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	<title>Comentários sobre: O Homem Que Matou o Facínora / The Man Who Shot Liberty Valance</title>
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	<description>Por Sérgio Vaz</description>
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		<title>Por: 50 Anos de Textos &#187; Sangue no Deserto</title>
		<link>http://50anosdefilmes.com.br/2009/o-homem-que-matou-o-facinora-the-man-who-shot-liberty-valance/comment-page-1/#comment-36345</link>
		<dc:creator>50 Anos de Textos &#187; Sangue no Deserto</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 13 May 2012 03:22:15 +0000</pubDate>
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		<description>[...] como ponto de pas­sa­gem do caos à civi­li­za­ção, tema nobre de que outro wes­tern, O Homem que Matou Liberty Valance de John Ford, cons­ti­tuirá, anos mais tarde, o [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] como ponto de pas­sa­gem do caos à civi­li­za­ção, tema nobre de que outro wes­tern, O Homem que Matou Liberty Valance de John Ford, cons­ti­tuirá, anos mais tarde, o [...]</p>
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		<title>Por: 50 Anos de Textos &#187; Lúcio Flávio e o jornalismo</title>
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		<dc:creator>50 Anos de Textos &#187; Lúcio Flávio e o jornalismo</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Feb 2012 14:18:18 +0000</pubDate>
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		<description>[...] seria caricatura compará-lo ao mr. Peabody de O Homem que Matou o Facínora e imaginá-lo dizendo a qualquer um dos responsáveis pelos 33 processos abertos contra seu [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] seria caricatura compará-lo ao mr. Peabody de O Homem que Matou o Facínora e imaginá-lo dizendo a qualquer um dos responsáveis pelos 33 processos abertos contra seu [...]</p>
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		<title>Por: 50 Anos de Filmes &#187; Um Corpo Que Cai / Vertigo</title>
		<link>http://50anosdefilmes.com.br/2009/o-homem-que-matou-o-facinora-the-man-who-shot-liberty-valance/comment-page-1/#comment-20623</link>
		<dc:creator>50 Anos de Filmes &#187; Um Corpo Que Cai / Vertigo</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 10 Jul 2011 03:05:24 +0000</pubDate>
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		<description>[...] que a atriz escolhida pelo mitológico diretor para os papéis-chave de Madeleine e depois Judy era Vera Miles (que havia acabado de trabalhar com ele em O Homem Errado, de 1957, e voltaria a trabalhar de novo [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] que a atriz escolhida pelo mitológico diretor para os papéis-chave de Madeleine e depois Judy era Vera Miles (que havia acabado de trabalhar com ele em O Homem Errado, de 1957, e voltaria a trabalhar de novo [...]</p>
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		<title>Por: Fabio de Barros</title>
		<link>http://50anosdefilmes.com.br/2009/o-homem-que-matou-o-facinora-the-man-who-shot-liberty-valance/comment-page-1/#comment-19367</link>
		<dc:creator>Fabio de Barros</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Jun 2011 01:11:14 +0000</pubDate>
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		<description>O Homem que Matou O Facínora, caro Vaz, realmente é tudo isso que voce disse acima, mas gostaria de lembrar o episódio da sova dada no advogado (James Stwart, genial).O facínora, que até hoje tem cópias principalmente em paises como o nosso, faz questão de aos gritos contestar a legalidade com chutes murros e chicotadas - chega a ser tragi-cômico. O filme é sempre lembrado tambem pela frase do jornalista citado pelo leitor acima, embora essa frase não seja original de John Ford, e remonte ao vernáculo romano.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O Homem que Matou O Facínora, caro Vaz, realmente é tudo isso que voce disse acima, mas gostaria de lembrar o episódio da sova dada no advogado (James Stwart, genial).O facínora, que até hoje tem cópias principalmente em paises como o nosso, faz questão de aos gritos contestar a legalidade com chutes murros e chicotadas &#8211; chega a ser tragi-cômico. O filme é sempre lembrado tambem pela frase do jornalista citado pelo leitor acima, embora essa frase não seja original de John Ford, e remonte ao vernáculo romano.</p>
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	<item>
		<title>Por: 50 Anos de Filmes &#187; Quando nasceram as estrelas</title>
		<link>http://50anosdefilmes.com.br/2009/o-homem-que-matou-o-facinora-the-man-who-shot-liberty-valance/comment-page-1/#comment-18854</link>
		<dc:creator>50 Anos de Filmes &#187; Quando nasceram as estrelas</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 May 2011 18:57:00 +0000</pubDate>
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		<description>[...] Ribbon (1949); Depois do Vendaval/The Quiet Man (1952); O Último Hurrah/The Last Hurrah (1958); O Homem que Matou o Facínora/The Man Who Shot Liberty Valance [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] Ribbon (1949); Depois do Vendaval/The Quiet Man (1952); O Último Hurrah/The Last Hurrah (1958); O Homem que Matou o Facínora/The Man Who Shot Liberty Valance [...]</p>
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	<item>
		<title>Por: José Luís</title>
		<link>http://50anosdefilmes.com.br/2009/o-homem-que-matou-o-facinora-the-man-who-shot-liberty-valance/comment-page-1/#comment-18808</link>
		<dc:creator>José Luís</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 May 2011 17:08:14 +0000</pubDate>
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		<description>Já tenho o DVD e já revi o filme.
