Manhattan

Nota: ★★★★

Anotação em 2010: Dureza fazer um lead sobre Manhattan. Até porque, como diz o belo verso de Gilberto Gil que usei quando não sabia como escrever uma abertura sobre Casablanca, “do luar já não há mais nada a dizer a não ser que a gente precisa ver o luar”.

Já não há mais nada a dizer sobre Manhattan – todo mundo já disse tudo. Sempre tive uma imensa preguiça de escrever sobre os filmes mais badalados, sobre os quais todo mundo já escreveu tudo. Mas, agora que existe este site, minha mulher, minha filha, meus amigos de vez em quando cobram que faltam aqui grandes filmes, dizem que têm que estar aqui obrigatoriamente pelo menos aqueles dez, ou 20, ou 30, ou 50 melhores filmes.

E então vamos lá. Como já me plagiei ao citar Gil, uso de novo a frase que usei (e que um monte de gente sempre usou) a respeito de Cabaret:

Todo mundo deveria rever Manhattan de tempos em tempos.

Revi outro dia – e babei. Fazia tempos que não revia. Ele me surpreendeu mais uma vez. Não lembrava que era tão genial.

Estávamos dando uma zapeada, dias atrás, e topamos com Manhattan, acho que no TCM. Estava bem no meio, a rigor passado um pouco da metade, e Mary não queria continuar a zapear; argumentei que a gente tinha o filme, poderia ver inteiro no DVD. Acabou que não rolou naquela hora. Dias mais tarde, ela estava exausta, depois de um dia de trabalho longo e extenuante, e propôs taxativamente, com a certeza de que só um filme especialmente belo a descansaria, faria com que recobrasse forças: “Vamos ver Manhattan”.

         Uma abertura acachapantemente genial

Credo, o que é a memória da gente. De fato não me lembrava como é acachapantemente genial a abertura de Manhattan. Aquela grande série de tomadas rápidas, numa montagem brilhante, da ilha que é a capital do mundo, o umbigo do capitalismo – imagens extraordinariamente belas, num preto e branco de lavar a alma, com um dos trechos mais fortes da “Rhapsody in Blue” de George Gershwin tocando alto.

Revimos a abertura umas duas ou três vezes. É daquelas coisas que a gente não cansa nunca de ver – como a abertura de All That Jazz, outro dos filmes maiores que ainda não estão neste site.

Gordon Willis e George Gershwin, juntos e ao vivo. Um dos maiores fotógrafos do cinema americano, um monumento, ao som do mais erudito dos compositores da Grande Música Americana, outro monumento.

Nem seria preciso texto algum, na abertura de Manhattan. Mas há o texto, dito pela vozinha taquara rachada, inimitável, personalíssima, de Allen Konigsberg, ele mesmo outro monumento, um dos maiores cineastas da história:

– “Capítulo 1. Ele adorava a cidade de Nova York. Ele a idolatrava de maneira fora de proporção. Hã, não, ele a romantizava de maneira fora de proporção. Melhor. Para ele, não importava qual fosse a estação, aquela era uma cidade que existia em preto e branco e pulsava às grandes melodias de George Gershwin. Ah, não, vamos começar de novo.

– “Capítulo 1. Ele via Manhattan de uma forma romântica demais, como ele fazia com tudo o mais. Adorava o ruído das multidões e do tráfego. Para ele, Nova York significava belas mulheres e sujeitos da rua espertos que pareciam conhecer todos os ângulos. Ah, está piegas, piegas demais para o meu gosto. Vamos tentar fazer ficar mais profundo.  

– “Capítulo 1. Ele adorava a cidade de Nova York. Para ele, era a metáfora da decadência da cultura contemporânea. A mesma falta de integridade individual que levava tantas pessoas a escolher a saída mais fácil estava transformando a cidade de seus sonhos em… Não, está com tom de pregação, e eu quero que o livro venda.

