Redescobrindo o Amor / Desert Hearts


Nota: ★★½☆

Anotação em 2004: Não chega a ser um ótimo filme, mas é bastante adiante do seu tempo, 1985. Tem todo o estilo de pequena produção independente, quando isso ainda não era propriamente moda. E trata de lesbianismo com uma naturalidade que também não existia na época. Na verdade, acaba sendo um panfleto pró-lesbianismo, e isso fica chato.
É a história de uma mulher culta, professora de literatura inglesa, de Nova York, que vai para Nevada, nos anos 1950, para conseguir lá o divórcio do marido, homem rico e intelectual, e, o filme não explica direito por que, acaba se hospedando num rancho de uma família que foge aos padrões tradicionais e tem uma filha jovem, belíssima e homossexual. A atriz que faz a moça tem uma beleza extraordinária, mas, por algum motivo, não fez muitos filmes – Patricia Charbonneau.
Vale a pena ver os alfarrábios.

Foi a estréia na direção de Donna Deitch, uma californiana nascida em 1945 que, pelo jeito, ficou basicamente na TV; dirigiu vários episódios de séries, inclusive Lei e Ordem (dirigiu um episódio do Special Victims Unit em 2002) e Crossing Jordan.

A atriz bonita, Patricia Charbonneau também ficou na TV; trabalha muito, pelo que mostra o iMDB, mas muito pouco no cinema.

Em sua longa resenha, Roger Ebert esclarece que Helen Shaver, a atriz principal, é uma “canadense subestimada de fria elegância. Depois de fazer várias ressalvas, ele diz que o filme que o filme tem “inegável poder”, que “vem da química entre Shaver e Charbonneau”.

Redescobrindo o Amor/Desert Hearts
De Donna Deitch, EUA, 1985.
Com Helen Shaver, Patricia Charbonneau, Audra Lindley, Andra Akers, Dean Butler, Jeffrey Tambor
Roteiro Natalie Cooper
Baseado em novela de Jane Rule
Cor, 91 min

Um comentário para “Redescobrindo o Amor / Desert Hearts”

  1. nossa cara que filme mais sem emoção os diretores de hoje em dia nao sabem como esvrever uma historia de lesbianismo com muita emoçao e sensualismo sen deixar de fora o romance,delicadeza e sentido da historia!estamos em pleno seculo 21 e eles ainda se prendem a essa coisa chamada puldor que nada temos que nos libertar disso e mostrar sem medo o que realmente acontece na vida de quem é lesbica ou gay!

    by:dafine

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