Conspiração do Silêncio / Bad Day at Black Rock

Nota: ★★★☆

Conspiração do Silêncio, no original Bad Day at Black Rock, feito por John Sturges em 1955, com Spencer Tracy como protagonista e diversos bons atores como coadjuvantes, é um belo filme, fascinante, interessantíssimo. É um típico produto de sua época – vivia-se, então, no auge do macarthismo, na vergonhosa caça às bruxas, da paranóia da guerra fria, em que o Comitê de Atividades Anti-Americanas enxergava comunistas comendo criancinhas em todos os lugares; se duvidasse, até mesmo no Departamento de Estado, ou na Casa Branca.

Tem um clima de thriller, suspense, mistério; desenvolve uma tensão que não se resolve – ou só se resolve bem para o finalzinho. Deixa o espectador, praticamente até o final, aturdido, sem saber direito o que está acontecendo.

Ao mesmo tempo em que é um thriller, tem um quê de western – embora se passe em meados do século XX.

É uma parábola, uma fábula. Diz o que quer dizer sem dizer abertamente, com todas as letras.

A inação dos cidadãos pode fazer com que um bando de lunáticos leve um país à beira do totalitarismo

Embora não haja semelhanças muito aparentes, o filme, na minha opinião, se aproxima bastante de Matar ou Morrer/High Noon, feito três anos antes, em 1952.

Não parece, não é evidente, não está explícito, mas, para mim, Conspiração do Silêncio, assim como Matar ou Morrer, fala sobre o macarthismo, a caça às bruxas. Sobre o silêncio da maioria, a inação, a covardia, que, juntos, permitem que a sociedade chegue ao descalabro, ao absurdo que é permitir que um bando de populistas paranóicos persiga todos aqueles que pensam de forma diferente, e os expulse de seus empregos, os impeça de exercer sua profissão, e mande diversos deles para a cadeia. Ou para o suicídio – como mostra um belo filme sobre o macarthismo, bastante posterior, e portanto falando sem subterfúgios, dando todos os nomes aos bois, Testa de Ferro por Acaso/The Front, de Martin Ritt, de 1978.

Matar ou Morrer e este Conspiração do Silêncio são, os dois, parábolas sobre como a apatia, a inação dos cidadãos pode fazer com que um bando de lunáticos leve um país à be ira do totalitarismo.

Feitos no auge do macarthismo, não podiam dar os nomes aos bois. Então usam subterfúgios. Falam nas entrelinhas, no não dito, no não explicitado.

O filme de John Sturges aborda um tema específico. No entanto, como esse tema só é revelado bem mais para sua segunda metade, vou falar dele só mais tarde, com o aviso de que é um spoiler.

Um trem rápido se aproxima de um lugarejo de não mais que 14 edificações

Enquanto rolam os créditos iniciais, vemos um gigantesco trem atravessando uma região inexplorada, um grande platô, terreno plano, sem qualquer plantação, cultivo, agricultura. O Oeste, as grandes pradarias do Oeste. Veremos que há grandes montanhas no horizonte, mas aquela região, especificamente, é um grande terreno plano onde não se vê a presença do homem. Não se identifica o lugar – pode ser Arizona, Nova México, Colorado, Nevada. (As filmagens foram em Lone Pine e Death Valley National Park, na Califórnia.)

O trem segue célere, rápido, moderno. Era um trem moderníssimo naqueles meados de século XX; no Brasil, seria moderníssimo até hoje.

Pára numa estaçãozinha minúscula, de um povoado igualmente minúsculo – há diversas tomadas aéreas do trem chegando, e então vemos que o lugarejo não tem mais que umas 10, no máximo 15 edificações.

O homem da estação leva um imenso susto. Fazia quatro anos que nenhum trem expresso parava ali, em Black Rock, a cidade do título original.

Um homem de uns 50 e muitos, talvez 60 anos, desce do trem – o primeiro estranho a descer de um trem em Black Rock em quatro anos. Usa um terno escuro, gravata; segura uma pequena maleta.

