Em um Mundo Melhor / Hævnen

Nota: ★★★★

Em um Mundo Melhor é uma paulada, um soco no estômago. Expõe, com imenso talento e crueza, a constatação de que vivemos no pior dos mundos. De que acabamos criando, cada um de nós, o pior dos mundos – seja num dos países mais ricos do planeta, seja num dos mais miseráveis.

A violência, que se auto-alimenta, que cresce como uma bola de neve até se tornar incontrolável, é quasae a mesma numa aparentemente perfeita cidade da desenvolvida, rica Dinamarca, e num campo de refugiados famintos, miseráveis, da África.

Não é, no entanto, uma mensagem cínica, absolutamente desesperançada, que o filme apresenta. Ao contrário – no meio da insanidade, da absoluta loucura, Em um Mundo Melhor mostra réstias de esperança. Há pessoas que resistem, que se recusam a compactuar com o descalabro, a espiral de violência e falta de sentido.

Não é absolutamente nada fácil a vida dessas pessoas. De forma alguma. Mas, enquanto elas existirem, não dá para a gente aceitar aquela triste noção de que a humanidade é uma invenção que não deu certo.

O Oscar e o Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro

Na minha opinião, com este filme a diretora dinamarquesa Susanne Bier se confirma como um dos melhores cineastas em atuação hoje em dia. É uma realizadora que tem o mais completo domínio da narrativa e de todos os aspectos técnicos do cinema; seus filmes são extremamente bem realizados, a fotografia é deslumbrante, a câmara é ágil sem ser cansativa, e sua predileção por close-ups se justifica plenamente – até porque seus atores são maravilhosamente bem dirigidos. Mas, além de tudo isso, é uma cineasta que tem o que dizer.

Não me lembro quais eram os demais concorrentes ao Oscar de melhor filme estrangeiro deste ano de 2011 – filmes lançados no mercado americano ao longo de 2010 –, e portanto não saberia dizer se o prêmio é justo ou não. Mas, de qualquer forma, acho uma maravilha que ele tenha levado o Oscar, e também o Globo de Ouro, porque isso o fará ser visto por mais pessoas. E é importante que Em um Mundo Melhor seja visto pelo maior número de pessoas que for possível.

Um médico abnegado num campo de refugiados, um garoto no funeral da mãe

Em Depois do Casamento, seu excelente filme de 2006, Susanne Bier alternava a ação entre a nórdica, rica, bela Dinamarca e a profunda miséria do interior da Índia. A justaposição das imagens da riqueza de um e da absoluta pobreza de outro é chocante, é de fazer chorar um frade de pedra.

Em um Mundo Melhor repete a dose – trocando a escola da Índia por um campo de refugiados na África. Propositadamente, não há referência ao país onde fica aquele campo – é a maneira inteligente de dizer que pode ser qualquer lugar da África.

As primeiras imagens do filme mostram o trabalho de um médico abnegado em um hospital improvisado em tendas no meio do campo de refugiados. Ali são atendidos doentes de todos os tipos, vítimas de fome, de doenças como a malária – e também pessoas vítimas da extrema violência do chefe de uma máfia local, que costuma estuprar mulheres e depois cortar seu rosto ou alguma outra parte do corpo com uma faca.

Veremos que o médico se chama Anton (Mikael Persbrandt, na primeira foto deste post).

Corta, e da profundeza da miséria do décimo-quinto mundo passamos para o primeiro: numa bela igreja, realizam-se as últimas homenagens a uma mulher morta. O filho dela, um garoto aí de uns 12, 13 anos, Christian (William Jøhnk Juels Nielsen, em primeiro plano na foto acima) recita um texto de Hans Christian Andersen, “O Rouxinol”, em memória da mãe.

