A Dançarina e o Ladrão / El Baile de la Victoria

Nota: ★★★★

Um espanto, um encanto, uma beleza absurda, forte, acachapante. El Baile de la Victoria, no Brasil A Dançarina e o Ladrão, é um brilho, uma obra-prima.

É uma produção espanhola, feita com dinheiro espanhol, por um diretor espanhol, Fernando Trueba, com atores argentinos (o sempre bom Ricardo Darín, o jovem Abel Ayala), uma catalã (Ariadna Gil), uma brasileira (a grande bailarina Márcia Haydée), e outros chilenos. Mas é – além de uma obra multinacional, além de fronteiras, universal – um filme chileno. Passa-se no Chile, foi rodado no Chile, é chilena a atriz principal, Miranda Bodenhofer, é chileno o autor do livro que deu origem ao filme, Antonio Skármeta – ele próprio um dos autores do roteiro, ao lado do diretor Fernando Trueba e de seu filho Jonás Trueba.

Meu Deus do céu e também da terra, que roteiro, que trama. Que absoluto brilho.

Vimos o filme sem saber de absolutamente nada a respeito dele, sem ter lido nada, sequer uma sinopse – é o jeito de que mais gostamos –, a não ser o fato de que tinha Ricardo Darín no elenco, e que o DVD estava na prateleira de cinema europeu, e não de cinema latino-americano da locadora 2001.

Não tinha idéia de que ele se baseia em uma obra de Skármeta, o autor do romance Ardiente Paciencia, que deu origem ao filme O Carteiro e o Poeta.

Cheguei a imaginar, antes de vê-lo, que o filme se passasse na Espanha, com um protagonista argentino – por que não? Foi uma total surpresa ver surgir na tela o Chile.

No Chile recém libertado da ditadura de Pinochet, uma anistia para presos comuns

A primeira tomada é um big close-up de dois olhos. Dois olhos ocupando a tela inteira, abaixo de grossas sobrancelhas negras.

Corta, e vemos um plano geral de imponentes montanhas.

Corta, e vemos a dona daqueles olhos em plano americano, da cintura para cima; atrás dela há as imensas montanhas. A câmara se aproxima do rosto, pára um pouquinho num close-up do rosto dela. Um rosto marcante, expressivo, de uma beleza forte, nada convencional, grossos lábios carnudos.

A câmara se vira suavemente para a esquerda, para cima, para as montanhas, para o céu. E quando desce de novo vemos grandes edifícios, uma metrópole, as montanhas atrás.

Só há uma metrópole no mundo aos pés de montanhas como aquelas, e elas são mais que montanhas, são a Cordilheira. E aos pés da Cordilheira está Santiago.

Planos gerais de Santiago.

A voz de uma locutora fala no rádio:

– “Esta manhã entra em vigor a lei promulgada pelo novo governo, que libertará prisioneiros que não cometeram crimes de sangue e tenham cumprido pelo menos dois terços de sua pena.”

Muda para a voz de um locutor:

– “Entre os beneficiados está o que podemos chamar de uma lenda do submundo do crime. Um homem que foi uma grande dor de cabeça para as polícias de vários países, porque não havia cofre que resistisse a ele. Trata-se de Nicolás Vergara Grey.”

Um táxi anda pelas novas e largas vias expressas de Santiago. É do rádio do táxi que ouvimos o noticiário. O táxi se dirige a uma penitenciária. O taxista (veremos depois que se chama Wilson, interpretado por Mario Guerra) foi até lá para ter a honra de pegar Nicolás Vergara Grey, o personagem interpretado por Ricardo Darín.

Corta, muda para um prédio onde se pode ler “Cárcel de Santiago”. Um guarda vai até uma das celas, e diz a Querubim – um jovem aí de uns 25 anos ou pouco mais que isso – que o diretor da prisão, o warden, se fosse uma prisão americana, o que eles chamam de alcaide, a mesma palavra para prefeito, quer falar com ele.

