Uma Vida Marcada / Cry of the City


Nota: ★☆☆☆

Anotação em 2001, com complemento em 2008: Robert Siodmak (1900-1973) fez filmes muito bons, mas ninguém acerta sempre. Este aqui, sobre dois amigos de infância que se reencontram muito tempo depois, cada um de um lado da lei, um ladrão, o outro policial incorruptível, é ruim, bem ruim.

A história vai capengando, se arrastando, em cima de implausibilidades óbvias – o sujeito mau que estava à morte sai andando pra cá e pra lá apenas com ferida na perna. As falas e situações relacionadas à família italiana do homem mau são grotescamente pueris. Debra Paget, Victor Mature (como o policial) e Richard Conte (como o bandido) estão pavorosamente ruins.

Leonard Maltin informa que o filme se baseia em Manhattan Melodrama, de 1934, com Clark Gable e William Powell.

Há quem goste. “Os personagens grotescos, a alienação e a predestinação do criminoso para um fim trágico (pressagiado desde a cena de abertura na sala austera e escura do hospital) e o expressionismo fotográfico – que o diretor consegue conciliar com o naturalismo de algumas tomadas em locação – dão um toque noir ao filme”, diz A.C.Gomes de Mattos em seu livro O Outro Lado da Noite: Filme Noir.

 Uma Vida Marcada/Cry of the City

De Robert Siodmak, EUA, 1948.

Com Victor Mature, Richard Conte, Fred Clark, Shelley Winters, Betty Garde, Berry Kroeger, Debra Paget, Hope Emerson

Pro Sol C. Siegel

Roteiro Richard Murphy

Baseado na novela The Chair for Martin Rome, de Henry Edward Helseth

Música Alfred Newman

Produção 20th Century Fox

P&B, 95 min

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