Os filmes que não suportei ver até o fim (1)

Anotação em julho de 2009: Vejo filmes demais, muito deles ruins, alguns abaixo do péssimo. Costumo ter uma paciência de Jó com porcarias. Mas algumas conseguem me derrubar, e desisto no meio. 

Reuni aqui os filmes que Mary e eu não suportamos acabar de ver no primeiro semestre deste ano.

A Chave do Mistério/La Disparue de Deauville

De Sophie Marceau, França, 2007

Com Christopher Lambert, Sophie Marceau, Robert Hossein

Produção Illiade et Film.

Cor, 103 min

Não agüentamos mais que uns 15, 20 filmes deste segundo filme dirigido por Sophie Marceau. Christopher Lambert faz um policial que teve problemas psiquiátricos, e o mundo que ele vê através da câmara distorcida da bela atriz tornada diretora é confuso, caótico, de difícil compreensão. Mistura realidade e seus próprios fantasmas. Chato que nem a fome.

My mom 

 

 

 

 

 

Mais do que Você Imagina/My Mom’s New Boyfriend

De George Gallo, EUA, 2008

Com Meg Ryan, Antonio Banderas, Selma Blair

Produção Millenium Films. Estreou em SP 8/8/2008

Cor, 97 min.

 O filme é tão absolutamente idiota que não agüentamos mais de cinco minutos. Meg Ryan faz a mãe de um garoto, gordíssima no início da ação – e quando o rapaz volta para casa, algum tempo depois, ela é outra mulher, emagreceu 380 quilos, e está namorando um sujeito gatão, o papel de Antonio Banderas. Credo em cruz.

Asterix

 

 

 

 

 

 

Astérix nos Jogos Olímpicos/Astérix aux Jeux Olimpiques

De Frédéric Forrestier e Thomas Langmann, França-Alemanha-Espanha-Itália-Bélgica, 2008

Com Gérard Depardieu, Clovis Cornillac, Alain Delon, Vanessa Hessler

Produção Pathé Renn Productions. Estreou em SP 8/8/2008

Cor, 116 min.

O primeiro filme da série, Astérix e Obélix Contra César, de 1999, foi uma total delícia, a recriação perfeita dos quadrinhos de Uderzo e Gosciny. O segundo, Astérix e Obélix Missão Cleópatra, ainda era bem bom, e tinha ainda a beleza deslumbrante de Monica Bellucci como Cleópatra e o talento humorístico de Jamel Debbouze como o arquiteto desastrado.

Este terceiro, ainda e sempre com o infatigável Gerard Dépardieu como Obélix e um velho Alain Delon enfastiado e careteiro como César, é uma perda de tempo total e absoluta.

swing

 

 

 

 

 

 

Promessas de um Cara de Pau/Swing Vote

De Joshua Michael Stern, EUA, 2008

Com Kevin Costner, Madeleine Carroll, Dennis Hopper, Stanley Tucci

Produção Touchstone.  

Cor, 120 min

Tadinho do Kevin Costner. Apareceu com tudo, chegou a ser uma promessa assim de um novo Gary Cooper, o tipo que faz o americano médio, normal, boa pessoa; chegou ao topo com Dança com Lobos, belo western ecológico e pró-índios, com boa parte do filme falada em língua indígena, receita certa para ser fracasso de bilheteria que no entanto ganhou um bando de Oscars e foi tremendo sucesso. Depois não parou de cair; não teve chances de bons papéis, foi virando um ator identificado com prejuízo.

Este filme aqui até prometia alguma graça, ao brincar com o sistema eleitoral americano. Mas é tudo bobo demais, grosseiro; o personagem de Kevin Costner – um sujeito inútil, atrapalhado, beberrão, bronco, pai de uma filha inteligente e ativista – é tão repelente que não agüentamos mais que uns dez minutos de filme.

Australia

 

 

 

 

 

 

Austrália

De Baz Luhrmann, Austrália-EUA, 2008

Com Hugh Jackman, Nicole Kidman

Produção Bazmark Films, 20th Century Fox. Estreou em SP 23/1/2009.

Cor, 165 min.

Suntuosa e pretensiosa superprodução do diretor de Moulin Rouge, com dois astros australianos como ele, Hugh Jackman e Nicole Kidman, que, parece, pretendia ser para a Austrália algo como foi Assim Caminha a Humanidade/Giant para o Texas, só que com humor. Não agüentei mais que cinco minutos dos 165 de duração. É bobo demais, até para o meu gosto amplo, largo, que suporta muita asneira.  

abelucci

 

 

 

 

 

 

Os Profissionais do Crime/Le Deuxième Souffle

De Alain Corneau, França, 2007

Com Daniel Auteil, Monica Belucci, Jacques Dutronc, Eric Cantona

Produção ARP Sélection.

Cor, 155 minutos.

La Belucci está com o cabelo louro, o bom elenco tem ainda Daniel Auteil e Jacques Dutronc, a produção é cara. Desistimos com uns dez minutos de filme. É violento demais, e todo estiloso visualmente, num ritmo bem semelhante aos thrillers mais violentos de Hollywood. Tem, por exemplo, bem no início, as balas de metralhadora saindo por trás do corpo do sujeito, que está de frente para os atiradores. Ah, vai dar…

ava maja

 

 

 

 

 

 

A Maja Desnuda/The Naked Maja

De Henry Coster, Itália-EUA-França, 1958

Com Ava Gardner, Anthony Franciosa, Gino Cervi

Cor, 111 min

Produção S.G.C.

