
Nota: 



Anotação em 1999, com complemento em 2008: Um brilho de filme do veteraníssimo Sir Richard Attenborough, que começou como ator antes dos 20 anos em In Which We Serve, esforço de guerra de Noel Coward e do então jovem David Lean, em 1942. O filme já valeria apenas por uma única seqüência, um único díalogo, que me impressionou especialmente. É um diálogo entre os personagens interpretados por Debra Winger e Anthony Hopkins, inspirados em pessoas reais, ela uma poeta, ele um professor e escritor, gente que vive da palavra.
Ele dá uma palestra em Londres, e percebe que ela está na platéia. Aproxima-se dela (a cena é brilhante; ela fica ao fundo, enquanto ele se aproxima – a câmara são os olhos dele -, entre figuras desfocadas no primeiro plano):
- I didn’t know you were here.
- I am here, Jack. Present tense. Present and tense.
Meu Deus, quem não gostaria de ter escrito isso?
Sempre que penso em Debra Winger, acho um absurdo essa atriz extraordinária não ter feito muito mais filmes na vida.
Leonard Maltin diz que Anthony Hopkins está no auge da forma, Debra Winger à altura dele e todos os coadjuvantes igualmente bons; e informa que o filme foi filmado em Oxford, mesmo, sem estúdio, e que a peça de William Nicholson sobre o encontro entre o escritor inglês C.S.Lewis e a poeta americana Joy Gresham foi inicialmente escrito para a TV – depois é que foi adaptado para o teatro e depois ainda para o cinema.
Terra de Sombras/Shadowlands
De Richard Attenborough, Inglaterra, 1993.
Com Anthony Hopkins, Debra Winger
Roteiro William Nicholson, baseado em sua peça
Cor, 131 min


2 Comentários
Como é maravilhoso esse filme. Tenho uma cópia mambembe feita em fita. Vou procurar o DVD, pois é um filme que não me cansa, ao contrário, vez por outra o vejo. Aquela atmosfera de Oxford,todo aquele ritual tão inglês, a riqueza dos sentimentos, Sérgio tem razão quando observa a beleza de texto.Afinal, é gente que sabe.O livro de autoria de Lewis que encanta o pequeno filho de Joy é citado em outro bom filme inglês “Education”… Realmente, Debra fez quase nada rico como este.
Terra de Sombras é um dos filmes que de vez em quando vejo. Tenho uma cópia mambembe em fita enquanto não adquiro o DVD. Toda aquela atmosfera de Oxford, a riqueza dos personagens, o ritual bem inglês – é um filme de se tirar o chapéu. O livro de Lewis, e o próprio são citados em outro belo, e novo filme inglês: educação…
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[...] em mais de 70 produções e diretor de 12, inclusive Gandhi, Um Grito de Liberdade/Cry Freedom, Terra de Sombras/Shadowlands e Chaplin; em 2007, aos 84 anos, dirigiu Um Amor para Toda a Vida/Closing the Ring, um filme [...]
[...] trilhas para diversos filmes importantes (Ligações Perigosas, O Pescador de Ilusões, Terra de Sombras, Terra e Liberdade), compôs a [...]