– “Capítulo 1. Ele adorava a cidade de Nova York. Embora para ele fosse a metáfora da decadência da cultura contemporânea. Como era duro existir numa sociedade dessensibilizada por drogas, música alta, televisão, crime, lixo. Raivoso demais. Não quero ser raivoso…”

         Um intelectual cheio de dúvidas, de questões, sempre encalacrado nos amores

Woody Allen, esse gênio meio Zelig, que já teve seus momentos de Tolstói (A Última Noite de Bóris Grushenko), de Dostoiévski (Crimes e Pecados, O Sonho de Cassandra), de Bergman (Interiores, Neblina e Sombras, Desconstruindo Harry), de Tchécov (Hannah e Suas Irmãs), mas sendo sempre, sobretudo, Woody Allen, começa Manhattan assim um tanto como um Fellini de Oito e Meio, com seu alter ego que aqui se chama Isaac Davis indeciso sobre como vai começar sua nova obra.

Isaac Davis é um humorista de algum nome, algum sucesso, que escreve roteiros para a TV, mas não está satisfeito com o que faz. Sempre em dúvida, sempre se questionando sobre tudo na vida, acha o que faz medíocre, menor – quer escrever um romance sério, que deixe marca definitiva.

Em uns 20 de seus filmes, Woody Allen põe na tela um tipo assim – um humorista autor de textos para a TV, um documentarista, um escritor, um radialista, um agente de artistas de teatro. É sempre um alter ego dele mesmo – sempre alguém ligado às artes, à cultura, um judeu nova-iorquino intelectual, inquieto, cheio de dúvidas, de questionamentos, sempre encalacrado nos amores.

Isaac Davis, o Woody Allen de Manhattan, está com 42 anos (o próprio estava com 44), teve dois casamentos fracassados, o segundo dos quais terminou quando sua mulher o trocou por outra mulher. Quando a ação começa, está namorando uma garotinha de 17 anos estonteantemente linda, que quer ser atriz de teatro, Tracey (o papel de Mariel Hemingway). Seu maior amigo, Yale (Michael Murphy), crítico e professor de literatura, está casado há vários anos com a doce Emily (Anne Byrne), mas está tendo um caso com uma bela jornalista, mulher cheia de opiniões a respeito de tudo e todos, Mary (o papel de Diane Keaton). Isaac vai primeiro detestar Mary – e se apaixonar por ela.

         Uma das mais belas declarações de amor a uma cidade

Um filme sobre a vida o amor a morte, segundo a visão de um intelectual nova-iorquino judeu – como Allen fez tantas vezes. Na imensa maioria das vezes, Woody Allen faz grandes filmes. Durante sua fase Diane Keaton – que vai de 1972, ano de Sonhos de um Sedutor/Play it Again, Sam, até 1979, ano de Manhattan – fez duas obras-primas, dois filmes extraordinários, dos melhores que já foram feitos, Annie Hall e Manhattan.

Para mim, o que torna Manhattan mais especial dentro da obra especial de Allen é o conjunto dos seguintes fatores: a fotografia em preto-e-branco de Gordon Willis; o uso sábio, safo, brilhante, da música de George Gershwin; a declaração de amor à cidade do autor, uma das mais belas que o cinema já fez; a trama gostosa, simples, que sabe fazer uma balanceada mistura de humor e melancolia; e, claro, ao elenco competente, afiado, maravilhoso.

É acachapante demais a beleza de Mariel Hemingway (na foto abaixo), no esplendor dos seus 18 aninhos – e ela dá a Tracey um delicioso ar de ingenuidade misturado com devoção ao intelectual mais velho e uma imensa curiosidade, vontade de aprender, de apreender o mundo.

São faiscantes a beleza e o talento de Diane Keaton – credo, como era linda a jovem Diane Keaton. Envelheceu muito bem, é uma linda mulher hoje, mas credo em cruz, como era belíssima no esplendor dos seus 33 aninhos.

