Minhas Mães e Meu Pai / The Kids Are All Right

Nota: ★★★½

Anotação em 2011: É de fato um belo filme, este muito elogiado Minhas Mães e Meu Pai. Extremamente sensível, honesto. E aquele monte de maravilhosas interpretações – que coisa soberba, o desempenho de todos os atores.

Annette Benning e Julianne Moore já haviam provado há muito tempo que são grandes atrizes. Mark Ruffalo sempre me pareceu correto, mas aqui surpreende. E os garotos Mia Wasikowska e Josh Hutcherson enfrentam a comparação com o trio de adultos em pé de igualdade. É um conjunto de atores em momento especial, admirável.

Confesso mais uma vez que tenho imensa preguiça de fazer anotações sobre filmes a respeito dos quais já se falou demais, já se falou tudo o que se tem para falar. Antigamente, nos meus tempos de ventura, quando não tinha um site sobre filmes, costumava simplesmente não anotar nada a respeito de filmes badalados demais, como este aqui. Mas agora o site existe, fazer o quê? Anotar é preciso.

Mas, brincadeira à parte, este é um filme que merece ser comentado – mesmo já tendo sido tão falado.

Até os postes de lâmpadas apagadas e não consertadas do meu bairro (e eles são centenas) estão cansados de saber, mas este The Kids Are All Right, no Brasil Minhas Mães e Meu Pai, quatro indicações para o Oscar 2011, Globo de Ouro de melhor comédia ou musical, Globo de Ouro para Annette Benning, no total 55 indicações para prêmios até agora, trata de um casal de lésbicas, Nic e Jules, interpretadas por Annette Benning e Julianne Moore. As duas têm dois filhos adolescentes.

Joni (o papel de Mia Wasikowska) tem 18 anos, está prestes a sair de casa para fazer faculdade; Laser (Josh Hutcherson) tem 15. É Laser que tem a grande curiosidade de saber quem é seu pai, ou seja, o doador de sêmen que resultou no fato de ele, Laser, estar vivo. Tecnicamente falando, Joni e Laser são meio-irmãos – por parte do pai biológico, do doador de esperma que nunca viram, de quem nunca tinham ouvido falar. Nic e Jules já estavam juntas quando quiseram ter filhos, 19 anos antes, e então recorreram ao banco de esperma.

A forma como o filme narra a história deixa claro que Nic primeiro gestou e pariu Joni, e três anos depois Jules gestou e pariu Laser. Mas deixa mais claro ainda que tanto Nic quanto Jules consideram o filho biológico de cada uma como filho das duas, do casal como um todo. Procuram não fazer qualquer diferenciação – para as mães, é como se os dois, a garota primogênita e o garoto caçula, fossem filhos biológicos do casal.

Nunca havia passado pela cabeça das duas mães que algum dia um dos filhos fosse se preocupar em saber quem era o homem que havia fornecido o sêmem ao banco que por sua vez o forneceu a elas.

Mas Laser quis. Pediu insistentemente à irmã Joni que fizesse a consulta ao banco de sêmen – aparentemente, só pessoas acima de 18 anos podem fazê-lo naquele Estado onde a ação se passa. Aliás, não se explicita em que Estado a ação se passa – as indicações são todas de que é a Califórnia, mas isso não está dito claramente hora nenhuma, que eu tenha reparado.

A velha regra: “se não tem pobrema, nóis inventa”

Todo mundo já falou tudo o que é possível falar sobre este filme, então vou falar basicamente sobre o que o filme me fez sentir.

A primeira coisa que o filme faz vir à cabeça é: mas diabo, de fato, vale aquela regra – “se não tem pobrema, nóis inventa”. Se as pessoas têm suas necessidades básicas resolvidas, atendidas, por algum motivo elas procuram algum problema com que se entreter.