Querubim (veremos que seu nome é Ángel Santiago, o papel do garoto Abel Ayala), já com a sacola com seus parcos pertences, é levado à gigantesca sala do diretor (interpretado por Julio Jung, veterano e premiado ator da TV, do cinema e do teatro chilenos).

O diretor diz: – “Quero que você saiba que o aconteceu naquela noite foi um ato de amor.”

E Ángel Santiago, o Querubim (vemos em close-up seu punho se fechar com tanta força que os ossos estalam): – “Posso ir agora?”

Como não poderia deixar de ser, há muitas referências à ditadura, às torturas, à roubalheira

Um jovem ladrão que foi estuprado na prisão pelo diretor, um ladrão de meia idade de grande fama como perito arrombador de cofres, cada um deles deixando uma prisão no mesmo dia, graças a uma anistia dada pelo novo governo para condenados que não cometeram crimes graves, crimes de sangue, como diz a locutora da rádio.

Estamos, portanto, na Santiago do Chile da redemocratização, aí por volta de 1990, após a sangrenta ditadura do general Augusto Pinochet Ugarte.

Haverá diversas referências a Pinochet e sua nojenta ditadura, ao longo de El Baile de la Victoria. Não poderia ser de outra forma. As marcas da ditadura militar ainda estão muito nítidas até hoje, no Chile.

Haverá referências à roubalheira promovida por Pinochet e seu clã, às torturas, aos assassinatos de opositores, às milhares de vítimas do regime, às chagas profundas que ficaram na geração que perdeu seus pais perseguidos e mortos pelos milicos.

Haverá um grito de revolta profundo contra a elite chilena que aplaudiu e apoiou o golpe militar de 1973, e à qual repugna o cheiro e o gosto do povo – o elitismo virá personificado pelo grupo de direção do Balé do Teatro Municipal, um bando de idiotas. Mas estou passando o carro à frente dos bois.

O ladrão anistiado quer rever a mulher que ama profundamente – e o filho

Um famoso ladrão, ao qual não havia cofre forte que resistisse. Um ladrão que muita gente admira.

O espectador poderia talvez se lembrar de John Robin, o Gato, o personagem de Cary Grant em Ladrão de Casaca/To Catch a Thief – ladrão elegante, fino, chique, que vive entre a alta roda de milionários na Riviera Francesa.

Mas o Nicolás Vergara Grey que vem na pele de Ricardo Darín – embora tenha elegância e fina estampa que não devem nada ao Gato de Cary Grant – tem mais a ver com outro ladrão de jóias competente, exímio, perfeito, o Luther Whitney criado por Clint Eastwood em Poder Absoluto, que, na primeira seqüência do filme, durante um assalto, assiste, como se num camarote, ao que resulta num assassinato perpretado por um homem de poder absoluto em Washington, D.C.

Como o Luther Whitney de Clint, o Vergara Grey de Ricardo Darín tem problemas sérios com o filho.

Tudo o que ele quer, ao sair da penitenciária, anistiado, após cinco anos, é rever a mulher por quem é estupidamente apaixonado e o filho; em segundo lugar, quer também reaver a sua parte do último golpe, o que o levou para a prisão. Quer o dinheiro também, sim, o dinheiro que ficou com seu sócio, Monasterio (Luis Gnecco) – mas, sobretudo, quer rever a mulher, Teresa (o papel de Ariadna Gil, na foto), e o filho.

O sócio Monasterio o informa que, ao longo de quatro dos cinco anos em que Vergara Grey esteve preso, pagou religiosamente a quantia combinada a Teresa. Mas, um ano antes, ela havia dito que não queria mais receber dinheiro de ladrão.

Na casa onde ela vivia antigamente, a nova moradora diz que não tem notícia alguma da antiga ocupante – e aproveita para entregar a Vergara Grey um grande maço de cartas endereçadas a Teresa. As cartas que ele escrevera para ela na prisão.

Como a filha de Luther Whitney em Poder Absoluto, a mulher e o filho de Vergara Grey querem distância do ladrão.

E Ricardo Darín é o ator perfeito para exibir no rosto vincado, endurecido, a angústia desesperadora de quem passou cinco anos esperando um reencontro que não haverá.

