O Jogo das Emoções / House of Games


Nota: ★★½☆

Anotação em 2008: Eu me lembrava do geral da história deste filme, um David Mamet de 1987, e, ao ver que ia passar na TV a cabo, resolvi assistir de novo. É inteligente, como tudo que Mamet faz, e tem uma boa virada no final.

Mas parece, hoje, uma coisa ainda de um roteirista e diretor iniciante, ou pelo menos não muito maduro. O vigarista interpretado por Joe Mantegna discursa demais, por exemplo – e usando um palavreado universitário demais para um vigarista. De uma maneira geral, as interpretações traem a experiência teatral do diretor. E o final é pior do que amoral – parece uma defesa aberta do crime, da transgressão impune.

 A protagonista é uma psicóloga, interpretada por Lindsay Crouse, boa atriz, embora nada atraente – mas na verdade a escolha de uma mulher nada atraente para fazer o papel é acertadíssima. Ela acaba de escrever um livro sobre comportamento compulsivo, obsessivo e, para ajudar um paciente que se diz endividado no jogo, vai conhecer o jogador para quem ele deve uma pequena fortuna. A partir daí, ela fica fascinada com aquele submundo, e também com o vigarista interpretado por Mantegna; pede a ele que a ensine truques, golpes, os contos do vigário que ele sabe aplicar nas pessoas.

O ótimo William H. Macy, presença garantida em filmes posteriores de Mamet, faz um pequeno papel, como uma quase vítima de golpe do vigarista.

O Jogo de Emoções/House of Games

De David Mamet, EUA, 1987

Com Lindsay Crouse, Joe Mantegna, Mike Nussbaum, J.T. Walsh,

Roteiro David Mamet

Produção Orion Pictures

Cor, 99 min.

R, **1/2

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