Partir / Partir

Nota: ★★★½

Anotação em 2010: Uma beleza de filme, este Partir, da diretora Catherine Corsini. Triste, triste, triste. Feito com imenso talento, maturidade, torna-se ainda mais excepcional pela interpretação de Kristin Scott Thomas, um absoluto estupor.

É como se fosse uma peça em dois atos, bem distintos, bem diferentes entre si. O primeiro ato é a história de uma das coisas mais absolutamente comuns da vida: mulher casada se apaixona por outro homem. O segundo ato – o que acontece a partir daí – é uma gigantesca, dolorosa tragédia.

O drama da infidelidade conjugal – porque ela é sempre um drama, mesmo quando motivada por uma paixão avassaladora, magnífica, gloriosa, como é o caso aqui – é absolutamente universal, e é um dos temas mais recorrentes da literatura, do teatro, do cinema. Tolstói escreveu uma das mais gigantescas e brilhantes obras da literatura sobre ela, Ana Karênina, já filmada diversas vezes. Não é, obviamente, um privilégio (ou uma danação) dos franceses – mas acho que não seria exagero dizer que as artes francesas têm uma especial predileção pelo tema. Aí está Madame Bovary, de Flaubert, para demonstrar isso. A infidelidade da mulher do médico de província já foi filmada diversas vezes – em 1934, 1937, 1947, 1949, 1975, 1991, 2000.

Claude Chabrol, o autor da versão de 1991, com sua atriz fetiche Isabelle Huppert no papel de Madame Bovary, fez vários filmes sobre infidelidade, como, por exemplo, A Mulher Infiel/La Femme Infidèle, de 1968. Régis Wargnier deu o título sugestivamente genérico de Uma Mulher Francesa/Une Femme Française a seu filme de 1995 em que Emmanuelle Béart trai o marido. Infidelidade foi tema de vários dos filmes de François Truffaut.

         Momentos de tela negra entre uma seqüência e a seguinte

Uma das primeiras características que reparei, ao ver Partir, ainda no início da narrativa, foi o uso que a diretora Catherine Corsini faz do fade out – aquele recurso de, ao final de uma tomada, fazer a imagem desaparecer e deixar a tela negra por alguns segundos, antes de fazer aparecer a imagem da cena seguinte, o fade in. A maioria dos filmes de hoje não usa muito o fade out – a uma seqüência segue-se outra seqüência, numa montagem rápida, que dispensa o aparecimento da tela preta. Pois em Partir desde o início as seqüências são pontuadas por longos fade outs, longos momentos de tela negra, sem imagem alguma – como se fosse a passagem de um capítulo para outro.

Não percebi, não tive a sensibilidade de perceber, enquanto via o filme, que esse recurso que Catherine Corsini usa era bastante usado por Truffaut, em muitos de seus filmes.

Assim como não tive a sensibilidade de identificar nenhum dos diversos belos temas musicais apresentados ao longo do filme. Confesso essa insensibilidade não sem alguma vergonha – até porque tenho discos com várias dessas músicas. Foi só nos créditos finais que li que se usam, no filme, músicas feitas para filmes de Truffaut – A Sereia do Mississipi, A Mulher do Lado, De Repente num Domingo. A trilha do primeiro filme citado é de Antoine Duhamel, que trabalhou algumas vezes com o cineasta; as dos dois outros é de Georges Delerue, um dos maiores compositores de trilhas para o cinema de todos os tempos, companheiro de Truffaut na maior parte de seus filmes.

Foi só aí, o filme já terminado (e o filme termina depressa demais, não só porque é curto, 85 minutos, mas também porque em filme bom o tempo voa), que me caiu a ficha: Partir é um filme que homenageia Truffaut. Poderia ter sido dedicado ao genial cineasta, o cineasta mais terno que já houve na história, o poeta da ternura.

         A infidelidade não precisa levar necessariamente à tragédia

Se o primeiro ato do filme – a apresentação de uma história de infidelidade – trata de um tema especialmente caro às artes francesas, o segundo ato segue igualmente uma forma que o cinema francês usa muito – a tragédia que advém da infidelidade. O clima de catástrofe é semelhante, por exemplo, ao de A Mulher do Lado, o penúltimo filme de Truffaut, em que se relata um amor destrutivo, um amor de danação fatal entre os personagens interpretados por Gérard Depardieu e Fanny Ardant.