E é fantástico rever hoje aquela jovem atriz então iniciante – estava então com 30 anos, havia feito dois filmes, apenas, e alguma coisa na TV – que faz o papel da segunda mulher de Isaac Davis, a que o trocou por outra mulher e agora está escrevendo um livro autobiográfico em que contará tudo, tudo, a respeito dele e de seus mais íntimos segredos. Um mulherão alto, rosto bonito, forte, cabelos louros lindos imensos, caindo quase até a cintura. Viria a ser a maior atriz do cinema americano de sua geração, a tal de Meryl Streep (na última foto deste post).

         Nenhum Oscar, 13 prêmios, a melhor bilheteria do autor

Feito dois anos antes, em 1977, Annie Hall havia tido cinco indicações ao Oscar, e vencido em quatro categorias – filme, direção, atriz, roteiro original. (Perdeu apenas na categoria de ator.) Woody Allen havia esnobado a vetusta Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, não comparecendo à entrega do Oscar naquele ano – era segunda-feira, e às segundas ele tocava num barzinho do East Side, e então ele não foi à festa.  

Em 1979, a Academia deu apenas duas indicações para Manhattan – a de atriz coadjuvante para Mariel Hemingway e a de roteiro original para Woody Allen e Marshall Brickman. Não levou nenhuma das estatuetas que o diretor havia esnobado dois anos antes. Mas teve outras 15 indicações e venceu 13 prêmios – inclusive os Baftas, o Oscar inglês, de melhor filme e melhor roteiro original, e o César, o Oscar francês, de melhor filme em língua estrangeira.

O iMDB registra que o próprio Woody Allen detestou seu trabalho como ator no filme, a tal ponto que ofereceu à United Artists fazer outro filme de graça se o estúdio concordasse em não distribuir Manhattan. Ironicamente, Manhattan tornou-se o filme de Allen de maior sucesso nas bilheterias. Vejo no Box Office Mojo que ele rendeu US$ 40 milhões. Uma merreca, se comparado com a bilheteria de um blockbuster – só que aqui se trata de um filme de autor, obra de arte; é outro departamento, completamente diferente.

         As distâncias entre o que dizemos e o que de fato pretendíamos dizer

Vamos a algumas outras opiniões.

Leonard Maltin não dá a cotação máxima, de 4 estrelas – dá 3 e meia. “Doçamarga fatia-da-vida sobre um escritor de comédias de Nova York e seus amigos cerebrais; uma seqüência de Annie Hall que vale a pena, absolutamente comovente. Fotografado maravilhosamente (em preto-e-branco) por Gordon Willis, com uso esplêndido da música de Gershwin na trilha sonora.”

O CineBooks’ Motion Picture Guide deu 5 estrelas em 5: “Se não tivesse feito qualquer outro filme, Manhattan seria a obra-prima de Woody Allen”. E faz uma comparação interessante: diz que o olhar de Isaac na última seqüência é tão primoroso quanto o de Charlie Chaplin quando é reconhecido pela moça que havia sido cega em Luzes da Cidade.

Roger Ebert, um cara que admiro muito, escreveu uma beleza de definição. “Seus filmes anteriores foram feitos de farsa, palhaçada, inteligência verbal, sátira, e o apelo do personagem de Woody. Annie Hall e Manhattan são feitos de suas observações a respeito do modo com que falamos e nos comportamos, e as imensas distâncias entre o que nós dizemos e o que de fato pretendíamos dizer, e como nos comportamos e como gostaríamos de nos comportar.”

Em outra bela definição, Ebert diz que a música é deliberadamente alta e dominadora – “Gershwin é a segunda pessoa mais importante neste filme”.