Fernando Trueba cria duas seqüências mostrando a imensa tristeza de seu personagem que são antológicas, belíssimas, de partir o coração de um frade de pedra.

A dançarina chama-se Victoria, uma jovem que só teve derrotas na vida

Em paralelo, o ladrãozinho jovem encontra a dançarina.

Encontra-a na rua, no coração de Santiago, defronte a um cinema decadente que exibe um filme pornográfico japonês.

O Querubim, o Ángel que não é angelical, mas ladrãozinho, encontra a dançarina que, saberá em seguida, chama-se Victoria – uma jovem que só teve perdas, derrotas na vida, os pais fuzilados diante dela pela soldadesca de Pinochet, deixando-a órfã e muda de tanta dor.

No passado, Victoria (interpretada pela jovem Miranda Bodenhofer, a moça que vimos nas primeiras tomadas do filme, ela mesma nascida em Santiago em 1990, o ano da queda da ditadura militar) havia sido recolhida e abrigada por uma mulher de coração imenso, uma professora de balé – o papel da brasileira Márcia Haydée.

Numa hermosa plaza liberada, a Plaza de Armas, o coração da sempre linda, hoje imensa metrópole – como não reconhecer a Plaza de Armas? –, um grupo de senhorinhos toca “Plaisir d’Amour”, e pela primeira vez Ángel, assim como o espectador, a vê dançar. É lindo, é emocionante.

A dançarina fará se unirem os destinos do ladrãozinho e do grande ladrão

Ángel saiu da prisão com um plano, que lhe foi passado pelo Anão, colega dele nos dois anos que passou encarcerado. O Anão tinha informações completas sobre como roubar uma gigantesca fortuna de dinheiro sujo pertencente a um dos fiéis aliados de Pinochet. Não pôde executar ele mesmo o assalto porque aconteceu de ser pego pela polícia antes. Mas passou todos os detalhes para o jovem animado, cheio de vida e de energia. A idéia era que, assim que saísse da prisão, Ángel e Vergara Grey fariam o roubo, e dividiriam o butim bilionário em três partes – um terço para cada um dos dois, um terço para a mulher do próprio Anão.

Faltava só combinar com os russos, quer dizer, com o grande arrombador de cofres, a lenda do submundo do crime.

Ángel vai até ele, feliz, alegre, expansivo, sorridente. Chama-o de mestre (“maestro” é a palavra em espanhol), diz que os dois saíram no mesmo dia da prisão, que o destino os uniu. E mostra a carta de apresentação do Anão.

O mestre manda que o moleque pare de chamá-lo de mestre, diz que não quer ouvir falar de prisão ou de delito, garante que o destino não os uniu coisa alguma, e tudo o que ele quer fazer na vida é reencontrar a mulher e o filho e nunca mais sair de perto deles.

É logo em seguida que acontece o primeiro encontro-desencontro de Vergara Grey com o filho e depois com a mulher. A seqüência é estupenda.

E logo depois Ángel volta à carga.

Ángel é jovem, vigoroso, e ficará no pé de Vergara Grey como um carrapato insistente.

O destino pode não ter unido o ladrão famoso, cansado, soterrado por um angústia infinita, e o ladrãozinho jovem, cheio de energia e alegria de viver. Mas Victoria, a dançarina, unirá seus destinos.

É tudo tão maravilhoso que as rajadas de fantasia não assustam – encaixam-se naturalmente

A narrativa do diretor Fernando Trueba é límpida, cristalina, escorreita. As interpretações dos atores são excepcionais. As imagens que o diretor de fotografia obtém são deslumbrantes, luminosas, a paisagem de Santiago – embora em muitas tomadas os quadros sejam mais fechados, para não revelar as transformações sofridas pela capital entre a época em que o filme se passa, 1990, e a das filmagens, 2009 – é chocantemente bela, com a Cordilheira abraçando-a. A trama é envolvente, fascinante. É tudo, rigorosamente tudo tão maravilhoso que simplesmente não há o que estranhar quando rajadas de algo bem próximo do realismo fantástico se insinuam.

