Espionagem em Goa / The Sea Wolves


Nota: ★★½☆

Anotação em 2007, com complemento em 2008: O filho de Victor McLaglen, o ator de vários filmes de John Ford, conseguiu fazer um filme de guerra que é quase uma comédia – guerrear, para o grupo de ingleses da Brigada Ligeira de Calcutá, nos últimos dias do governo britânico na Índia, é uma diversão, como tomar uísque no clube ou jogar pólo.

 Ou como é diversão para os irlandeses brigar, sair aos socos e sopapos um contra o outro – como no maravilhoso clássico de Ford Depois do Vendaval/The Quiet Man, em que John Wayne e Victor McLaglen protagonizam a luta a socos mais fantástica e divertida da história do cinema. 

E o interessante é que funciona, este filme de Andrew V. McLagen: é um filme de guerra, e é uma boa diversão. É doido isso, mas é assim mesmo. Há mais de um século os ingleses misturam crimes e humor.

Gregory Peck e Roger Moore fazem oficiais – um americano, um inglês, respectivamente, é claro – incumbidos de destruir um navio mercante alemão parado no porto de Goa, possessão portuguesa no subcontinente indiano e portanto território neutro, durante a Segunda Guerra. Como não podem atacar com força regular um local que não está em guerra, eles escalam para a tarefa os velhinhos ingleses da tal Brigada Ligeira.

Para Gregory Peck e David Niven, como também para os espectadores mais velhos, é uma reedição do time de Os Canhões de Navarone, quase 20 anos depois.

Marynha fez uma observação interessantíssima: é uma espécie assim de Cowboys do Espaço/Space Cowboys na Segunda Guerra.

Ah, sim: por mais implausível que pareça a história, ela se baseia em fatos reais.

Espionagem em Goa/The Sea Wolves

De Andrew V. McLaglen, Inglaterra-EUA, 1980.

Com Gregory Peck, David Niven, Roger Moore, Trevor Howard, Barbara Kellerman

Roteiro Reginald Rose

Baseado no livro (por sua vez baseado em fatos reais) de James Leasor

Cor, 120 min.

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