E aqui seria bom registrar que a trilha de Manhattan inclui, além de trechos de “Rhapsody in Blue”, diversas das mais conhecidas canções escritas por George Gershwin, e que conhecemos com as letras feitas por seu irmão Ira – só que aqui, claro, todas aparecem “iletradas”, como costumo brincar, apenas instrumentais. Estão lá “S’Wonderful”,   “Embraceable You”, “Sweet and Low Down”, “I’ve Got a Crush on You”, “Oh Lady Be Good”, “Someone to Watch Over Me”, “But not For Me”. As gravações são da Filarmônica de Nova York, com a regência de Zubin Mehta, e da Filarmônica de Buffalo, regida por Michael Tilson Thomas.

Depois de sua crítica original, Roger Ebert voltaria a escrever sobre Manhattan num texto do seu livro A Magia do Cinema, que trata dos cem melhores filmes de todos os tempos, na sua concepção. É uma beleza de texto, que me deu imensa vergonha destas minhas mal traçadas anotações. Diz ele:

“Havia me esquecido do perfeito balanço que Woody Allen levou para Manhattan – como o tom e o timing fluem tão gradiciosamente entre a comédia e o romance. Eu não o via há anos, e me lembrava sobretudo das linhas gerais, dos comentários jocosos, do romance entre o homem de meia-idade e a garota do colegial. Revendo-o, percebi que é mais sutil, mais complexo, e que não é sobre amor, mas sobre perda. Há uma série de canções na trilha sonora, mas aquela que explica o herói diz: ‘estão tocando canções de amor, mas não para mim’.”

E depois: “(O filme) é sobre o cinismo e a superficialidade da moderna dança dos relacionamentos, e sobre como toda a superficial sofisticação de Isaac não consegue poupá-lo dos verdadeiros sentimentos, quando eles surgem.”

         Um formato de tela 20 anos à frente do tempo

Dois pequeno detalhe: Mia Farrow – e o widescreen.

Quando estamos aí com uns 25, 30 minutos de filme, há uma seqüência que se passa no Museu de Arte Moderna; é uma festa para pedir fundos para o museu. Isaac Davis-Woody Allen está presente, e, num grupo do qual se aproxima, está também Mary-Diane Keaton. Entre as pessoas do grupo há uma personagem sem qualquer importância, que fala umas duas ou três frases. Mary ficou impressionada: “é a Mia Farrow!” Voltamos o DVD, observamos a atriz que faz aquele personagem que só aparece naquela seqüência e fala duas ou três frases sem importância. Parece de fato Mia Farrow. “É ela”, Mary garantiu. Achei esquisitíssimo: nunca tinha ouvido falar que Mia Farrow tivesse feito uma pontinha em Manhattan.

Fui checar. Não é Mia Farrow. É Tisa Farrow, irmã da própria, parecidíssima com ela.

Depois de Manhattan veio Memórias, de 1980. As estrelas são a inglesa Charlotte Rampling e a francesa Marie-Christine Barrault. Em seguida viria Sonhos Eróticos de uma Noite de Verão, de 1982 – era o início da fase Mia Farrow na carreira de Woody Allen, que duraria até Maridos e Esposas, de 1992.  

O filme, com a extraordinária fotografia em preto-e-branco do mestre Gordon Willis, foi feito em Panavision, ou seja, no formato também conhecido como CinemaScope, hoje widescreen. Ele e Gordon Willis aproveitaram tudo, toda a beleza que o formato pode prover. Roger Ebert chama a atenção para “a doce e curta conversação entre Isaac e Tracey no apartamento dele, num pequeno ponto iluminado num canto na parte baixa da tela, enquanto o vazio apartamento se estica em direção a uma escada à direita: de que outra maneira Tracey poderia ser mostrada, trazendo vida para dentro da vasta mas solitária casa?”

Quando o filme foi lançado em vídeo, nos anos 80, Allen exigiu que o formato original fosse preservado, e, para tanto, fossem colocadas faixas negras no alto e embaixo do quadro. Hoje, isso é comum: a indústria fez com que os aparelhos de TV passassem a ter o formato de CinemaScope, Panavision, widescreen – o nome pouco importa. Quase quadradas desde que chegaram às casas das pessoas, na segunda metade dos anos 40, no início dos 50 no Brasil, as telas dos televisores hoje são retangulares, cinesmascope.

