
Nota: 



Anotação em 2000: Li em algum lugar algo como que o progressista Tim Robbins teve que abandonar seus princípios para trabalhar num filme reacionário. Por causa disso, relutei um tempo em ver este O Suspeito da Rua Arlington. O filme não é reacionário. É um pouco paranóico, isso sim. Mas nunca reacionário. E é muito bem feito.
O fascinante é que os terroristas são absolutamente Wasps – brancos, protestantes, anglo-saxões, e não árabes. Tem uma ótima frase do roteirista Ehren Kruger na Premiere americana de janeiro de 1999: “Os membros dos grupos extremistas são, na maioria, cidadãos medianos, com empregos normais, que tentam criar famílias e pagar o aluguel”.
O apavorante é que a conclusão do filme é de que os terroristas são mais inteligentes do que o aparelho governamental.
A revista Premiere americana diz que o diretor Pellington (de Indo até o Fim/Going All the Way) “revela-se como um talento maior”
Hope Davis, que faz a namorada do professor interpretado por Jeff Bridges, esteve no Próxima Parada Wonderland/Next Stop Wonderland, aquela gracinha de filme. Os outros nomes principais do elenco já são bem conhecidos.
O Suspeito da Rua Arlington/Arlington Road
De Mark Pellington, EUA, 1999.
Com Jeff Bridges, Tim Robbins, Joan Cusak, Hope Davis
Roteiro Ehren Kruger
Música Angelo Badalamenti
Produção Screen Gems e Lakeshore
Cor, 117 min.