Mais digno do que Spencer Tracy, só Atticus Finch – mas este é personagem de ficção

Spencer Tracy estava com 55 anos em 1955, mas parecia mais velho. Homens e mulheres pareciam mais velhps, meio século atrás. Spencer Tracy tinha o cabelo todo branco, aos 55 anos, e os ares de um senhor de uns 70. Talvez porque carregasse nos ombros uma carreira longa, esplêndida, extraordinária, e uma imagem imaculada de o mais respeitado ator do cinema americano. Poderia não ser o mais famoso, ou o que desse maior bilheteria, mas era o mais respeitável, o mais respeitado.

Mais digno, dignificante, respeitável do que Spencer Tracy, só Atticus Finch – mas Atticus Finch é um personagem de ficção, uma invenção de Nelle Harper Lee, aparecida nas livrarias em 1960, e que  chegaria ao cinema em 1962 na pele de outro ator digno, respeitável, Gregory Peck.

Gregory Peck, acho que dá para dizer, foi assim uma espécie de aprendiz de Spencer Tracy.

Em 1955, o ano de Conspiração do Silêncio, ainda não havia Atticus Finch, e Spencer Tracy era o retrato acabado da dignidade.

A chegada do desconhecido deixa os homens de Black Rock à beira de um ataque de nervos

O filme é de 1955, mas a ação se passa em 1945. Saberemos disso porque lá pelas tantas se diz que fazia dois meses que a Segunda Guerra Mundial havia acabado.

A chegada de John J. MacReedy – este é o nome do personagem interpretado por Spencer Tracy – deixa os poucos habitantes de Black Rock à à beira de um ataque de nervos. Reúnem-se todos em torno do único hotel da cidade, para onde o desconhecido se encaminhou. Não sabem quem é ele, o que veio fazer – mas têm medo dele. Perguntam-se se seria um policial – mas não, não poderia ser policial, ele não tem os movimentos do braço esquerdo, é aleijado.

Os homens de Black Rock não sabem como agir diante da chegada do desconhecido.

O funcionário do hotel, Pete (John Ericson), rapazote fraco, débil, inventa o pretexto de que não há vagas. Não cola: MacReedy pega o livro de registro e assina seu nome.

Um dos brutamontes que se reúnem no hall do hotel, Hector (o papel de um muito jovem Lee Marvin), resolve ir para o quarto escolhido por MacReedy, enquanto este tomava um banho. Aboleta-se na cama. Diz que o quarto é dele. Tenta provocar o desconhecido, mas este reage as cold as a cucumber, como se ensina nas aulas de inglês. Frio feito pepino, feito gelo, feito o aço da navalha.

Aparece aquele que é obviamente o chefão da cidade, Reno Smith (Robert Ryan). Ao contrário do brutamontes Hector, tenta a via da conversação. MacReedy explica, frio como um cucumber, que está querendo notícias de um homem que mora na região, chamado Komoko. Smith se mostra nervoso, desconfiado. MacReedy se mostra frio como eram antigamente as manhãs curitibanas em julho.

Outro brutamontes, Coley (o papel de Ernest Borgnine), vai perseguir MacReedy quando este sai à procura do rancho de Komoko.

Um filme extremamente curto, de apenas 81 minutos. E feito para telas grandes

Conspiração do Silêncio é um filme curto, fantasticamente curto. Várias décadas mais tarde, ficaria estabelecido, numa regra não escrita, mas seguida pela maioria dos estúdios americanos, que os filmes com possibilidade de sucesso comercial devem ter entre 90 e 110 minutos. O filme de maior bilheteria de todos os tempos, até então, … E o Vento Levou, tinha 222 minutos. Ben-Hur, de 1959, viria com 212, suplantado pelos 243 minutos do Cleópatra de 1962, o filme que levou a 20th Century Fox à quase falência, como se fosse uma Grécia ou uma Espanha do século XXI.


Pois Conspiração do Silêncio dura apenas 81 minutos.

O filme foi feito em CinemaScope. Era bem recente, o CinemaScope, essa coisa que teve um monte de nomes, dependendo do estúdio, das lentes que se usavam. Na Paramount, por exemplo, era VistaVision. CinemaScope foi, a princípio, se não estou enganado, um nome usado apenas pela 20th Century Fox. Hoje se diz widescreen – mas não importa o nome. Tela retangular, comprida. Era a arma do cinema de então para enfrentar sua recém chegada competidora, rival, inimiga, a televisão, aquela coisa então quase quadrada.

