Velvet Goldmine


Nota: ★★★☆

Anotação em 2000, com complemento em 2008: Um bom filme, sem dúvida, extremamente bem feito. Esse diretor Todd Haynes, um garoto americano, fez Veneno/Poison, baseado em Jean Genet, e A Salvo/Safe, em que Julianne Moore fica alérgica à vida moderna. Tem fama de ser um transgressor. Este filme aqui ganhou um prêmio de contribuição artística em Cannes 1998, e a figurinista inglesa Sandy Powell foi indicada por este filme para o Oscar 1999. A atriz Toni Colette é australiana e fez a mãe do garoto em O Sexto Sentido. Michael Stipe, do R.E.M., foi o produtor da trilha sonora.

Para que eu não precise de novo olhar os recortes de jornal (saíram boas matérias sobre o filme no Estadão e na Folha), ficam as informações sobre as figuras do glam rock: o personagem de Brian Slade é obviamente calcado em David Bowie; o de Curt Wild vem de Iggy Pop; o da mulher de Brian Slade, Mandy Slade, vem de Angela, a primeira mulher de David Bowie. O personagem Jerry Devine, o empresário que faz a fama de Brian Slade, vem de Tony DeFries, que impulsionou a carreira de Bowie.

Várias músicas do filme são de Brian Ferry e Brian Eno, que estiveram juntos no Roxy Music e agora têm carreira solo. Bowie não cedeu suas músicas para serem usadas no filme. Velvet Goldmine, de qualquer forma, segundo os jornais, é o nome de uma música obscura do Bowie, que foi lado B em compacto.

Uma anotação, também para o registro: estranho que este filme, que tem tudo pra virar cult para quem gosta de rock, para GLS e desbundados de uma maneira geral, tenha feito uma carreira tão apagada em São Paulo. O Estadão diz que sessão na Mostra de Cinema esteve lotada – mas na Mostra qualquer filme lota. O filme estreou dia 14 de janeiro em apenas duas salas (após meses de espera por vaga no circuito, segundo a Vejinha), está agora apenas em uma, e a sessão que vimos estava absolutamente vazia.

Complemento em 2008: Todd Haynes faria, depois, um filme extraordinário, Longe do Paraíso/Far From Heaven, de 2002, uma belíssima homenagem aos melodramas de Douglas Sirk, e só faria novo longa cinco anos depois, voltando ao mundo da música pop, Eu Não Estou Lá/I’m Not There, a homenagem – muitíssimo doidona, sensível e bem feita – às “muitas vidas de Bob Dylan”.

Velvet Goldmine

De Todd Haynes, EUA-Inglaterra, 1998.

Com Jonathan Rhys-Meyers (Brian Slade), Ewan McGregor (Curt Wild), Christian Bale (Arthur Stuart), Toni Colette (Mandy Slade); Eddie Izzard (Jerry Devine)

Argumento James Lyons e Todd Haynes

Roteiro Todd Haynes

Cor, 124 min.

2 Trackbacks

  1. Por 50 Anos de Filmes » Mildred Pierce em 17 junho 2013 às 12:59 am

    […] A trama é excelente, forte; trata de vários temas importantes, de forma corajosa. A direção, de Todd Haynes, esse jovem diretor de imenso talento, é impecável. Todo o elenco está muito […]

  2. Por 50 Anos de Filmes » Carol em 6 agosto 2016 às 4:41 pm

    […] Tem tudo, absolutamente tudo a ver com duas obras anteriores desse diretor que esbanja talento, Todd Haynes: Longe do Paraíso (2002) e Mildred Pierce […]

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