Dexter – A Quarta Temporada

Nota: ★★★½

A primeira temporada de Dexter, produzida em 2006, foi uma maravilha. Me derreti em superlativos ao escrever sobre ela. As duas seguintes foram ótimas. A quarta consegue uma proeza rara, dificílima: é ainda melhor que a primeira.

Fui atrás do que anotei sobre a primeira temporada:

Dexter é uma maravilha. Brilhante, extremamente bem feito, com talento saindo pelo ladrão, ou, no caso específico, pelo assassino – sobra talento em tudo, desde a concepção da história até todos os detalhes da realização. Os personagens são interessantíssimos, fascinantes, os atores estão nada menos que perfeitos.”

De fato, um monte de superlativos. Não me arrependo de nenhum deles. A quarta temporada merece todas as loas que fiz à primeira – e consegue ser ainda melhor!

Quando começa o primeiro dos 12 episódios da quarta temporada, Dexter Morgan (Michael C. Hall), perito da Delegacia de Homicídios de Miami, especialista na análise de sangue das cenas de crimes, serial killer nas horas vagas, está casado com Rita (Julie Benz), e o filho do casal, Harrison, está aí com uns seis meses. Vivem numa casa confortável, os três, com os filhos do primeiro casamento de Rita, Astor (Christina Robinson), agora entrando na adolescência, com uns 12 anos, e Cody (Preston Bailey), aí de uns 8.

Parecem um casal classe média normal dos subúrbios; relacionam-se bem com os vizinhos, visitam-se; os filhos do vizinho Elliott se dão muito com Astor e Cody. O primeiro episódio se chama, muito apropriadamente, “Vivendo o Sonho”. Um casal classe média normal dos subúrbios vivendo o Sonho Americano – Dexter, mais que ninguém, acha estranhíssima, esquisitíssima essa situação. Ele, um monstro, com instintos assassinos desde criança, que só a dedicação do pai de criação, o policial Harry Morgan (James Remar), impediu que virasse um serial killer ensandecido, como tantos outros no país dos serial killers.

Quer dizer: não que Harry tenha impedido que Dexter virasse um serial killer. O que Harry fez foi “domesticar”, orientar o instinto assassino do filho, conduzindo-o em direção apenas a outros criminosos. Dexter aprendeu com Harry a só matar gente que é comprovadamente criminosa e, por falhas do sistema, consegue escapar da punição da lei. E, com o pai excelente policial, aprendeu como cometer crimes sem deixar marcas, sem a possibilidade de ser apanhado.

É tudo tão bem feito que a gente até releva que moralmente é um nojo

Claro, óbvio: tudo isso é um horror, um nojo. Defender a justiça pelas próprias mãos é um dos conceitos mais moralmente errados que há.

Vai contra tudo em que acredito na vida. Mas, como eu anotei depois de ver a primeira temporada, tudo é feito com tamanho talento que a gente até se esquece da moral – e curte com grande prazer a série. É doido, isso, é louco, eu sei. Mas é assim que é.

E então vamos em frente.

Dexter está chocado com sua atual situação de marido exemplar (ou quase), bom pai dos enteados e do filhinho bebê. Chocado, perplexo. E, além disso, com um sério problema: não consegue dormir, porque Harrison, gracinha de bebê, chora sem parar.

No começo da quarta temporada, Dexter é um sujeito em frangalhos. Chega, no primeiro episódio, a cometer um erro absurdo, imperdoável: ao testemunhar como perito num julgamento de um homem acusado de crime de morte, confunde-se, leva as notas erradas para o tribunal, lê as notas referentes a outro caso – e sua ridícula exposição faz com que a advogada de defesa do criminoso consiga a absolvição.

Em ações paralelas, já no primeiro episódio o espectador vai sendo apresentado ao grande vilão desta quarta temporada. Veremos que ele se chama Arthur Mitchell (o papel de John Lithgow), sujeito aí de uns 60 anos, branco, classe média, que teve boa educação. O espectador vê Arthur matar uma jovem mulher na banheira da casa dela, num banho de sangue.

