Femme Fatale


Nota: ★★☆☆

Anotação em 2003 e 2008: A história em si é confusa, doidona – uma mulher misteriosa participa de um audacioso roubo de jóias em Cannes, não divide o butim com os companheiros, passa a ser perseguida por eles, muda de vida, casa-se com um político americano importante, mas surge em seu encalço um fotógrafo que o espectador não sabe muito bem quem é.

História confusa e doidona à parte, o fato é que a câmara do De Palma e a música de Sakamoto (uma maravilhosa variação do Bolero de Ravel) são extraordinárias. A abertura do filme, no meio do Festival de Cannes, é de um brilho absoluto – De Palma estava numa fase de aberturas brilhantes, grandes tour-de-forces, como fez também em Olhos de Serpente, de 1998. Sem contar com a beleza dessa Rebecca Romijn-Stamos. 

O IMDB diz que foi Melanie Griffith que convenceu o marido Antonio Banderas a fazer o papel do fotógrafo – embora não fosse o protagonista do filme – como um sinal de agradecimento a De Palma, que deu a ela boas oportunidades no início da sua carreira. Ela é a moça que faz a dança sensual em Dublê de Corpo, de 1984.

Embora seja um Brian De Palma, o filme é uma produção francesa; a ação se passa lá e produtores franceses bancaram.

Femme Fatale

De Brian De Palma, França, 2002.

Com Rebecca Romijn-Stamos, Antonio Banderas, Peter Coyote

Argumento e roteiro Brian De Palma

Música Ruychi Sakamoto

Cor, 114 min.

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