Assim, por exemplo, parece natural que Ángel cavalgue num belo, grande cavalo de corrida pelas ruas de Santiago, às vezes com a bailarina na garupa. Que os dois cavalguem até o mar, que Victoria vê e sente pela primeira, ou que depois voltem até o interior e as montanhas. E depois que, na seqüência que é o clímax do filme, Victoria exiba seu talento no palco do Teatro Municipal tomado de assalto, diante de um embasbacado crítico de El Mercurio que, como diz o editor-chefe do jornalão, entende tanto de dança quanto o mestre Vergara Grey de cofres. E que aquele condor negro da Cordilheira seja bem mais que um condor negro da Cordilheira.

El Baile de la Victoria é um filme de uma extraordinária beleza – uma beleza forte, tristíssima como a angústia de um reencontro sonhado durante anos que não acontecerá nunca. Uma beleza apaixonada e apaixonante como a do Chile, que, como cantou Violeta, “limita al norte con el Perú / Y con el Cabo de Hornos limita al sur, / Se eleva en el oriente la cordillera / Y en el oeste luce la costanera”, e “Al medio de alameda de las delicias,/ limita al centro de la injusticia”.

Anotação em julho de 2012

A Dançarina e o Ladrão/El Baile de la Victoria

De Fernando Trueba, Espanha-Chile, 2009

Com Ricardo Darín (Nicolás Vergara Grey), Abel Ayala (Ángel Santiago), Miranda Bodenhofer (Victoria Ponce),

Ariadna Gil (Teresa Capriatti), Julio Jung (Santoro), Mario Guerra (Wilson), Marcia Haydée (a professora de dança), Luis Dubó (Marín), Luis Gnecco (Monasterio), Mariana Loyola (Lili), Gloria Münchmeyer (a diretora do teatro)

Roteiro Fernando Trueba, Jonas Trueba e Antonio Skármeta

Baseado no livro de Antonio Skármeta

Fotografia Julián Ledesma

Produção Fernando Trueba. DVD Paris Filmes.

Cor, 127 min

****

 

8 Comentários

  1. Senhorita
    Postado em 4 setembro 2012 às 5:37 pm | Permalink

    Tão bom quanto ver este filme é ler seu texto sobre ele.

  2. Sérgio Vaz
    Postado em 4 setembro 2012 às 7:43 pm | Permalink

    Nossa mãe, que mensagem mais gentil!
    Muitíssimo obrigado!
    Sérgio

  3. Ivan
    Postado em 5 setembro 2012 às 3:36 pm | Permalink

    De fato,é um filme lindo,maravilhoso,soberbo.
    É uma história triste mas também muito linda pois fala de um amor puro,sensível e, esse amor assim,verdadeiro, é sempre lindo.
    O visual do filme é muito lindo também.
    Gosto muito do ator Ricardo Darín e,já vi com
    ele outros filmes,como:”um conto chinês” ,
    “abutres”, “o filho da noiva”(lindíssimo), e
    “o mesmo amor,a mesma chuva”,estes dois últimos, do diretor Juan José Campanela e, inclusive, dele vou ver em breve, “o clube da lua”.
    Gostei demais da Miranda e o Abel Ayala também muito bom.De fato,a cena da Miranda ,
    bailando no tablado do Municipal, linda demais.
    Realmente, Sergio, um filme para não se esquecer.

  4. Ivan
    Postado em 7 setembro 2012 às 5:59 pm | Permalink

    Olá, Sergio ! ! Voltei aqui só prá dizer que me traí. Eu disse no meu comentário acima, que o próximo filme que iría assistir, do Campanella com o Ricardo Darín, sería “Clube da Lua”.Acontece que acabei de ver “Elefante Branco”.O diretor não é o Campanella mas é com o Ricardo Darín e com a Martina Gusman que inclusive, trabalhou com o Ricardo em Abutres”. Gosto dela. Se não houver algum engano,assisti este “Elefante Branco”,antes mesmo da estréia aqui no Brasil que está marcada para dia 19 de outubro.
    Foi porque assisti online.
    Como se costuma dizer quando não se quer adiantar alguma coisa,”não vou colocar a carroça na frente dos bois”, e fazer algum comentário. Se um dia assistires e colocares aqui teu texto, aí sim, digo algo.
    Só adianto que gostei.
    Grande abraço, amigo; na família também.
    Saúde sempre para voces.

