Em Pé de Guerra / Mr. Woodcock


Nota: ½☆☆☆

 Anotação em 2009: Tadinha da Susan Sarandon, essa ótima atriz, mulher maravilhosa. Devia estar precisando demais de dinheiro, devia estar com a hipoteca da casa bem atrasada, para se sujeitar a trabalhar neste abacaxi azedo.

Algumas pessoas – mais “intelectuais”, mais papo cabeça, mais chegadas à Mostra de Cinema de São Paulo – costumam usar as expressões “filme americano” e “cinema americano” com profundo nojo, desprezo. Como se houvesse só um tipo de cinema feito nos Estados Unidos, como se desse para comparar um filme independente com uma superprodução hollywoodiana, como se Altman ou Arthur Penn ou Woody Allen fossem a mesma coisa que um Craig Gillespie, o diretor deste filme horroroso aqui. Pois eu tenho que admitir que filmes como este aqui justificam o nojo e desprezo com que essas pessoas tratam o cinemão americano.

É idiota a não mais poder. Tem a inteligência de uma minhoca.

Mary e eu só agüentamos ver o filme com o uso intensivo das teclas de avanço rápido e de pular capítulo. Mas, de qualquer forma, como desperdiçamos uma meia hora, 40 minutos, para ver o começo, algumas passagens do meio, e o fim do filme, faço a anotação para botar no site.

Trata-se do seguinte: o tal Mr. Woodcock do título original (o papel de Billy Bob Thorton) é um professor de educação física numa pequena cidade do interiorzão bravo de Nebraska – um sujeito ditatorial, brutal, sádico, que faz de seus alunos gato e sapato, que os humilha das piores formas, uma coisa absolutamente nojenta. Pois muito bem. Um de seus ex-alunos, John Farley (Seann William Scott), consegue sair da cidade e, 15 anos depois, escreve um livro de auto-ajuda, baseado principalmente na sua experiência de garoto judiado pelo professor sádico; no livro, ele ensina a superar as experiências traumáticas e seguir em frente e ser feliz.

O livro faz um tremendo sucesso (o que até, tenho que admitir, é uma boa gozação com os livros de auto-ajuda), e a cidadezinha natal de John Farley oferece a ele um prêmio reservado apenas a quem se distingue muito. O rapaz volta então à cidade – e encontra a mãe, viúva faz muito tempo, namorando o tal professor sádico. Virão em seguida as situações mais ridículas, grotescas, babacas que se poderiam imaginar. É absolutamente constrangedor – para o personagem, para o espectador, para o cinema. 

A mãe é interpretada por Susan Sarandon. Tadinha dela. Tomara que o salário tenha sido bom.

Outros filmes com Susan Sarandon comentados no site:

Anjo de Vidro/Noel

Assassinato sob Custódia/A Dry White Season

Bob Roberts

O Cliente/The Client

Dança Comigo/Shall We Dance

Em Qualquer Lugar, Menos Aqui/Anywhere But Here

No Vale das Sombras/In the Valley of Elah

O Poder Vai Dançar/Craddle Will Rock

Tudo Acontece em Elizabethtown/Elizabethtown

Os Últimos Passos de um Homem/Dead Man Walking

 

Em Pé de Guerra/Mr. Woodcock

De Craig Gillespie, EUA, 2007.

Com Seann William Scott, Billy Bob Thornton, Susan Sarandon, Amy Poehler, Melissa Sagemiller, Melissa Leo

Argumento e roteiro Michael Carnes e Josh Gilbert

Produção Avery Pix. 

Cor, 87 min.

Bola preta

Título em Portugal: Um Padrasto para Esquecer!

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