Tenho razões pessoais para acreditar que a infidelidade não leva necessariamente à tragédia, à catástrofe. Centenas e centenas de histórias pessoais e de filmes também mostram que isso é verdade. Está lá o casamento, indo otimamente, ou bem, ou mais ou menos; não se está à procura de problemas, de tremor de terra, de terremoto – mas são demais os perigos desta vida, e aí, numa esquina qualquer da vida, um dos dois se apaixona por outro. É um fato corriqueiro, é quase tão absolutamente comum quanto nascer, morrer, casar, ter filhos. É o brejo, a lama, o horror – mas, depois de algum tempo que parece não terminar nunca, a gente sai dessa.

Há paixões que passam depressa, não deixam grandes marcas, e o casamento se reconstrói, às vezes até melhora. Há outras paixões – como a da pobre Suzanne por Ivan, no filme – que são, sim, avassaladoras. E aí as pessoas podem se separar, e cuidar da vida, e com o tempo, quem sabe?, especialmente se houver filhos incluídos na história, conviver em paz com o ex ou a ex, e até mesmo manter o respeito, a amizade, o companheirismo. (Peço licença para dizer que um dos meus poucos orgulhos na vida foi ter sido amigo e companheiro de minhas duas ex-mulheres, duas pessoas especiais, extraordinárias, que se foram da vida cedo demais, minhas filhas Fernanda e Inês que o digam.)

Não é necessário ter sangue de barata e frieza nórdica como o filho do professor Isak Borg, de Morangos Silvestres, de Bergman, ao se separar da mulher, Marianne. Em Hannah e Suas Irmãs, do eterno bergmaniano Woody Allen, passado o terremoto, Elliot, o personagem de Michael Caine, olha com carinho para a cunhada Lee (Barbara Hershey), por quem teve furiosa paixão; ele está na festa de família ao lado de Hannah (Mia Farrow), com quem continuou a viver, e bem, depois que a terra parou de tremer. Em Todos Dizem Eu Te Amo, o personagem do próprio Woody Allen se dá muito bem com a ex-mulher, interpretada por Goldie Hawn, e eles até dançam juntos alguns centímetros acima do solo, quando estão ao lado do Rio Sena – naquela cidade esplendorosamente bela, por que, para que amargar rancores tanto tempo passado?

         Na abertura, uma mulher crispada, um tiro

Os personagens de Partir não vivem em Paris. Vivem em Nîmes, no Sul da França, não muito longe de Marselha e também não muito longe da fronteira com a Espanha, o que se mostrará importante na história.

A diretora Catherine Corsini e seu co-roteirista Gaëlle Macé usam o que eu chamo de narrativa-laço. Abre num ponto X da história, depois volta no tempo – seis meses, nos informa um letreiro – e vem vindo cronologicamente até o ponto X do início, e depois avança um pouco em frente, a partir daquele momento mostrado na abertura.

A abertura já prenuncia que virá a tragédia. Vemos uma mulher – Kristin Scott Thomas – deitada em sua cama, as mãos crispadas, muito crispadas. Ela se levanta; temos então um plano geral, do lado de fora da casa, uma casa rica, moderna, cheia de vidros, e ouvimos um tiro.

Corta, e voltamos no tempo, para seis meses atrás. É uma família de fato materialmente muito bem – mas não só materialmente. Parecem felizes. O marido, Samuel (Yvan Attal), está contratando uma obra, uma edícula a ser construída no terreno da casa: será o consultório de sua mulher, Suzanne (o papel de Kristin Scott Thomas). Veremos depois que ele é médico, e uma pessoa influente na cidade, que não é muito grande; ela já foi fisioterapeuta, e está querendo voltar a trabalhar, agora que os dois filhos já estão grandes – a garota deve ter uns 17, o rapaz, uns 15. Parece não haver paixão mais, entre os dois – ela diz para ele, ao se despedirem num início de dia, “Je vous aime”, “vous”, tratamento pouco íntimo, em vez do mais usual entre casais “tu”, “te” –, mas são carinhosos, se dão bem.

Samuel acha caro o preço que o empreiteiro, Rémi (Bernard Blancan) apresenta para ele; Rémi sugere então que Samuel contrate Ivan (Sergi López), um pedreiro espanhol, imigrante ilegal, e portanto disposto a receber pagamento menor que um francês.