Bem alimentado, educado em boas escolas, o garoto é cego seguidor da Lei de Talião

Não sei se foi a intenção da diretora e co-autora do argumento e do roteiro (juntamente com Anders Thomas Jensen), mas o fato é que o espectador pode ser levado a pensar que estamos diante de um flashback, que o garoto que estava no funeral da mãe viria a ser no futuro o médico dedicado que trabalha na África. Eu tive essa impressão, e Mary também – mas é falsa. As histórias do médico Anton e do garoto Christian estão acontecendo na mesma época – os dias de hoje –, paralelamente.

Christian e a mãe viviam em Londres. Após a morte dela, o pai do menino, Claus (Ulrich Thomsen), o leva de volta para a cidade da Dinamarca onde ele mora, numa vastíssima propriedade, junto com a mãe, a avó materna de Christian.

Christian – veremos logo – é um menino precoce, sério, sisudo, soturno, envelhecido muito antes do tempo. (Nisso, ele faz lembrar o triste garoto de Judas, o Obscuro, de Thomas Hardy, que, se a memória não me falha, é chamado de O Filho do Tempo.) Christian é um poço de ressentimentos. Tinha profunda afeição pela mãe, e nutre um ódio sem fim do pai, a quem acusa – sem razão – de ter querido a morte da mulher.

Bem alimentado, cheio de proteínas, educado em boas escolas, criado com todo o conforto material possível e imaginável, Christian é um cego seguidor da Lei de Talião, aquela do olho por olho, dente por dente, se você me atacar com uma faca eu te ataco com um facão, se você me atacar com um facão eu te ataco com um revólver, se você me atacar com uma espingarda eu te ataco com uma bomba.

Aquela lei que a humanidade carrega desde os tempos das cavernas, e continua em vigor em pleno século XXI, vide George W. Bush, Osama Bin Laden, os Hamas, os fundamentalistas de todos os credos, todas as Bíblias e Corões.

Não é nada fácil defender princípios dignos no pior dos mundos

Na escola em que Christian é matriculado, há um garoto, Sofus (Simon Maagaard Holm), que lidera uma ganguezinha que se diverte em espezinhar, gozar, irritar, agredir os mais fracos. Bullying em escala avançada. A vítima mais contumaz de Sofus e sua gangue é Elias (Markus Rygaard, à esquerda na foto). Christian vai se aproximar de Elias – e reagir às agressões de Sofus seguindo a Lei de Talião.

Elias – o filme demora um pouco, propositadamente, a mostrar isso ao espectador – é filho de Anton, o médico que trabalha na África, e Marianne (Trine Dyrholm), ela também uma médica.

Anton e Marianne estão se separando, prestes a se divorciar. Os dois se amam, e amam os filhos, mas Anton pulou a cerca, e Marianne não consegue perdoá-lo. Numa ocasião em que Anton está de volta à Dinamarca, os dois são chamados à escola; os professores e orientadores querem discutir com eles a situação de Elias, e se intrometem na relação entre os pais do garoto. Marianne se irrita, grita com eles, diz que o problema é Sofus, aquele chefe de uma máfia.

Na riquíssima Dinamarca, um garoto que chefia uma máfia de bullying – e um garoto que reage à agressão com arma bem mais potente. Na miserável África, um chefe de gangue que estupra, esfaqueia, mata.

O pior dos mundos.

Convivendo com os dois está Anton, um homem honrado, que acredita com a firmeza de um rochedo na lei contrária à de Talião, aquela do ofereça a outra face.

Não é fácil defender princípios dignos no pior dos mundos.

De olhos azuis, vindo de país rico – e, mesmo assim, vítima de xenofobia

Como se esses temas não fossem suficientes, Susanne Bier traz ainda outro à baila: o inferno da xenofobia.

Anton é sueco. Não saberemos por que, não importa, mas Anton emigrou da Suécia para a Dinamarca, estabeleceu-se lá, casou, teve dois filhos, Elias e um mais novo. Tem olhos azuis, e é tão nórdico quanto qualquer dinamarquês. Veio de um país tão rico, desenvolvido, solidamente democrático quanto a Dinamarca – mas será vítima de xenofobia.