Por que raios duas mulheres belas, felizes, sem problema material, resolvem ter filhos? Por que raios, já que querem muito ter filhos, não adotam alguma ou algumas das milhões de crianças que vieram ao mundo indesejadas, não planejadas, abandonadas, sem pai e sem mãe?

Ah, tá bom, a satisfação do prazer egoísta, egocêntrico, de ver seus próprios genes passando para as crianças. “A menudo los hijos se nos parecen, y así nos dan la primera satisfacción”, como diz a canção cortante feito peixeira de baiano de Joan Manuel Serrat. Os dedos dos pés e das mãos idênticos, a infalível certeza de que aquela é minha filha, nasceu de mim, sangue do meu sangue.

Tá bom, então dá para entender: o prazer egoísta, egocêntrico, de ver meus próprios genes passando para as crianças. Não pensemos nos problemas que poderá haver para os filhos – a única preocupação é satisfazer o meu prazer egoísta.

Mas duas mulheres? Tendo a certeza plenipotente, egocêntrica, de que as crianças jamais vão ter alguma curiosidade de saber quem é o fornecedor do esperma, o pai biológico, em última instância, o pai?

O país mais aberto às experiências. E então se experimenta

A história que a diretora e co-roteirista Lisa Cholodenko quis contar seguramente é parecida com milhares de outras, a esta altura centenas de milhares de outras, só nos Estados Unidos, o país mais rico do mundo, e portanto mais aberto às experiências – “está chegando à América primeiro, o berço do melhor e do pior; é aqui que têm o espaço e o maquinário para a mudança, e é aqui que têm a sede espiritual; é aqui que a família está partida”, como diz a canção cruel como a bomba atômica do canadense Leonard Cohen.

As mudanças na estrutura famíliar se processam depressa demais

Pensei nas histórias particulares próximas a mim do que a gente chama de as novas famílias. Em Anos Dourados, em meados dos anos 80, o gênio de Gilberto Braga mostrou aquela realidade que os mais velhos conhecem, a de que, nos anos 1950, mulher desquitada ainda era tida como puta, no Rio de Janeiro, a capital federal, o lugar mais avançado do país – e não estamos falando de São João del-Rei ou qualquer outra cidade conservadora do interior, pelamordedeus.

Em meados dos anos 80, nas escolas da minha filha, já eram praticamente minoria os filhos de pais e mães que viviam juntos. A maioria dos meninos tinha pais separados, e casados de novo, muitos com filhos do segundo casamento, muitos com filhos do primeiro e do segundo casamento vivendo juntos. Eu, que sempre me tive como à frente, adiante da imensa maioria, ainda não conseguia conceber, na prática, como dividir o amor, a atenção paternal entre minha filha e a filha da minha segunda mulher. Fui um péssimo padrasto – ainda bem que hoje, passadas três décadas, somos muito amigos, nos gostamos muito, minha enteada e eu.

Não haviam se passado nem 20 anos mais, e nas novas famílias já conviviam filhos de dois, três, quatro casamentos diferentes.

E nos anos 90, em especial nos Estados Unidos, já não eram poucos os casais homo que adotavam filhos, e os casais homo femininos que gestavam e pariam seus filhos a partir de sêmem de bancos.

Os filhos muitas vezes são mais espertos, mais ágeis que os pais

A História tem corrido depressa. Às vezes me parece – como enquanto via este belo filme – que tem corrido depressa demais.

Minha história particular demonstrou que os filhos são mais espertos, mais ágeis que os pais. Minha filha biológica e minha filha por adoção são hoje, na verdade sempre foram, pessoas maravilhosas, do bem, de bem, resolvidas. Os muitos erros de seus pais e mães não passaram para elas, não provocaram nelas traumas – pelo menos não grandes traumas.

Serrat dizia naquela canção triste que “nos empeñamos en dirigir sus vidas sin saber el oficio y sin vocación. Les vamos trasmitiendo nuestras frustraciones con la leche templada y en cada canción”. Minha filha biológica e minha filha por adoção são a prova viva de que nem sempre nossos filhos herdam nossos erros, nossas frustrações.

