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	<title>Comentários sobre: Contatos Imediatos do Terceiro Grau / Close Encounters of the Third Kind</title>
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	<description>Por Sérgio Vaz</description>
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		<title>Por: Carlos Roberto</title>
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		<dc:creator>Carlos Roberto</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 19:03:35 +0000</pubDate>
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		<description>Alguém possui em mp3 o mantra indiano deste filme?
Desde já agradeço.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Alguém possui em mp3 o mantra indiano deste filme?<br />
Desde já agradeço.</p>
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		<title>Por: Sérgio Vaz</title>
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		<dc:creator>Sérgio Vaz</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Oct 2009 14:31:32 +0000</pubDate>
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		<description>Pô, Ed, beleza esse seu comentário. Muito legal. Este site tem esta vantagem: acaba recebendo belas colaborações. Um grande abraço, e obrigado.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Pô, Ed, beleza esse seu comentário. Muito legal. Este site tem esta vantagem: acaba recebendo belas colaborações. Um grande abraço, e obrigado.</p>
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		<title>Por: Edmundo</title>
		<link>http://50anosdefilmes.com.br/2009/contatos-imediatos-de-terceiro-grau-close-encounters-of-the-third-kind/comment-page-1/#comment-3894</link>
		<dc:creator>Edmundo</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Oct 2009 05:48:00 +0000</pubDate>
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		<description>Sergio, 

Vi Contatos quase inteiro neste domingo no Telecine, perdi só o comecinho, e escrevi aquele comentário praticamente assistindo ao filme. É realmente impressionante. Cinema de primeira grandeza.   

E, pensando nele depois, e na participação do Truffaut, e relendo seu texto, quando diz que é o único filme escrito pelo Spielberg, me ocorreu uma resposta para a sua pergunta sobre qual seria a razão dele   convidá-lo para o papel do especialista em alienígenas?   

Truffaut  na verdade representa um alienígena para os americanos. Isso fica evidente na cena em que o Dreyfuss é interrogado pelo Truffault, que só fala em francês o tempo todo no fime, com a intermediação de um intérprete. Quando o Dreyfuss se irrita com a situação e pede para o intérprete falar com o responsável e o intérprete diz que o Truffaut é a maior autoridade ali  ele diz: &quot;ele nem é americano&quot;. Não dá para não remeter ao fato de que uma das principais dificuldades de filmes estrangeiros emplacarem nos Estados Unidos é a recusa de eles lerem as legendas. Não é só Truffault que representa um alienígena, mas todos os estrangeiros. Por isso as cenas no México, na Índia, na Mongólia. E isso fica mais evidente com o fato da multidão de indianos entender os sinais sonoros que no fim serão compreendidos no fim do filme com ajuda de um grande aparato tecnológico. 

Spielberg chamou Truffault porque queria um alienígena de verdade, real. E levando em conta que o filme foi escrito pelo Spielberg é ele quem diz que que o Truffault é a maior autoridade ali. E, sendo o Truffault um alienígena para a maioria, Dreyfuss é o próprio Spielberg, que diz textualmente no diálogo com Truffaut que  tem milhares de perguntas sem respostas e faz de tudo para encontrá-las e  por isso embarca  sem medo na nave para ir atrás do conhecimento alienígena. 
É Spielberg, na pele de Dreyfuss (não por acaso um técnico que trabalha em serviços essenciais: eletricidade e abastecimento)  dizendo que queria ser Truffault (não por acaso &quot;permanecendo eu mesmo&quot; e  que também trabalha em algo essencial, mas muitas vezes misterioso e incompreensível: a arte, o cinema). 
Em outro momento desse interrogatório ao Dreyfuus/Spielperg alguém, acho que um militar, não tenho certeza, pergunta se ele (Dreyfuss) é um artista. A partir disso fica claro que Spielberg está falando de si, da   maneira como pretendia fazer seu cinema: enquanto todos as  outras pessoas, poucas em uma multidão (os cineastas),  que perceberam o sinal e tiveram a visão do morro  desenharam essa visão em cartazes, ele esculpiu uma réplica praticamente fiel do morro numa escala menor. Quando   ele, a mulher que o filho foi levado e mais um cara chegam ao morro e não sabem por que lado subir ele descreve claramente o caminho e as características do morro. A mulher disse que na visão dela e em seu desenho isso não era possível ver, ao que ele responde algo na linha: porque em vez de pintar não tenta a escultura?