Chega a Miami o agente especial do FBI Frank Lundy (Keith Carradine), que o espectador já conhecia da segunda temporada, a de 2007. Lundy é um dos maiores especialistas do país na caça a serial killers; está agora aposentado do Bureau, mas não da profissão; trabalha por conta própria, como consultor, e, pelo modus operandi do assassino de jovem mulher em banheira, tem a certeza de que voltou a atacar um serial killer que ele passou anos perseguindo, e que havia feito vítimas em diversos Estados, ao longo de 30 anos.

Segundo Lundy, esse serial killer, que ele chama de Trinity, trindade, comete de tempos em tempos crimes em séries de três: primeiro uma jovem mulher, morta numa banheira; depois uma mulher de uns 30 anos, mãe de dois filhos, jogada (ou forçada a pular) do alto de um prédio; e depois um homem de meia idade, espancado brutalmente.

Na delegacia, uma fauna extraordinária, personagens fascinantes

Nada disso é spoiler – o que foi relatado acima aparece no primeiro episódio. E não vou relatar mais nada que diga respeito ao caso em si do Trinity Killer, ou Assassino da Trindade. Só gostaria de anotar detalhes que não estragam o suspense, o mistério, o desenrolar do thriller em si.

Uma das muitas características que tornam Dexter de uma maneira geral, e a quarta temporada em especial, uma obra de grande qualidade é exatamente os pequenos detalhes que cercam a trama principal. A riqueza dos personagens secundários. É impressionante como os autores conseguiram criar personagens fascinantes, cativantes – e como todos os atores estão perfeitos em seus papéis.

A fauna da Delegacia de Homicídios é extraordinária. Temos Debra Morgan, filha de Harry, irmã de criação de Dexter, interpretada com garra e vibração por Jennifer Carpenter (mulher de Michael C. Hall na vida real, os dois na foto acima). Debra é policial, começou de baixo, agora é detetive, e é competente e extremamente dedicada. É também desbocada, desajeitada, e vive intensas paixões, uma após outra. Está agora vivendo com Anton (David Ramsey), um músico boa gente, mas sua personalidade irrequieta não permite que ela viva amor em paz – e, no passado, ela havia tido uma grande paixão pelo agente especial Lundy. A volta dele à cena deixa Debra confusa, atormentada.

(O fato de Debra, branquela, estar vivendo com Anton, negro, e não haver qualquer tipo de menção ao fato de que as cores de suas peles são diferentes é apenas uma outra qualidade da série.)

A Delegacia de Homicídios é chefiada (como já vinha sendo na terceira temporada) pela tenente Maria LaGuerta (Lauren Vélez, na foto), uma bela e voluptuosa cubana. A tenente LaGuerta já havia tido, no passado, alguns problemas com Debra e com Dexter, mas agora estão em paz; não há mais inimizade entre eles. As energias de LaGuerta estão voltadas para o trabalho – ela é bastante competente e dedicada – e para seu braço direito, o sargento Angel Batista (David Zayas, também na foto), ele também de origem cubana, como tantos milhares de habitantes de Miami.

Estão apaixonados, Angel, grande figura, e a tenente LaGuerta – mas, na polícia de Miami, assim como em muitas empresas mundo afora, está em vigência aquela velha lei segundo a qual onde se ganha o pão não se come a carne. Terão muitos problemas com isso, os dois pombinhos.

Outra figuraça é o perito que divide a sala com Dexter, Vince Masuka (C.S. Lee), um asian-american safado, tarado, que só pensa em sexo – mas trabalha feito um camelo. Masuka é tão competente no seu trabalho quanto bobo: quer fazer graça mas nunca consegue, só conta piada bocó. Masuka baba por Debra – que, é claro, por mais que seja galinha, jamais imaginaria transar com aquele bobão. Lá pelo meio da temporada, haverá uma situação em que Debra tira a blusa diante de Masuka; está de sutiã, mas a simples visão de Debra sem blusa faz Masuka babar um Amazonas, enquanto ela, que fala 11 palavrões em cada frase de dez palavras, reclama: “Fuck, Masuka, it’s only tits!”