Muita auto-confiança, muito egoismo

O filme de Lisa Cholodenko de alguma maneira reforça essa noção. A partir do título, The Kids Are All Right, e depois na maneira com que ela desenvolve sua história bela, emocionante. Os meninos estão bem – mesmo que não estejam propriamente bem, até porque nenhum adolescente está propriamente bem. Mas os garotos Joni e Laser estão basicamente bem, apesar de todos os problemas específicos, momentâneos, da adolescência. Apesar dos pais.

Às vezes – como na minha história particular, como na história deste filme – acontece de os filhos ficarem bem, apesar de todas as asneiras cometidas pelos pais.

Na época em que tive minha filha, meados dos anos 70, havia o que se chamava de produção independente – mulheres que faziam questão de ter filhos não se importando muito para o pai, não querendo muito saber se o pai estaria presente dali para a frente ou não, ou então bancando, assumindo de frente que não queriam saber do pai.

As duas moças gays de The Kids Are All Right – exemplo de outras tantas nos Estados Unidos, mas também em tantas outras partes do mundo – são assim uma espécie de evolução natural, ou inatural, das mães solteiras de produção independente que havia em meados dos anos 70.

Muita segurança em si mesmas, uma exageradíssima auto-confiança, muito egoísmo, egocentrismo, muita vontade de ver seus próprios genes passando para as crianças – e nenhuma grande preocupação com o que viesse a acontecer com elas, até porque nada de ruim aconteceria com elas, já que somos foda, somos do caralho, somos inteligentes, cultas, estudadas, sensíveis, criamos bem nossos filhos, e então não há possibilidade alguma de dar errado.

Para mim, é assim: in dubio, pro reu. Na dúvida, melhor não ter filhos

Os meninos estão bem, diz o filme. Apesar de todos os imensos riscos, os meninos estão bem. Bem melhores que os pais, que não param de fazer besteira.

Parece que Lisa Cholodenko é uma batalhadora da causa gay – e bem-aventurados sejam todos os batalhadores das boas causas.

Embora batalhadora por uma causa, no entanto, essa moça soube com talento, e, em especial, com imensa sensibilidade, construir uma história que parece mais com a minha ou a sua do que com um panfleto, um discurso. Não tenho nada contra bons panfletos, bons discursos, por boas causas – mas o filme de Lisa Cholodenko é melhor que um panfleto, um discurso, porque é bom, é honesto, é sensível, e não é cheio de si, não se trata como dono da verdade, como dono da razão.

É um belo filme, que consegue essa coisa maravilhosa que é mostrar que há os bons exemplos, os meninos que ficam bem, apesar de tudo. Filme que mostra isso deve ser aplaudido – exatamente porque há tantas centenas de filmes mostrando o contrário, o horror dos horrores, a absoluta e total falta de saída.

Ao mesmo tempo – e parece estranho, isso, mas é o que eu sinto –, é um filme que mostra os riscos. Não é um filme insano, que diz que tudo necessariamente terá um happy ending, já que a vida imita os filmes americanos. Ao mesmo tempo em que mostra um exemplo de que os filhos podem, sim, se dar bem, me parece que é um filme que adverte o respeitável público: Atenção, respeitável público: seus filhos não são seus filhos, são filhos da vida, e portanto tomem muito cuidado, pelamordedeus: qualquer pequeno erro pode ser fatal.

Ou, como dizia o Direito latino, dois mil anos atrás: in dubio, pro reu.

O que quer dizer, naquela licenciosidade que fez o articulista malandramente traduzir Sic transic Gloria mundis por O Trânsito da Rua da Glória é pior do mundo, e me faz traduzir tantas vezes a perfeita frase verba volant, scripta manent por não anotou, dançou: na dúvida, melhor não ter filho.