Manhattan foi o primeiro filme a sair em vídeo em widescreen. Woody Allen estava uns 20 anos à frente do tempo.

Manhattan

De Woody Allen, EUA, 1979

Com Woody Allen (Isaac Davis), Diane Keaton (Mary Wilke), Michael Murphy (Yale), Mariel Hemingway (Tracy), Meryl Streep (Jill), Anne Byrne (Emily), Karen Ludwig (Connie), Michael O’Donoghue (Dennis), Victor Trurom, Tisa Farrow, Bella Abzug

Argumento e roteiro Woody Allen e Marshall Brickman 

Fotografia Gordon Willis

Produção United Artists. DVD MGM

P&B, 96 min.

R, ****

9 Comentários

  1. Postado em 22 novembro 2010 às 12:31 pm | Permalink

    O meu grato obrigada à sua mulher, sua filha e seus amigos que lhe cobram…Manhattam é um dos filmes que faz de Woody Allen um morador da minha imaginação. E este post está fantástico me lembrando de todas e tantas coisas que me encantaram vendo o filme. Fico só pensando como é que vai dar tempo seguir a vida,trabalhando e tal com tanta cosia boa pra rever…

  2. Sérgio Vaz
    Postado em 24 novembro 2010 às 11:09 pm | Permalink

    Ah, Luciana, assim você acabando me deixando metido… E eu não tenho mais idade pra isso!
    Um abraço, e obrigado.
    Sérgio

  3. José Luís
    Postado em 24 novembro 2010 às 11:38 pm | Permalink

    Eu lamento muito destoar no meio de tanto louvor, mas fartei-me completamente de Woody Allen; vi muitos filmes dele e a certa altura parei, já estava farto, principalmente do Allen como actor.
    O último que vi foi “Match Point” de que a crítica disse muito bem – pois eu não me lembro de nada do filme, o que dá para ver o meu interesse pelos seua trabalhos.

  4. Sérgio Vaz
    Postado em 25 novembro 2010 às 12:03 am | Permalink

    Caro José Luís,
    Você tem muitos companheiros – você bem sabe disso, não é?
    Tenho amigos que sentem e pensam como você. Um deles, Gabriel, há décadas diz que Woody Allen é uma dos sujeitos mais supervalorizados, mais sobrevalorizados da História. Andréa resume tudo numa frase rápida: “Odeio Woody Allen!”, ela diz, com um forte ponto de exclamação.
    Gosto é gosto, pá! Que bom que você registrou sua opinião aqui. Fico muito contente.
    Aliás, fico contente cada vez que você manda um comentário.
    Um abraço!
    Sérgio

  5. leda martins mello
    Postado em 29 novembro 2010 às 4:45 pm | Permalink

    como eu amo Woody Allen!e adorei “descobrir” este blog…

  6. Rafael
    Postado em 28 dezembro 2010 às 8:38 pm | Permalink

    Engraçado, muita gente tem preconceito com allen… tinha uma namorada que dizia odiar os filmes dele. Não é que não gostava de um filme ou outro, o preconceito era generalizado com o diretor mesmo, até que um dia fomos assistir Match Point e ela adorou (sem saber que o filme era dele, pq eu só contei depois).
    Tem um texto muito bom sobre a obra de allen no blog scream e yell (http://www.screamyell.com.br/cinemadois/woodyallen.htm).

    Abraço

  7. Jussara
    Postado em 2 janeiro 2011 às 2:39 pm | Permalink

    Sou do time do José Luís e não tenho a menor simpatia por Woody Allen. Eu bem já tentei dar uma chance a ele, pegando alguns filmes pra assistir, mas a coisa não andou, fiquei ainda mais aborrecida. Só que tenho um pouco de receio de falar que não gosto dele pq parece que isso é uma obrigação pra quem gosta de cinema. Mas eu detesto Woody Allen, não gosto nem da cara dele. Com isso não quero dizer que todos os filmes dele são ruins, até pq não vi todos, e nem pretendo – morreria de tédio e de raiva. Como já fiz meu esforço de assistir e tentar entender o porquê de tamanha idolatria, e mesmo assim não vi genialidade nenhuma, pra mim, já deu. E como ator ele não tem o menor carisma.

