Amor na Tarde / Love in the Afternoon

Nota: ★★★★

Anotação em 2011: Uma absoluta maravilha. São 130 minutos de puro brilho, encantamento, belo cinema.

Confesso que não me lembrava de que Amor na Tarde é tão superlativo. Claro: sabia que era ótimo, tinha a melhor lembrança dele – mas revê-lo agora me surpreendeu. Gostei mais ainda do filme do que nas vezes anteriores.

Fui conferir minhas anotações; elas não são perfeitas, há lacunas, épocas em que infelizmente não anotei todos os filmes que vi, e se não anotou, dançou. Está lá que vi pela primeira vez no dia 8/4/1964, no Cine Pathé, em Belo Horizonte. Dei 4 estrelas numa escala que naquela época ia até 5; e revi com Mary em 2003; dei 3 estrelas em uma escala até 4. Que absurdo! É um filme para ter a cotação máxima, seja ela qual for.

Quando se revê um filme quase 50 anos depois da primeira vez e se gosta ainda mais, muito mais, é porque a coisa é séria.

Um elenco com três grandes astros e interpretações maravilhosas

Amor na Tarde é um caso muito sério de bom cinema, e também engraçadíssimo. É hilariante – os diálogos têm aquela marca inteligente, ferina, afiada, cheia de fina ironia, de Billy Wilder, que assina o roteiro com seu colaborador em vários filmes, I.A.L. Diamond.

E as interpretações são monumentais, todas – as dos três grandes astros, Gary Cooper, Audrey Hepburn e Maurice Chevalier, assim como a de todos os atores que fazem os papéis secundários.

Audrey Hepburn está na sua mais perfeita forma como comediante – era uma grande atriz, tanto na comédia quanto no drama –, e talvez tenha estado tão bela em outros filmes quanto aqui, mas em nenhum outro está mais bela, porque isso seria impossível. Está esplendorosa, os olhos gigantescos, o nariz esculpido pelo melhor artista da renascença italiana, nos seus radiantes 28 aninhos. Maurice Chevalier foi talhado para o papel – ou o papel foi talhado sob medida para ele. E Gary Cooper, na maturidade dos 56 anos, está perfeito, até porque interpreta uma espécie de Gary Cooper, papel que soube interpretar maravilhosamente a vida inteira.

Se não estou enganado, esta foi a primeira vez que o mestre austríaco de nascimento, americano por adoção, dirigiu tanto Gary Cooper quanto Maurice Chevalier. Já havia, no entanto, dirigido Audrey três anos antes, em Sabrina.

Um detetive particular, um milionário, uma jovem linda

Mas é preciso fazer uma sinopse. Como não consigo nunca fazer sinopses curtas, pensei em usar a do Cinéguide, um guia que consegue a proeza de contar o que é o filme em duas ou três linhas. Na sinopse deste filme, porém, os gênios da síntese se enrolaram:

“Um detetive particular é encarregado por um marido ciumento de seguir aquele que ele supõe seja o amante de sua mulher e que ameaça matar.”

Curto, sintético, lá isso é. Mas nem de longe conta sobre o que é o filme. Até porque sequer cita a personagem central da história, Ariane, o papel de Audrey Hepburn, que, aliás, dá o título com que o filme foi exibido tanto na França quanto em Portugal.

Vou tentar. Claro que não será tão sintético quanto o Cinéguide; isso eu jamais conseguiria.

Um detetive particular é encarregado por um marido ciumento de seguir sua mulher, que ele supõe esteja sendo infiel. Mostra para o marido as provas da infidelidade – fotos em que a esposa aparece numa suíte do Ritz com um milionário americano. O marido diz que vai matar o amante da mulher; ao saber disso, a filha do detetive vai até o Ritz para avisar o milionário, e acaba tendo um caso com ele.

Uau! Fui capaz de fazer uma sinopse! 6 linhas, 73 palavras, 399 toques – e nenhuma, absolutamente nenhuma graça, nenhum charme.

E Amor na Tarde é o próprio charme.

Diz o narrador: “Amor casado – e amor ilícito. E é aí que eu entro”.

