Lemon Tree


Nota: ★★★★

Anotação em 2009: Lemon Tree é uma obra-prima, um brilho total, daquele tipo muito raro e especial de filme em que tudo dá certo, não sobra nada, não falta nada, tudo é perfeito.

De vez em quando falo aqui, nestes meus textos, sobre o cinema demonstrar, em algumas raras ocasiões, que talvez a humanidade não seja, afinal de contas, uma invenção que deu errado. Lemon Tree é fascinante, entre cem outros aspectos, porque aborda de frente um dos temas que parecem insistir em provar que essa invenção foi de fato um erro – a milenar incapacidade de judeus e árabes conviverem, admitirem a existência um do outro. O filme em si, feito por um israelense e estrelado por uma palestina, no entanto, é um forte argumento em favor da conclusão contrária – a de que, quem sabe?, talvez a humanidade não seja uma experiência fadada ao fracasso.  

Vejo uns 200 filmes por ano, e nunca antes tinha visto uma obra de Eran Riklis. Erro meu, do qual pretendo me penitenciar procurando o que for possível ver de sua filmografia.

Para falar bem a verdade, confesso que tenho uma certa preguiça de ver filmes israelenses e/ou que tratam da duríssima questão Israel-Palestina. O tema é fundamental, mas tenho sempre medo de que os filmes que tratam dele sejam chatos, necessários mas chatos, importantes mas chatos, que devem ser vistos mas chatos. Nos últimos tempos, vi O Pequeno Traidor – muitíssimo bem intencionado, em defesa de um Estado palestino, mas um tanto ingênuo, um tanto infantil. Vi também Sob o Céu do Líbano/Le Cerf-Volant, que trata de um tema bem parecido com este Lemon Tree, a vida junto à fronteira entre Israel e um território árabe – no caso daquele outro, o Líbano. Também é bem intencionado, mas não é nem de longe um grande filme, tem muitas falhas, promete muito mais do que entrega.

Sim, teve A Banda/Bikur Ha-Tizmoret, uma beleza, uma pequena obra-prima, como o chamei, um filme em tom menor com suave humor, e um grande, incontido humanismo, um imenso respeito e afeto pelas pessoas comuns – árabes e israelenses da mesma forma. (Volto a falar de A Banda mais para o fim desta anotação.)

E tem este aqui – uma jóia rara, um diamante perfeito.

Parece que Eran Riklis se inspirou em um caso real para criar a história de Lemon Tree. Isso nem vem ao caso. A trama que ele criou é fortíssima, emblemática; parte de um pequeno detalhe, uma coisinha ínfima, e a transforma num gigantesca metáfora sobre o conflito Israel-Palestina.

alemon1Salma, uma palestina viúva, vive do pomar de limões que possui na Cisjordânia, criado pelo pai dela 50 anos antes. Ao longo de toda a sua vida, ela regou, cuidou, tratou dos limoeiros. O pomar fica exatamente junto à fronteira com Israel. Um dia, mudam-se para a bela casa do lado israelense o próprio ministro da Defesa do país, Israel Navon (Doron Tavory), e sua mulher Mira (Rona Lipaz-Michael). O serviço secreto israelense decide que é preciso botar abaixo os limoeiros, para garantir a segurança do ministro. Salma decide resistir como for possível.

Davi contra Golias, como citará, explicitamente, o advogado a quem Salma vai recorrer, Ziad Daud (Ali Suliman).

         Um filme de várias camadas

 Essa trama, esse ponto de partida, em si, já é um brilho, mas o fantástico, o inacreditável, é o que Eran Riklis fez a partir daí – em grande parte com a ajuda do elenco de israelenses e árabes, mas em especial com o talento da atriz Hiam Abbass, que faz Salma.   

 Lemmon Tree tem mais camadas do que um jacarandará, um carvalho centenário, uma sequóia milenar.

 Está lá, à mostra, a truculência toda do gigante contra o anão, o Estado rico, forte, poderoso, muitíssimo bem equipado e armado, contra um povo que não tem Estado, que não tem uma liderança nítida, clara, dividido entre facções. Está lá toda a truculência do Estado de Israel contra uma viúva pobre. Mas isso é só a casca. Por detrás dela, há diversas outras camadas.

Há a solidão profunda daquela mulher. Há os imensos preconceitos do próprio povo palestino que aprofundam ainda mais sua solidão, sua fraqueza. Há a cultura árabe que (como diversas outras, sabemos) sinistramente proíbe que uma viúva possa algum dia ter uma segunda chance afetiva na vida.