  5. Jussara
    Postado em 28 dezembro 2012 às 7:44 pm | Permalink

    Não sei dizer se gostei do filme, só sei que ele não me arrebatou. Não gostei da atuação do Abel Ayala, literalmente não fui com a cara dele, o personagem acabou me irritando; e como grande parte do filme é focada nele, pode ter sido isso. Não gosto de histórias que beiram o realismo fantástico, mas até isso me incomodou menos que a atuação do rapaz.
    Ricardo Darín, como sempre, nem precisa fazer força para atuar, e os demais estavam todos bem. Me surpreendi ao saber que a menina não é atriz, é apenas bailarina.

    O filme tem um quê de poesia, mas acho que algumas pontas ficaram soltas. Também quiseram contar várias histórias ao mesmo tempo, e na minha opinião, não deu muito certo.
    Há os lados positivos, as imagens da Cordilheira são deslumbrantes, mas comigo a história não engrenou.

    Uma coisa engraçada é que eu não sabia que a mulher que faz a professora de balé é brasileira (não liguei o nome à pessoa, acho que não tem créditos iniciais), mas a primeira vez em que a ouvi falar pensei ter ouvido português, depois vi que era espanhol mesmo, mas ficava a dúvida (tive que parar e pesquisar no Google). Sotaque é um troço que parece nunca sair da gente, hein?! E isso não é uma crítica aos sotaques, até porque eu acho impossível falar outra língua sem sotaque, já que cada idioma é falado de uma maneira e tem os seus próprios fonemas e etc.

  6. Jussara
    Postado em 28 dezembro 2012 às 7:53 pm | Permalink

    Ah, esqueci de falar que Ricardo Darín fica ainda mais charmoso com os cabelos crescidos: eles perdem o liso total e começam a cachear.

  7. Maria Barrozo
    Postado em 26 agosto 2014 às 12:15 am | Permalink

    Este blog está vivo? É tão bom, tão bom que gostaria de saber sobre o responsável e lhe dar os parabéns pelo belo trabalho tão bem escrito. Vc é um sujeito muito inteligente e sensível Um abraço.

  8. Sérgio Vaz
    Postado em 26 agosto 2014 às 12:42 am | Permalink

    Opa! Tô vivo, sim, Maria!
    Sua mensagem me dá uma mistura de grande alegria com uma certa decepção.
    Alegria, claro, porque você gostou do que eu escrevi sobre esse filme lindo.
    Uma certa decepção porque o site não deixou claro para você onde você pode saber quem é o autor. (Ele tem cara de blog, mas é um site.)
    Veja só, Maria: no alto da página, à esquerda, há uma página “Apresentação”. Se você clicar lá, verá que eu conto tudinho sobre mim.
    Muitíssimo obrigado pela mensagem!
    Um abraço.
    Sérgio

3 Trackbacks

  1. […] vendedor, caixa, o único funcionário faz-tudo que é também o dono, Roberto (interpretado por um Ricardo Darín com o cabelo cortado bem curto) conta os parafusos de uma caixa que acabou de abrir. Vai contando, […]

  2. […] filhos da puta (como, só para lembrar o exemplo de um filme que vi recentemente, o maravilhoso A Dançarina e o Ladrão/El Baile de la Victoria, de Fernando Trueba), o diretor interpretado por Stellan Skarsgård (na foto acima) não é o […]

  3. Por 50 Anos de Filmes » Chico & Rita em 19 dezembro 2014 às 2:50 pm

    […] Espanha-Inglaterra, dirigida pelo respeitado espanhol Fernando Trueba e mais o célebre ilustrador Javier Mariscal e seu irmão Tono Errando, também espanhóis, Chico […]

Postar um Comentário

O seu email nunca é publicado ou compartilhado. Os campos obrigatórios estão marcados com um *

*
*