Não sei se ocorreu isso aos roteiristas, mas a verdade é que é para economizar alguns euros que Samuel bota dentro de sua casa o homem por quem sua mulher vai se apaixonar.

         Um Grand Canyon social entre a mulher e o homem

O roteiro não foge, de forma alguma, das questões sociais. Muito ao contrário: explicita várias delas. Explicita, de forma nítida, clara, o fosso, o Grand Canyon existente entre a burguesa Suzanne e o operário imigrante ilegal Ivan. Vai explicitar também, nítida e claramente, a profunda injustiça, o profundo absurdo que é a mulher tornar-se escrava do marido, em termos financeiros, quando deixa de trabalhar para cuidar da casa, dos filhos.

Kristin Scott Thomas é uma das melhores atrizes do cinema atual; faz tempo que ela demonstra isso. Comprovou o fato em outro filme francês excelente e recente, Há Tanto Tempo que Te Amo/Il y a Longtemps que je t’aime, de Philippe Claudel. Comprova de novo neste aqui.

É um desempenho extraordinário, monumental, excepcional. Vemos no rosto de Kristin Scott Thomas todos os sentimentos – insegurança, temor, curiosidade, exaltação, prazer, gozo, perplexidade, dor profunda, revolta, desprezo, ódio.

Mesmo que o filme não tivesse todas as várias qualidades que tem, já valeria apenas pela interpretação dessa atriz fantástica.

Vou tentar resumir minha admiração pelo estilo da diretora Catherine Corsini revelando um acontecimento, uma tomada. Não chega a ser um spoiler; a cena acontece quando estamos aí com uns 15 minutos de filme, apenas.

Suzanne e Ivan jantaram juntos – um Grand Canyon social os separando, embora sejam, os dois, como diz a canção, “strangers in a strange land”, os dois imigrantes na França, conforme contam um para o outro ao longo do jantar regado a um bom vinho. Ela veio de país mais rico, ou tão rico quanto; inglesa, mudou-se para a França, conheceu Samuel, casaram-se; está no país há 20 anos e é classe média alta. Ele veio de país mais pobre, ou não tão rico quanto; espanhol, catalão, é mais rude, menos educado que ela; teve passagem pela prisão, por alguma besteira que cometeu e não revela nem a Suzanne nem ao espectador.

Então eles jantaram juntos – e ao longo do jantar tivemos vários closes-ups ora dela, ora dele.

Corta, e temos um plano geral, uma rua deserta, noite avançada; como é um plano geral, vemos bem de longe os dois personagens, de pé na rua deserta. Saíram há pouco do restaurante. Ivan se aproxima dela, dá um beijo nela. Não a agarra, não bota os braços em torno dela, apenas dá-lhe um beijo. Suzanne se afasta dele, acelera o passo, vai embora depressa.

Essa seqüência, essa tomada é de uma elegância absurda. Com uma única tomada, demonstra-se que Suzanne não esperava o beijo; não estava à procura de um caso, um amante. Assusta-se com o pequeno avanço de Ivan, foge dele. É um perfeito exemplo da forma com que Catherine Corsini filma.

         Os tristes personagens escolhem sempre a pior saída

Voltando à questão do que se faz após a infidelidade, ou quando um casamento vai chegando ao fim:

Então, não é necessário ser nordicamente gelado como o dr. Evald Borg (Gunnar Björnstrand) de Morangos Silvestres. E nem todo mundo consegue a dádiva de dançar levitando com a ex-mulher junto ao Sena, como o Joe Berlin de Woody Allen e a Steffi de Goldie Hawn de Todos Dizem Eu Te Amo.

Mas o cinema francês tem uma especial predileção pela tragédia, pela catástrofe. Como Truffaut fez com seus pobres, infelizes, miseráveis personagens em A Mulher do Lado. Como Nicole Garcia retratou em O Adversário. Como Danièle Thompson retratou em Três Irmãs. Como ainda outra mulher, Laetitia Colombani, retratou em Bem Me Quer, Mal Me Quer. Como Danis Tanovic retratou em O Inferno.

É como se não existisse o livre arbítrio, é como se o destino já tivesse escrito toda a história. Maktoub – assim está escrito. Como naqueles filmes citados no parágrafo anterior, os personagens de Partir escolhem o que de pior pode ser feito, o pior caminho. A tragédia, a catástrofe, o inferno.