Que prazer!
Dá mesmo gosto ver, rever, rever outra vez e continuar a rever.
Tem razão quando diz que &quot;Este não é apenas um dos melhores westerns da história – é um dos melhores filmes da história.&quot;
Aplausos!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Já tenho o DVD e já revi o filme.<br />
Que prazer!<br />
Dá mesmo gosto ver, rever, rever outra vez e continuar a rever.<br />
Tem razão quando diz que &#8220;Este não é apenas um dos melhores westerns da história – é um dos melhores filmes da história.&#8221;<br />
Aplausos!</p>
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		<title>Por: José Luís</title>
		<link>http://50anosdefilmes.com.br/2009/o-homem-que-matou-o-facinora-the-man-who-shot-liberty-valance/comment-page-1/#comment-18477</link>
		<dc:creator>José Luís</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 21 May 2011 18:41:51 +0000</pubDate>
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		<description>Eu adoro este filme e tenho tratar urgentemente de comprar o DVD e digo urgentemente porque vou fazer 70 anos muito em breve e não quero morrer sem o ver de novo.
E pronto.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Eu adoro este filme e tenho tratar urgentemente de comprar o DVD e digo urgentemente porque vou fazer 70 anos muito em breve e não quero morrer sem o ver de novo.<br />
E pronto.</p>
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	<item>
		<title>Por: 50 Anos de Textos &#187; Cem dias de perdão</title>
		<link>http://50anosdefilmes.com.br/2009/o-homem-que-matou-o-facinora-the-man-who-shot-liberty-valance/comment-page-1/#comment-13082</link>
		<dc:creator>50 Anos de Textos &#187; Cem dias de perdão</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Jan 2011 14:56:14 +0000</pubDate>
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		<description>[...] a comparar a lenda com a verdade. E esperamos que, ao contrário do jornalista de Liberty Valance, o homem que matou o facínora, possamos publicar a verdade. Este artigo foi originalmente publicado no Blog do Noblat, em [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] a comparar a lenda com a verdade. E esperamos que, ao contrário do jornalista de Liberty Valance, o homem que matou o facínora, possamos publicar a verdade. Este artigo foi originalmente publicado no Blog do Noblat, em [...]</p>
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	<item>
		<title>Por: Israel Campanha</title>
		<link>http://50anosdefilmes.com.br/2009/o-homem-que-matou-o-facinora-the-man-who-shot-liberty-valance/comment-page-1/#comment-4145</link>
		<dc:creator>Israel Campanha</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 18:18:00 +0000</pubDate>
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		<description>John Wayne em seu melhor momento e John Ford em seu último grande western. Sem dúvida esse filme merece figurar entre os 100 melhores de todos os tempos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>John Wayne em seu melhor momento e John Ford em seu último grande western. Sem dúvida esse filme merece figurar entre os 100 melhores de todos os tempos.</p>
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	<item>
		<title>Por: Sérgio Vaz</title>
		<link>http://50anosdefilmes.com.br/2009/o-homem-que-matou-o-facinora-the-man-who-shot-liberty-valance/comment-page-1/#comment-3730</link>
		<dc:creator>Sérgio Vaz</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Oct 2009 16:52:53 +0000</pubDate>
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		<description>Caro Julio Cesar, 
Agradeço pelas sua excelente, cuidadosa e estudada análise. Suas eruditas observações seguramente elevam o nível deste site. 
