Na Linha da Morte / Return to Sender


Nota: ★★★☆

Anotação em 2006, com complemento em 2008: O filme mais americano do bergmaniano dinamarquês Bille August não teve nenhuma badalação, pelo que eu saiba – mas é muito bom.

O personagem interpretado por Aidan Quinn, Frank, é interessantíssimo – um homem que vive de vender aos jornais cartas de presos condenados à morte, depois de se insinuar junto a eles e ganhar sua confiança. Esse meio abjeto, nojento de ganhar a vida evidentemente o deixa profundamente infeliz, amargurado. Mais para perto do fim do filme o espectador ficará sabendo que ele já ganhou o pão de maneira mais honesta, mas foi impedido de continuar na profissão.

A belíssima Connie Nielsen faz Charlotte, uma presa que está no corredor da morte, mais um dos condenados que troca cartas com Frank. Ele mente para Charlotte, diz que serviu no exército ao lado do pai dela – uma das mentiras que prega para adquirir a confiança dela. Quando a data da execução se aproxima, Charlotte escreve para Frank pedindo que ele a visite na prisão. Uma advogada (Kelly Preston) tenta desesperadamente encontrar uma maneira de adiar a execução. Ela e Frank acabarão descobrindo verdades que não apareceram no julgamento.

Frank, é claro, se apaixona por Charlotte, o que só aumenta a culpa que sente por suas ações nojentas.

 O papel de Connie Nielsen lembra o da Sharon Stone em A Última Chance/Last Dance, de Bruce Beresford, de 1996 – duas mulheres extroardinariamente belas que a maquiagem tenta transformar em um pouco menos estonteantes.

É um bom filme, desses que a revisão deixa ainda melhor.

Na Linha da Morte/Return to Sender

De Bille August, Dinamarca-Inglaterra-EUA, 2004

Com Aidan Quinn, Connie Nielsen, Kelly Preston

Roteiro Neal Purvis e Robert Wade

Música Harry Gregson-Williams

Cor, 109 min.

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