Partir / Partir

De Catherine Corsini, França, 2009

Com Kristin Scott Thomas (Suzanne), Sergi López (Ivan), Yvan Attal (Samuel), Bernard Blancan (Rémi), Aladin Reibel (Dubreuil), Alexandre Vidal (David), Daisy Broom (Marion)

Argumento e roteiro Catherine Corsini e Gaëlle Macé

Fotografia Agnès Godard   

Produção Pyramide Productions, Caméra One

Cor, 85 min

Título em inglês: Leaving. Título em Portugal: Partir

***1/2

6 Comentários

  1. Glória
    Postado em 28 junho 2010 às 1:14 am | Permalink

    Vou esperar para ver o filme. Talvez nem espere. Para mim, as referências são pra lá de instigantes. Adoro Kristin Scott Thomas e adoro filmes que direta ou indiretamente homenageiam o mestre Truffaut. Posso estar errada, mas um filme mesmo fraco, quando tem bons atores/atrizes me convencem, ou ao menos me confortam. Jamais o contrário.

  2. Jussara
    Postado em 1 julho 2010 às 12:08 am | Permalink

    Gostei do filme. Esse tema é bastante complexo: “traição”. Tb acho que não precisa levar à tragédia, o fato já é uma tragédia por si só. Afinal, quem quer ser traído? E o divórcio existe, ainda bem (e que leis retrógradas as dessa cidade em que o filme se passa, hein?!). Talvez a forma com que ela contou ao marido tenha piorado um pouco a situação, embora ele tenha mostrado depois ser uma pessoa desequilibrada, possessiva, egoísta.
    Foi uma paixão louca, a dela, arrebatadora. Toda paixão é arrebatadora, mas ela ficou totalmente irracional e acho que perdeu um pouco o pé da realidade. Não pensou nos filhos, nem em como iria viver. E eu ficava me perguntando até quando a relação iria se manter só na base de “um amor e uma cabana” pq ela era acostumada a muito, muito conforto, a ter o bom e o melhor. Aparentemente não era infeliz, mas tb não cheguei a ver carinho entre o casal, só entre os filhos e ela (como vc ressaltou, o fato de se tratarem por “vous”, essa coisa formal, indicava que algo não ia assim tão bem). E o marido era um tanto elitista, talvez um pouco preconceituoso e grosseiro. Como vc bem disse, os personagens escolheram o que de pior podia ser feito, e a Suzanne deu o start para a bola de neve com a traição, a precipitação e a forma como conduziu as coisas. Mas é isso: o cinema francês adora uma tragédia e uma catástrofe. Paciência. Não quero soar machista e nem estou dizendo que a culpa foi dela; o marido, apesar da infidelidade da mulher, não deveria ter agido daquela forma neandertal. E a diretora foi ótima ao filmar as cenas de sexo, pq ali ficava claro o quanto a relação com o amante era boa, pra cima, cheia de desejo, e como com o marido era burocrática, apenas pra cumprir tabela; um sofrimento. Com isso mostra que em pleno século XXI, mesmo com toda a revolução e direitos femininos conquistados, muitas mulheres ainda transam apenas para agradar o marido, por mera obrigação. E as caras de enfado, incômodo e insatisfação da Kristin Scott Thomas deixavam isso bem claro. Realmente, mesmo que o filme fosse ruim, valeria só por ela (que diga-se de passagem, está magra demais, não me lembro de tê-la visto assim tão magra antes).

  3. Jussara
    Postado em 1 julho 2010 às 12:18 am | Permalink

    Dividi o comentário em duas partes, pra não ficar gigante. “Vergonha alheia própria”, como diz o povo.

    Concordo que é injusto a mulher depender financeiramente do marido. Mas como vc sempre diz em alguns dos seus textos, mesmo hoje ainda é comum que algumas mulheres deixem de trabalhar pra cuidar da casa e dos filhos, mais dos filhos que da casa, acredito. Eu não condeno quem faz essa opção pq acho que as crianças precisam muito da mãe, principalmente nos dois primeiros anos de vida. Não é o ideal deixar de trabalhar, mas o mercado é cruel, e abrir mão de ver o desenvolvimento dos filhos e entregá-los com poucos meses de vida para outra pessoa cuidar não deve ser nada fácil. A sociedade glorifica a maternidade, cobra e cobra muito da mulher, mas se ela deixa de trabalhar é madame (se for pobre é folgada), e se trabalha é ausente. Mas quem disse que esse é um mundo justo?
    Não julgo quem opta por um ou por outro modelo, mas penso, penso e repenso e não chego a nenhuma conclusão. Sei que ter mãe ausente é péssimo, é um buraco que fica, mas depender financeiramente do marido tb é ruim. Às vezes acho que não é possível conciliar as três coisas (mesmo trabalhando fora a organização e manejamento da casa invariavelmente sobram para a mulher) sem causar dano a uma das partes. Mas isso é assunto para outro filme ;D. Como diz Adélia Prado: “mulher é desdobrável”. Mas tb cansa, e carrega a culpa do mundo.