Há a convivência da mulher com os símbolos islâmicos, o véu obrigatório, a vaidade, o batom apesar do véu, a decisão de aparecer diante de um homem sem o véu – uma beleza de símbolos, signos. 

Há os diversos conflitos e problemas do lado de Golias, também. Nada é maniqueísta, nada é ou preto ou branco neste filme – tudo é multifacetado, cheio de diversos tons, gradações. O ministro Israel Navon (na escolha do nome do personagem, temos que admitir, Eran Riklis não quis ser sutil) não é um bandido, um filha da mãe total e irreparável; ele até diz, off the record, que pessoalmente não concorda com a decisão de pôr abaixo o pomar, mas a decisão é do serviço secreto, e o serviço secreto sabe o que faz – e se os terroristas se aproveitarem da proteção dos limoeiros e atacarem a casa dele?

alemon2E há Mira, a mulher dele (foto acima). Mira é uma boa pessoa. Ela olha para o outro lado das cercas de arame farpado que a separam dos limoeiros de Salma, logo ali, a uns cem metros, em outro universo, em outro plano do tempo e do espaço, e tem até uma certa simpatia por ela. Mira terá sua própria vida chacoalhada pela proximidade dos limoeiros de Salma – enquanto Salma terá sua vida inteiramente transformada, destruída.

O relacionamento sem palavras, cheio de olhares, de mudanças de tons, entre essas duas mulheres – a viúva palestina pobre, solitária, e a israelense culta, educada, rica, mulher do ministro da Defesa – é uma das maravilhas deste filme.  

Há a importância da imprensa, do jornalismo, dos jornais independentes dos governos, essa coisa que o desenvolvimento tecnológico de repente parece estar condenando à extinção, como os dinossauros e os mamutes, e que no entanto é tão importante para a vida quanto “el aire que exigimos trece veces por minuto”, quanto o pão e a liberdade. Os únicos momentos ligeiríssimamente leves, não dramáticos, não pesadíssimos deste filme são aqueles em que a imprensa livre encosta na parede o ministro todo poderoso.

Há os filhos, a difícil relação dos pais com os filhos – tanto os de um lado da fronteira quanto os do outro.

Há até a insinuação de um caso extra-conjugal. É feito de uma forma sutil, fascinante.

E há diversas mostras da solidariedade entre os contrários, como o guarda israelense da guarita e a palestina que ele vigia, da mulher do ministro pelo palestino do restaurante. E o elogio das figuras simples, como a do empregado de Salma, que a criou junto com o pai viúvo como se fosse sua própria filha.

Há uma fantástica, fascinante identificação do maior representante de Golias, o ministro da Defesa de Israel, com o menor representante de Davi, o empregado de Salma, na forma de ver a natureza, as árvores.

Há camadas e mais camadas para o espectador ir descobrindo, degustando.

         Um grande israelense, uma grande palestina

Transcrevo algumas informações do iMDB sobre esse Eran Riklis. Um sujeito que faz uma obra-prima destas, tem-se que tirar o chapéu para ele, tem-se que procurar o que mais ele fez. Nasceu em 1954, estudou cinema na Inglaterra, fez seu primeiro filme em 1984, On a clear day you can see Damascus, um thriller político baseado numa história real. Sete anos depois fez Cup Final, mais tarde elogiado pela crítica internacional e selecionado para vários festivais, inclusive os de Berlim e Veneza. Em 1993 fez Zohar, um grande sucesso em Israel. Em 1999 fez Vulcano Junction, um tributo ao rock (!!). A Noiva Síria, de 2004, “foi aclamado em todo mundo, e não apenas nos festivais”. Dirigiu também curta-metragens, filmes publicitários e séries de TV.

Tire-se o chapéu para o israelense Eran Riklis, beijem-se os pés da palestina Hiam Abbass.

Hiam Abbas tem uma filmografia que beira cinco dezenas de títulos, segundo o iMDB. Ela esteve em algumas produções internacionais – Munique, o belo, chocante filme de Spielberg sobre a aplicação, pelo Estado de Israel, da Lei do Talião em pleno século XX, muitos olhos e muitos dentes deles por cada olho e dente nossos, e Conversações com Meu Jardineiro, o belo filme sobre amizade e classismo na moderna sociedade francesa. Tinha trabalhado antes com Eran Riklis em A Noiva Síria.