O detetive particular, monsieur Chavasse, interpretado por Maurice Chevalier, falando aquele delicioso inglês cheio de sotaque dele, é o narrador da história. Ouvimos sua voz em off enquanto vemos belas tomadas de Paris e de casais se beijando nas ruas de Paris, em esplendoroso preto-e-branco:

– “Esta é a cidade – Paris, França. É igual a qualquer outra grande cidade – Londres, Nova York , Tóquio –, exceto por duas pequenas coisas. Em Paris, as pessoas comem melhor. E em Paris as pessoas fazem amor – bem, talvez não melhor, mas certamente mais vezes. Fazem amor a qualquer hora, em qualquer lugar. Na margem esquerda, na margem direita, e entre as duas (vemos um casal se beijando num bateau-mouche)! Fazem amor durante o dia, durante a noite. O açougueiro, o padeiro, o amigável agente da funerária (vemos o agente da funerária, assim que o caixão é levado, beijando a viúva). Fazem em movimento (um casal se beija em um carro), perfeitamente estáticos (vemos uma escultura de um casal se beijando; deve ser um Rodin, mas não tenho certeza). Os poodles fazem amor. Os turistas. Os generais. De vez em quando, até os existencialistas fazem amor. Há o amor jovem, o amor velho. Amor casado – e amor ilícito. É aí que eu entro. Meu nome é Claude Chavase. Sou o que você chamaria de detective particular.”

Quando Maurice Chevalier-Claude Chavasse fala as duas últimas frases – naturalmente, ele usa a expressão private eye, simplificação de private investigator -, vemos a Place Vendôme, a grande coluna bem no meio dela. O detetive Chavasse está lá no alto da coluna da Place Vendôme, com um binóculo e uma máquina fotográfica, registrando o amor ilícito entre o milionário americano Frank Flannagan (Gary Cooper, é claro) e a sra. X (Lise Bourdin), visível numa janela do Ritz.

E aqui é preciso falar um mínimo da Place Vendôme, tema do belo filme homônimo de Nicole Garcia, local do cuidadoso assalto mostrado por Jean-Pierre Melville em O Cìrculo Vermelho – a Place Vendôme, eu poderia repetir, está para o mercado de jóias assim como Wall Street está para o capitalismo mundial, assim como Amsterdã está para o mercado de beneficiamento de diamantes, assim como Zurique está para o paraíso onde ladrões e ditadores do mundo inteiro guardam seu dinheiro. A Place Vendôme é mais ou menos assim como todas as Tiffany’s do mundo reunidas. Leonard Cohen, quando brincou com a idéia de que os grandes subversivos do mundo primeiro destruiriam Manhattan, depois Berlim, se esqueceu de mencionar a Place Vendôme.

E é preciso mencionar o Ritz – o Ritz, para muitos livros e filmes americanos, é o símbolo máximo do requinte parisiense, o símbolo de tudo o que muitos americanos amam e odeiam na Europa. Não é à toda que F. Scott Fitzgerald, um dos centenas de artistas americanos que se maravilhavam pela Europa, pela França em particular, por Paris que é uma festa, deu o título de “The Diamond as Big as the Ritz”, um diamante do tamanho do Ritz, a um de seus belos contos.

Mas sequer cheguei a Ariane, a protagonista.

A jovem lê os dossiês do pai como outras liam Henry Miller

Ariane é a filha única de Chavasse, viúvo, bom detetive particular e pai apaixonado, mas que, como quase todos os pais, conhece pouco a filha. Chavasse crê que a filha – uma jovem bem jovem; não se precisa a idade dela, mas a Ariane criada por Audrey Hepburn parece ter aí uns 20 aninhos apenas – é mais inocente do que na realidade ela é. Não que Ariane seja uma devassa; de forma alguma. É uma jovem muito certinha, toca violoncelo, tem aulas no conservatório, namora Michel (Van Doude), um colega de classe, bom sujeito, mas, ele sim, ingênuo demais. Muito possivelmente Ariane ainda é virgem – não parece muito interessada por Michel, e o namoro dos dois não chega a ser íntimo, passional.

Mas Chavasse imagina que sua filha seja mais ingênua, menos informada sobre as coisas do mundo do que ela é. O detetive que sabe tudo sobre a vida das pessoas que investiga ignorava que a filha lesse os dossiês que ele guarda cuidadosamente em casa – detalhados dossiês relatando todos os tipos de infidelidade conjugal. É só na conversa que tem com Ariane naquele dia em que a ação começa, ao voltar da Place Vendôme para revelar as mais recentes fotografias, que Chavasse percebe que a filha lê seus dossiês como outras adolescentes e jovens liam D.H. Lawrence ou Henry Miller.

Ariane vai observar, escondida em seu quarto, toda a conversa entre o pai e o sr. X, o marido cuja mulher tem estado diariamente na suíte do milionário Frank Flannagan no Ritz.

