A Um Passo da Morte / The Indian Fighter


Nota: ★★★☆

Anotação em 2007, com complemento em 2008: Eis aí um bom western, bem à frente de seu tempo.

Patrulheiro mestiço é incumbido de guiar comboio de criadores de gado por território indígena. Seus esforços são minados por homens brancos que exploram os nativos, trocando uísque por ouro.”

Esse parágrafo aí acima é a sinopse – bem correta – feita pelo Telecine. Mostra o principal, que é um filme pró-índios, muito antes que isso virasse politicamente correto. O filme deixa claro, o tempo todo, quem leva à violência são os homens brancos e sua cobiça. Pô, isso não é pouco para 1955, quando na imensa maioria dos westerns, inclusive os do mestre John Ford, índio bom era índio morto. Afinal, Arthur Penn só faria Pequeno Grande Homem/Little Big Man em 1970, e Dança com Lobos é de 1990.

O irônico é que pegaram uma italiana – Elsa Martinelli – para o papel da índia por quem o personagem de Kirk Douglas é apaixonado.

Walther Matthau faz o papel de um bandido, coisa rara em sua carreira, em que fez muitos sujeitos profundamente ranzinzas mas de grande coração.  

Foi o primeiro filme da Bryna, a produtora criada pelo astro Kirk Douglas.

A Um Passo da Morte/The Indian Fighter

De André De Toth, EUA, 1955.

Com Kirk Douglas, Elsa Martinelli, Walter Matthau, Lon Chaney Jr.,

Argumento Robert L. Richards

Roteiro Frank Davis

Produção Bryna, distribuição United Artists

Cor, 88 min

3 Comentários

  1. Roberto Lúcio
    Postado em 6 dezembro 2008 às 11:50 am | Permalink

    O filme é fantastico. Apresentando um paisagem bonita e maravilhosa.

  2. Jurandir Lima
    Postado em 28 setembro 2009 às 11:55 pm | Permalink

    Acredito que os atores, principalmente estes de 1a. linha, como o Kirk Douglas, por exemplo, deveria selecionar mais os filmes que faziam.
    Ele tem bons filmes, como Spartacus, Vikings os Conquistadores, Sua últiuma façanha, um filme de bos que ele fez com Robert Wise em 1949, acho que O campeão, Sem lei e sem alma e até Duelo de Titãs.
    Mas fazer a Um passo da morte foi algo que nada acrescentou à sua carreira. E um filme fraco, sem atrativos, até mal feito e não carrega uma carga de um faroeste como muitos que já vi.
    Enfim, ele poderia ter ficado sem este.

  3. Marcelo
    Postado em 21 novembro 2009 às 3:12 pm | Permalink

    filme muito bom. vejam !

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