Abração,
Edmundo</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Sergio, </p>
<p>Vi Contatos quase inteiro neste domingo no Telecine, perdi só o comecinho, e escrevi aquele comentário praticamente assistindo ao filme. É realmente impressionante. Cinema de primeira grandeza.   </p>
<p>E, pensando nele depois, e na participação do Truffaut, e relendo seu texto, quando diz que é o único filme escrito pelo Spielberg, me ocorreu uma resposta para a sua pergunta sobre qual seria a razão dele   convidá-lo para o papel do especialista em alienígenas?   </p>
<p>Truffaut  na verdade representa um alienígena para os americanos. Isso fica evidente na cena em que o Dreyfuss é interrogado pelo Truffault, que só fala em francês o tempo todo no fime, com a intermediação de um intérprete. Quando o Dreyfuss se irrita com a situação e pede para o intérprete falar com o responsável e o intérprete diz que o Truffaut é a maior autoridade ali  ele diz: &#8220;ele nem é americano&#8221;. Não dá para não remeter ao fato de que uma das principais dificuldades de filmes estrangeiros emplacarem nos Estados Unidos é a recusa de eles lerem as legendas. Não é só Truffault que representa um alienígena, mas todos os estrangeiros. Por isso as cenas no México, na Índia, na Mongólia. E isso fica mais evidente com o fato da multidão de indianos entender os sinais sonoros que no fim serão compreendidos no fim do filme com ajuda de um grande aparato tecnológico. </p>
<p>Spielberg chamou Truffault porque queria um alienígena de verdade, real. E levando em conta que o filme foi escrito pelo Spielberg é ele quem diz que que o Truffault é a maior autoridade ali. E, sendo o Truffault um alienígena para a maioria, Dreyfuss é o próprio Spielberg, que diz textualmente no diálogo com Truffaut que  tem milhares de perguntas sem respostas e faz de tudo para encontrá-las e  por isso embarca  sem medo na nave para ir atrás do conhecimento alienígena.<br />
É Spielberg, na pele de Dreyfuss (não por acaso um técnico que trabalha em serviços essenciais: eletricidade e abastecimento)  dizendo que queria ser Truffault (não por acaso &#8220;permanecendo eu mesmo&#8221; e  que também trabalha em algo essencial, mas muitas vezes misterioso e incompreensível: a arte, o cinema).<br />
Em outro momento desse interrogatório ao Dreyfuus/Spielperg alguém, acho que um militar, não tenho certeza, pergunta se ele (Dreyfuss) é um artista. A partir disso fica claro que Spielberg está falando de si, da   maneira como pretendia fazer seu cinema: enquanto todos as  outras pessoas, poucas em uma multidão (os cineastas),  que perceberam o sinal e tiveram a visão do morro  desenharam essa visão em cartazes, ele esculpiu uma réplica praticamente fiel do morro numa escala menor. Quando   ele, a mulher que o filho foi levado e mais um cara chegam ao morro e não sabem por que lado subir ele descreve claramente o caminho e as características do morro. A mulher disse que na visão dela e em seu desenho isso não era possível ver, ao que ele responde algo na linha: porque em vez de pintar não tenta a escultura?</p>
<p>Abração,<br />
Edmundo</p>
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	<item>
		<title>Por: Sérgio Vaz</title>
		<link>http://50anosdefilmes.com.br/2009/contatos-imediatos-de-terceiro-grau-close-encounters-of-the-third-kind/comment-page-1/#comment-3888</link>
		<dc:creator>Sérgio Vaz</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Oct 2009 02:07:59 +0000</pubDate>