O detalhinho não é relatado aqui à toa. Dexter, uma série sobre serial killers, é pontuada por momentos de bom humor, de gostosas piadas.

Uma repórter jovem, bela, gostosinha, que obtém informações na cama

Sempre há alguém na delegacia que não vai muito com Dexter. Na primeira temporada era o sargento James Doakes (Erik King). Agora é o detetive Joey Quinn (Desmond Harrington, na foto). Quinn respeita muito Debra, mas implica com o irmão dela praticamente o tempo todo. Numa das muitas subtramas da quarta temporada, pequenos detalhes no meio da narrativa que não interferem diretamente com o caso principal, Dexter verá Quinn botar no bolso parte do dinheiro encontrado em uma cena de crime. Quinn tentará se aproximar dele, para ter certeza de que sua corrupção não será revelada, mas Dexter não está nem aí para aquilo, com milhões de outras preocupações na cabeça – e a recusa de Dexter em conversar com ele deixará Quinn ainda mais de pé atrás diante do colega.

Boa pinta, mulherengo, Quinn será procurado insistentemente por Christine Hill (Courtney Ford), jovem, bela, ambiciosa repórter policial de um jornal local. Não conseguirá resistir aos encantos de Christine (a câmara, fazendo as vezes dos olhos de Quinn, focaliza a bundinha da moça em diversas ocasiões), e acabará abrindo para ela informações sobre as investigações que não poderiam ser reveladas.

As seis primeiras temporadas da série já levaram 30 prêmios e 119 indicações

Personagens fascinantes, envolventes. E uma capacidade de criar situações intrincadas que é de deixar morrendo de inveja qualquer autor de novelas policiais.

O personagem de Dexter é muitíssimo bem construído. E as tramas que os roteiristas criam são todas absolutamente engenhosas, inteligentes, bem sacadas. A trama principal desta quarta temporada, o Trinity Killer, é uma maravilha – mas todas as subtramas ao redor dela são igualmente fascinantes. E muitas delas são absolutamente surpreendentes.

Repeti umas cem vezes, enquanto víamos, no curtíssimo espaço de quatro dias, os 632 minutos dos 12 episódios: “Mas como esses caras são bons!”

O final do último episódio é totalmente inesperado, surpreendente, chocante. Mary e eu ficamos um bom tempo absolutamente passados, depois de ver o desfecho. E, claro, doidos para que seja lançada a caixa de DVDs da quinta temporada, que foi ao ar na TV americana no segundo semestre de 2010. (A sexta foi exibida lá no segundo semestre de 2011.)

Em suas seis temporadas, Dexter teve 30 prêmios (inclusive dois Globos de Ouro) e outras 119 indicações.

Um violento soco na hipocrisia da direita religiosa

A quarta temporada de Dexter é uma bela obra, num patamar acima do simples divertissement bem feito, com talento saindo pelo ladrão, por duas características específicas, na minha opinião.

A primeira delas é a interpretação de John Lithgow (à esquerda na foto abaixo) como Arthur Mitchell, o grande vilão da temporada. Lithgow é um ótimo ator.

Volta e meia me lembrava dele no papel de Lucas Sergeant em All That Jazz; Sergeant era um personagem secundário, mas importante, no filme de Bob Fosse de 1979: era o diretor de teatro que é procurado pelos produtores quando Joe Gideon, o protagonista, é hospitalizado. Sargeant é um sujeito ambicioso; tudo o que quer na vida é ser tão competente quanto Gideon. Vê na doença de Gideon a oportunidade de ouro da sua vida. Está almoçando com os produtores quando uma garota chega para pedir seu autógrafo; Sergeant-John Lithgow faz uma expressão de contentamento, de ego inflado. Aí a garota diz que, depois de Gideon, ele é seu diretor predileto – e a expressão de alegria se transforma num ricto de ódio.