  8. Postado em 28 maio 2012 às 3:20 pm | Permalink

    Acertrou em cheio na visão sobre o filme de Woody Allen. Manhattan é a paixão do cianeasta por Manhatan e pelo jazz. E acaba nos embarcando nessa.

  9. Paulo alves
    Postado em 21 agosto 2016 às 10:52 am | Permalink

    Bem, o cinema de hoje cheio de heróis Marvel fica devendo a um cinema dos anos 70 que era realmente genial. Annie Hall e Manhattan são verdadeiras obras primas de Woody. E Diane Keaton uma atriz fabulosa que simplesmente arrebenta nos dois filmes. Diane teve ainda uma interpretação arrasadora nesta época, no caso, Looking for Mrs. Goodbar. E realmente estava linda nesta época. O que o tempo faz com os nossos ídolos. Vivemos tempos pobres atualmente.A abordagem lírica e profunda dos relacionamentos com uma linda Nova Iorque ao fundo criaram um contexto inesquecível em dois filmes inesquecíveis. Assisti Annie Hall em um cinema chamado Scala (cinema que acabou há décadas) por quatro vezes em Porto Alegre. E Manhattan no antigo cine Caruso no posto seis em Copa por duas vezes. Bem, Woody e Diane, dois gênios que impactaram a minha juventude. Apenas isso!

9 Trackbacks

  1. […] que Martin Scorsese retrata em seus grandes filmes, nem a coisa iluminada, linda, florida, que Woody Allen mostra nos seus – é a mistura gigantesca de riqueza e miséria, tanto material quanto […]

  2. […] criada por Allen. Embora possua diferentes nomes – Alvy Singer em Annie Hall, Isaac Davis em Manhattan, Sandy Bates em Memórias, Mickey em Hannah e Suas Irmãs, Lenny em Poderosa Afrodite, Joe Berlin […]

  3. […] O ano de 1972 foi um divisor de águas na vida e na carreira do cineasta. O filme que dirigiu naquele ano, Tudo o Que Você Sempre Quis Saber sobre Sexo (mas tinha vergonha de perguntar) foi o último com sua segunda mulher, Louise Lasser. Em Sonhos de um Sedutor, dirigido por Herbert Ross, ele atuou pela primeira vez ao lado de Diane Keaton. Ficariam juntos na vida e na tela ao longo dos sete anos seguintes: em 1973 fizeram O Dorminhoco/Sleeper, em 1975 A Última Noite de Bóris Grushenko/Love and Death, em 1977 este Annie Hall, em 1978 Interiores, e, finalmente, em 1979, a segunda obra-prima do cineasta, Manhattan. […]

  4. Por 50 Anos de Filmes » A Era do Rádio / Radio Days em 28 setembro 2011 às 6:46 pm

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  5. […] Manhattan, seu mais belo hino de amor à cidade em que nasceu, Woody Allen abriu o filme ao som de uma […]

  6. Por 50 Anos de Filmes » Bon Appétit em 24 março 2012 às 4:07 pm

    […] Bon Appétit, espanhol-alemão-suíço, é um filme que trata Zurique com o amor apaixonado com que Woody Allen costumava filmar Nova York, ou a paixão pelo Rio de Janeiro com que Bruno Barreto filmou Bossa […]

  7. […] Allen, um novo canto em seu contínuo poema de amor à cidade de Nova York, que inclui Annie Hall e Manhattan. É gostoso, mas desejaríamos que houvesse mais do que […]

  8. Por 50 Anos de Filmes » Interiores / Interiors em 3 agosto 2014 às 2:40 pm

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