Espero que você volte para analisar outros filmes. 
Um abraço, e muito obrigado. 
Sérgio</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Julio Cesar,<br />
Agradeço pelas sua excelente, cuidadosa e estudada análise. Suas eruditas observações seguramente elevam o nível deste site.<br />
Espero que você volte para analisar outros filmes.<br />
Um abraço, e muito obrigado.<br />
Sérgio</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Julio Cesar Pereira</title>
		<link>http://50anosdefilmes.com.br/2009/o-homem-que-matou-o-facinora-the-man-who-shot-liberty-valance/comment-page-1/#comment-3723</link>
		<dc:creator>Julio Cesar Pereira</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Oct 2009 05:24:03 +0000</pubDate>
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		<description>Boa noite Sérgio,

Como toda a obra de arte, esse western apresenta vários níveis de leitura, a minha leitura é algo distinta da sua.
O Homem que matou o Facínora de 1962, já reflete, pela própria tradução dada ao título original senão um preconceito, pelo menos uma incapacidade de perceber a sutileza do tema. No original: The man who shot Liberty Valence, é empregada a palavra ‘liberty’ para nomear o vilão, um magnífico Lee Marvin, um vilão chamado ‘liberdade’, o curioso é que no inglês também temos outra palavra para ‘liberdade’, a palavra ‘freedom’. Ambas correspondem ao que Berlin, vai denominar em um soberbo ensaio: liberdade negativa, e liberdade positiva. A Liberdade Negativa é a liberdade no sentido hobbesiano, a liberdade entendida como ausência de impedimentos externos, enquanto a liberdade positiva é a liberdade kantiana, a liberdade de submissão a leis que nos são dadas pela autonomia da nossa vontade.
O velho e honrado senador Ransom Stoddard (James Stewart), retorna junto com a esposa Hallie (Vera Miles) a uma cidadezinha do oeste onde começou sua vitoriosa carreira política. Retorna discretamente para enterrar um amigo, alguém perfeitamente desconhecido.
Quando a imprensa descobre sua presença na cidade o interroga a respeito: o que ali faz o grande senador, duas vezes governador do estado, embaixador americano na corte inglesa, um possível candidato a vice-presidência da república? Enterrar um perfeito “ninguém”?
O senador reúne a todos e se dispõe a contar a história de Tom Doniphon (John Wayne, para o meu gosto o maior astro que o cinema já produziu). Quando jovem e recém formado advogado, apenas um Ransom Stoddard qualquer, ele saiu do leste e se dirigiu munido de poucos dólares, o relógio de ouro do seu pai e alguns livros de direito, para o oeste, ali estaria o futuro. 
A diligência onde viajava é atacada por bandidos, ao tentar defender uma mulher é brutalmente espancado. Os bandidos o deixam para morrer, enquanto dispersam o restante dos passageiros. 
É recolhido por Doniphon, e levado para o restaurante/saloon onde trabalha Hallie, a linda moça por quem é apaixonado e lhe pede para cuidar do peregrino. Logo ao recuperar os sentidos quer imediatamente procurar o xerife, um divertido paspalho, para dar queixa do ocorrido. O problema é que todos sabem quem é o bandido, Liberty, mas ninguém se dispõe a fazer algo a respeito. Prestar “queixa”?! Ali as coisas se resolvem com uma arma, e a única arma que pode enfrentar Liberty, é a de Doniphon, o gatilho mais rápido e que, por isso mesmo, nunca teve nada nem ninguém que lhe fosse importante, ameaçado pelo bandido.
O filme transcorre com o peregrino, ao mesmo tempo aprendendo sobre o Oeste, e ensinando, primeiro a moça e depois as crianças a ler e escrever; sobre a importância da Constituição, sobre a necessidade de transformar o território em um estado onde a lei possa imperar e domesticar os grandes criadores de gado. Na medida em que a história evolui, a mocinha passa a se civilizar, trocando a rude doçura de Wayne, pelo ingênuo idealismo de Stewart. Mas o que fazer quando Liberty perde a indicação para delegado na eleição e se volta contra o indefeso advogado? Fugir ou comprar uma arma? Fugir ele não pode, comprar uma arma - ele não tem o menor talento para usá-la. É hilária a cena de Wayne ensinando o advogado a atirar.
