Agora ou Nunca / All or Nothing


Nota: ★★★½

Anotação em 2004: Pesadíssimo, duro, triste – um belo filme. Como em Segredos e Mentiras, feito seis anos antes, em 1996, Mike Leigh vai fundo nas relações familiares de anti-heróis da working class inglesa.

Aqui, ele pega três famílias de um conjunto habitacional de periferia, depois vai fazendo um zoom para se concentrar basicamente em uma delas, o marido chofer de táxi (Timothy Spall, uma grandeza de ator, que também trabalhou em Segredos e Mentiras) um tanto preguiçoso, excelente caráter, completamente atônito com tudo o que acontece a seu redor; a mulher, caixa de um supermercado, tornada seca pela vida amarga; e um casal de filhos gordos, ela bem como o pai, boa e perdida, trabalhadora braçal em um asilo para velhos doentes, ele um adolescente desligado do mundo, que acabará tendo um ataque cardíaco.

Mike Leigh é seguramente um dos melhores diretores de atores de toda a história do cinema. E o filme é mais uma das várias provas de que está certa a minha teoria de que o melhor cinema do mundo atualmente se faz nas Ilhas Britânicas.  

Agora ou Nunca/All or Nothing

De Mike Leigh, Inglaterra-França, 2002.

Com Timothy Spall, Leslie Manville, Alison Garland, James Corden, Ruth Sheen, Sally Hawkins

Argumento e roteiro Mike Leigh

Música Andrew Dickson

Produção Les Films Alain Sarde

Cor, 128 min

***1/2

Título em Portugal: Tudo ou Nada

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