O Diabo e os Dez Mandamentos / Le Diable et les Dix Commandements


Nota: ★★★☆

Anotação em 2002: No início dos anos 60 estavam na moda as comédias em esquetes; os italianos fizeram 200 mil delas. Os franceses fizeram várias, também (Os Sete Pecados Capitais, As Mais Belas Escroquerias do Mundo, por exemplo), e fizeram também dramas em episódios (O Amor aos 20 Anos, Loin du Vietnam). Em geral, cada episódio era de um diretor.

Julien Duvivier, que, como os grandes americanos que começaram na primeira metade do século – Howard Hawks, Raoul Walsh, John Ford, etc, etc, etc -, sempre fez de tudo (comédia, drama, drama histórico, policial), realizou sozinho um filme de dez episódios. Usou, é verdade, diversos roteiristas e três compositores para a trilha sonora, mas dirigiu tudo.

E o fantástico é que o filme, sendo feito numa época de transição, como se pode ver pela data, 1962,  misturou no elenco várias gerações. Tem os mais velhos, do velho e tradicional cinemão francês, como Fernandel e Danielle Darrieux, e tem os muito novos, como Alain Delon e Jean-Claude Brialy, que já estavam trabalhando nos filmes da nouvelle vague, então explodindo, no auge. Aliás, o diabo, que é o narrador, fala que gosta da nouvelle vague.

Duvivier já estava bem velho quando fez o filme, que foi seu antepenúltimo (nascido em 1896, ele morreria em 1967).

O Diabo e os Dez Mandamentos/Le Diable et les Dix Commandements

De Julien Duvivier, França-Itália, 1962.

Com Alain Delon, Jean-Claude Brialy, Mel Ferrer, Fernandel, Micheline Presle, Charles Aznavour, Lino Ventura, Danielle Darrieux,

P&B, 122 min.

2 Trackbacks

  1. Por 50 Anos de Filmes » Quando nasceram as estrelas em 31 Maio 2011 às 4:08 pm

    […] Demônio da Argélia/Pépé Le Moko (1937); Mistérios da Vida/Flesh and Fantasy (1943); O Diabo e os Dez Mandamentos/Le Diable et les Dix Commandements […]

  2. […] É interessante essa coisa de um filme em segmentos – todos pertencendo a uma única história – porque foi uma moda nos anos 50 e 60, tanto no cinema americano quanto no francês e no italiano. Um dos vários filmes em que Marilyn Monroe fez papéis pequenos naquela época, Páginas da Vida/O’Henry’s Full House, também de 1952, era composto por cinco episódios independentes, isolados, cada um dirigido por um realizador – o ponto em comum é que eram contos do mesmo escritor, o O’Henry do título original. Na década seguinte, os europeus fariam filmes de esquetes às pencas, como Histórias Extraordinárias, Boccaccio 70, As Bruxas, As Bonecas, Os Sete Pecados Capitais, O Diabo e os Dez Mandamentos. […]

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