À Procura de Amy / Chasing Amy


Nota: ★★★½

Anotação em 2006, com complemento em 2008: Eis aí um filme de jovens sobre jovens que me faz tirar o chapéu. É um belo filme sobre sexualidade e a relação homem-mulher nos tempos moderníssimos – sensível, inteligente, pra frente, atrevido, ousado.

É também uma das poucas comédias-românticas de todos os tempos que termina sem happy end, e sim com uma trava amarga – como também seria o extraordinário Terapia do Amor/Prime.

Holden (Ben Affleck) e Banky (Jason Lee), dois amigos desde sempre, são escritores e desenhistas de histórias em quadrinhos. Aí um belo dia eles conhecem Alyssa (Joey Lauren Adams), ela também uma quadrinista, bonita, inteligente, sensual, cativante. Holden fica louco por ela, mas tem um problema: ela é gay. Ficam muito amigos, depois acaba rolando trepada – e depois de um tempo as coisas ficam bem complicadas.  

O filme virou cult bem rapidinho – e merece. Esse Kevin Smith mostrou talento de sobra no filme. Nascido em 1970 em Nova Jersey, ele já trabalhou como ator, montador, roteirista e diretor.

 A garota Joey Lauren Adams, que está um brilho absoluto no filme, aparentemente não teve outras oportunidades tão boas quanto a desse papel de Alyssa; faz muitos filmes e coisas para a TV, mas não reconheci nada que parecesse muito importante na filmografia dela no iMDB. Em 2006, escreveu e dirigiu um filme estrelado pela Ashley Judd, Come Early Morning. Gostaria de vê-lo.

À Procura de Amy/Chasing Amy

De Kevin Smith, EUA, 1997.

Com Ben Affleck, Joey Lauren Adams, Jason Lee

Roteiro Kevin Smith

Cor, 113 min.

Um Comentário

  1. Postado em 7 setembro 2012 às 10:15 pm | Permalink

    Estranho, Sérgio, nenhum comentário sobre esse filme q revi agora pela terceira vez e de q gostei tanto q achei q merecia ser comprado p vê-lo quando tivesse vontade, quando tivesse visitas q não o conhecessem e tivessem sensibilidade para apreciá-lo etc. E ninguém mais viu ou se deu ao trabalho de falar sobre ele? Realmente intrigante! Pois foi um filme que me marcou, do qual lembrava de todo o enredo mesmo antes de apertar a tecla play.
    Começa com uma apresentação muito fofa, com quadrinhos, cuja feitura é a profissão dos personagens. O filme é uma mistura de situações hilariantes com conteúdos dramáticos muito bem abordados. Logo no início, em uma noite de autógrafos, um fã desqualifica o trabalho do sócio de Holden, que faz a arte final, dizendo a ele que o tabalho dele não é importante pois limita-se a passar por cima hehehe. E os três no bar, Holden, o amigo e a lésbica Alyssia, por quem o primeiro se apaixonou! Os diálogos entre Banky e Alyssia, principalmente sobre sexo oral são de rolar de rir. E o Holden, careta e convencional, ficando cada vez mais constrangido. E os dois vão ficando cada vez mais amigos, até que ele lhe faz a declaração de amor que toda mulher gostaria de ouvir.
    Parando o carro, ele lhe diz que a ama, que ela é o epítome de tudo que sempre quis em um ser humano e que nenhuma outra pessoa nesse planeta o fez a metade melhor do que ela fez.É claro que depois dessa declaração, ela não resiste e os dois passam a noite juntos, para ciúmes totais de Banky.
    Este, então, desencava o “passado negro”de Alyssia, que nos tempos de escola, tinha o apelido de algemas chinesas. Holden a questiona, sua caretice não admite que ela já tenha transado com outros homens, que seja muito mais experiente nesse campo do que ele. Não o incomoda que ela tenha feito sexo com metade das sapatas de Nova York, mas com homens e dois ao mesno tempo!
    Fica curtindo o desentendimento, na maior de prê, até que ele e Banky encontram os inspiradores dos quadrinhos e aí é relatada mais uma história comovente, que explica o nome do filme. O silencioso e gordo Bob o questiona sobre sua tristeza e sabendo do que aconteceu, conta que lhe sucedeu algo parecido, com uma moça chamada Amy. Estava tudo bem entre eles até que ele começou a perguntar sobre o seu passado e também não aguentou saber de tanta coisa. Depois de um ano, quando refletiu que era tudo bobagem, ela já estava com outro e, desde então, ele estava procurando Amy.
    Moral da história: homem quer sempre ser superior à mulher, pode até dizer que é muito liberal, “cabeça feita”, mas na hora da verdade ele não aguenta mulher mais inteligente, que ganhe mais (a menos que seja um interesseiro, é claro), seja mais culta e mais experiente sexualmente. É verdade q o filme tem 12 anos, mas quero ver se as coisas mudaram.
    Guenia Bunchaft
    http://www.sospesquisaerorschach.com.br

Um Trackback

  1. Por 50 Anos de Filmes » Argo em 10 abril 2013 às 9:17 pm

    […] de interpretação, junto com o amigo Matt Damon. Participou de filmes independentes, como À Procura- de Amy, de […]

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