John Lithgow é de 1945; era um jovem de 34 anos quando fez All That Jazz. Estava com 61 quando fez Arthur Mitchell. Era um veterano experiente, testado, aclamado por belos desempenhos. Coleciona hoje 17 prêmios (inclusive um Globo de Ouro e um Emmy por este papel aqui) e 23 outras indicações, inclusive duas ao Oscar. Parece ter se entregue de corpo e alma a esse personagem complexo, de muitas faces. Arthur Mitchell é um assassino em série cuidadoso, frio, que comete crimes há 30 anos e nunca foi pego. Mas é também louco, com momentos de regressão à infância.

Esquizofrênico até a medula, Arthur Mitchell tem uma face de homem bondoso, religioso, altruísta, dedicado a ajudar os desvalidos da fortuna, pai de família de aparência imaculadamente perfeita.

E essa é, me parece, a segunda característica que eleva a quarta temporada de Dexter a um patamar acima de apenas uma excelente diversão.

O personagem de Arthur Mitchell é um violentíssimo soco na hipocrisia da direita religiosa e reacionária dos Estados Unidos. Porque é perfeitamente wasp – branco, anglo-saxão, protestante, olhos azuis, classe média, aparência de bom pai de família, religioso, diácono – e ao mesmo tempo um dos assassinos mais apavorantes que já povoaram as muitas histórias apavorantes criadas pelo cinema e pela TV americana.

O retrato da família de Arthur Mitchell, é de dar medo – e nojo.

Visto de perto, o Sonho Americano pode ser o mais infernal dos pesadelos.

E os valores que Arthur Mitchell defende são exatamente os valores da direita religiosa mais reacionária da América.

Anotação em janeiro de 2012

Dexter – A Quarta Temporada

Produção executiva John Goldwyn, Sara Colleton, Clyde Phillips, EUA, 2009

Com Michael C. Hall (Dexter Morgan), John Lithgow (Arthur Mitchell), Julie Benz (Rita Bennett), Jennifer Carpenter (Debra Morgan), Lauren Vélez (tenente Maria LaGuerta), David Zayas (Angel Batista), James Remar (Harry Morgan), C.S. Lee (Vince Masuka), Christina Robinson (Astor Bennett), Preston Bailey (Cody Bennett), Desmond Harrington (Joey Quinn), Courtney Ford (Christine Hill), Geoff Pierson (capitão Tom Matthews), David Ramsey (Anton Briggs)

Desenvolvido para a TV por James Manos, Jr.

Baseado no livro de Jeff Lindsay

Fotografia Romeo Tirone

Música Daniel Licht

Produção Showtime. DVD Paramount.

Cor, 632 min.

***1/2

5 Comentários

  1. Carla
    Postado em 9 Março 2012 às 11:41 pm | Permalink

    Como você, sou uma admiradora da série. Como você, não entendo bem o motivo, visto que seu protagonista defende uma posição que desaprovo.
    Talvez parte do charme de “Dexter” esteja na narração feita na primeira pessoa. É difícil não se sentir solidária/o com Dexter, mesmo sendo impossível concordar com a ideologia dele.

  2. Jussara
    Postado em 1 Abril 2012 às 11:26 pm | Permalink

    Eu também sou contra fazer justiça com as próprias mãos, ninguém tem o direito de tirar a vida de outra pessoa, mas é uma série, eu relevo e nem penso nisso, até torço pelo Dexter, fazer o quê? Fecho os olhos nas partes mais violentas e pronto. E mais: quem viu a quinta e sexta temporadas sabe que o Dexter está ficando mais “humano”.
    Todos os atores são muito bons, mas é ele quem conduz a trama, e embora seja um psicopata (e eu não, melhor deixar claro pra quem não me conhece, hahaha) sempre me identifico com as metáforas das suas narrações. Quem é que não tem um “passageiro sombrio” dentro de si? Jung já falava sobre isso, e chamava de sombra mesmo.
    O Dexter é um personagem muito querido pelos fãs, e acho que um dos motivos é porque bem ou mal e mesmo que de maneira errada ele faz “justiça”, e as pessoas têm necessidade disso. Vivemos num mundo muito injusto, de todas as formas.