Uma fotografia majestosa. E um ator mirim impressionante

Em um filme em que cada detalhe técnico, artesanal, é perfeito, sobressai ainda mais a maravilhosa fotografia. É fantástico como Susanne Bier e seu diretor de fotografia Morten Søborg criaram planos gerais de tamanha beleza plástica, tanto na miséria africana quanto na riqueza dinamarquesa. As paisagens são espetaculares – tanto da terra seca africana quanto da vegetação maravilhosa da Dinamarca.

E a justaposição dos planos gerais das paisagens com os close-ups dos personagens resulta num espetáculo de rara beleza.

E, num elenco de interpretações perfeitas, magistrais, o que mais impressiona é a do garoto William Jøhnk Juels Nielsen, que faz o papel de Christian. É para entrar na galeria das melhores interpretações de atores mirins, assim no nível da do garoto Haley Joel Osment em O Sexto Sentido, ou de Saoirse Ronan em Atonement, Desejo e Reparação. Uma coisa de louco.

Vejo no IMDb que este foi o primeiro filme de William Jøhnk Juels Nielsen; depois deste, fez mais dois, que, em setembro de 2011, estavam em fase de pós-produção. Tem tudo para ter uma carreira fora de série.

“Aquele que busca se vingar é como a mosca que bate contra o vidro sem ver que a porta está escancarada”

Ainda segundo o IMDb, no início do projeto, usou-se o título – ainda não definitivo – de Civilisation. Por mais estranho que seja o dinamarquês, há muitas palavras que lembram as derivadas do latim para o português. Civilização seria um bom título definitivo para este filme.

No fim, os realizadores optaram por Hævnen. Assim, à primeira vista, a palavra faz lembrar o inglês heaven, céu, paraíso. Mas parece que essa palavra do título original significa revenge – vingança, retaliação, revanche. (Na França, o título do filme foi Revenge.) Tem tudo a ver – e, nesse sentido, o filme faz lembrar Lady Jane, que o francês de origem armênia Robert Guédiguian realizou em 2008. Guédiguian encerra o filme com um provérbio da terra de seus antepassados, que vem, segundo ele indica, do século XI, mil anos atrás: “Aquele que busca se vingar é como a mosca que bate contra o vidro sem ver que a porta está escancarada”.

As pessoas podem escolher entrre a lei de Talião e a dignidade

Me permito uma digressão. Ao longo dos séculos XIX e XX, as ciências humanas caminharam no sentido de estabelecer que o homem é o produto do meio. A miséria seria a responsável pela violência – assim como as desigualdades sociais, o abismo entre as nações desenvolvidas e as nações pobres seriam produtos exatamente dessa disparidade, são resultado da exploração da periferia pelos países do Primeiro Mundo.

O criminoso – esse vem sendo o entendimento das pessoas cultas, educadas – é criminoso por culpa do meio social.

Tudo isso é verdade – mas uma verdade apenas parcial. Houve, nessa visão da História, da sociedade, um exagero grave. Passou-se a culpar apenas o meio social pelos crimes dos criminosos, como se eles próprios não tivessem responsabilidade alguma por seus atos.

A História, a sociologia, caminharam no sentido de tirar das pessoas a responsabilidade que é delas – ou, no mínimo, também delas –, para responsabilizar apenas o meio, a sociedade, o conjunto, o macro.

Deus Marx e todos os seus seguidores acabaram por extinguir, apagar, a noção da responsabilidade de cada pessoa. Extinguiram o livre arbítrio.

Me parece que, neste filme extraordinário, Susanne Bier remou contra essa maré.

O louro Sofus é um pequeno mafioso da mesma forma como o chefe mafioso africano. O que os diferencia é apenas o grau.

Os princípios básicos de Christian são os mesmos do mafioso africano.

O meio é importante? Ah, sem dúvida é. Mas ele sozinho não explica tudo.