E, se for mesmo ter filho, prepare-se: pode acontecer o pior

Agora, se quiser mesmo ter filho, se tiver certeza de que não é apenas uma vontade de satisfazer o prazer egoísta, egocêntrico, de ver seus próprios genes passando para as crianças, então se prepare para as piores coisas. Prepare-se para a possibilidade de ele não ter nada a ver com você. De eventualmente ser o contrário, o oposto seu. Prepare-se para a possibilidade de seu filho ser o filho da serpente, um sem caráter, um filho da puta. Prepare-se para a possibilidade de ele não ter nenhum respeito, e portanto nenhum afeto por ele. Prepare-se mesmo para a possibilidade de ele matar você por uma pequena, ou grande, quantidade de dinheiro que você tenha acumulado na vida.

Não foi o que a sorte me deu – a sorte me deu a sorte maior. Não é o que o filme mostra – o filme mostra filhos que, ao fim e ao cabo, dão certo. Ás vezes dá certo, às vezes não dá certo. É loteria.

A questão que o filme levanta, embora com muito bom humor, e mostrando exemplos que deram certo, me parece, é que os perigos existem sempre, mesmo quando as pessoas são bem intencionadas, trabalham pelo melhor, fazem tudo pelo melhor.

Mexemos demais com coisas que não dominamos, desconhecemos. Ter um filho com a pessoa amada já é participar da loteria. Pode dar o grande prêmio, ou pode dar o pior dos infernos. Agora, ter um filho quando há muitos outros riscos é se arriscar demais.

Na minha opinião, em vez de dizer maravilha, vamos ter filhos de qualquer das muitas maneiras que os avanços tecnológicos permitam, o que o filme acaba mostrando é o seguinte: moçadinha boa, vamos pensar umas 30 vezes antes de ter filho, tá? Porque é tudo complicado, eles chegam sem bula, há grande chance de dar errado. E seu filho – seja natural, de seu casamento hétero, seja resultado dos milagres da medicina, de seu casamento homo, ou o que for – pode ser infeliz. Ou drogado. Ou doido. Ou doido varrido. Pode vir a ser como Suzanne von Richthoffen, Wellington Menezes de Oliveira, Anna Carolina Jatobá.

Melhor pensar 30 mil vezes mais no filho que poderá vir a existir do que em você mesmo.

Minhas Mães e Meu Pai/The Kids Are All Right

De Lisa Cholodenko, EUA, 2010

Annette Bening (Nic), Julianne Moore (Jules), Mark Ruffalo (Paul), Mia Wasikowska (Joni), Josh Hutcherson (Laser), Yaya DaCosta (Tanya), Kunal Sharma (Jai), Eddie Hassell (Clay), Zosia Mamet (Sasha)

Argumento e roteiro Lisa Cholodenko e Stuart Blumberg

Fotografia Igor Jadue-Lillo

Música Carter Burwell

Produção Focus Features, Gilbert Films, Antidote Films. DVD Swen Films. Estreou em SP 12/11/2010

Cor, 104 min

***1/2

8 respostas para “Minhas Mães e Meu Pai / The Kids Are All Right”

  1. Depois de ler o seu comentário Sérgio, irei ao seu encalço… Deve ser bom, tem um elenco capaz e simpático… Depois digo mais.

  2. Aimm, pela primeira vez achei seu texto um pouco amargo, desesperançoso, sei lá. Mas pode ser impressão minha…
    De todo modo, acho esse negócio de ter filho tão complicado.
    Nos dias em que estou muito cansada, deito e penso “Graças a Deus que não tenho um filho pequeno”. Fecho os olhos e dali a três minutos estou dormindo o sono dos justos. Podem me crucificar, mas penso isso mesmo. Não só quando estou cansada, mas quando alguém me diz que o filho de fulana foi preso e ela está arrasada, ou que a filha de beltrano, de 14 anos, fugiu de casa pra morar com traficante (parece coisa de filme, mas não é). E mais mil e um exemplos ruins. Ninguém está livre de ter um filho-problema e isso me preocupa muito. Porque as pessoas quando falam em filhos, só pensam neles enquanto bebês e crianças, se esquecem que depois vem a adolescência e todas as outras fases.
    Só não acho que filho é loteria, acho que envolve várias questões.