Ao ver as fotos e ouvir os relatos do detetive, o sr. X exibe para ele (e, sem saber, também para Ariane) um grande revólver. O diálogo – embora o tema infidelidade seja duro, e a possibilidade de um crime mais ainda – é hilariante. Ao saber que o cliente poderá ser preso, Chavasse, que é muito meticuloso a respeito de seus honorários, pede para ser pago imediatamente.

E então Ariane vai ao Ritz impedir um assassinato.

A pobre menina se apaixona pelo playboy garanhão que não quer saber de amor

O personagem do multimilionário americano é uma absoluta delícia. Tem hábitos extremamente regulares. Sempre que a sra. X chega à sua suíte, uma ceia é servida, e um conjunto de quatro membros, os Gipsies – um conjunto musical que Wilder descobriu numa casa noturna de Paris –, tocam música para o casal dançar. Depois que eles executam “Fascination”, deixam finalmente o casal sozinho. O detetive Chavasse contara tudo isso a seu cliente, e assim o sr. X, no corredor do Ritz, diante da suíte número 14, esperava a hora de entrar e matar o rival.

O multimilionário Flannagan é um mulherengo de primeiríssima linha. O dossiê sobre ele reunido por Chavasse mostra dezenas e dezenas de histórias de conquistas do playboyzão – já houve quem tentasse se matar de amor por ele. Suas conquistas incluem duas suecas gêmeas, condessas, até mesmo uma brasileira mulher de um rico fazendeiro de café.

Ariane, então, salva a vida dele – e, claro, se apaixona.

Como Flannagan é honesto, e expõe para ela claramente que seu negócio é ter relações que não envolvam amor, compromisso, só ofereçam prazer, ela entra no jogo, e finge que os encontros vespertinos na suíte 14 do Ritz são só pelo prazer, nenhum compromisso envolvido, até porque ela tem uma vida amorosa intensa, agitadíssima, com um banqueiro suíço, um jogador de hóquei canadense – e ela conta para ele um monte de mentiras, inspirada nos dossiês criados pelo pai detetive.

O ser humano é um fingidor, diz o impiedoso Billy Wilder

E aí Billy Wilder chega ao ponto a que adora chegar: a pessoa que finge ser o que não é. É uma marca registrada dele. O fingimento – e também um sarcasmo forte contra a moralidade burguesa, uma elegia à quebra das regras comportamentais dos caretas.

Gente que finge ser o que não é. Aqui, é uma jovem apaixonada pela primeira vez na vida que finge ter uma interminável lista de amantes. Em A Incrível Suzana, de 1942, o personagem de Ginger Rogers, uma mulher bem adulta, finge ser criança. Em Inferno nº 17, de 1953, o personagem de William Holden, um herói, finge ser um crápula. Em Quanto Mais Quente Melhor, de 1959, os personagens de Tony Curtis e Jack Lemmon fingem ser mulheres. Em Irma La Douce, de 1963, o policial finge ser cafetão, que por sua vez finge ser um inglês milionário. Em Testemunha de Acusação, de 1957, o personagem de Marlene Dietrich finge… (Não tem sentido revelar o que ela finge.) Em Uma Loura por um Milhão/The Fortune Cookie, de 1966, o personagem de Jack Lemmon finge estar paraplégico. Em Beije-me, Idiota, de 1964, a dona-de-casa interpretada por Felicia Farr finge ser puta, e a puta interpretada por Kim Novak finge ser dona de casa.

Gary Cooper repete um papel que havia feito 19 anos antes

Gary Cooper fazendo o papel de um multimilionário americano que passeia, a negócios e a prazer, pela Europa. É fascinante: ele já havia feito um personagem exatamente assim, 19 anos antes, em A Oitava Esposa de Barba-Azul/Bluebeard’s Eighth Wife, de 1938. O filme foi dirigido por Ernst Lubitsch, o diretor que era o ídolo de Billy Wilder, o homem do famoso toque – “the Lubitsch touch” significa inteligência, refinamento, ironia, sarcasmo, elegância. Um estilo europeu de criar personagens e situações, que o diretor alemão levaria para Hollywood, numa tradição que seria continuada por Billy Wilder. O roteiro de A Oitava Esposa de Barbazul foi assinado por um jovem Billy Wilder e por Charles Brackett. (Wilder colaborou com Brackett em diversos roteiros, assim como colaboraria mais tarde com I.A.L. Diamond.)