As pessoas podem escolher entre a lei de Talião e a dignidade. Entre a violência em espiral e o enfrentamento dela.

Anotação em setembro de 2011

Em um Mundo Melhor/ Hævnen

De Susanne Bier, Dinamarca-Suécia, 2010.

Com Mikael Persbrandt (Anton), Trine Dyrholm (Marianne), William Jøhnk Juels Nielsen (Christian), Markus Rygaard (Elias), Ulrich Thomsen (Claus), Simon Maagaard Holm (Sofus)

Argumento e roteiro Susanne Bier e Anders Thomas Jensen

Fotografia Morten Søborg

Música Johan Söderqvist

Produção Danmarks Radio, Det Danske Filminstitut, Film Fyn, Film i Västm Memfis Film, Nordisk Film- & TV-Fond. Blu-ray e DVD Califórnia Filmes

Cor, 119 min

****

Título em inglês: In a Better World. Título na França: Revenge.

6 Comentários

  1. Postado em 16 dezembro 2011 às 4:47 pm | Permalink

    Oi, Sérgio, concordo com vc q a lei de talião, do olho por olho, impera em nossa e nas culturas em geral; é o q vemos nesse filme tão bonito, pois mostra q o mafioso tanto aparece em um país “dito” civilizado, como na África miserável. E a vingança q os meninos resolvem fazer, tomando as dores de Anton q, agredido, prefere dar a outra face, é claro q não poderia dar certo, ela sempre, mais dia ou menos dia, volta p quem a mandou.Gostei tb da frase q vc disse q finaliza o filme Lady Jane, me deu até vontade de vê-lo, sobre a inutilidade da vingança. E suas digressões, sempre inteligentes, ao final da crítica vc diz q as ciências humanas tiraram a responsabilidade do homem pelos seus atos de violência. E lembra q ainda existe o livre arbítrio, q podemos lutar contra esse crescendo de violência.Eu ainda acho q violência gera vioência, q as pessoas deveriam se mobilizar para estancar esse processo q grassa em toda a humanidade, mas é o sempre pensei, as pessoas não lutam, se conformam, acham mais fácil, desculpa a expressão, resolver as coisas na “porrada”do tentar abrir diálogos e negociações. Mas deixa eu parar por aqui, senão o público do Sérgio vai começar a me chamar de xiita, PT etc rsrsrs e não sou educada como vc, vou resolver isso na briga.
    Guenia Bunchaft
    http://www.sospesquisaerorschach.com.br

  2. Sérgio Vaz
    Postado em 16 dezembro 2011 às 5:25 pm | Permalink

    Obrigado pelo comentário, caríssima Guenia. Mais uma vez, concordamos em um monte de coisas. Um abraço.
    Sérgio

  3. Jussara
    Postado em 1 fevereiro 2012 às 11:27 pm | Permalink

    Muito bom mesmo. Bastante coisa a falar desse filme, já aviso que não vou conseguir economizar, e isso porque nem vou falar sobre todos os pontos.

    O bullying tem sido um tema recorrente nos noticiários, e nos depoimentos das vítimas o que se nota é que geralmente a escola e os professores fazem vistas grossas ou não “sabem” como agir.

    Sobre a lei de Talião: não sou a favor, mas depois que o Christian reagiu e bateu no Sofus, o covarde parou de atazanar os outros meninos. Se ele não tivesse feito isso a escola não teria tomado nenhuma providência; depois a diretora ou coisa que o valha ainda ficou dando lição de moral.
    A mãe do Elias é quem estava certa quando disse que o Sofus era psicopata e sádico, e mais tarde falou o mesmo do Christian.

    O que me chamou atenção foi ver a diferença entre os dois meninos: o Elias, tido como feioso e fora do padrão, era sorridente, tinha uma aura alegre (principalmente depois que parou de sofrer bullying). Já o Christian, todo bonitinho e riquinho, estava sempre de cara amarrada, dentes cerrados, na defensiva; não o vi dar nenhum sorriso. Na minha opinião é um mimadinho e rebelde sem causa.