Não sei nada a respeito da pessoa Hiam Abbas, a não ser o que botei aí no parágrafo acima.

Mas o fato é que a Salma que ela fez é uma dessas interpretações absolutamente marcantes, fortes, impossíveis de se esquecer.

Hiam Abbas me fez lembrar muito Irene Papas, a grande atriz grega. Como Irene Papas, ela tem aquele rosto forte, grave, impressionante, que muitas mulheres nascidas em torno do Mediterrâneo têm, a pele clara em contraste forte com os cabelos negros. Tem o belo rosto marcado pelo tempo, pela amargura, pela dureza da vida – uma beleza estupenda, que aliás faz lembrar também a de Ronit Elkabetz, a israelense protagonista de A Banda.

Hiam Abbas mostra todos os sentimentos possíveis e imagináveis sem um gesto brusco, uma careta sequer. Que maravilhosa atriz.

A trilha sonora deste filme maravilhoso é também excelente. Usa, é claro, a canção tradicional que dá o nome do filme, Lemon Tree, numa versão interessante, límpida, bela. E a trilha original é muito boa. Seu autor é Habib Shadah – que compôs também a trilha sonora de A Banda, um filme em que a música tem importância fundamental, e em que há uma bela canção em árabe e outra bela canção em hebreu.

Ainda sobre a canção Lemon Tree,  ou Meu Limão, Meu Limoeiro: Jussara Ormond, num comentário sobre este post, pergunta se afinal a música é brasileira e foi vertida para o inglês, ou vice-versa. Fiz uma pesquisinha rápida e descobri que a história da canção é absolutamente fantástica. Ela está aí abaixo, nos comentários.

         Eppur si muove – será?

Foi para mim uma incrível coincidência o fato de ter visto este filme no dia 14 de junho de 2009, 61 anos depois de a ONU ter cometido a absurda asneira de criar um Estado israelense sem ter criado ao mesmo tempo um Estado palestino – exatamente o dia em que, pela primeira vez nestes 61 anos, um primeiro-ministro israelense aceitou a existência de um Estado palestino. Tudo bem, falta muito – o direitista Benjamin Netanyahu disse que aceita, mas fazendo exigências, que naturalmente os palestinos rejeitam. Mas já é alguma coisa, já é um passo à frente, depois de 61 anos sem Israel dar nem um passinho à frente. Quem sabe não é um, ainda que pequeno, indicativo de que, como dizia Galileu, eppur si muove, e no entanto a Terra gira, e não estejamos todos condenados à consciência de que somos uma invenção fadada ao fracasso?

Lemon Tree

De Eran Riklis, Israel-França-Alemanha, 2008

Com Hiam Abbass (Salma Zidane), Rona Lipaz-Michael (Mira Navon), Ali Suliman (Ziad Daud), Doron Tavory (Israel Navon)

Argumento e roteiro Eran Riklis e Suha Arraf

Música Habib Shadah

Fotografia Rainer Klausman

Produção Eran Riklis Productions, Heitmatfilm. Estreou em SP 8/8/2008.

Cor, 106 min.

****

Título na França: Les citronniers

14 Comentários

  1. Helena
    Postado em 25 julho 2009 às 10:49 pm | Permalink

    Também achei o filme fascinante.
    Desde que o assisti (há uns 4 meses) tenho na memória a música “Lemon Tree”, trilha do início do filme se não me engano.
    Você, que sabe tudo de cinema e música, por acaso sabe o nome da cantora ?
    Helena

  2. Sérgio Vaz
    Postado em 27 julho 2009 às 1:40 am | Permalink

    Pelamordedeus, Helena: antes de mais nada, eu não sei tudo de cinema e música. De jeito nenhum.
    Não sei quem canta “Lemon Tree” no filme. Aliás, nem o iMDB sabe… Você deve se lembrar que a música foi gravada por Peter, Paul and Mary, e, no Brasil, pelo Simonal, e, muito mais tarde, também pelo Renato Teixeira, né?

  3. Postado em 28 julho 2009 às 11:36 pm | Permalink

    Sérgio,
    coloquei em meu blog um link para esta su opinião perfeita do Lemon Tree.

    Um grande filme, uma pequena obra-prima de um cineasta que eu também não conhecia, mas tentarei agora ver pelo menos Noiva Síria.