A TV, de tela quase quadrada, e pequena, gostava, por isso mesmo, de close-ups, e abusava deles.

Nos anos 50, na disputa com a TV, o cinema americano usou e abusou da tela longa e comprida, retangular – e dos planos gerais, em que há amplidão, a amplidão que as telas dos aparelhos de TV não permitiam.

Os primeiros filmes em CinemaScope eram em geral épicos, histórias bíblicas, que permitissem muitos planos gerais. Com o tempo, os diretores de fotografia, os produtores e as audiências se acostumariam com close-ups de rostos, de objetos, na tela grande.

Mas, naquela época, ainda não havia isso.

É impressionante como Conspiração do Silêncio não tem close-ups. Há planos gerais, e planos de conjunto. No máximo, no máximo, em alguns poucos momentos, os produtores permitiram que o diretor de fotografia William Mellor fizesse algumas tomadas em plano americano – aquele que pega os atores da cintura para cima.

Não me sinto à vontade para jurar, mas acho que Conspiração do Silêncio não tem sequer um close-up.

Uma parábola, uma fábula, uma alegoria

Nunca tinha visto Conspiração do Silêncio, mas já tinha ouvido falar dele, é claro. É um filme importante – embora nunca tenha sido propriamente um grande sucesso, e seja bem menos conhecido do que Matar ou Morrer/High Noon. E isso até está certo, porque High Noon é um filme extraordinário, uma obra-prima – na minha opinião, é o melhor western da História.

Embora não chegue ao nível de High Noon, Conspiração do Silêncio é fascinante, interessantíssimo – e é um belo, belo filme.

Estou curioso para ver agora o que dizem dele os alfarrábios, mas, antes, gostaria de ver se usei os conceitos corretos ao escrever as palavras parábola e fábula.

Parábola, segundo meu Dicionário Unesp: “narração simbólica cujos elementos evocam, por comparação, uma realidade de ordem superior, geralmente de fundo moral”.

Epa: perfeito! O filme é, sim, então, uma parábola.

Fábula: “narrativa que pode ser de caráter alegórico e encerra uma moral”.

Certo: Conspiração do Silêncio é uma parábola, e uma fábula. Seria também uma alegoria?

Alegoria: figura de linguagem que consiste em apresentar uma coisa para dar idéia de outra.

Vixe: Conspiração do Silêncio é uma parábola, e uma fábula, e uma alegoria. Não vou ao professor Massaud Moisés para não complicar mais as coisas.

Todo mundo fala mal da Academia, mas a Academia deu 3 indicações a este filme corajoso

Começo por Leonard Maltin, porque ele é mais simples, vapt-vupt. Maltin dá 3.5 estrelas em 4. Na rápida sinopse, ele revela mais do que eu gostaria que fosse revelado, mas acrescenta: “Millard Kaufman adaptou com maestria a história Bad Time at Hondo, de Howard Breslin. Excelente uso do CinemaScope se perderá na TV”.

O mundo anda depressa demais; Maltin seguramente escreveu isso antes de o formato widescreen ficar mais comum que periguete em novela da Globo. O excelente uso do CinemaScope hoje em dia não se perde mais na TV, porque a TV adaptou-se ao cinema e virou widescreen. A empresa que lançou o filme em DVD recentemente, uma tal de New Line Home Video, muito provavelmente mais uma das tantas que se aproveitam dos filmes que por um motivo ou outro estão sem detentor de direitos autorais, que caíram no limbo legal, manteve o formato CinemaScope, direitinho. (Essa minha afirmação sobre a New Line Home Video é contestada e desmentida em comentário publicado aí abaixo.)

Surpresa. Não sabia disto: o filme – embora uma produção simples, nada pretensiosa – teve três indicações ao Oscar. Melhor diretor para John Sturges, melhor ator para Spencer Tracy, melhor roteiro para Millard Kaufman.

E aí fico pensando. Onze entre cada dez pessoas metem o pau no Oscar, na Academia. Mas a Academia nem sempre faz merda. Indicar esse filme anti-macarthismo a três prêmios, no auge do macarthismo, é um belo gesto de coragem.

