Casos e Casamentos / Miami Rhapsody


Nota: ★★★☆

Anotação em 1996: Uma daquelas boas comédias românticas que bebem muito em Woody Allen de uma maneira geral e especificiamente em Harry e Sally – Feitos Um para o Outro/When Harry Met Sally, que por sua vez é Woody Allen escarrado. Diálogos bons, inteligentes, rápidos, ágeis. Elenco todo muito bem dirigido – até Antonio Banderas está aceitável.

Mia faz um papel típico dos filmes de Woody Allen, uma decoradora, rica, bem vestida, de bom gosto; o diretor Paul Mazursky, com quem Allen trabalhou em Cenas de um Shopping, está simples e engraçado como o marido de Mia.

O filme começa e termina com um plano americano de Sarah Jessica Parker sentada diante do que sabemos é sua nova ginecologista (até isso faz lembrar When Harry,,,), contando a sua história. Ela trabalha numa agência de publicidade e acha que tem talento para escrever; viveu dois anos com o namorado, um veterinário especializado em chimpanzés, até que ele a pediu em casamento. E, a partir do pedido, ela começa a ver que todos os casamentos à sua volta têm problemas.

A mãe (Mia) está tendo um caso com o enfermeiro cubano da avó. O pai está tendo um caso com a dona ou gerente de uma agência de viagens. O irmão mais velho teve um caso com a mulher (Naomi Campbel) de seu sócio, e por isso foi mandado para fora de casa pela mulher grávida. A irmã mais nova se casa com um jogador de futebol sovina e poucos meses depois está tendo um caso com um velho colega de escola que reencontra por acaso. Toda essa prova de que casamento não dá certo a deixa em dúvida sobre se deve casar ou não – até que o namorado se enche e resolve se mandar.

         O diretor David Frankel deve ser novo. Não há uma palavra sobre ele no Cinemania 95.

         De fato, este foi o primeiro longa do diretor, que mais tarde dirigiria episódios das séries Band of Brothers e Sex and the City, e, em 2006, dirigiria O Diabo Veste Prada, com Meryl Streep..

Casos e Casamentos/Miami Rhapsody

De David Frankel, EUA, 1995.

Com Sarah Jessica Parker, Antonio Banderas, Mia Farrow, Paul Mazursky, Naomi Campbel

Argumento e roteiro David Frankel

Música Mark Isham

Cor, 105 min.

2 Trackbacks

  1. Por 50 Anos de Filmes » Setembro / September em 27 outubro 2015 às 1:04 am

    […] – a personagem que Woody Allen criou para sua então mulher Mia Farrow interpretar – é uma das mulheres mais tristes que já passaram pelas telas de cinema. É a […]

  2. […] casamento estava acabando. Quando Maridos e Esposas foi lançado, em 18 de setembro de 1992, ele e Mia Farrow já estavam separados, e os jornais estavam cheios de histórias sobre o escandaloso caso do […]

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