    Abraços,
    André

  4. Jussara
    Postado em 31 julho 2009 às 11:00 pm | Permalink

    Depois desse texto não tem nem o que falar, só tirar o chapéu.
    Quanto à insinuação do caso extra-conjugal, apesar de ser só uma insinuação, pra mim ficou claro que ele existia, e que periguetes (pra dizer o mínimo), estão em todos os lugares do mundo, assim como os canalhas.
    E que a mania de limpeza das mulheres é universal, rs.
    Será que as alusões do diretor ao futebol, primeiro no moletom do advogado, com uma bandeira do Brasil, e depois no pôster do Zidane (e tb no sobrenome da Salma) é pq ele morou alguns anos aqui?
    A atuação da Hiam Abbass é mesmo intocável.

    Obs.: a música Lemon Tree tb foi gravada por Trini Lopez. Mas afinal, essa música é brasileira e fizeram uma versão em inglês ou é o contrário?

  5. Sérgio Vaz
    Postado em 2 agosto 2009 às 6:44 pm | Permalink

    Jussara, de fato há muito mais numa canção popular do que pode sonhar a nossa vã filosofia. Parece que “Meu Limão, Meu Limoeiro” é um tema do folclore brasileiro, mas que tem origem na Europa; teve gravações no Brasil nos anos 30; em 1960, o americano Will Holt fez a versão em inglês, e aí a música, então chamada “Lemon Tree”, fez um sucesso danado no início dos anos 60 com Peter, Paul & Mary e vários outros artistas, incluindo Bob Marley! (Eu nunca soube disso…) A gravação de Peter, Paul and Mary é de 1962, no primeiro LP deles. Mais tarde, no final dos anos 60, é que foi gravada por Wilson Simonal.
    Transcrevo abaixo trecho do que diz a Wikipedia:
    “Lemon Tree is a folk song written by Will Holt in the 1960s. The tune is based on the Brazilian folk song Meu limão, meu limoeiro, arranged by José Carlos Burle in 1937 and made popular by Brazilian singer Wilson Simonal. The song has been recorded by Peter, Paul and Mary, The Kingston Trio, The Seekers, Bob Marley and The Wailers, Sandie Shaw, and Trini Lopez. In the 1960s, the tune was used in television advertisements for Lemon Pledge, an aerosol furniture polish.”

    E agora transcrevo o que diz o site MPB Cifra Antiga (http://cifrantiga3.blogspot.com/):
    “Não se sabe com segurança a origem deste tema folclórico, que o pernambucano José Carlos Burle aproveitou. O fato, porém, é que ele seria gravado várias vezes com sucesso, destacando-se as interpretações de Jorge Fernandes e da dupla Sílvio Caldas-Gidinho (em 1937) e, vinte anos depois, a de Inezita Barroso.
    Apesar de existir no selo do disco de Fernandes (Columbia n° 8335) a indicação “folclore recolhido na Bahia por O. Cardoso de Menezes e Francisco Pereira”, há indícios de que sua origem seja européia, sendo o tema conhecido na Alemanha e na Holanda (teria sido trazido para o Nordeste pelos holandeses?).
    Com o título de “Lemon Tree” e acentuações rítmicas adequadas ao gênero country, foi ainda gravado nos Estados Unidos. Existem duas letras para a segunda parte de “Meu Limão, Meu Limoeiro”, a primeira provavelmente de Burle e a segunda, de acordo com Inezita Barroso, retirada de quadrinhas populares nordestinas.
    Mas a trajetória da composição não pára por aí, prosseguindo vitoriosamente em 1966, quando Wilson Simonal, instigado pelo jornalista Sérgio Porto, regravou-a numa versão adaptada ao estilo “pilantragem”, que o consagrara. Essa versão, em síntese, juntava uma roupagem dançante criada pelo cantor Chris Montez para os clássicos americanos, muito em voga na ocasião, a alterações melódicas que incluíam especialmente blue notes. Tal versão conquistou o público jovem, que sequer conhecia a melodia e a divisão originais.”

  6. Refer
    Postado em 19 agosto 2009 às 4:00 pm | Permalink

    Tenho o álbum On The Brink (Atlantic LP 8051) editado em 1960, com Will Holt e Dolly Jonah, gravado ao vivo. Nele, Will Holt apresenta sua ‘Lemon Tree’ como ‘a Brazilian song’. Quer dizer, definitivamente, Holt fez sua versão calcada na música ‘Meu Limão Meu Limoeiro’ brasileira.