O roteiro de Amor na Tarde parte de um livro do francês Claude Anet, chamado Ariane, Jeune Fille Russe. O livro já havia sido filmado na França, com o título idêntico ao do livro, em 1931. Diz sobre ele o Cinéguide, com sua capacidade de síntese esplendorosa: “Uma estudante russa em Paris toma como amante um sedutor quarentão”.

Vê-se, portanto, que Billy Wilder e I.A.L. Diamond tomaram muitas liberdades. Não chega propriamente a ser uma adaptação do livro – as principais situações foram mudadas.

E é uma delícia como os dois criaram cacos no meio da história – pequenos elementos que não são fundamentais para a trama, mas são absolutamente engraçados. O conjunto de ciganos tocando música para preparar a hora, o clima da transa. O cachorrinho da vizinha de suíte de Flannagan, que apanha da dona umas quatro vezes seguidas, sem que tivesse culpa de nada. A mesinha de bebidas que fica trançando pelo meio da suíte, entre o grupo de músicos e o milionário Flannagan que se embebeda ao som da mensagem da garota enumerando suas duas dezenas de amantes. O conjunto de músicos tocando no meio do banho turco, o violino que se enche da água do vapor.

O mestre francês critica Sabrina para elogiar Amor na Tarde

Fui checar o que um grande crítico francês teria achado deste filme americano feito por um austríaco de nascimento que é uma ode a Paris. Eis o que diz o Guide des Films de Jean Tulard, depois de fazer a devida sinopse:

“Uma comédia sentimental no mesmo tom de Sabrina, do mesmo Wilder; mesma atriz: Audrey Hepburn, mesma personagem de jovem falsamente frágil mas que sabe perfeitamente o que quer, mesmo desejo de adolescente por um homem rico e maduro, mesma decisão de caracterizar-se de mulher feita para seduzir a qualquer custo, mesma reação por parte de Cooper que a de Holden em Sabrina: ele não a reconhece e se põe a conquistá-la, mesma reação de fuga de Cooper quanto de Bogart diante da revelação do amor verdadeiro, mesma conclusão (o trem tendo tomando o lugar do navio). De onde vem, então, a disparidade que se pode constatar entre os dois filmes? Tanto Sabrina decepciona, tanto Ariane deixa você sob seu charme. Tem-se a impressão de que Wilder não ficou contente com o primeiro filme, e decidiu refazê-lo, e encontrou aquilo que faltava no outro: uma perfeita dosagem entre o humor e a emoção verdadeira. Este hino ao amor, em que Audrey Hepburn, fina e forte, e Gary Cooper, viril e frágil, fazem maravilhas, só poderia se passar em Paris: uma Paris sonhada pela América, rebatizada por Trauner, ‘glamourizada’ por Wilder, que, neste filme, deixou suas grifes no camarim”.

O Trauner citado é Alex Trauner, diretor de arte de diversos filmes de Billy Wilder.

Bem, cada cabeça, uma sentença. Evocar as semelhanças entre Sabrina e Amor na Tarde me parece uma maravilha; mas usar um para criticar o outro é algo que não consigo compreender.

“A dissimulação como verdade”

O texto já está imenso, mas fui dar uma olhada na biografia-testemunho do mestre, Billy Wilder – E o Resto é Loucura, de Kellmuth Karasek, para ver se havia alguma comparação entre Amor na Tarde e Sabrina, para desdizar o confirmar a oposição entre os dois filmes citada no Guide de Jean Tulard. Não há comparação alguma. O que há são várias referências ao fato de que Cary Grant era a escolha de Wilder para o papel do milionário; Grant estava com outros projetos já engatilhados, e Wilder acabou ficando com Gary Cooper, que já estaria – segundo o próprio diretor achava, e também foi dito por críticos, na época do lançamento – um tanto passado para o papel, mais idoso do que deveria ser o playboy dom-juan.

Conta-se no livro que, “para esconder as rugas do rosto dele, Wilder filmava Gary Cooper – a quem preferia colocar nos quartos escuros do Ritz – através de um véu de gaze, um expediente empregado de preferência, ou por necessidade, no caso de divas que estão envelhecendo”.

Enquanto revia o filme, notei mesmo que, em muitas tomadas em que Gary Cooper e Audrey Hepburn aparecem juntos, o rosto dele fica sempre um pouco mais na sombra, enquanto o de Audrey recebe a iluminação. Tomei isso como uma preferência da câmara pela beleza jovem, estonteante, da atriz – mais ou menos como Stanley Donen fez iluminando fortemente o rosto lindíssimo de Sophia Loren em Arabesque, de 1966.