    Eu não acho que a Debra é galinha; ela não sai com um cara a cada semana, só teve relacionamentos mais ou menos sérios; o que ela faz é pular de uma relação pra outra procurando o “homem perfeito que seja como o pai dela”, e por enquanto não tem dado muita sorte.

    John Lithgow está realmente maravilhoso, brilhante, perfeito no papel. Eu sentia medo e nojo dele enquanto assistia. Era assustador. Mas matei a charada na metade da temporada (roteiristas de Dexter, contratem-me!). Só que uma amiga que já tinha assistido me despistou, e na série, as providências para que o desfecho não acontecesse foram tomadas, então eu meio que desencanei. Quando chegou o final eu fiquei chocada (não tinha imaginado que seria daquela maneira).

    Só pra constar: Michael C. Hall e Jennifer Carpenter não são mais casados. Divorciaram-se no final de 2010. Foram vistos juntos no começo deste ano e rumores dizem que resolveram se reconciliar.

  3. Jussara
    Postado em 1 Abril 2012 às 11:30 pm | Permalink

    Ah, eu adoro as aparições do Harry, pai do Dexter. Ele tem estado cada vez mais presente.

  4. Dininha Torres Luize
    Postado em 31 agosto 2012 às 8:30 am | Permalink

    Dexter é uma das minhas séries favoritas!
    Mas não vejo o protagonista como um psicopata, mas sim como um justiceiro na base do “olho por olho” criado, moldado e educado para ser assim. Acho que o pai que o criou precipitou-se em seu julgamento, pois Dexter tem sentimentos de proteção, respeito, sofrimento, perda, afeto… que ficaram encobertos pelos traumas, mas que vão aflorando à medida em que ele se envolve com outras pessoas. A forma como ele protege aos filhos, ao deles e aos da Rita é prova disso.
    E no Domingo, 30 de Setembro de 2012, estreia a 7ª temporada!!!
    Não vejo a hora!

  5. José Luís
    Postado em 4 dezembro 2015 às 3:45 pm | Permalink

    Já vi a quarta temporada de Dexter graças ao Netflix que chegou a Portugal.
    Francamente não consigo dizer se esta temporada é melhor do que a primeira, gosto muito de todas. Os argumentistas fizeram um trabalho excelente ao criar situações que agarram mesmo o espectador. Apreciei muito o trabalho de John Lithgow. Como dizia Hitchcock, um bom vilão só favorece um filme.

5 Trackbacks

  1. Por 50 Anos de Filmes » Face Oculta / Peacock em 30 Março 2012 às 8:58 pm

    […] o prefeito e patrão, é interpretado por Keith Carradine, um ator sempre competente. O chefe imediato de John no banco, French, é feito por Bill Pullman , […]

  2. […] mostram isso. Law & Order, Special Victims Unit também aborda a vida pessoal dos detetives. Dexter, a mesma coisa. The Good Wife fala bastante do cotidiano dos personagens, as relações familiares, […]

  3. […] de seu vôo de Nova York, onde as duas moram, para Moscou. A mãe de Sophie, Stevie Parker (Julie Benz), é tenente da polícia de Nova York; viúva, cuida sozinha da filha única – eventualmente com […]

  4. […] ator Jamie Dornan contou ter visto a série Dexter para ajudar a compor seu personagem. Dexter também é um serial killer – só que, em vez de […]

  5. Por 50 Anos de Filmes » O Jornal / Novine em 16 Maio 2018 às 6:34 pm

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