A Janela de Frente / La Finestra di Fronte


Nota: ★★★☆

Anotação em 2006, com complemento em 2008: Um belo filme. O  problema desse novo diretor italiano de origem turca Ferzan Ozpetek é que ele foi muito pretensioso. Pretendeu abarcar temas demais – homossexualismo, traumas do holocausto, dificuldades de uma família no dia-a-dia na Itália de hoje, problemas conjugais, infidelidade… Mas tem talento e sensibilidade.

O filme conta, com um tom triste, desesperançado, a história de Giovanna (Giovanna Mezzogiorno), uma mulher que vive um casamento não satisfatório; o marido, uma pessoa um tanto perdida na vida, sem profissão estável, encontra um velho desamparado na rua e o leva para casa. Saberemos depois que ele é um sobrevivente do holocausto dos judeus na Segunda Guerra. Giovanna se aproxima dele, e a partir daí começa a refletir sobre sua própria vida. Ao mesmo tempo, vai ficando curiosa com o vizinho que mora em frente, e acabará se apaixonando por ele.  

Foi a despedida do veterano Massimo Girotti, de, entre outros, O Carteiro e o Poeta/Il Postino, que morreu no mesmo ano em que o filme foi produzido.

Essa Giovanna Mezzogiorno é uma boa atriz e é belíssima, com tristes olhos verdes.

O compositor Andrea Guerra é filho do veteraníssimo Tonino Guerra, um dos maiores roteiristas do século 20, que trabalhou com Fellini e diversos dos grandes autores do cinema italiano.

O diretor Ferzan Ozpetek nasceu em Istambul, em 1959, e radicou-se na Itália; trabalhou como ator, roteirista e diretor.

O filme foi um sucesso com os David de Donatello, o Oscar italiano: levou os prêmios de melhor filme, melhor ator para Massimo Girotti, melhor atriz para Giovanna Mezzogiorno e melhor música para Andrea Guerra, e teve ainda sete outras indicações.

Pela anotação que fiz acima, em 2006, vejo agora, em 2008, que este foi o primeiro filme que vi com Giovanna Mezzogiorno. Ela iria me deixar muitíssimo impressionado mais tarde, quando veria A Fera no Coração/La Bestia nel Cuore, de 2005. É uma ótima atriz – além de ser uma mulher de beleza extraordinária, uma das mais belas que já apareceram no cinema nas últimas décadas. Se está mal (e de fato está mal) em O Amor nos Tempos do Cólera, de 2007, não é culpa dela: todo mundo está mal no filme, que é um gigantesco equívoco.

A Janela de Frente/La Finestra di Fronte

De Ferzan Ozpetek, Itália, 2003

Com Giovanna Mezzogiorno, Massimo Girotti, Raoul Bova

Roteiro Ferzan Ozpetek e Gianni Romoli

Música Andrea Guerra

Cor, 106 min.

3 Comentários para “A Janela de Frente / La Finestra di Fronte”

  1. Olá,
    Parabéns pelo site, muito bom! Vou virar assídua.
    Cheguei procurando pelo “A Janela de Frente” pq o vi ontem e gosto de ler sobre os filmes depois que os vejo. Gostei menos do que esperava que fosse gostar, mas gostei. Realmente, por ele ter falado sobre vários temas, acabou ficando superficial em algumas partes. A Giovanna está muito bem mesmo e é muito bonita; não lembrava que era ela quem tinha feito “O Amor nos Tempos do Cólera”. Achei que ela atual muito mal neste último, tão mal que chegava a me irritar as cenas com ela. Mas é como vc disse, todo mundo está mal no filme.
    Abraços.

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