À Procura da Felicidade / The Pursuit of Happyness


Nota: ★★☆☆

Anotação em 2007, com complemento em 2008: O filme mostra muita dureza, muita dificuldade, muita miséria, em plena San Francisco, a cidade mais elegante, mais chique do Império – as cenas dos abrigos para sem-teto absolutamente abarrotados de gente são bem feitas e apavorantes.

Mas não é uma denúncia. Ao contrário, é tudo uma ode ao capitalismo, aos Estados Unidos, a terra das oportunidades, onde todos têm a chance de ficarem imensamente ricos.

O filme se baseia na história real (e faz propaganda disso) de Chris Gardner, um negro que comeu o pão que o diabo amassou, passou fome, dormiu com o filho em abrigos para mendigos, e depois ficou milionário trabalhando como corretor no mercado de capitais.

Tudo, naturalmente, é muito bem feito, muito bem acabado, padrão boa produção de Hollywood. O filho de Will Smith, Jaden Christopher Syre Smith, faz o papel do filho de Chris Gardner. E, por sua interpretação como Chris Gardner, Will Smith foi indicado ao Oscar; o filme ganhou nove prêmios e teve 17 indicações.   

 Na época em que vi o filme – e fiquei assustado com ele, com esse incensamento do sistema -, não reparei, e só no final de 2008, mexendo no texto para botar no site, vi que o diretor é o italiano Gabriele Muccino. Ele é o autor de Para Sempre na Minha Vida/Come te nessuno mai, de 1999, e de No Limite das Emoções/Ricordati di me, de 2003. Este filme aqui foi o primeiro que fez em Hollywood, no final de 2008 estava concluindo um outro filme com Will Smith, Seven Pounds. Americanizou-se, parece.

Não entendi por que eles grafam happyness, e não happiness. Mas, se é assim que eles grafam, que fique assim, uai.

À Procura da Felicidade/The Pursuit of Happyness

De Gabriele Muccino, EUA, 2006.

Com Will Smith, Jaden Christopher Syre Smith, Thandie Newton

Roteiro Steve Conrad

Música Andrea Guerra

Produção Columbia. Estreou em SP 2/2/2007.

Cor, 117 min.

**

Um Comentário

  1. Dininha Torres Luize
    Postado em 17 outubro 2011 às 4:53 pm | Permalink

    É um filme bem feito, uma história de fé e de esperança: fé em si mesmo, pois o nosso próprio sucesso só depende de nós mesmo, e esperança de dias melhores, alcançados através de muito trabalho, empenho e, de novo, de fé em si mesmo. É um exemplo de vida. Vale pela mensagem.
    Mas o que realmente me emociona neste filme é a atuação de pai e filho. Não há como não ficar tocado com o amor e confiança que transparecem nos olhos do gurizinho ao contracenar com o pai. Talvez se um ator-mirim tivesse feito o papel do menino, as cenas mais difíceis (dormir num banheiro, a cena do despejo do motel, a noite no albergue) não ficassem tão convincentes.
    É um filme bem comovente, apesar de não ser candidato à minha lista de “amo esse filme”. Que grande problema!!!

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