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		<description>Pô, Ed, você não precisava ser tão explícito para me chamar de velho, ao dizer que você tinha sete ou oito anos quando viu Contatos Imediatos... (É só brincadeira, obviamente.)
Mas aproveito sua mensagem para reforçar: rever agora Contatos Imediatos é realmente arrepiante - e aí é foda, a gente percebe como Spielberg é de fato genial, à frente do tempo. Confesso que levei muito tempo para entender a grandiosidade, a coisa de fato vanguardista deste filme. Mary, nove anos mais jovem do que eu, percebeu muito mais claramente o brilho deste filme - e foi por insistência dela que revi para fazer a anotação acima. 
E, sim, concordo absolutamente com sua observação ligando Contatos com Poltergeist. É isso mesmo. 
Abração, obrigado, e, pô, escreva mais. Você melhora este site aqui.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Pô, Ed, você não precisava ser tão explícito para me chamar de velho, ao dizer que você tinha sete ou oito anos quando viu Contatos Imediatos&#8230; (É só brincadeira, obviamente.)<br />
Mas aproveito sua mensagem para reforçar: rever agora Contatos Imediatos é realmente arrepiante &#8211; e aí é foda, a gente percebe como Spielberg é de fato genial, à frente do tempo. Confesso que levei muito tempo para entender a grandiosidade, a coisa de fato vanguardista deste filme. Mary, nove anos mais jovem do que eu, percebeu muito mais claramente o brilho deste filme &#8211; e foi por insistência dela que revi para fazer a anotação acima.<br />
E, sim, concordo absolutamente com sua observação ligando Contatos com Poltergeist. É isso mesmo.<br />
Abração, obrigado, e, pô, escreva mais. Você melhora este site aqui.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Edmundo</title>
		<link>http://50anosdefilmes.com.br/2009/contatos-imediatos-de-terceiro-grau-close-encounters-of-the-third-kind/comment-page-1/#comment-3884</link>
		<dc:creator>Edmundo</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Oct 2009 19:16:54 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://50anosdefilmes.com.br/?p=5640#comment-3884</guid>
		<description>Sergio,
Esse foi um dos primeiros filmes que assisti no  cinema, com sete ou oito anos. Me impressionou muito embora não tenha entendido nada. As cenas do Dreyfuss obcecado com aquele negócio, moldando uma montanha que eu não compreendia e, hoje vejo, nem ele, era perturbador. Assim como todas as cenas na casa dele, sempre escura. E os sons daqueles sinais também.
Revendo agora, é arrepiante. A cena em que o menino é levado foi repetida quase que integralmente anos depois em outro grande filme e sucesso dele: &quot;Poltergeist, o Fenômeno&quot;. E pensando bem, os dois são rigorosamente o mesmo filme: Contatos imediatos é o Poltersgeit alienígena e Poltergeist é o  Contatos espírita.
Abração!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Sergio,<br />
Esse foi um dos primeiros filmes que assisti no  cinema, com sete ou oito anos. Me impressionou muito embora não tenha entendido nada. As cenas do Dreyfuss obcecado com aquele negócio, moldando uma montanha que eu não compreendia e, hoje vejo, nem ele, era perturbador. Assim como todas as cenas na casa dele, sempre escura. E os sons daqueles sinais também.<br />
Revendo agora, é arrepiante. A cena em que o menino é levado foi repetida quase que integralmente anos depois em outro grande filme e sucesso dele: &#8220;Poltergeist, o Fenômeno&#8221;. E pensando bem, os dois são rigorosamente o mesmo filme: Contatos imediatos é o Poltersgeit alienígena e Poltergeist é o  Contatos espírita.<br />
Abração!</p>
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