  7. Sérgio Vaz
    Postado em 19 agosto 2009 às 9:26 pm | Permalink

    Que legal essa informação de que o próprio Will Holt apresenta a música como sendo uma Brazilian song. Obrigado pela informação e pela mensagem.

  8. Flavio A. Nantes
    Postado em 1 setembro 2009 às 9:46 pm | Permalink

    Entrei em contato com “Lemon tree” no Festival de Cinema que acontece todo ano em minha cidade, Campo Grande/MS. Uma obra que, segundo minha visão, representa uma minoria étnica que vem sofrendo ao longo dos tempos com o poderio bélico, político e econômico imposto pelo Estado-Nação Israel.
    A memória de um povo, nação, comunidade emerge a partir de um constructo humano, como o cinema, por exemplo. Esta memória recuperada no interior de uma narração tem a função, entre outras, de resgatar elementos, histórias, informações olvidados pelas nações. O resgate de tais memórias dirá, então, à sociedade os eventos praticados por Israel contra os palestinos: guerra, genocídio, arbitrariedade política, desrespeito aos direitos humanos, etc.
    No processo memorialístico, de acordo com as palavras de Hugo Achugar (“Planetas sem boca”), existe uma história que a sociedade lembra-se e outra que é rechaçada porque para cada narrativa existe uma perspectiva, o que supõe que outras são desprezadas. A exemplo disso, lembremo-nos da quantidade de filmes que representam o holocausto que os alemães (com o silêncio de muitas nações e Instiuições) praticaram contra os judeus. Ao assistir ao filme, dei-me conta, então, de que como crítico de cinema pela perspectiva teórica acerca da memória, também tenho meus esquecimentos, rechaços e escolhas.
    “Lemon tree” representa, portanto, a memória dos palestinos que sofrem com seus vizinhos ricos. No filme isto está representado pela personagem Salma Zidane, uma pobre viúva palestina, que vê sua vida invadadida pelo novo vizinho, o ministro da defesa de Israel, e perde sua plantação de limões, única fonte de renda.
    Esta produção fímica é uma obra das excelentes que merece ser vista e que ficará no interior das sociedades como um “monumento de pedra” para que todos saibam acerca das práticas israelenses com relação aos palestinos.
    Por: Flávio Adriano Nantes Nunes

  9. Maria B.Marques
    Postado em 17 março 2011 às 4:10 pm | Permalink

    Lemon Tree é uma beleza. Um pouco sofrido, é verdade. Retrata muito bem os respingos dos Estados (sejam eles quais forem) sobre vida das pessoas, seus dramas, seus sonhos, suas necessidades,suas culturas. Senti mais pela “palestina”, também é natural – era o ponto mais frágil. Mas o filme é uma beleza. Não me lembro da importância da música….

  10. Postado em 20 outubro 2011 às 12:56 pm | Permalink

    Filme fantástico, realmente! Assisti-o ontem, e concordo com tudo que esta resenha expôs! A música é linda mesmo! E ela cai tão bem na versão em inglês, que parece ter surgido por aquelas bandas mesmo…

    “Lemon tree, very pretty
    And the lemon flower is sweet
    But the fruit of the poor lemon
    Is impossible to eat”

  11. Postado em 21 outubro 2011 às 12:18 pm | Permalink

    adorei o site vou colocar na bibliografia do meu livro que estou escrevendo

  12. Mauro
    Postado em 23 outubro 2012 às 9:42 am | Permalink

    Filme belíssimo e muito tocante. Impossível não ficar comovido e inconformado com a situação do povo Palestino principalmente porque estive lá a menos de um mes e vi pessoalmente esses muros mostrados no filme.
    Quanto a questão da musica levantada nos comentários, fico pensando se quem sabe não foi uma homenagem ao Brasil na blusa do advogado pelo fato da musica tema ser originaria do nosso folclore. SIMPLESMENTE NOTA 10

  13. Casoares
    Postado em 21 dezembro 2013 às 5:52 am | Permalink

    Só vi o filme ontem. Realmente, Lemon Tree é muito profundo, mostrando uma situação até distante do nosso dia a dia, mas absurdamente real e problemática. A beleza de Hiam Abbas (Salma) é impressionante, não só como mulher, mas em sua capacidade de interpretação.

  14. claudia brinke
    Postado em 14 abril 2015 às 5:23 pm | Permalink

    O nome da cantora é Mira Awad

6 Trackbacks

  1. Por Lemon Tree - Etz Limon | Você Viu? Eu Também! em 28 julho 2009 às 11:32 pm

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