Quando o pistoleiro vai procurá-lo à noite, ele o enfrenta e, mesmo ferido, surpreendentemente, o mata. Na convenção para a transformação do território em estado é uma celebridade, justamente por ter matado o “facínora”. Quando a consciência começa a pesar, novamente surge Doniphon. Lembre-se daquela noite peregrino, estava escuro, não foi você quem matou Liberty, fui eu lhe diz Doniphon. Agora volte para aquela convenção, e crie esse maldito estado, dê a Hallie algo de que ela possa se orgulhar. Foi à última vez que eles se viram. 
Assim o senador conclui sua história, uma história construída sobre uma farsa, dizendo aos jornalistas que podem publicá-la, ao que o editor do jornal responde: “Aqui é o Oeste, se a lenda é melhor que a verdade, publique-se a lenda”!
Nesse filme estão presentes dois níveis bem distintos de linguagem: de um lado é um belo bang bang, com tiros, mocinhos, bandidos, disputas; nada que faça feio na bilheteria. Num outro nível, temos a disputa entre dois conceitos de liberdade: Liberty, o bandido, e Freedom, o mocinho. 
A grande questão é: em qual desses extremos se situa Doniphon? Onde se situa o herói que morreu esquecido? Obviamente não do lado da emasculada Freedom, da artificial criação que precisa proteger os homens incapazes de se autodeterminar; mas então porque ele matou Liberty? 
Aqui John Ford nos dá uma lição de filosofia política que, como Doniphon, muitas vezes parece estar morta e esquecida: a Liberdade Negativa, que é a liberdade individualista, não precisa, em seu exercício, optar pelo egoísmo, como fez o vilão, ela também pode ser altruísta. Esse foi justamente o grande avanço de Locke, Hume e Adam Smith sobre Hobbes.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Boa noite Sérgio,</p>
<p>Como toda a obra de arte, esse western apresenta vários níveis de leitura, a minha leitura é algo distinta da sua.<br />
O Homem que matou o Facínora de 1962, já reflete, pela própria tradução dada ao título original senão um preconceito, pelo menos uma incapacidade de perceber a sutileza do tema. No original: The man who shot Liberty Valence, é empregada a palavra ‘liberty’ para nomear o vilão, um magnífico Lee Marvin, um vilão chamado ‘liberdade’, o curioso é que no inglês também temos outra palavra para ‘liberdade’, a palavra ‘freedom’. Ambas correspondem ao que Berlin, vai denominar em um soberbo ensaio: liberdade negativa, e liberdade positiva. A Liberdade Negativa é a liberdade no sentido hobbesiano, a liberdade entendida como ausência de impedimentos externos, enquanto a liberdade positiva é a liberdade kantiana, a liberdade de submissão a leis que nos são dadas pela autonomia da nossa vontade.<br />
O velho e honrado senador Ransom Stoddard (James Stewart), retorna junto com a esposa Hallie (Vera Miles) a uma cidadezinha do oeste onde começou sua vitoriosa carreira política. Retorna discretamente para enterrar um amigo, alguém perfeitamente desconhecido.<br />
Quando a imprensa descobre sua presença na cidade o interroga a respeito: o que ali faz o grande senador, duas vezes governador do estado, embaixador americano na corte inglesa, um possível candidato a vice-presidência da república? Enterrar um perfeito “ninguém”?<br />
O senador reúne a todos e se dispõe a contar a história de Tom Doniphon (John Wayne, para o meu gosto o maior astro que o cinema já produziu). Quando jovem e recém formado advogado, apenas um Ransom Stoddard qualquer, ele saiu do leste e se dirigiu munido de poucos dólares, o relógio de ouro do seu pai e alguns livros de direito, para o oeste, ali estaria o futuro.<br />
A diligência onde viajava é atacada por bandidos, ao tentar defender uma mulher é brutalmente espancado. Os bandidos o deixam para morrer, enquanto dispersam o restante dos passageiros.<br />
É recolhido por Doniphon, e levado para o restaurante/saloon onde trabalha Hallie, a linda moça por quem é apaixonado e lhe pede para cuidar do peregrino. Logo ao recuperar os sentidos quer imediatamente procurar o xerife, um divertido paspalho, para dar queixa do ocorrido. O problema é que todos sabem quem é o bandido, Liberty, mas ninguém se dispõe a fazer algo a respeito. Prestar “queixa”?! Ali as coisas se resolvem com uma arma, e a única arma que pode enfrentar Liberty, é a de Doniphon, o gatilho mais rápido e que, por isso mesmo, nunca teve nada nem ninguém que lhe fosse importante, ameaçado pelo bandido.<br />