Sobre o Oscar de 1955, uma curiosidade: Spencer Tracy, indicado por sua interpretação neste Conspiração do Silêncio, perdeu o prêmio para Ernest Borgnine, que aqui faz um papel importante mas menor, como coadjuvante, o brutamontes Coley. Borgnine levou o Oscar por Marty, o melodramão que naquele ano levou o prêmio de melhor filme.

Concorriam com Tracy e Borgnine nada menos que James Cagney (por Ama-me ou Esquece-me/Love me or Leave me), Frank Sinatra (por O Homem do Braço de Ouro) e James Dean (por Vidas Amargas/East of Eden).

Atenção: spoiler. Revela-se aqui o que o filme só mostra na segunda metade

Agora, entro naquilo que, a rigor, é um spoiler, já que revela o que o espectador não fica sabendo durante toda a primeira metade do filme – e o não saber o que aquele estranho foi fazer na cidadezinha perdida no fim de mundo é parte importante da experiência de ver pela primeira vez Conspiração do Silêncio.

O filme é, especificamente, uma denúncia do preconceito violento de muitos americanos contra os japoneses, a partir do ataque a Pearl Harbor, no Havaí, em dezembro de 1941.

Esse é o tema de Conspiração do Silêncio.

Eu, pessoalmente, vejo nele também, como já disse acima, uma parábola sobre o macarthismo. Mas o tema do filme é o preconceito contra os japoneses.

Dame Pauline Kael fala disso no comentário dela. Sempre ferina, cortante, implacável, a grande crítica americana mostra respeito pelo filme. Sérgio Augusto incluiu o filme na edição brasileira do livro 1001 Noites no Cinema, editado em 1994 pela Companhia das Letras:

“O título pode sugerir um western banal, mas este foi o primeiro filme a suscitar as perseguições do tempo da guerra aos nipo-americanos.”

(Muitos anos mais tarde, o inglês – e radicalmente trabalhista, filo-socialista – Alan Parker iria fundo nesse tema, em Bem-Vindos ao Paraíso/Come See the Paradise, de 1990, um filme menos apreciado do que deveria, sobre os campos quase de concentração criados pelo governo dos Estados Unidos para abrigar os americanos descendentes de japoneses durante a Segunda Guerra.)

Bem, mas Pauline Kael não consegue nunca deixar de ser ferina, cortante, implacável, nem para com os filmes que por algum motivo ela respeite. Depois de falar um pouco da trama, avançando em informações que prefiro não dar, ela diz:

“Embora Conspiração do Silêncio seja de um melodramatismo grosseiro, é uma obra bem superior de artesanato cinematográfico. O diretor, John Sturges, está em sua melhor forma – cada movimento e diálogo é exato e econômico; o fotógrafo, William C. Mellor, usa o CinemaScope e a cor com cuidado inteligente – as composições parecem realistas, mas têm uma simplicidade estilizada. Em parte devido a isso, quando explode a violência, é verdadeiramente chocante.”

Como escreve bem, Dame Pauline. Impressionante.

Não basta ser um filme moralmente correto: é preciso ser um bom filme

Me permito, para finalizar, um comentário extremamente pessoal.

Por uma coincidência dessas que há tanto na vida, aconteceu de eu ver Conspiração do Silêncio logo após ter visto A Nau dos Insensatos/Ship of Fools.

A Nau dos Insensatos, de Stanley Kramer, diretor que admiro muito, me pareceu, desde os primeiros dez minutos, uma porcaria. Aos 20 minutos, já tinha toda a certeza de que o filme era um horror. Mas nunca tinha visto, e é de Stanley Kramer, e então continuei vendo. E o filme é gigantesco, duas horas e meia.

Quando finalmente terminou, eu estava tão puto, tão mal humorado, que resolvi ver alguma outra coisa, para limpar a cabeça daquela droga. E aí peguei Conspiração do Silêncio.

Foi ótimo – por diversos motivos. Primeiro, porque ir dormir depois de ver um bom filme é 200 vezes melhor que depois de ver um abacaxi. Abacaxi é indigesto. Segundo, porque, ao contrário do que A Nau dos Insensatos, este aqui é um filme curtinho, curtinho até demais.

