
Nota: 



Anotação em 1996: Um bom, competente thriller. Alguém disse que é o melhor thriller americano desde O Silêncio dos Inocentes. Pois, olha, acho que é mesmo. Redondinho, inteligente, bem up-to-date, com muita computação e internet. Logo no começo do filme, com uns dez minutos de ação, o cara faz um plano seqüência de quase três minutos – a policial intepretada por Holly Hunter entrando numa casa cena de crime, andando por vários aposentos, passando por várias pessoas – que define competência, talento.
O que o filme tem de melhor, acho, é o segundo plano do texto, o que fica por trás da ação principal – a ação principal, de resto, é boa, um serial killer copiando crimes de velhos serial killers, na ordem apresentada em conferência na universidade por uma psiquiatra especializada em serial killers, a personagem de Sigourney Weaver. Bem, mas o segundo plano do texto, que é o melhor do filme, são as relações entre o povo da polícia de San Francisco, e entre eles e a psiquiatra.
É tudo colocado de forma muito inteligente, e para platéias inteligentes, porque nada é muito óbvio, é bem subtexto, en passant – as rivalidades, as velhas relações, as novas relações, quem namora quem, que ambiciona o cargo de quem, a inveja e o despeito de toda a polícia pela shrink que ganha mais que todos eles juntos com seus livros sobre serial killers. É interessante, isso. É como se uma grande produção americana não nivelasse por baixo, como se achasse que o público poderia entender subtexto, mesmo aquele público tão acostumado a filmes que os tratam como parvos, imbecis.
A segunda melhor coisa do filme é Sigourney Weaver. Meu Deus, a mulher ainda não tem 50 anos e já é um monumento. Que mulher fantástica, fantasticamente linda, e que bela atriz. E que bom diretor que soube aproveitar até a arcada dentária dela e o jeito forte dela de falar.
Anotação em 2001: Embora seja absolutamente sacal a quantidade de filmes que se fazem nos Estados Unidos sobre serial killers – a proporção deve ser de dez filmes sobre serial killers contra dois filmes sobre seres humanos normais -, não há como não gostar especialmente deste. Tudo funciona bem, tudo é redondinho. E as duas atrizes estão soberbas.
Copycat – A Vida Imita a Morte/Copycat
De Jon Amiel, EUA, 1995.
Com Sigourney Weaver, Holly Hunter, Dermot Mulroney, Harry Connick, Jr.
Roteiro Ann Biderman e David Madsen
Fotografia Laszlo Kovacs
Música Christopher Young
Cor, 123 min.


2 Comentários
A Sigourney Weaver e a Holly Hunter formam uma dupla excelente e eu gostei muito de ver as duas juntas – a matulona Sig e a pequenina Holly.
Também gostei muito do filme, prende a gente até o fim, não tem aquela sangueira e violência típicas de thriler de serial killers, a coisa funciona mais a nível psicológico, focando muito as sequelas da Signourey Weaver após ser atacada no banheiro e quase morta. Ela desenvolve uma agarofobia-medo de espaços abertos- e é interessante pq ela é psiquiatra e nesse contexto daria p se falar:-”médico, cura primeiro a si mesmo”, já que se trata de problema justamente em sua especialidade. E a sua dificuldade não dura um tempo reduzido, o que seria até tolerável, pois qdo o filme começa de verdade, após apresentar essa cena do ataque à psiquiatra, já se passou um ano e ele está reclusa em casa, receosa até de botar os pés fora da porta de casa para pegar o jornal. Que fobia renitente e mal tratada!
Quanto aos serial killers q o assassino está copiando, também é um aspecto muito interessante, pois ela afirmou aos dois policiais encarregados da investigação que esse tipo de criminoso é como um robô, que repete sempre o mesmo método; porisso de início todos pensam q se trata de mais de um assassino. Mas não, é um serial eclético rsrsrs pois está imitando o estilo de serial antigos, na mesma ordem da conferência apresentada logo no início do filme pela psiquiatra. Nota-se, assim, que trata-se de uma disputa entre os dois, com o serial querendo provar a ela que é mais inteligente e capaz de cometer os crimes sem q ela o identifique nem consiga ajudar a polícia a capturá-lo.
O final é que é tenebroso, com a repetição da situação traumática do início do filme, ela amarrada e um policial morto, mas ela é durona e o interpreta do ponto de vista psiquiátrico dizendo que ele é impotente como o serial que está imitando era “brocha” e isso, q deve ser verdade, o deixa enlouquecido.Adorei!
Guenia Bunchaft
http://www.sospesquisaerorschach.com.br
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