    Nem sempre podemos/conseguimos fazer aquilo que consideramos ser correto ou que tem a ver com nossos princípios. O Anton parece ser o personagem mais cheio de virtudes do filme (tirando a pulada de cerca). No entanto, acabou tomando uma medida que indiretamente entregou o chefe da máfia à morte. Deve ter sofrido muito por ter agido dessa forma e por ter ido contra seus valores. Mas quem não vibrou quando viu a cena? Até pra gente que assiste e torce fica um mal estar, mas ao mesmo tempo causa um certo alívio. Fez justiça para tantas pessoas…. Se agiu certo ou errado não dá para julgar. Foi mais ou menos como no caso do bullying. E daí o filme nos colocar para refletir.

    Outro lado importante mostrado é a relação entre pais e filhos. O Anton tem um bom relacionamento com os meninos, sempre os incentiva a falar a verdade e a não usar violência. É um pai carinhoso e tenta ser presente quando está em casa. O Elias parece ter boa índole. Mas no momento em que o filho mais precisou, Anton não pôde lhe dar a atenção que ele precisava. Ele teve seus motivos, mas foi uma falta de atenção que poderia ter custado muito caro.
    Já o Christian tem uma relação tumultuada e fria com o pai bastante ausente; por mais que ele o cobre e fale que tem que andar na linha, ele não dá ouvidos. Além do mais, não acredita no pai. Tem uma índole meio ruim e precisa muito de umas podas nas suas más inclinações. Precisa de um pai que realmente o ouça e se interesse por ele.
    E aí o filme coloca outra reflexão.

    Só não achei o o menino que faz o Christian tão bom ator assim. O personagem ficou um pouco caricaturado.

  4. Jussara
    Postado em 5 fevereiro 2012 às 1:42 pm | Permalink

    Às vezes dá erro no sistema do meu HD cerebral. Caricaturado = caricato.

  5. Patrícia Pantoni
    Postado em 8 outubro 2012 às 2:37 pm | Permalink

    olá, Sérgio! Achei este filme realmente muito bom! O comentário da Jussara é justamente na medida, excetuando que gostei bastante da atuação do garoto Christian. Só para finalizar, o tempo todo fiquei pensando em como, por vezes, queremos agir como o Christian, agindo como Anton…
    abraço

  6. José Luís
    Postado em 13 janeiro 2013 às 11:12 pm | Permalink

    Acabei de ver há instantes e adorei.
    Está tudo certo neste filme como diz o Sérgio.
    Não tenho nada a acrescentar, apenas dizer esta coisa incrível: o crítico de serviço de um dos melhores jornais portugueses classificou este filme precioso como
    “medíocre”!
    Podem verificar aqui:
    http://ipsilon.publico.pt/cinema/filme.aspx?id=279784
    Parece-me que medíocre é ele mesmo, o crítico.

4 Trackbacks

  1. […] também, enquanto via o filme, que a dinamarquesa Susanne Bier é um dos grandes realizadores do cinema […]

  2. […] forte, violento australiano O Livro das Revelações (2006), de Ana Kokkinos. Ou o dinamarquês Em Um Mundo Melhor (2010), de Susanne […]

  3. Por 50 Anos de Filmes » Serena em 3 março 2016 às 2:42 pm

    […] mais densas, mais sensíveis, mais humanas. Uma mulher que fez Depois do Casamento (2006) e Em Um Mundo Melhor (2010), filmes excepcionais, e também os ótimos Coisas que Perdemos pelo Caminho (2007) e O Amor […]

  4. […] em outros filmes dessa realizadora fora de série – Depois do Casamento (2006), Em um Mundo Melhor (2010) –, fala-se também de injustiça social, das diferenças abissais entre as condições de […]

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