E é também interessante perceber que o filme de Kramer feito em 1965 e o filme de Sturges feito em 1955 têm semelhanças. Os dois são parábolas. Os dois querem dizer coisas sérias, importantes. Os dois são moralmente corretos. Só que o filme de Kramer é metido, presunçoso. O de Sturges é simples, direto, sem frescura. O de Kramer é comprido e palavroso. O de Sturges é econômico, direto, seguro, firme como um golpe de judô – ou karatê, sei lá qual é um, qual é outro.

Um dos filmes é uma porcaria. O outro é ótimo.

Anotação em julho de 2012 

Conspiração do Silêncio/Bad Day at Black Rock

De John Sturges, EUA, 1955

Com Spencer Tracy (John J. MacReedy),

Robert Ryan (Reno Smith), Anne Francis (Liz Wirth), Dean Jagger (Tim Horn), Walter Brennan (Doc Velie), John Ericson (Pete Wirth), Lee Marvin (Hector David), Ernest Borgnine (Coley Trimble), Russell Collins (Mr. Hastings), Walter Sande (Sam)

Roteiro Don McGuire, adaptação de Millard Kaufman

Baseado em uma história de Howard Breslin

Fotografia William Mellor

Música Andre Previn

Montagem Newell P. Kimlin

Produção Metro-Goldwyn-Mayer. DVD New Line Home Video.

Cor, 81 min

***

 

2 Comentários

  1. Senhorita
    Postado em 22 setembro 2012 às 7:20 pm | Permalink

    Gosto do filme, gosto do elenco, gosto de ver Lee Marvin e Ernest Borgnine juntos (Ah, “O Imperador do Norte”…)

  2. Cristiano
    Postado em 4 outubro 2012 às 9:22 am | Permalink

    Oá, meu caro. Parabéns pelo belíssimo artigo e análise sobre o filme. Vou assistí-lo o quanto antes!

    Somente um adendo a respeito do seu comentário: “…uma tal de New Line Home Video, muito provavelmente mais uma das tantas que se aproveitam dos filmes que por um motivo ou outro estão sem detentor de direitos autorais, que caíram no limbo legal, manteve o formato CinemaScope, direitinho”

    A New Line Home Cinema é um braço da New Line Film Productions, produtora associada à Warner em 2008, e mais conhecida por ter produzido os três filmes de O Senhor dos Anéis.

    Além da Trilogia do Anel, a New line também produziu SE7EN – Os Sete Crimes Capitais, A Outra História Americana, e Pleasantville – A Vida em Preto e Branco, além de coisas menores, ao menos em termos artísticos, mas de grande sucesso comercial, como as trilogias Austin Powers, A Hora do Rush, Blade, e as séries A hora do pesadelo, Premonição, A herança de Mr. Deeds, Mortal Kombat.

    Mas também já produziu ou co-produziu filmes interessantes como o Hairspray, Perdas e Danos, À Beira da Loucura, O Diário de um Adolescente, Boogie Nights – Prazer Sem Limites, Magnólia, Mera Coincidência, Cidade das Sombras, Treze dias que abalaram o mundo, Tempo de Recomeçar, S1m0ne, As Confissões de Schmidt, Marcas da Violência, Rebobine, por favor, entre outros tantos.

    Agora ela está envolvida da adaptação de O Hobbit para o cinema, em três filmes, juntamente com a MGM.

    Vale dizer também que alguns dos mais completos, detalhados e melhores lançamentos em DVD dos últimos 10 anos tem sido dela: suas edições de SE7EN (remasterizado totalmente por David Fincher em som e imagem, e com 4 trilhas de comentários além de vários extras em dois discos), Magnólia, e Boogie Nights (ambos supervisionados por Paul Thomas Anderson) são consideradas clássicos do formato anteiror ao Blu-ray, no qual ela também tem se destacado recentemente.
    Anos atrás, o lançamento de “Treze dias que abalaram o mundo” foi algo revolucionário, por utilizar uma nova interface desenvolvida na New Line Home Video, chamada Infinifilm, na qual pode-se ver um filme com menus pop-up na tela que dão de 2 a 3 opções, como ver um pequeno vídeo a respeito de determinado assunto abordado, ou um trecho escrito, ou uma gravação em áudio, o que faz da experiência de se ver um filme em DVD algo totalmente diferente.

    Abraços,
    Cristiano

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