Anita Não Perde a Chance / Anita No Perd el Tren


Nota: ★★★½

Anotação em 2006, com complemento em 2008: Belíssima surpresa. Esse Ventura Pons, diretor catalão que eu não conhecia, é extremamente talentoso, sensível sem ser babaca, inteligente sem ser chato.

Ventura Pons não tem a fama que merecería ter; não está, por exemplo, nos dicionários de cineastas de Jean Tulard e de Rubens Ewald Filho, embora tenha começado a carreira em 1978, e acumule 21 filmes, 14 prêmios e 17 outras indicações.  

 A partir deste filme, descobri esse extraordinário compositor Carlos Cases, uma espécie assim do que foi Nino Rota para Fellini – Cases e o diretor trabalharam juntos em diversos filme.

 E descobri também essa maravilhosa atriz Rosa Maria Sardà, uma espécie assim de Fernanda Montenegro da Catalunha, de presença fortíssima na tela; mais tarde eu a veria em outro filme delicioso, extraordinário, do novo cinema espanhol, Minha Mãe Gosta de Mulher/A Mi Madre Le Gustan Las Mujeres.

 Rosa Maria Sardà faz a Anita do título, uma mulher de uns 50 e muitos anos que é feliz da vida trabalhando na bilheteria de um cinema. Sua vida muda quando o patrão resolve vender o imóvel para uma grande empresa que construirá no lugar um multiplex. Embora demitida com boa indenização e não tenha que passar por privações, Anita sente sua vida vazia sem o trabalho de que gostava muito; para não se entediar, resolve assistir ao trabalho dos operários no local do antigo cinema – e acabará tendo um caso com um deles.

Uma delícia de filme. 

Anita Não Perde a Chance/Anita No Perd El Tren

De Ventura Pons, Catalunha/Espanha, 2000.

Com Rosa Maria Sardà, José Coronado, María Barranco

Roteiro Lluís-Anton Baulenas e Ventura Pons

Baseado em novela de Lluís-Anton Baulenas

Música Carlos Cases

Produção Els Films de la Rambla

Cor, 87 min 

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