ondas, uma série de ondas, e isso é surpreendente, e inquietante.

Anotação em dezembro de 2011

O Destino Bate à Porta/The Postman Always Rings Twice

De Tay Garnett, EUA, 1946

Com Lana Turner (Cora Smith), John Garfield (Frank Chambers), Cecil Kellaway (Nick Smith), Hume Cronyn (Arthur Keats), Leon Ames (Kyle Sackett)

Roteiro Harry Ruskin e Niven Busch

Baseado na novela homônima de James M. Cain

Fotografia Sidney Wagner

Música George Bassman

Montagem George White

Produção MGM. DVD Warner.

P&B, 113 min

R, ***1/2

7 Comentários

  1. Postado em 9 fevereiro 2012 às 5:41 pm | Permalink

    Um dos meus film-noir preferidos, a par com o “Double Indemnity”. Mas também gosto muito da versão de Visconti. E o Nicholson e a Lange nos anos 80 também não se saem nada mal.

  2. luiza
    Postado em 27 fevereiro 2012 às 9:00 pm | Permalink

    como era linda a Lana Turner

  3. Ivan
    Postado em 25 abril 2013 às 9:48 pm | Permalink

    Um filme marcante sem dúvida alguma.
    A Lana arrasando. Muito linda, competente e sensualíssima.
    O Nick éra o que voce fala,um doce de pessôa.
    Mas, sería tão ingênuo daquele jeito?
    Um grande filme.
    E, para encerrar minha noite de ontém no bom clima, assisti “Almas Maculadas”.
    Bom filme também.
    Abraço, Sergio !!

  4. Miguel
    Postado em 8 setembro 2014 às 12:15 pm | Permalink

    Parabéns pelo site Sérgio! Sou jovem mas adoro cinema clássico. Adoro a Lana Turner e a Rita Hayworth. Apesar de gostar muito deste filme não lhe daria uma nota tão alta. Gostava muito que um dia publicasses críticas sobre Pal Joey, O mágico de oz, Agora seremos felizes, Os Pássaros, Rebeca, ziegfeld girl e Love finds andy hardy (se bem que não vi este ultimo nem o agora seremos felizes)
    Cumprimentos de Portugal

  5. Sérgio Vaz
    Postado em 8 setembro 2014 às 2:34 pm | Permalink

    Olá, Miguel!
    Que imenso prazer receber sua mensagem!
    Que maravilha que você, tão jovem, gosta do cinema clássico, conhece, vê bons filmes!
    Vou colocar os que você citou na minha lista de filmes a ver ou rever para comentar aqui. Mas posso dizer que a lista é grande…
    Um abraço, e muito obrigado pela sua mensagem!
    Sérgio

  6. Miguel
    Postado em 8 setembro 2014 às 3:25 pm | Permalink

    Obrigado pela simpatia, Sérgio. Desculpe não ter comentado o filme. Ele é uma maravilha. Mas, como um crítico espanhol reparou, o filme perde qualidade após a morte de Nick. Até lá, o filme tem um bom andamento. Depois as cenas dos tribunais cansam um bocado. Lana Turner está linda, além de revelar talento (nota-se bastante o crescimento desta atriz como estrela aceitável em Ziegfeld Girl e o culminar do seu talento em Imitação de Vida). A música é linda, apesar de tétrica (até tenho a música de abertura no meu ipod). E John Garfield? O cinema embeleza a mulher e só falamos delas, mas Garfield tem um bom desempenho, ar de safado, desorientado… Só conheço este filme dele. E sim, eles não são maus, são pessoas desesperadas. Eu até gosto mais deste filme do que “Double Indemnity” mas este último é superior em qualidade. Uma verdadeira jóia

  7. Jussara
    Postado em 8 dezembro 2014 às 10:27 pm | Permalink

    Não sei se foi a expectativa muito alta, mas achei o filme bem mais ou menos. Tinha achado longo, mas daí relendo seu texto, tendo a concordar que não é longo, é que acontece muita coisa depois do clímax. E eu esperava que algo muito importante fosse acontecer, só que não aconteceu.

    Quando o gordinho amigo do advogado foi até a lanchonete atrás deles, logo que o vi já soube o que ele iria fazer lá: o roteiro subestima a inteligência do espectador em alguns momentos. E onde já se viu uma mulher nos primeiros meses de gravidez nadar até quase desfalecer? Sequência muito sem sentido (sem falar que na volta, já dentro do carro, ela aparece toda maquiada, de batom, talvez até o cabelo já estivesse seco. Hollywood sendo Hollywood desde sempre).

    E como o Ivan disse acima, será que Nick era mesmo tão ingênuo daquele jeito? Durante o filme ele dirigiu alguns olhares ao Frank que davam a impressão de que ele sabia/desconfiava de algo, mas qual o quê. Sei lá, para mim nada fez muito sentido, ninguém se mostrava totalmente como era.
    Quando um filme muito adorado não me pega na veia fico me perguntando se perdi alguma coisa. E foi o que aconteceu com este aqui.

    Um viva para essa frase do Miguel: “O cinema embeleza a mulher e só falamos delas, mas Garfield tem um bom desempenho, ar de safado, desorientado.” Garfield estava realmente bem, concordo (morreu tão cedo, que dó!), mas o cinema enfatiza e explora mesmo somente a beleza das mulheres. Por isso, sempre que posso, falo mesmo da beleza e do corpo dos atores aqui (RYSOS).

5 Trackbacks

  1. Por 50 Anos de Filmes » Mildred Pierce em 16 junho 2013 às 7:10 pm

    […] da história, Pacto de Sangue/Double Indemnity (1944), de Billy Wilder e com Barbara Stanwyck, e O Destino Bate à Sua Porta (1946), de Tay Garnett e com Lana […]

  2. […] lembrei – não há como não lembrar – de O Destino Bate à Porta/The Postman Always Rings Twice, lançado cinco anos antes, em 1946. A história é assim uma espécie de tentativa de copiar a […]

  3. […] Stanwyck de Pacto de Sangue/Double Indemnity (1944), do que a Cora Smith-Lana Turner de O Destino Bate à Porta/The Postman Always Rings Twice […]

  4. […] iniciada quando era uma adolescente de 16 aninhos, em 1937. Entre seus sucessos havia o clássico O Destino Bate à Porta/The Postman Always Rings Twice (1946), no qual interpretava Cora Smith, uma das mais sensuais e fatais louras que o cinema havia […]

  5. […] próxima da Phyllis Dietrichson de Pacto de Sangue/Double Indemnity (1944) e da Cora Smith de O Destino Bate à Porta/The Postman Always Rings Twice […]

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