Léon Morin, Padre / Léon Morin, Prêtre


Nota: ★★★☆

Anotação em 2002; com complemento em 2008: Algumas observações são necessárias. A) Em 1961, o filme falar tão claramente de lesbianismo é – a não ser que eu esteja louco – uma ousadia e tanto.

B) Como era linda e boa atriz a Emmanuelle Riva, que eu só conhecida do Hiroshima Mon Amour, do mestre Alain Resnais. O que terá sido feito dela?

C) Foi, que eu me lembre, o primeiro filme de Jean-Pierre Melville que eu vi na vida. Ele é, pelo que eu saiba, uma personalidade e um personagem meio estranho; embora contemporâneo da nouvelle vague, não foi um diretor do movimento, tanto que Lelouch – que jamais teve qualquer proximidade com a nouvelle vague, muito antes pelo contrário – era amigo dele, fala muito bem dele na sua autobiografia.

D) O estilo de Melville é extremamente solene; além disso, ele pontua a narrativa com muitas pausas (em fade out, fade in, de um jeito um tanto acadêmico, como se costumava fazer nos anos 30, 40), e longos, longos momentos de silêncio e de nada realmente importante acontecendo – apenas para realçar pontos do caráter dos personagens, ou do ambiente em que eles vivem. E, finalmente, é óbvio que ele adora um bom texto, e depende dele para fazer seus filmes.

 

Léon Morin, Padre/Léon Morin, Prêtre

De Jean-Pierre Melville, França, 1961.

Com Emanuelle Riva, Jean-Paul Belmondo,

Roteiro Jean-Pierre Melville

Baseado em novela de Béatrix Beck

Fotografia Henri Decae

P&B, 102 min.

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