Estrela Solitária / Don’t Come Knocking


Nota: ★☆☆☆

 Anotação em 2006, com complemento em 2008: Assim como acertou a mão, com brilho, em Medo e Obsessão/Land of Plenty, de 2004, um ótimo filme sobre o pós-11/9, Wim Wenders errou neste aqui, uma reunião com seu companheiro de Paris, Texas, Sam Shepard.

É um road-movie que me pareceu sem pé nem cabeça, sem sentido, sem razão, sem emoção, uma perda de tempo e talento de tantos bons atores e atrizes.

Ou será que exatamente o fato de ser um Wim Wenders e com elenco tão bom foi que me fez ficar decepcionado? É. Pode ser.

Eis o que diz a sinopse do All Movie: Howard Spence é um veterano ator que tem sido muito popular em westerns desde meados dos anos 70. A imagem de Spence nas telas como um homem da lei forte é um grave contraste com sua vida pessoal, dominada pela bebida, drogas e muita promiscuidade. Até que ele começa a achar muito vazia a sua vida, e, um belo dia, no meio das filmagens de um novo bangue-bangue, ele sobe no seu cavalo e se manda; vai parar na pequena cidade de Nevada onde mora sua mãe (Eva Marie Saint, aos 81 anos), com quem fica sabendo que uma antiga amante (Jessica Lange, mulher de Shepard na vida real) teve um filho dele, do qual nunca soube. A amante mora em Butte, Minnesota, e lá vai ele, pegar mais estrada, para reencontrar a mulher e tentar conhecer o filho.  

O reencontro Wenders-Shepard não funcionou. Não há nada, absolutamente nada neste filme que tenha qualquer tipo de lampejo do brilho de Paris, Texas.

Estrela Solitária/Don’t Come Knocking

De Wim Wenders, EUA, 2005.

Com Sam Shepard, Jessica Lange, Eva Marie Saint, Sarah Polley, Tim Roth, George Kennedy, Fairuza Balk, Julia Sweeney, Tim Matheson

Argumento Wim Wenders e Sam Shepard

Roteiro Sam Shepard

Música T. Bone Burnett

Cor, 122 min.

2 Comentários para “Estrela Solitária / Don’t Come Knocking”

  1. Interessante… Gostei mais deste filme do que de Medo e obsessão. Pareceu-me bastante sensível. Longe de ser sem pé nem cabeça, parece-me que ele expressa bem aqueles momentos de “um pouco de ar, senão sufoco”. O personagem não sai em busca de nada, ele sai (ou busca sair) de uma situação que já não lhe serve. Ir até a mãe expressa bem o não ter para onde ir. Sair em busca do filho também: trata-se de ir para algum lugar, não importa onde ou por qual motivo. Ele segue os acontecimentos, chega até a encantar-se com a possibilidade de se estabelecer com mulher e filhos, mas não é isso, em absoluto, o que o move. O vazio? A busca? Parece-me mais: a perambulação, o que é possível encontrar nesse ir para algum qualquer lugar. Quer coisa melhor para um road movie?

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