
Nota: 



Anotação em 1998: Fantástico ver, em duas sessões corridas, como Truffaut é eclético e ao mesmo tempo é absolutamente fiel a si próprio (no mesmo dia, além deste filme, vi Domicílio Conjugal). Aqui a face mais visível é a do amante do mestre Hitchcock. A música de Bernard Herrmann, ela própria sempre carregada da assinatura, pessoal e intransferível, ajuda, e muito, a dar um clima hitchcockiano, assim como os muitos planos longos, câmara suavemente em grua.
A câmara é absolutamente apaixonada pela beleza de La Moreau, que faz Julie, a personagem central; permanece nela longamente, como os olhos do pintor interpretado por Charles Denner. Os cinco homens que, sem querer, mataram o marido de Julie, têm em comum o amor pelas mulheres.
Mas é o personagem de Denner que resume mais claramente isso; as explicações que ele dá a Julie a respeito de sua paixão pelas mulheres antecipam O Homem que Amava as Mulheres, que Truffaut faria dez anos mais tarde (assim como a câmara seguindo as pernas de Christine em Domicílio Conjugal). As cenas finais, na prisão, antecipam o clima de Uma Jovem Tão Bela Quanto Eu.
A Noiva Estava de Preto/La Mariée était en Noir
De François Truffaut, França-Itália, 1967.
Com Jeanne Moreau, Claude Rich, Jean-Claude Brialy, Michel Bouquet, Michel Lonsdale, Charles Denner, Daniel Boulanger, Serge Rousseaux
Roteiro Truffaut e Jean-Louis Richard
Bas romance de William Irish
Fot Raul Coutard
Música Bernard Herrmann
Cor, 107 min


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[...] filmes calcados na obra do velhinho inglês doido e tarado – Sereia do Mississipi, de 1969, e A Noiva Estava de Preto, de 1968, um brilho absoluto. E, tanto neste último quanto em Farenheit 451, ainda contou com a [...]
[...] são diferentes de maioria dos demais dos filmes do cineasta. Um, o Robert Goldman interpretado por Charles Denner, é um tremendo chato, um chato de galocha, sujeito cheio de pequenas neuroses, irritadiço e [...]
[...] Lydia, como muitas outras mulheres que vão aparecer no filme – interpretadas por belas atrizes, Jeanne Moreau e Alexandra Stewart inclusive –, foi no passado apaixonada por [...]
[...] As Duas Inglesas e o Amor (1971), ambos baseados em romances de Henri-Pierre Roché, e os thrillers A Noiva Estava de Preto (1967) e A Sereia do Mississipi (1969), estes baseados em livros do americano William Irish. E, com [...]
[...] o compositor de vários filmes de Hitchcock, compôs nas suas duas colaborações com Truffaut, em A Noiva Estava de Preto e Fahrenheit [...]