    E sinceramente, esse negócio de *inseminação artificial acho meio fútil. Pra que gastar rios de dinheiro com isso? Os motivos vc já explicitou muito bem. E essa história de ir atrás do “pai”, um mero doador de esperma, sem vínculo afetivo nenhum com o filho? Coloco no mesmo patamar de filhos adotivos que fazem beicinho e viram rebeldes sem causa quando descobrem ou ficam sabendo que são adotados, e daí querem porque querem saber quem é a tal mãe biológica, se voltando contra a família que muitas vezes os criou com amor e carinho muito maior que os de muitas mães biológicas que eu conheço. Haja paciência!

    Sua última frase resume tudo muito bem. Era o que eu gostaria de ter dito a muita gente que conheço. Não sou contra ter filhos, só acho que a maioria das pessoas não tem vocação para ser pai ou mãe. É como vc já disse por aqui, inúmeras vezes: “Só poderia ter filhos quem passasse em concurso.”

    * espero que nenhuma louca que esteja fazendo inseminação caia aqui no site por alguma busca e venha me apedrejar.

  3. Ai, não sei, não sei, discordar da Jussara e do Sérgio ao mesmo tempo é muito arriscado. Pelo menos não vou discordar em relação ao filme, também acho que é um filme sensível, bem dirigido, com boas interpretações. Acho que escorrega no papel da Julianne Moore mas, pelamôr, a Julianne é tão boa que nem se repara muito. Quanto aos filhos, não acho que precise de concurso não, nem vocação, nem nada assim. Filho é relacionamento construído, é no vai e vem que os vínculos se estabelecem. Potencial de amar é o que é preciso. Embora considere adotar uma opção mais atraente e construtiva que inseminação artificial acho que o que pauta essas escolhas é um pouco além do desejo egoísta de passar os genes e afins.
    A propósito, na minha família tem: adoção, filho inesperado, filho planejado, filho desejado mas não planejado…e, por agora, The Kids Are All Right. 😉

  4. eu gostei bastante desse. o título brasileiro é uma droga.
    já viu o anterior dessa diretora? chama-se Laurel Canyon, e é bom também.

  5. Só vi esse filme agora, depois que o hype em cima dele passou. Sobre o que acho sobre fertilização in vitro, filhos e etc, eu já falei no meu comentário anterior (e você falou com muito mais propriedade que eu, estava inspirado quando escreveu esse texto), então agora vou falar sobre o filme.
    Achei bom, de certa forma leve, e com momentos divertidos. Não sou muito fã da atuação do Mark Ruffalo, mas achei que ele está bem (e está um pouco mais bonito agora, mais maduro). Na verdade, está todo mundo bem, as atrizes principais (a Julianne Moore que eu achei um pouco careteira em certos momentos) e os adolescentes.

    Falei que ia falar só sobre o filme, mas me lembrei de uma coisa: esses dias uma amiga comentou que quer muito ter filhos, e que já pensou em fazer fertilização com a “ajuda” de um amigo homossexual. Eu falei apenas: “Que viagem, por que vocês não adotam?” (cada um o seu). E a “explicação” me irritou muito, porque teve a ver justamente com os genes, com “la delirante obsesión de querer perdurar”, como diz parte da letra de uma música do meu muso uruguaio.
    Como se ter filho biológico fosse garantia de ter filhos saudáveis e sem problemas. Gente, as pessoas adoram inventar moda. É como você disse: “se não tem pobrema, nóis inventa”.

  6. Agora que reli os comentários, e vi que a Luciana também achou que a Julianne Moore não está tão bem.

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