
Nota: 



Anotação em 2007, com complemento em 2008: Nunca tinha ouvido falar do assunto de que trata este filme – as organizações especializadas em dar dicas para os apostadores em jogos de futebol americano. O filme mostra o grotesco da situação: apostar é proibido, mas dar dicas para quem aposta não é.
O filme vai contra o espírito capitalista e essencialmente americano de que o mais importante na vida é ganhar muito dinheiro. É uma obra interessante como o seu tema. Os personagens são bons, bem construídos, e os atores estão muito bem, especialmente o triângulo central: Al Pacino, Matthew McConaughey e Rene Russo.
O personagem de McConaughey é um bom jogador de futebol americano, que tem uma contusão feia no joelho e não pode continuar no esporte; passa, então, a trabalhar numa pequena empresa que dá dicas para os apostadores, na sua cidade, e é descoberto pelo dono de uma grande agência desse negócio, com sede em Nova York. O dono da agência é interpretado por Pacino, que aqui está ótimo, ao contrário de naquela bobagem 88 Minutos, que ele faria dois anos depois, em 2007. O personagem é multifacetado, tem um casamento rico e especial com uma mulher inteligente, madura (Rene Russo).
O ex-jogador de futebol tem uma ascensão fulminante, ganha carradas dinheiro, mas em determinado momento começa a errar nas dicas que dá. Vai então reavaliar toda a vida – e tomar uma bela, corajosa decisão.
Tudo por Dinheiro/Two for the Money
De D.J. Caruso, EUA, 2005.
Com Al Pacino, Matthew McConaughey, Rene Russo, Armand Assante
Roteiro Dan Gilroy
Música Christopher Beck
Produção Universal
Cor, 122 min.