  4. Michelle Fransan
    Postado em 27 outubro 2010 às 9:47 pm | Permalink

    Adoro a Kristin Scott Thomas. Já pude conferir execelentes trabalhos dela como, por exemplo, ” Lua de Fel”. Estou louca para ver este filme tudo por causa do comentarista que é excelente. Outro dia ri até as tantas com o comentário dele em Relação ao filme ” A duquesa”. Assisti o filme, não poderia deixar de apreciar meu muso Ralph Fiennes, mas tive a mesma impressão. Por falar em Fiennes, Kristin estava bem magra em ” O paciente inglês”, mas o papel exigia. Em Chromophobia idem. Apesar que não assisti ainda o filme para falar se ela está ainda mais magra.

    Muito obrigada pelos comentários inteligentes que nos remetem a desejar ver o filme no mesmo segundo. rs

    Um grande beijo.

    Michelle Fransan

  5. Sérgio Vaz
    Postado em 28 outubro 2010 às 9:58 pm | Permalink

    Olá, Michelle!
    Muito obrigado pela mensagem. Adorei saber que você ri dos meus comentários… Às vezes eu também rio quando estou escrevendo…
    Procure este “Partir” na sua locadora. É de fato um belo filme, e a Kristin Scott Thomas está ótima.
    Escreva sempre que puder.
    Um abraço.
    Sérgio

  6. Ivan
    Postado em 24 Maio 2013 às 6:47 pm | Permalink

    Devo e tenho de ser sincero. Por isto, digo que gostei do filme pura e unicamente pela atuação da Kristin Scott Thomas. Ela vale o filme.Bem, e qual filme não valeria por ela, não é verdade ?
    Ela até podería não ser infeliz mas aquele casamento já era só fachada,sem importancia.
    Pode até ser difícil de acreditar do jeito como as coisas íam acontecendo mas, existe paixão racional ?
    E, vou um pouquinho além da Jussara. Suzanne era uma mulher “adulta”, vivida, experiente.
    E pasou a se comportar como uma adolescente.
    Perdeu totalmente o rumo. A coisa virou só desejo e carne. O resto foi prá escanteio.
    O marido dela então … não tinha respeito nem por ele mesmo. E ainda achou de fazer aquele jogo sujo com ela.
    É como Jussara disse , talvez se ela tivesse feito, contado de um outro jeito, a situação fôsse outra.
    E bote tragédia nisso. Era preciso atirar no marido com aquele canhão ?
    A Kristin está bem magra mesmo mas, continua também muito bonita.
    Assim como a Michelle Fransan já vi “Lua de Fel” e outros filmes lindos com a Kristin.
    Alguns estão aqui no site.
    Serei só eu que acho a Kristin Scott Thomas muito parecida com o Daniel Day-Lews ?
    Jussara; nunca é demais, 2 ricos comentários.
    Um abraço, Sergio !!

3 Trackbacks

  1. Por 50 Anos de Filmes » Bons Costumes / Easy Virtue em 9 agosto 2010 às 3:42 pm

    […] filho do rico vizinho, um dia vai se casar com ela. A mãe, Veronica (interpretada pela maravilhosa Kristin Scott Thomas), alimentava-se, até então, da ilusão de que seu filho John se casaria com Sarah (Charlote […]

  2. Por 50 Anos de Filmes » Pão Preto / Pa Negre em 7 Fevereiro 2012 às 2:44 pm

    […] minutos do filme o espectador vê que o prefeito daquela pequena cidade (ele é interpretado por Sergi López), evidentemente um fascista, franquista, tem, além dos motivos ideológicos para odiar Farriol, […]

  3. Por 50 Anos de Filmes » Três Mundos / Trois Mondes em 22 Abril 2014 às 3:55 pm

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