R,

Eu tinha visto bem garoto, e duas vezes seguidas, como costumava fazer, e não me lembrava de quase nada. Mas agora não deu para ver mais que cinco minutos, apesar da beleza da Ava Gardner e da minha vontade de escrever sobre todos os filmes que aparecerem pela frente, já que me impus a obrigação de colocar no ar um novo post por dia neste site. É ruim demais, o pior exemplo dos filmes de época feitos pelos americanos sobre culturas e civilizações que eles não entendem. Tudo é falso como nota de 3; Anthony Franciosa é um dos maiores canastrões da história – e, se não fosse por outra conta, é impossível ver este filme depois de Sombras de Goya/Goya’s Ghost, de Milos Forman, uma obra-prima.

4 Comentários

  1. Dininha Torres Luize
    Postado em 11 outubro 2011 às 8:18 pm | Permalink

    Eu sou uma pessoa teimosa! Vejo os piores filmes do mundo até o fim! E fico muito revoltada com isso! rsrsrs
    A Chave do Mistério é um mistério completo! Falta-nos a chave para desvendá-lo! É confuso, feio, a fotografia é medíocre e os atores estão ainda mais perdidos do que quem os assiste neste labirinto que é o filme.
    Asterix e… é um sacifício olímpico para quem o assiste. Concordo que é bem fraquinho.
    Austrália é um filme que promete muito e não cumpre nem a metade. Nicole Kidman, que eu nunca considerei uma grande atriz (joguem-me pedras!!!)está ainda pior, com uma barriguinha ridícula e mal-disfarçada! A fotografia é a única coisa positiva deste filminho metido à besta. Hugh Jackman é um colírio como sempre, apesar de seus limitados talentos dramáticos.

  2. Mário Feijó
    Postado em 12 dezembro 2011 às 3:46 pm | Permalink

    Também costumo ter muita paciência com todo tipo de filme, mas os que me lembro terem batido o recorde de chatice, conseguiram tirar a magia, o mistério e espírito filosófico de temas tão delicados como a religião, fé, morte e religiosidade: o primeiro, que se chama “The Fountain” e menos besta, foi estrelado por Hugh Jackman, um cientista em busca da cura do câncer de sua mulher, interpretada por Rachel weiss. Embora haja uma boa crítica ao conceito da história, acho um filme “cult”, ou seja, nas palavras do Caro Sérgio, um tipo de filme que seja pra um determinado tipo de público metido a besta assistir, e depois escarnecer aqueles expectadores comuns como eu, que não gostaram, dizendo-lhes que não gostaram por não entenderem. Pois bem, eu entendi a mensagem do filme, mas não a senti; e filme, para mim, é emoção, não uma sequencia lógica de um quebra-cabeças sem pé nem cabeça que propõe a ser uma alternativa.Sentimentos não tem alternativas: ou se sente, ou não.Enfim, sem querer ter a pretensão de desmerecer a produção de uma historia onde a morte e o amor são eventos naturais para o ser humano, prefiro entender a mensagem como o egoismo humano como alavanca para se buscar a solução dos problemas da humanidade (Cura do câncer movido pela motivação pessoal, busca da árvore da vida para reconhecimento, fama e enriquecimento pessoal e um futuro onde as eternas buscas existem para tentar aplacar um pouco a existência solitária da humanidade.

  3. Mário Feijó
    Postado em 12 dezembro 2011 às 3:57 pm | Permalink

    o segundo filme, foi Árvore da Vida, estrelado por Brad Pitt. Sou amante da cosmologia, astronomia e ciencias naturais; mas acho que esses temas são bem mais instigantes quando tratados como tal, na sua forma real, conceptiva, ou seja, em um documentário. Continuando, fiz a besteira de assistir a este filme após o almoço, e quando percebi, já estava “pescando” na poltrona do cinema. Para mim, nenhuma exclente crítica que tentem “colar” nas postas das asas desse filme, vai fazê-lo decolar na minha humilde opinião. A visão que tive, foi a tentativa de um neanderthal demonstrar toda a sua profundidade de sentimentos, usando um tacape como violão. Realmente, nesse filme, tema e Hollywood foi uma mistura imiscível. A melhor parte do filme foi a final, quando ele ja tinha acabado, disse para minha esposa (acho que o diretor fumou um grande pé-de-maconha), frase esta que ouvi logo atrás de mim, por outra pessoa, como se tivesse reverberado.Definitivamente, para mim, não tocou em nada, sofrível;desculpem-me a excessiva franqueza.

  4. Elisabete Abreu
    Postado em 25 fevereiro 2012 às 10:03 am | Permalink

    estou “acessando” pela 1ª vez porque gostaria de saber se há desenho do Obelix & Companhia p/passar nas aulas de Economia. Gostei da proposta dos filmes que a gente não consegue ver até o fim. A minha “colaboração” diz respeito aos filmes nacionais, eu até tenho boa vontade, mas desisto no primeiro palavrão ou cena de sexo e/ou nudez gratuíta.

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