O filme transcorre com o peregrino, ao mesmo tempo aprendendo sobre o Oeste, e ensinando, primeiro a moça e depois as crianças a ler e escrever; sobre a importância da Constituição, sobre a necessidade de transformar o território em um estado onde a lei possa imperar e domesticar os grandes criadores de gado. Na medida em que a história evolui, a mocinha passa a se civilizar, trocando a rude doçura de Wayne, pelo ingênuo idealismo de Stewart. Mas o que fazer quando Liberty perde a indicação para delegado na eleição e se volta contra o indefeso advogado? Fugir ou comprar uma arma? Fugir ele não pode, comprar uma arma &#8211; ele não tem o menor talento para usá-la. É hilária a cena de Wayne ensinando o advogado a atirar.<br />
Quando o pistoleiro vai procurá-lo à noite, ele o enfrenta e, mesmo ferido, surpreendentemente, o mata. Na convenção para a transformação do território em estado é uma celebridade, justamente por ter matado o “facínora”. Quando a consciência começa a pesar, novamente surge Doniphon. Lembre-se daquela noite peregrino, estava escuro, não foi você quem matou Liberty, fui eu lhe diz Doniphon. Agora volte para aquela convenção, e crie esse maldito estado, dê a Hallie algo de que ela possa se orgulhar. Foi à última vez que eles se viram.<br />
Assim o senador conclui sua história, uma história construída sobre uma farsa, dizendo aos jornalistas que podem publicá-la, ao que o editor do jornal responde: “Aqui é o Oeste, se a lenda é melhor que a verdade, publique-se a lenda”!<br />
Nesse filme estão presentes dois níveis bem distintos de linguagem: de um lado é um belo bang bang, com tiros, mocinhos, bandidos, disputas; nada que faça feio na bilheteria. Num outro nível, temos a disputa entre dois conceitos de liberdade: Liberty, o bandido, e Freedom, o mocinho.<br />
A grande questão é: em qual desses extremos se situa Doniphon? Onde se situa o herói que morreu esquecido? Obviamente não do lado da emasculada Freedom, da artificial criação que precisa proteger os homens incapazes de se autodeterminar; mas então porque ele matou Liberty?<br />
Aqui John Ford nos dá uma lição de filosofia política que, como Doniphon, muitas vezes parece estar morta e esquecida: a Liberdade Negativa, que é a liberdade individualista, não precisa, em seu exercício, optar pelo egoísmo, como fez o vilão, ela também pode ser altruísta. Esse foi justamente o grande avanço de Locke, Hume e Adam Smith sobre Hobbes.</p>
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		<title>Por: Sérgio Vaz</title>
		<link>http://50anosdefilmes.com.br/2009/o-homem-que-matou-o-facinora-the-man-who-shot-liberty-valance/comment-page-1/#comment-3066</link>
		<dc:creator>Sérgio Vaz</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Aug 2009 02:43:50 +0000</pubDate>
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		<description>Caro Manoel, o problema é esse: tem muito western bom demais, como Onde Começa o Inferno, sobre os quais eu gostaria de escrever. É filme demais, e eu só tenho conseguido, agora que já botei no ar as anotações antigas, ir acrescentando um filme por dia. Mas eu chego no Onde Começa o Inferno, prometo. 
Um abraço.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Manoel, o problema é esse: tem muito western bom demais, como Onde Começa o Inferno, sobre os quais eu gostaria de escrever. É filme demais, e eu só tenho conseguido, agora que já botei no ar as anotações antigas, ir acrescentando um filme por dia. Mas eu chego no Onde Começa o Inferno, prometo.<br />
Um abraço.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Manoel</title>
		<link>http://50anosdefilmes.com.br/2009/o-homem-que-matou-o-facinora-the-man-who-shot-liberty-valance/comment-page-1/#comment-3011</link>
		<dc:creator>Manoel</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Aug 2009 04:34:05 +0000</pubDate>
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		<description>Bravo. Onde Começa o Inferno tem um  post desses também? Lendas são lendas e ponto final.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Bravo. Onde Começa o Inferno tem um  post desses também? Lendas são lendas e ponto final.</p>
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