Não dá para não reproduzir a síntese que o professor e escritor Kellmuth Karasek faz sobre o que há de mais wilderiano no filme: “a dissimulação (Ariane) como verdade; a juventude, que é mais esperta que a idade; a inocência, que é mais experiente que a rotina sexual; o amor, que supera o chamado vício; e, finalmente, a mulher, que aplica uma lição no homem. Em muitos filmes de Wilder, os homens aparentemente experientes, poderosos, calejados, são, no final, marionetes de mulheres aparentemente inexperientes, inocentes, desamparadas”.

Credo, que texto grande.

Com este aqui, já são 11 os filmes de Billy Wilder presentes neste site, o que não chega a ser ruim, de forma alguma.

Só que ainda faltam 16 dos 27 que ele dirigiu. Este site jamais será completo, enciclopédico.

1942 A Incrível Suzana/The Major and the Minor Com Ginger Roger, Ray Milland
1944 Pacto de Sangue, Double Idemnity Fred MacMurray, Barbara Stanwyck
1953 Inferno nº 17/Stalag 17 William Holden
1957 Testemunha de Acusação/Witness for the Prosecution Charles Laughton, Marlene Dietrich, Tyrone Power
1960 Se Meu Apartamento Falasse/The Apartment Jack Lemmon, Shirley Maclaine
1961 Cupido Não Tem Bandeira/One, Two, Thre James Cagney, Horst Bucholz
1964 Beije-me, Idiota/Kiss me, Stupid Kim Novak, Dean Martin
1966 Uma Loura por um Milhão/The Fortune Cookie Jack Lemmon, Walther Matthau
1972 Avanti! Amantes à Italiana/Avanti! Jack Lemmon, Juliet Mills
1974 A Primeira Página/The Front Page Jack Lemmon, Walther Matthau

Amor na Tarde/Love in the Afternoon

De Billy Wilder, EUA, 1957.

Com Audrey Hepburn (Ariane Chavasse), Gary Cooper (Frank Flannagan), Maurice Chevalier (Claude Chavasse), John McGiver (Monsieur X), Van Doude (Michel), Lise Bourdin (Madame X), Olga Valéry (hóspede do hotel com o cachorro), The Gypsies (eles mesmos)

Roteiro Billy Wilder e I.A.L. Diamond

Inspirado no romance Ariane, jeune fille russe, de Claude Anet

Fotografia William C. Mellor

Direçao de arte Alex Trauner

Produção Allied Artists Pictures. DVD Warner.

P&B, 130 min.

R, ****

Título em Portugal e na França: Ariane.

4 Comentários

  1. Postado em 2 maio 2011 às 4:48 pm | Permalink

    Que alegria ler este texto. Que alegria recordar este filme (e Sabrina, também adoro). Há muitos diretores que admiro, Ford, talvez, como o maior deles, mas Wilder tem um jeito de chegar na minha emoção sem escalas. Seu site não é enciclopédico nem precisa sê-lo pra cumprir um propósito mais encantador: fazer lembrar e provocar anseios.

  2. mario silva
    Postado em 31 julho 2011 às 10:11 pm | Permalink

    Interessante, revi esse filme na semana passada e, embora já tivesse gostado muito dele, gostei ainda mais agora. O mesmo sentimento que vc experimentou. Também, creio que foi infeliz (ou xenófoba) a crítica de Jean Tulard, em detrimento de Sabrina. O par central está ótimo e Maurice
    Chevalier está perfeito.

  3. Sérgio Vaz
    Postado em 31 julho 2011 às 10:29 pm | Permalink

    É fascinante ver, Mário, que nosso gosto tem muito em comum, embora a gente não se conheça pessoalmente. Gosto muito quando contestam minhas opiniões – em especial, é claro, quando a contestação é feita sem agressões adolescentes, com argumentos em vez de rótulos. Mas também gosto de ver semelhanças de gosto, de forma de ver as coisas.
    Um abraço.
    Sérgio

  4. Mariana
    Postado em 24 agosto 2011 às 4:22 pm | Permalink

    Ler sobre cinema é tão bom quanto ver o filme. Adorei esta beleza de filme, mas também achei o ator um pouco velho. Ele é quase alquebrado perto dela, tão deslumbrantemente jovem. Um homem de 56 anos com uma jovem de 28 é muito para mim, parece pai dela. Achei isso durante o filme inteiro, foi o único senão, porque o filme é delicioso. Seu texto também é muito agradável.

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